Tuesday, February 13, 2018

Nicinha convida jogadores de Futebol improváveis para o seu aniversário

Foi notícia a presença de uma Youtuber portuguesa na festa de aniversário de arromba que Neymar fez questão de dar em Paris. Pois bem, eu comecei a imaginar como seria se alguém completamente anónimo desse uma festa de aniversário de arromba com futebolistas e outras entidades como convidados.

Claro que eu pensei na minha própria festa de aniversário. Ninguém me conhece de lado nenhum. Podem-me conhecer das redes sociais mas também não sou muito mediática. O desafio seria mesmo esse. É que nem com esta festa de aniversário eu saltaria para as luzes da ribalta. A menos que…

Bem, no outro dia comecei a imaginar como seria uma conversa minha com Marcelo Rebelo de Sousa. É que eu, quando me ponho a falar de livros também nunca mais me calo. A conversa duraria longas horas. Havia de ser de madrugada e era ver quem dissertava mais sobre livros.

Como a conversa tinha de ser mais recatada, não convidaria desta vez o presidente da república para o meu aniversário. Mas convidaria outras personalidades.

Bem, eu podia convidar Marcelo Rebelo de Sousa na mesma e deixava os jovens desportistas a comer e a beber a grande. Depois ia ver o estrago. Mesmo havendo gente que não bebe álcool, naquele dia não saía ninguém com a taxa de alcoolemia a zeros. Isso é que ia ser noticia| no outro dia iriam alguns de gatinhas para o aeroporto ou diretamente para os treinos.

Haveria mais bebida do que comida, porque ia ser eu a fazer as coisas e a malta contentava-se com a especialidade da casa- massa com ervilhas e atum. Nada mau. O bolo era do Pingo Doce e os copos seriam de plástico para não ter de andar a limpar vidros. Já basta quando eu parto alguma coisa por aqui.

Não poderia faltar a música e seria variada. Para não agradar a uns e desagradar a outros.

Dress Code? Cada um levava o seu próprio equipamento desportivo. Eu faria o mesmo. Nada de trajes de gala.

E tudo iria correr bem. Não convidaria o Neymar. Nada contra ele. Apenas não faz parte da minha estranha lista de preferências.


Asneiras

Toda a gente gosta de ver alguém conhecido na televisão. Seja num concurso ou mesmo a prestar depoimento numa qualquer reportagem. Nas aldeias, onde toda a gente se conhece, essa situação é ainda mais notória. Pois bem, sonhei que o meu vizinho tinha ido ao “Preço Certo”. Espetáculo!

A família estava toda reunida à lareira da sala. A televisão já estava preparada para o grande momento que seria a edição daquela tarde do “Preço Certo”. O meu vizinho ia participar.

Fernando Mendes, com toda a galhofice que se lhe reconhece, apresentou o concorrente...ou pediu que ele se apresentasse. O concorrente de que estávamos à espera- o nosso vizinho- desatou a dizer palavrões em direto. Entre o riso e o espanto, assim ficámos.

Não sei o que se passou a seguir. Provavelmente nada.


Friday, February 02, 2018

“Rule The World”- Take That (Eu Não Conhecia Isto)


Naquelas noites frias em que só se está bem debaixo das cobertas a ouvir musica, apetece mesmo ouvir aquela música que nos aqueça verdadeiramente.

Esta música teve esse efeito em mim e é para já a grande descoberta musical deste ano. Ainda tive dúvidas se alguma vez ouvi isto antes mas penso que não, dado o facto de ficar especada a ouvir isto. Normalmente fico assim quando ouço uma música que não conheço ou quando ouço uma música que não ouvia há anos e que até me esqueci que existia.

Sendo eu uma apaixonada por baladas, naturalmente que esta música me encheu as medidas e mereceu também que aqui a destacasse.

“Pirls’s A Singer”- Elkie Brooks (Música Com Memórias)



Estávamos em 2005 e eu vivia uma época muito conturbada da minha vida com a sucessão de operações aos olhos. Nessa altura ouvia muito rádio e escolhia o Rádio Clube Português onde passava muito esta canção.

Paralelamente, tinha a Feijoa e o Raider como companhia e vibrava com as aventuras e desventuras do Ciclismo.

Esta música era muito associada ao Ciclismo pela analogia do nome da cantora com o nome de um ciclista holandês que nunca chegou a alinhar na Rabobank- com muita pena minha. A cantora chama-se Elkie Brooks e o ciclista chama-se Eelke Van Der Wal. Há tempos descobri e dei aqui amplo destaque que esse ciclista é responsável pela equipa holandesa de Ciclismo de atletas paralímpicos.

Esta canção e uma das que marca esta época. Não me faz lembrar momentos tristes. Apenas me faz lembrar alguns momentos de conforto e aconchego que ainda podia sentir apesar da adversidade. Os meus gatos, a rádio e o Ciclismo eram na altura muito importantes para vencer as dificuldades da vida e para me ajudarem a distrair um pouco.

De referir que gosto bastante da voz desta senhora que eu pensava que era norte-americana mas que é inglesa de gema.

Sunday, January 28, 2018

Percurso variado








O nosso destino nesta caminhada foi Alvaiázere, uma localidade que eu não sabia bem onde ficava.

A manhã estava fria mas eu impressionei os meus companheiros mais uma vez ao apresentar-me só com uma camisola, embora de manga comprida. Naturalmente que me perguntaram se eu não tinha frio. Tinha mas, assim que começasse a andar, logo ia aquecer e era preferivel ir assim do que ir com muita roupa e ter de a carregar ao longo de trilhos sinuosos que eu sabia que ia encontrar.

Em relação ao percurso, a caminhada desenrolou-se em piso muito variável, desde asfalto a terra batida, passando por caminhos pedregosos ou com vegetação. Em relação ao relevo, também teve um pouco de tudo.

Estava um belo dia de Sol para caminhar e isso deu um brilho extra à paisagem. O melhor é ver algumas fotos que fui tirando e que aqui deixo.

Mais uma vez, e como sempre acontece, agradeço aos meus colegas que me ajudaram sempre que o caminho se foi tornando mais difícil.



