Vamos recuar no tempo. Há seis anos atrás, o Mundo
enfrentava a pandemia de covid 19.
Este ensaio da autoria do pensador esloveno slavoj
Zizek foi redigido em pleno confinamento
e em plena crise. a incerteza face ao que viria mais á frente ainda pontua
estas linhas. Naquela altura vivia-se um clima quase apocalítico.
O filósofo disserta em pleno confinamento sobre o que é que
estes tempos nos ensinam ou ainda vão ensinar. Seis anos volvidos, será que a
sociedade ficou diferente? Aprendemos alguma coisa?
O autor deste ensaio reflete aqui sobre o que andamos a
fazer com o nosso Mundo. Diz que, mais que a infeção, o maior vírus vem das
opiniões e das notícias que contaminam a opinião pública.
O confinamento forçado leva-nos a pensar bastante, a pensar
no que virá. Mesmo as pessoas que não gostavam de sair de casa sentem-se presas
porque não têm a possibilidade de escolha de sair ou ficar.
Ele aborda aqui uma questão muito interessante. A frustração
de quem não se viu envolvido nesta pandemia. Para além da frustração das
pessoas que ficam habitualmente em casa, há também a desilusão de quem não
ficou contaminado. Por acaso, que eu saiba, nunca fui confrontada com um teste
positivo de covid 19 e, por várias vezes, estive muito próxima de pessoas
infetadas. Não fui só eu que tive este sentimento. Não sou doida. Há muita
gente que sente o mesmo. Se algum dia tive covid 19, não tive sintomas ou contraí
depois que se deixou de fazer testes.
Apesar de não ter contraído a doença, sofri as consequências
indiretamente. Tinha cegado em 2019 e
precisava de atualizar o
atestado multiusos. As juntas médicas
atrasaram e eu, até finais de 2022 vivi um clima de incerteza do ponto de vista
económico, mental e social. Mais valia ter apanhado a doença de uma forma
agressiva! Tendo em vista o que se passou…
Memórias de um tempo conturbado na História Mundial. Como
escreve Zizek, sabíamos que haveria uma situação como esta, não se sabia
quando. Mas deixem estar que novas
ameaças surgirão na saúde Global.