Tuesday, March 29, 2022

“Filha Das Abelhas” (impressões pessoais)

 

Gosto quando um livro, para além da função de nos proporcionar momentos prazerosos nos ensina algo que não conhecíamos.

 

Trata-se de uma  autobiografia que esta senhora norte-americana, jornalista, escreveu como tese para um curso de escrita não criativa. Não sabia que existia tal coisa.

 

Ela conta a sua história desde quando a mãe e o pai se separaram e ela foi viver para casa dos avós maternosna Califórnia.

 

O avô que já era o segundo marido da avó, era apaixonado por abelhas. A autora deste livro acompanhou-o nesta paixão. As abelhas eram o que ela sonhava que uma família fosse. Ordenadas, unidas, solidárias, capazes de amar, com instinto protetor. O que ela não encontrava na sua mãe desequilibrada mentalmente encontrava no mundo das abelhas.

 

Quando eu era pequena, também havia abelhas em casa. Lembro-me de os meus pais, quando o calor apertava, estarem sempre alerta para o caso de as abelhas fugirem. Tinha de ser colocada ao lado outra colmeia para elas a povoarem.

 

Lembro-me de um episódio curioso entre o meu pai e o meu primo. Sem perceber nada de abelhas, o meu pai pediu ao meu primo que lhe arranjasse um casal de abelhas para se reproduzirem. Na altura eu não me ri e nem entendi por que é que as outras pessoas se riram tanto. Depois o meu pai ainda se enterrou mais. Quando o meu primo lhe disse que não as conseguia arranjar, o meu pai foi  insistindo, nem que fosse um casal de abelhas das mais pequeninas.

 

Ao longo de muitos anos houve lá colmeias e cortiços. Depois veio uma moléstia qualquer e aniquilou-as. No inverno a minha mãe cozia fruta em  açúcar para alimentar as abelhas que não podiam sair com a chuva.

 

Fiquei a saber muita coisa sobre abelhas que não conhecia.  Chegamos à conclusão que  qualquer que seja a origem da natureza, tudo está tão perfeito e harmonioso que é impossível ser obra apenas do acaso como muitos defendem.

 

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