Video-árbitro ajuda

O Sporting venceu pela primeira vez a Taça da Liga ao derrotar nas grandes penalidades o Vitória de Setúbal depois de ter chegado ao empate através de uma grande penalidade também assinalada pelo vídeo-árbitro.


A Taça da Liga já ali está. No final há a certeza de ser enfeitada com fitas verdes e brancas.

A bola de jogo vem num singular veículo dos CTT. O carteiro trouxe a bola e entregou-a ao árbitro Rui Costa. É a festa no seu auge enquanto não rola a bola precisamente.

Montero é titular hoje ao lado de Bas Dost no ataque do Sporting. Ele que acaba de regressar.

Contagem regressiva terminada, começa o jogo. Escusado será dizer que torço pelo Vitória de Setúbal.

Gonçalo Paciência coloca o Vitória de Setúbal em vantagem.

Rui Patrício nega o golo a João Teixeira.

Arnold remata ao lado. Muito ao lado, diga-se.

O Sporting cria perigo através de um canto por Bas Dost de cabeça. Pedro Trigueira estava atento e defendeu.

Semedo é o primeiro jogador a ver o cartão amarelo neste jogo.

Vasco Fernandes cabeceia com muito perigo.

Rúben Ribeiro aparece caído a pedir falta de Nuno Pinto. Rui Costa nada assinala.

Coates viu o cartão amarelo por travar Costinha em falta.

Montero tenta o remate de longe mas sem perigo.

O intervalo chega com essa vantagem do Vitória de Setúbal.

Bruno Fernandes remata para defesa de Trigueira. O Sporting parece ter entrado diferente para a segunda parte. Está em desvantagem. Tem de fazer alguma coisa.

O Vitória de Setúbal quase chegava agora ao segundo golo. Novamente Gonçalo Paciência na jogada.

William Carvalho viu o cartão amarelo por travar Gonçalo Paciência em falta.

Quase que Coates marcava.

O Sporting carrega.

Pedro Trigueira viu o carão amarelo por queimar tempo.

João Amaral remata para Rui Patrício defender mas o jogador setubalense tinha agitado a bola com a mão.

Acuña viu o cartão amarelo por protestos.

Trigueira agora faz três defesas seguidas a remates de insistência do Sporting. Há grande penalidade nesta jogada para o Sporting depois de Rui Costa ter consultado o vídeo-árbitro. São exibidos cartões amarelos. Bas Dost tenta converter. Converte.

Agora devia entrar o Edinho.

Bruno Fernandes aplica um dos seus remates mas Pedro Trigueira opõe-se.

Aí vem ele! O Edinho. Ainda não é agora.

Bruno Fernandes volta a rematar com perigo.

Agora sim entra o Edinho.

Saiu cartão amarelo para Arnold porque atirou a bola para longe após uma falta a favor do Sporting.

O jogo termina com uma igualdade a uma bola. Vamos ter grandes penalidades.

Gonçalo Paciência é o primeiro a marcar mas falta a bola. Converte.

Tomás falha a grande penalidade atirando ao ferro.

O Sporting vence a tão almejada Taça da Liga. William Carvalho converteu a grande penalidade decisiva.






Fulminante

Numa era não muito distante, a Ciência irá avançar de tal forma que retirará qualquer espécie de imprevisibilidade a qualquer acontecimento da Natureza, mesmo àqueles fenómenos que hoje julgamos ser impossível controlar. A vida e a morte estarão entre esses eventos.

Não vamos muito longe. Hoje em dia, um médico já consegue prever quanto tempo um doente terminal tem de vida. Há alguns anos que isso acontece. Não consegue, contudo, prever a hora exata a que o indivíduo vai morrer. Ainda não. Mas nos sonhos isso é possível.

Sonhei que tinha sido diagnosticada uma doença terminal ao meu vizinho durante os meses de verão. Nada havia a fazer. Restavam-lhe poucos meses de vida. Iria morrer num certo dia de madrugada e todos nós estávamos preparados para isso.

A noite em que ele ia partir era fria e triste. O ambiente estava naturalmente pesado e todos nos reunimos numa casa completamente diferente de todas as que alguma vez conheci. Segundo um livro que li há pouco tempo, as casas oníricas têm um pouco de todas as casas por onde alguma vez passámos, cujos pormenores ficaram retidos no nosso subconsciente. A junção desses pedaços resulta numa casa completamente estranha como aquela onde toda a família e amigos se encontravam à espera da notícia mais que esperada.

A note estava estranha e, a certa altura, começaram a ouvir-se corujas. Alguém afirmou por entre o silêncio cortante que se fazia sentir que já se sabia por que piavam as corujas. Não havia que ter medo.

Estava embrenhada nesse ambiente tão pesaroso quando acordei com o toque do despertador que se encontra na hora de verão e desperta às cinco e meia. Tirei uma meia e adormeci com ela na mão. Quando o despertador do telemóvel tocou, logo a procurei. Estava ao meu lado.

Um traseiro de sonho

Não são raras as vezes em que sonho que estou a ver algo na televisão e, de repente, faço parte do programa ou da notícia. Foi o que aconteceu neste sonho também.

Sonhei que estava por acaso a ver televisão sem qualquer interesse. Estava a dar um programa sobre moldar o corpo. A protagonista chamava-se Patrícia e tinha o sonho de ter um traseiro do tamanho de uma roda de trator, digamos assim. Parra isso, tinha de se submeter a tratamentos de enchimento dessa parte do corpo com silicone ou algo mais moderno.

Primeiro, enfiada nuns calções amarelos, a protagonista não gostou do resultado da cirurgia plástica. O seu traseiro não estava suficientemente grande para lhe agradar.

Foi aí que eu entrei e perguntei-lhe para que era um traseiro tão grande. Muito simpática, Patrícia afirmou não desistir do seu sonho. Se calhar queria bater o recorde do Mundo de maior bunda.

Algum tempo depois, Patrícia envergava uns calções brancos que mal cabiam nela. Não, ainda não estava satisfeita com o tamanho das suas nádegas. Tinham ainda de ser maiores. Eu ia achando que era impossível alguém ter um traseiro tão grande mas...quem era eu?

Acordei ainda a matutar nisto. Como é que o meu subconsciente se lembrou disto?

E continuaram invictos

O Sporting é o segundo finalista da Taça da Liga e irá defrontar o Vitória de Setúbal na final. Mais um duelo com a equipa sadina que tem causado amargos de boca aos leões. O apuramento foi conseguido através de grandes penalidades depois de se ter registado um nulo no marcador.

Sporting ou Porto? Quem vai ganhar? Eu aposto no Porto.

Bas Dost aparece caído na área. Reclama-se grande penalidade mas o arbitro Nuno Almeida entendeu que Danilo não cometeu falta.

Danilo está sentado no chão lesionado. Se ele se lesiona e tem de sair, o Porto não tem substituição à altura. Parece ser uma lesão muscular. Danilo não continua e estamos com escassos oito minutos de jogo. Quem vai entrar? Diego Reyes? Parece ser Oliver a entrar.

Felipe- um jogador bem durinho (em bom Português, um caceteiro) já ali espalha o seu charme. O cartão amarelo ficou por mostrar.

Sérgio Oliveira é o primeiro jogador a rematar a baliza.

Quem também espalha o seu charme no relvado de Braga é Bruno Fernandes que acaba de rematar com bastante perigo. Valeu Âlex Telles a impedir o golo do Sporting.

Curtia ver o Felipe a dar ali um cheirinho no sempre quezilento Fábio Coentrão. Queria ver se ele ousava meter-se com o jogador do Porto.

E o Jogador Número Cinco do Sporting está no chão em luta com Ricardo. Esperam-se retaliações de Fábio Coentrão, nem que sejam pela via verbal.

Há ali vários lances de contacto mais rispidos. Quero ver a batalha verbal ente os departamentos de comunicação depois. As coisas já andam crispadas devido à bancada do Estoril.

Agora é Marega a levar a mão à cara...mas chocou com Sérgio Oliveira.

E começam a jogar a bola com a mão, os jogadores do Sporting- algo que têm feito muito ultimamente. Foi Acuña.

Sérgio Oliveira puxou o pé atrás e rematou de muito longe, algo que faz muito bem. Desta vez não criou perigo.

O Gelson está a jogar???!!! Não o tenho visto tocar na bola. Consta que anda abaixo de forma e hoje estou a ver que sim. Sou grande apreciadora deste jogador e hoje não o estou a ver fazer nada.

Agora é Rúben Ribeiro no chão. Levou um cheirinho do sempre temível Felipe.

Acho que o jogo vai terminar com o Felipe a marcar com nódoas negras todos os jogadores do Sporting. Agora fez falta sobre o Bas Dost que não se mete com ninguém. Agora foi Soares a fazer falta sobre Rúben Ribeiro.

Tiquinho Soares marca o primeiro golo do Porto. Ele que está talhado para marcar ao Sporting.

Se o Sporting perder o jogo, Nuno Saraiva amanhã vai apresentar uma compilação de jogadas mais ríspido do Felipe. Entretanto o VAR mandou anular o golo. Tudo empatado.

Eu só queria ver a cara de Manuel Serrão neste momento. Ele que é uma das vozes que se insurgem contra o vídeo-árbitro.

Coentrão choca com Marega e fica no chão a queixar-se das costas.

Vai sair o Gelson. Definitivamente, não está nas melhores condições físicas.

William Carvalho viu o cartão amartelo por falta dura sobre Herrera.

Chegamos ao intervalo com tudo empatado, apesar de se ter festejado já um golo que não contou.

Coates nega o golo a Tiquinho Soares.

Picini viu o cartão amarelo por agarrar a camisola de Brahimi.

Agora o cartão amarelo é para Oliver por ter feito falta sobre Rúben Ribeiro.

Coates envia a bola ao ferro da baliza de Casillas.

O que é que o Tiquinho Soares queria fazer agora?

Que aconteceu ao Rúben Ribeiro para se estar a rebolar no chão? Ah, foi com o Felipe. Está explicado.

Rui Patrício nega o golo ao Porto que tem estado melhor na segunda parte.

Agora o remate foi de Ricardo mas sem problemas para Rui Patrício.

Saiu o cartão amarelo para Fábio Coentrão por travar o contra-ataque do Porto. Marega vai lá discutir com o quezilento Jogador Número Cinco do Sporting e vê o cartão amarelo também. Entretanto vai entrar Montero. É um regresso ao Futebol Português.

Waris- que se estreia no Porto- cabeceia ao lado.

Outra vez o Coentrão no chão.

Marega quase marcava já em compensação. Com isto tudo, vamos ter grandes penalidades. Nos jogos da Taça da Liga não há prolongamento.

Começa Alex Telles e converte.

Rui Patrício defende a grande penalidade de Herrera.

Coates também permite a defesa a Casillas.

Mais uma defesa de Rui Patrício. À grande penalidade de Aboubakar.

Casillas também defende a grande penalidade de William Carvalho.

Brahimi falha. Ruiz converte a grande penalidade e o Sporting volta a travar um duelo com o Vitória de Setúbal, desta vez para a Taça da Liga.












Pontaria a mais tramou Oliveirense

O Vitória de Setúbal é o primeiro finalista da Taça da Liga ao vencer a Oliveirense da Segunda Liga por 2-0. A equipa de Oliveira de Azeméis fez um excelente jogo mas as bolas nos ferros e a excelente exibição de Pedro Trigueira impediram um desfecho mais feliz.

Um jogo algo estranho- Vitória de Setúbal e Oliveirense na primeira meia-final da Taça da Liga.


De livre, o Vitória de Setúbal cria perigo por João Teixeira. Coelho defende para a frente.

Trigueira sai aos pés de Riascos. A Oliveirense criou muito perigo nesta jogada.

Novamente Riascos e Trigueira. O guarda-redes do Vitória de Setúbal leva novamente a melhor sobre o avançado colombiano da Oliveirense.

Este Riascos parece ser um jogador interessante, pelo que eu estou a ver.

A bola vai por cima depois de um livre de Ricardo Tavares. A Oliveirense agora está por cima na partida.

Coelho parece algo precipitado na saída dos postes. Ele que é um jogador experiente.

A Oliveirense continua a criar perigo.

A bola vai por duas vezes aos ferros da baliza do Vitoria de Setúbal. Já merece o golo, a Oliveirense.

Coelho e Sérgio Silva encontram-se por terra. O jogo está parado.

Na sequência de um canto, o Vitória de Setúbal chega ao golo por Gonçalo Paciência. Um duro golpe para a Oliveirense que estava a jogar muito bem e estava mesmo por cima no jogo.

Há grande penalidade para a Oliveirense. Oportunidade de repor a igualdade. Houve mão de Patrick na área. Diogo Valente prepara-se para converter. A bola vai novamente ao ferro. Andam mesmo com azar.

Ricardo Tavares remata com perigo.

Ricardo Tavares volta a rematar de meia distância. Pedro Trigueira volta a defender.

José Semedo é o primeiro jogador a ver o cartão amarelo neste jogo.

Chegamos ao intervalo com os setubalenses em vantagem. Ainda muito há para acontecer nesta partida.

Agora foi Sérgio Ribeiro a testar os reflexos de Trigueira. Mais uma grande defesa do guarda-redes do Vitória de Setúbal!

Sempre no chão, o Jogador Número Onze da Oliveirense que é o Alemão.

Acabado de entrar na Oliveirense, Serginho remata muito por cima.

Nuno Pinto viu o cartão amarelo por travar Alemão em falta que já se esgueirava.

André Pedrosa também viu o cartão amarelo por falta sobre Riascos. Até agora, só jogadores do Vitória de Setúbal viram o cartão amarelo.

A Oliveirense não desiste.

Trigueira volta a ser decisivo para impedir o golo da Oliveirense.

A Oliveirense carrega com tudo na ponta final do jogo

Saiu o primeiro cartão amarelo da partida para jogadores da Oliveirense já em tempo de compensação. Foi para Filipe Gonçalves.

Ainda há tempo para o Vitoria de Setúbal consolidar a vantagem. Agora não há dúvidas. O Vitória de Setúbal é o primeiro finalista da Taça da Liga e espera pelo jogo de amanhã entre o Sporting e o Porto.

Ainda há um cartão amarelo para Arnold.

O jogo termina. O vitória de Setúbal é o primeiro finalista da Taça da Liga.



“Rihla” (impressões pessoais)

Faltava abrir as hostilidades em termos de livros neste meu humilde espaço e é agora que o vou fazer.

Começo a minha viagem literária de 2018 precisamente com uma obra enquadrada na categoria de crónica de viagens da autoria do escritor espanhol Juan Miguel Aguilera.

Aguilera leva-nos numa viagem até à América antes de ser conquistada por Colombo. À América habitada por tribos com hábitos e crenças muito estranhas e incompreensíveis para quem vinha do território que agora se considera território espanhol.

O mouro Lisan tinha o sonho de viajar e conhecer novos mundos. Andava a ver quem o ajudava a realizar esse desiderato. Para isso conseguiu a ajuda do Drácula, imagine-se. Também aparece em todo o lado. O Drácula, com outro nome, forneceu um barco e corsários para que Lisan atravessasse o Mar. A viagem não correu bem e naufragaram numa praia que estava rodeada de floresta. Aí encontraram algumas tribos que sacrificavam seres humanos aos deuses em quem acreditavam. Isso escandalizou os sobreviventes que viram alguns dos seus companheiros brutallmente assassinados e desmembrados, enquanto os seus corações eram arrancados do peito ainda a bater e oferecidos ao Deus Sol.

Lisan e os restantes elementos que sobreviveram foram feitos prisioneiros e ali viveram com as tribos de selvagens que ali habitavam. Depois as tribos entraram em guerra e foram feitos mais prisioneiros que foram posteriormente sacrificados para que o Mundo não acabasse. Havia um cometa no Céu que ameaçava cair na Terra.

Estas e outras peripécias foram sucedendo ao longo da obra. Lisan foi sendo poupado graças a um medalhão que lhe foi oferecido...pelo Drácula e que os membros das tribos acreditavam ter algo de especial.

Começamos as leituras em 2018 com um romance de época que junta o fantástico e o mágico. Eu sempre gostei de ler crónicas de viagens e esta não foi exceção.

A minha atenção agora debruça-se sobre a energia positiva.




Como justificar que se está doente?

A Ordem dos Médicos propõe acabar com os atestados de três dias por achar que, tais documentos, levam a que uma enorme quantidade de pessoas recorra aos centros de saúde e mesmo aos hospitais para que os médicos lhes passem ou renovem esses atestados.

Se tal proposta não passar de uma simples intenção, como fazer para justificar as faltas nos locais de trabalho?

Eu acabo de ter uma ideia brilhante. Bem, ideias vindas da minha pessoa não serão assim tão brilhantes, simplesmente estapafúrdias. Neste caso, a ideia surgiu quando eu resolvi sacar do telemóvel e tirar uma foto ao meu olho só para ver como ele estava. Estava-me a doer imenso. Aqui a questão é que eu raramente falto ao trabalho. Se calhar até de rastos iria trabalhar.

Estamos na era das novas tecnologias, das redes sociais. Tudo se sabe no momento em que acontece, mesmo que as pessoas estejam tão distantes umas das outras. Usar os telemóveis com as respetivas fotos para justificar uma doença será uma ótima ideia. Assim os centros de saúde e as urgências ficam só para quem tem problemas mais graves. Gripes, indisposições, dores de cabeça, ressacas e afins serão justificadas recorrendo a fotos ou vídeos.

Damos o exemplo de alguém que falta ao trabalho porque está com febre. Tira uma foto ao termómetro e envia para a entidade empregadora. Acho que só o termómetro não chega. A pessoa tem de estar na cama com um pano molhado em cima da testa e o termómetro enfiado na boca com a indicação da temperatura virada para a câmara do telemóvel. Sempre se pode questionar se o termómetro não foi colocado junto a uma fonte de calor antes.

Justificar uma dor de cabeça será mais difícil. As fotos ainda não produzem sensações, pelo menos diretamente. Nem que a pessoa mostre um ar sofrível perante as câmaras.

Se o trabalhador caiu, se queimou ou se magoou de outra forma, isso é fácil de justificar apenas com uma foto.

Aprovam a ideia, meus senhores?


Friday, January 26, 2018

Longo e variado bloco de músicas

Segue mais um post com algumas músicas bem variadas no género e no tempo. Há fado, música latina, baladas…

Termino este bloco com a minha singela homenagem ao fadista António Pelarigo que também nos deixou por estes dias. Confesso que não conhecia bem a sua obra mas fica este fado que passou na rádio também em sua homenagem.






Dolores O’Riordan

Foi com alguma perplexidade que tomei conhecimento por volta das cinco da tarde da morte repentina de Dolores O’Riordan- vocalista dos Cranberries.

Os Cranberries sempre foram uma banda de que gostei. Salvo erro, tenho uns três ou quatro CD’s deles. Ainda os tentei arranjar todos mas já não consegui. Adorava as suas músicas, especialmente o “Dreams”.

Sinceramente fiquei sem palavras ao tomar conhecimento desta notícia. O que dizer numa hora destas? Que pura e simplesmente é o destino das pessoas? Porque tem mesmo de ser nesse dia e não no outro? Por muito que se diga, não há palavras para descrever a morte de alguém tão jovem.

Resta aqui fazer a minha singela homenagem, colocando aqui algumas músicas dos Cranberries- uma das bandas que aprecio.






O Senhor da Serra é nosso







A primeira caminhada do ano revestia-se de um elevado grau de exigência. Iríamos subir ao Senhor da Serra.

Quando chegámos ao local onde se iniciava a nossa jornada, havia um nevoeiro cerrado. De certa forma, essas condições climatéricas ajudavam-nos. Apesar de não andarmos nos trilhos, tínhamos de subir na mesma pela estrada e o nevoeiro sempre nos livrava dessa pressão psicológica de olharmos para a frente e constatarmos que ainda tínhamos de subir mais.

Eu não tive grandes dificuldades nesta caminhada. Ela desenrolou-se quase em exclusivo no alcatrão. Só houve um pequeno percurso em trilho e, mesmo esse, não ofereceu grandes dificuldades. A dificuldade da caminhada estava no facto de ser muito a subir e com isso posso eu bem.

Já agora, por que é que toda a vida ouvi dizer o seguinte: “é tudo teu, se calhar o Senhor da Serra também é teu.”. Inclusive, há uma música tradicional que se chama “O Senhor Da Serra É Meu”. Por que será?


Goalball na ACAPO de Coimbra

No passado Sábado, o Goalball regressou à ACAPO de Coimbra. Numa tarde de muita animação e convívio, muitos de nós pudemos descobrir ou matar saudades de uma modalidade desportiva que já foi muito querida dos associados desta delegação.

Toda a gente sabe da importância da prática desportiva, sobretudo para cidadãos portadores de deficiência. O Desporto simplesmente é uma forma de afirmação e de integração na sociedade. É através da prática desportiva que muitas das pessoas ditas normais tomam conhecimento das reais capacidades que nós temos. Se somos capazes de lutar no Desporto por um objetivo, também somos capazes de fazer o mesmo no desempenho das nossas tarefas diárias.

Há muitos anos que deixou de haver atividade desportiva na ACAPO de Coimbra por várias questões e dificuldades. A falta de praticantes também levou a este desfecho.

Com esta salutar demonstração de Goalball, talvez cresça o entusiasmo pela descoberta do Desporto como forma de bem-estar, convívio e, sobretudo prazer de o praticar.

Esperamos que estas atividades tenham continuidade e, quem sabe, possa ressurgir a nossa equipa de Goalball e o impulso para outros desportos.

“Chasing Cars”- Snow Patrol (Música Com Memórias)


Que fazia eu exatamente há dez anos atrás por esta altura?

Já se falava em redes sociais. O encanto de conhecer gente de outros países à distância de um clique. A magia. Todo um mundo novo que se abria.

Na altura havia o Hi5. Em Janeiro de 2008 mergulhava no desemprego depois de ter saído da piscina de Celas. Comecei a passar algum tempo no Hi5.

Comecei a explorar todas as funcionalidades desta rede social. Já havia Facebook nessa altura mas parece que o Hi5 estava mais na moda. Eu conhecia na altura pouca gente que tinha Facebook e quase toda a gente tinha Hi5.

Esta música era muito partilhada e eu também gostava de a ouvir, apesar de na altura ser bastante recente. Um dia peguei nas minhas fotos de Desporto e fiz um pequeno vídeo. Imaginem que música escolhi! Esta. Sempre que a ouço, lembro-me dessas fotos a correr a preto e branco. Na altura era o que havia e já era muito.

Depois deixei o Hi5 porque, a certa altura, começou a estar pejado de vírus. Havia um vírus ou algo assim que fazia com que se abrissem imensas janelas do Internet Explorer. Eu não as conseguia fechar com a mesma velocidade com que elas se iam abrindo. Fartei-me. Até hoje.


As descobertas musicais dos últimos dias

As músicas que se seguem são muito variadas. Desde versões que não conhecia de músicas bem conhecidas, passando pelos últimos sucessos da música portuguesa, até outros temas noutras línguas, que não a portuguesa ou inglesa. Fiquem para ouvir!






Thursday, January 25, 2018

“The Living Daylights”- A-Ha (Música Com Memórias)


Mês de janeiro, mês de abrir todas as rubricas habituais do meu blog. Segue agora a primeira história da minha vida com uma música como mote- o Música Com Memórias.

A primeira canção calhou a ser esta. Passava na rádio e logo fui transportada para um final de verão na praia com os meus vizinhos, uma visita ao mercado, os cheiros se misturando. Cheiro a legumes e frutos frescos, peixe acabado de vir do mar, queijos, enchidos e bolos. Em suma, o típico cheiro dos mercados de praia.

Primeiro comecei por sentir esses cheiros tão misturados para se fundirem num só- o cheiro a mercado tão comum a todos os mercados por onde passo.

Enquanto os adultos escolhiam frutas, legumes e peixe para as refeições, eu (aí com uns nove anos) apreciava brinquedos de praia. Estavam ali penduradas raquetes e bolas de Futebol. Algures, como som de fundo, passava esta música. Daí eu ter associado a este momento e a este local.

Aquele final de verão na Costa Nova esteve pouco convidativo para a praia. Foram mais os dias que estivemos em casa. A certa altura, a rua estava toda inundada e ia haver festa dali a uns dias. Não me lembro como fizeram.

No andar de cima da casa, eu refastelava-me a ver televisão a cores. Uma novidade para mim. Ficava embasbacada ao conhecer as cores das imagens que estava habituada a ver em casa a preto e branco.

Creio que já aqui falei do hino de abertura da RTP. Tenho ideia disso.

Fica aqui mais um pedaço das minhas memórias. Cores, sons, odores e sabores. Todos os sentidos mesclados em forma de memória.


Primeiras descobertas musicais de 2018

Estas duas músicas tão diferentes são as primeiras descobertas musicais de 2018.

A primeira música passou na M80 e afirmaram que se tratava de uma canção que passava muito na rádio a seu tempo. Mas eu estava a ouvi-la pela primeira vez. Não creio que esta música me tenha passado ao lado se acaso a tivesse ouvido antes.


Quanto ao segundo tema musical, trata-se de mais uma interpretação de António dos Santos de um excelente poema.

Fui procurar mais sobre António dos Santos. Trata-se de um fadista que já faleceu em 1993. “Partir É Morrer Um Pouco” era a única música que conhecia dele. Agora passo também a conhecer esta.

Uma mensagem em sonhos?

Sempre me disseram que por vezes os sonhos nos transmitem mensagens. Há pois que saber reconhecer esses sonhos e saber interpretar essas mensagens.

Sonhei que tinha ido a casa dos meus pais algum tempo depois de lá ter estado pela última vez. Algo havia mudado. Sentia-o no ar. Mas o quê?

Apesar de ser de noite, ouvia pássaros que normalmente costumam andar durante o dia a grasnar nas imediações do quintal ou mesmo nos pinhais próximos. Seriam corvos ou gralhas. Normalmente essas aves costumam fazer-se ouvir de manhã, não à noite.

À medida que as ia ouvindo, ia ficando cada vez mais angustiada, triste, até com algum medo. A minha irmã também se encontrava ali em casa e eu perguntei-lhe se era normal estas aves andarem ali a rondar e a fazer barulho. Não as tinha ouvido antes àquela hora da noite.

Ela chegou-se perto de mim e sussurrou que, a partir de agora, tudo ia ser diferente. As coisas haviam mudado.

Acordei a pensar naquelas palavras que não me saíam da cabeça. Seria isto uma mensagem?

Sonhar com acidentes (algo que se vai tornando recorrente)

Ultimamente, a temática dos meus sonhos sofreu uma mudança que pude perceber sem sequer fazer muito esforço para tal. Passei a sonhar com acidentes e não encontro explicação para a inclusão deste tema onírico.

Limito-me a descrever mais um destes sonhos que ultimamente me assolam e me tiram o sossego.

Estávamos na note de Ano Novo. Encontrava-me em casa e, a certa altura, deram a notícia na televisão de um acidente horrível. O local do sinistro divergia e o veículo envolvido também. Primeiro, o acidente dera-se na Avenida Fernão de Magalhães em Coimbra. Depois já era algures num sítio completamente desconhecido. Foi protagonizado por um pequeno autocarro ou mesmo uma carrinha de nove lugares. Só uma coisa não mudou ao longo do sonho- todos os ocupantes morreram.

Fui transportada sem querer para o local das operações. Por mais que tapasse os olhos ou virasse costas, não conseguia deixar de ver o rasto de lama e sangue que o veículo deixou gravado no asfalto na sua cavalgada para a morte. O amarelo fluorescente das vestes dos socorristas apresentava manchas vermelhas do sangue das vítimas.

Outros veículos encontravam-se ali parados. Estava ali um rapaz da minha terra e, um pouco mais à frente, encontrava-se o Saleh Gomaa que estava em estado de choque com tamanha carnificina que aquela estrada enlameada semeou.

Acordei um pouco assustada. Ultimamente tenho sonhado bastante com acidentes.

2017

Estávamos a lareira quando um restolhar de fogo de artifício nos chegou aos ouvidos. Eu e a minha mãe precipitámo-nos para a rua, enquanto que o meu pai continuava a dormir sem de nada se aperceber.

O portão da eira estava fechado. Seria impossível vermos alguma coisa dali mas não havia dúvidas de que estavam a colocar fogo de artifício nos céus de Vale de Avim.

Empunhando um copo de champanhe e as doze passas da praxe, acabei por viver assim os últimos momentos de 2017 e saudar 2018 com pompa e circunstância.

Mas afinal como foi 2017 para mim?

Foi um ano positivo. Um ano de mudanças e novos desafios no trabalho e também na mudança de casa que acabou por se dar em outubro. Foi sem dúvida um passo importante para ter mais autonomia e para poder realizar outras atividades como a corrida, por exemplo, que tenho vindo a fazer.

Continuei a ler, não tanto como eu gostaria, e continuei sempre a ouvir música. Muitas foram as músicas que descobri e muitos foram os sons estranhos que os meus ouvidos conheceram por acaso.

O subconsciente voltou a ter um papel fundamental na minha vida e as premonições também. Um fator a aprofundar em 2018.

Não cumpri o meu objetivo de ver filmes porque nem sempre foi possível arranjar tempo para os ver. Agora menos tempo tenho. Até atualizar o blog vai ser difícil porque a minha rotina está agora organizada de uma outra forma. Normalmente dedicava-me ao blog de manhã antes de ir para o trabalho mas agora tenho a corrida. Não se pode ter tudo.

O que esperar em 2018?

Este novo ano promete também algumas mudanças e novos desafios. Já tracei objetivos no trabalho mas, para os realizar na plenitude é preciso que outros colaborem.

Mais fácil será conquistar pequenas vitórias na corrida. Lá para o verão conto correr bem mais rápido. Se não houver nada em contrário, acho que, com esforço e dedicação, vou conseguir os meus intentos.

Livros, música e sonhos também vão fazer parte deste espaço e da minha vida neste novo ano que agora começa. De outra maneira não poderia ser.

Feliz 2018 para todos!

Monday, December 25, 2017

Visitas à morgue e outras peripécias oníricas

Sonhos pouco natalícios e pouco pacíficos para esta época do ano.

Sonhei que eu e a minha mãe andámos uns dias a visitar uma morgue onde o cheiro a carne fresca era uma constante. Aquilo mais parecia um talho, diga-se de passagem. Pedaços de carne indefinidos jaziam em tabuleiros metálicos de inox. A carne era muito branca, desprovida de sangue.

Eu não queria estar ali mas, por incrível que pareça, a minha mãe seguia como se nada fosse. É curioso e eu lembro-me de já aqui ter abordado esta questão tão peculiar que só acontece em sonhos. Já uma vez sonhei que a minha mãe mexia alegremente num cadáver e incitava-me a fazer o mesmo. Na altura eu refleti sobre a troca de papeis nos sonhos entre nós duas. Na vida real, a minha mãe tem pavor dos mortos e eu não tenho medo deles. Nos sonhos dá-se o inverso. Eu morro de medo e fujo dos cadáveres e a minha mãe lida com eles como se fosse esse o seu trabalho.

Lá apanhávamos o transporte todos os dias para regressarmos a sítio tão macabro. Ia sempre com o coração nas mãos.

Acordei a tremer. As minhas narinas ainda registavam aquele cheiro a carne cortada e a éter ou lá o que era.

Fechava os olhos e o sonho continuava. É uma propriedade também dos sonhos menos bons. Eles continuam sempre. Os bons, aqueles que queremos manter para sempre, esfumam-se ao mais ténue abrir de olhos.

Houve uma altura em que o rumo do sonho mudou. Ia eu numa excursão e estávamos a regressar a casa. Havia um problema: o motorista do nosso autocarro tinha confraternizado connosco e exagerou no álcool. Não podia pegar no autocarro. E agora? O pessoal todo já vinha bem bebido menos...o Hichem? O Hichem do Moreirense, esse mesmo. Se calhar a excursão era à Senhora da Penha. E lá até dão vinho em malgas grandes. Já lá fui há uns anos com o meu pai e o pessoal que ia na excursão saiu de lá bem bebido.

As velhotas que não sabiam conduzir viram um estranho pegar no autocarro e dizer que tinha carta de pesados. Se a polícia aparecesse sempre era melhor haver alguém que não estivesse habilitado para conduzir aquele veículo do que estar ao volante um motorista profissional podre de bêbado.

E lá ia o autocarro pela auto-estrada fora. A dúvida estampada no rosto dos passageiros que ainda tinham a cabeça em condições para raciocinarem. Era o meu caso enquanto olhava para a estrada. Estava a anoitecer. Eu pensava que provavelmente ele terá tirado a carta de pesados lá na Argélia. Havia que dar o benefício da dúvida. Ele também seria responsável ao ponto de não se meter à estrada com um autocarro de passageiros se não tivesse capacidade para conduzir. A questão que se punha era se a carta de pesados tirada na Argélia dava para conduzir cá. Mas a carta de veículos ligeiros dele dá. De certeza que ele conduz nas estradas portuguesas.

Enquanto isso, o autocarro seguia sem sobressaltos na estrada. O condutor improvisado era muito cauteloso mas a cara das velhotas que vinham de algum Santuário no Norte do País era impagável. Ia jurar que iam a rezar o terço temendo que o autocarro se despistasse e fosse parar a uma ravina.

Antes de dar por finda a atividade onírica para esta noite, ainda sonhei que corria às voltas na sala lá em casa, já que não estava em Coimbra. Para além de correr, fazia flexões de pernas e saltos. As pernas até já me doíam e tremiam, como acontece quando se treina força. Depois de tanto esforço, reparei que não tinha ligado a aplicação de corrida.

Acho que quem corria mesmo pelo soalho era o meu sobrinho. Era hora de me levantar.

“666 Park Avenue” (impressões pessoais)

Para leitura desta época natalícia, calhou em sorte esta obra de pura ficção sobre bruxas e a rivalidade entre elas.

Há quem acredite que ser bruxa simplesmente se herda. Outros defendem que tais habilidades se podem trabalhar, tal como se treina a escrita ou uma modalidade desportiva.

Nesta obra trata-se da herança dos dons de bruxa que passam de mãe para filha. E se a bruxa não tiver nenhuma filha que continue o seu legado? Fará de tudo para casar o seu filho com uma bruxa verdadeira, uma puro sangue. Nem que para isso tenha de ir ao outro lado do Mundo. A França? Sim, sempre ouvi dizer que França era um local muito bom para bruxas.

Só que a bruxa francesa não sabia que era bruxa até a avó aparecer morta na quinta isolada de tudo onde vivia e nem sabia no que se estava a meter ao casar com um rapaz americano vindo de uma família muito chique, da alta sociedade. Uma família de bruxas malvadas, portanto.

Assim se desenrola esta história que li de uma penada. Bem, também tive algum tempo para ler.

Já tenho em mãos outro livro, outras aventuras. Agora vamos para um romance de época, uma narrativa de viagens, o que lhe queiramos chamar.

INEM na ACAPO

Sonhei que o INEM tinha ido à ACAPO fazer uma ação de formação, tal como a Polícia fez há tempos. Distribuíam kits e t-shirts brancas muito grandes, mais pareciam túnicas.

Eu estava lá a assistir sem participar na atividade. A assistente social da ACAPO veio ter comigo com uma t-shirt dessas na mão. Até parecia maior que as outras. Pensei que era para mim mas ela disse que era para entregar à minha irmã. Mas por que carga de água? Ela nem ali estava. Fiquei completamente possessa.

Queriam que eu respondesse a um questionário mas não me queiram dar nenhum daqueles brindes. Eu fui dizendo que, sem kit, não havia respostas a questionário nenhum. Eles estavam a insistir. Queriam muito a minha colaboração. Eu não estava pelos ajustes. Ou me davam também daquelas coisas, ou não havia resposta a questionário nenhum. Acabou! Eles disseram que não tinham mais kits para distribuir. Ah, mas questionários para fazer já tinham!

Depois, como se isso já não fosse suficiente, havia por lá comida e bebida com bom aspeto. Eu, para me darem um pouco, menti que não tinha comido nada ainda mas tinha acabado de almoçar.

Quando acordei, logo comecei a pensar: Então eu fiquei intrigada por terem-me entregado uma t-shirt para entregar à minha irmã. Na vida real, ficava com ela e nem mais um pio. Quanto aos inquéritos, agiria da mesma forma. Queriam que colaborasse, tinham de arrotar. Afinal estava ou não a participar no evento?


“Anatomia Do Medo” (impressões pessoais)

Depois da leitura de uma obra desprovida de qualquer suspense, eis que lá em casa tinha este livro à minha espera. Foi oferecido por uma amiga minha mas, como eu só há poucos dias fui a casa, surgiu a oportunidade de o trazer.

Esta obra tem a particularidade de ser escrita por um desenhador, não por um escritor, daí a inclusão do desenho na narrativa. Eu sempre defendi que, quem tem jeito para uma arte, também tem para outras. Não é raro encontrar jornalistas que também são escritores, dramaturgos, até constroem cenários…

Por falar em desenhos e no poder dos mesmos, eu própria, ao ler esta obra, resolvi testar como ainda estavam as minhas habilidades para desenhar. Cheguei à conclusão de que não estão más de todo. A partir de uma selfie, desenhei o meu auto-retrato. Estou a pensar seriamente desenhar também um seguidor meu no Instagram, já que a criatura me contactou para eu ver fotos dele que um outro tipo tinha tirado e pediu que o seguisse. Parece que aquele fotografo não tem mais nada a que tirar fotos senão àquele jovem. E se eu o desenhasse? O que é que ele fazia?

Haver um assassino que deixa desenhos das vítimas como assinatura é um bom começo para uma história interessante e cheia de ação. Daqueles livros que dão luta, como costumo dizer.

Este foi um dos melhores livros que li neste ano que está quase a terminar.

Gostámos tanto das peripécias que se passam em Nova Iorque que não queremos sair de lá. Continuemos então...mas com uma história diferente. Ficção pura e dura.

Cinza e gelo








Depois de termos feito uma caminhada em Serpins há uns tempos atrás, voltámos a um local bastante fustigado pelos incêndios de Outubro deste ano.

O nosso destino era Oliveira do Hospital, mais concretamente Avô. Fazia imenso frio mas o dia estava luminoso. Nos primeiros quilómetros da caminhada, andámos mesmo por zonas com gelo e faziam-se sentir ainda as marcas do fogo. Em alguns locais, o trilho estava completamente vestido de cinzento- fusão entre cinza e gelo.

Este seria provavelmente um dos local mais bonitos por onde caminhámos. A combinação de cores e aromas sem os tons acinzentados e o cheiro a cinza seria maravilhosa.

Quando o caminho se tornou mais difícil, tive a ajuda de uma companheira que conheceu este local antes do fogo. Ela disse-me que aquele sítio era deslumbrante. Agora estava a recuperar das cinzas mas já as silvas e as acácias irrompiam no trilho. Se ninguém limpar, haverá o perigo de novos fogos no verão que vem.

Depois da caminhada, teve lugar o nosso almoço de Natal onde uma tuna universitária nos presenteou com uma música.

À vinda para cá, parámos num armazém de produtos regionais e pudemos comprar queijo da Serra e outras iguarias da região.

“Os Sítios Sem Resposta” (impressõles pessoais)

“Um homem pode mudar do que quiser, menos de clube”. Isto é o mote para esta obra da autoria de Joel Neto que conta a história de um açoriano que veio trabalhar para Lisboa.

Para trás deixou o seu pai e a sua terra- São Bartolomeu- onde juntamente com o seu pai, festejava as vitórias do Sporting.

Um dia, farto de ver o Sporting a perder, Miguel decide tornar-se benfiquista, escandalizando os seus amigos e colegas de trabalho que também eram do Sporting.

Ao mesmo tempo, uma mulher misteriosa entra-lhe em casa, fazendo-o viver as mais tórridas experiências íntimas. Fico com a ideia de ter sido a ex-mulher do protagonista que a mandou lá ir. Parecia uma daquelas prostitutas de luxo mas era a mulher quem deixava dinheiro a Miguel depois do ato sexual, o que o intrigava bastante.

Indo de férias aos Açores, o pai convidou Miguel para assistir a um jogo entre o Benfica e o Sporting mas ele não tinha coragem de desiludir o pai e lhe contar que agora era benfiquista.

Sobre esta obra, devo dizer que é daqueles livros que não dão luta. Não houve ali muito suspense, faltou algo mais para prender o leitor. O final também deixa um pouco a desejar. Há coisas que não se ficam a saber. Talvez seja por isso que este livro tem este título. Ficaram algumas coisas sem resposta, realmente.

Também realço aqui algo que para uma mulher como eu (louca por futebol) não faz muito sentido. Então as mulheres ficavam nos carros a fazer malha enquanto que os homens iam ver o jogo lá dentro? Dava a ideia de não as deixarem entrar, de uma terra muito tacanha mesmo. Pela descrição, dá mesmo a ideia de nem uma mulher estar lá a ver o jogo, quer no estádio, quer no salão da coletividade lá do sítio. Um bocado mau, no meu entender. Machista no mínimo.

Como nos Açores o suspense esta fraquinho, vamos para Nova Iorque!