Wednesday, August 23, 2017

“Miúda Linda”- Nelson Freitas (Eu Não Conhecia Isto)


Deitada na praia, estava a sintonizar o rádio para ouvir música. Ali onde eu estava só apanhava a RFM em condições. Apanhava outras rádios também mas não estavam a passar música e eu queria ouvir música, de preferência que fizesse a banda sonora deste dia de Verão.

A certa altura passou esta música. Normalmente não gosto muito de kizomba mas esta música encheu-me as medidas e estava a saber bem ouvi-la ali a apanhar sol e a olhar para o Mar onde muita gente se refrescava com a água que, diga-se, não estava muito quente.

De referir que tivemos um grande dia de praia na Figueira Da Foz. Um dia espetacular de Verão!


Vinha-me ajudar mas só me dava para trás

Sonhei que havia uma voluntaria que tinha como missão ajudar-me com as minhas coisas mas, em vez disso, dizia mal de mim nas minhas costas e tratava-me como se eu fosse um ser desprovido de dignidade, sentimentos ou autonomia.

Falava comigo de duas maneiras, ou com excesso de cautelas, tal como se eu fosse uma criança ou uma idosa senil, ou com maus modos, que era quase sempre o seu estado normal.

Certa noite, fingi estar a dormir. Estava calor e eu dormia por cima das cobertas. Então ela falava mal de mim não sei para quem. Dizia tudo e mais alguma coisa do pior. A cereja no topo do bolo foi quando ela disse que eu não cuidava da minha higiene íntima. Bem, como podem calcular, não foi assim que ela disse. Usou o calão mas eu nem quis saber. Explodi e saltei-lhe para cima.

Mais uma discussão onírica!

Estava a cantar tão mal...que o palco deixou de ter corrente elétrica


Fim de semana de festa na aldeia. Para abrir, uma sessão de Karaoke. Não interessa se as pessoas cantam bem ou mal, o que interessa é divertirem-se. Houve um senhor que arrasou cantando estrondosamente bem...e houve este desastre.

Por acaso eu estava-me a divertir mas houve uma altura em que a corrente elétrica que alimentava o palco simplesmente foi abaixo. Parece que a festa prosseguiu alguns minutos mais tarde mas o episódio fez com que me viesse embora do arraial mais cedo e viesse todo o caminho a rir-me descontroladamente, arrependendo-me e penitenciando-me por não ter colocado o telemóvel a filmar, a fazer diretos par as redes sociais ou algo que o valha. Não estava a fazer porque a senhora em causa cantava mesmo muito mal e arriscava a cantar temas da Adelaide Ferreira, algo que é muito difícil de cantar, como toda a gente sabe. Antes ela tinha cantado o “Papel Principal”. Agora estava a dar os primeiros acordes de “Dava Tudo”. Estava mesmo a cantar muito mal, ainda pior do que da primeira vez. Extremamente desafinada, tão desafinada que a corrente elétrica que já fraquejava deixou o palco completamente mudo e às escuras e a “Adelaide Ferreira” ficou ainda de boca aberta, com a nota em suspenso, cabeça erguida, microfone na mão, completamente estática. Toda a gente se começou a rir. Aquela nota foi demolidora, sem dúvida. Costuma-se dizer que quem canta mal parte os vidros das janelas, esta deita a corrente elétrica abaixo.

Será que alguém filmou? É que aquela situação dava um vídeo brutal. Imaginem a cena: ela a cantar esganiçando-se toda, as luzes do palco todas a brilhar com mil cores. De um momento para o outro, tudo fica escuro e silencioso em cima do palco. A cara com que a senhora que estava a cantar ficou é algo de inesquecível. Estou a escrever isto, a reviver a imagem e ainda me estou a rir.

Para a próxima que ela for cantar, não pode dar tudo, poderá dar quase tudo que sempre é mais fácil de cantar.

Não sei se foi por causa dos problemas com a corrente elétrica no primeiro dia das festividades mas, nos dias que se seguiram, o palco mudou de sítio. Na minha opinião, passou a haver menos espaço para se dançar.


Discutindo com moedas na mão


Depois de muito refletir, chego à conclusão de que grande parte dos conflitos giram em torno do dinheiro.

Acontece isso na realidade e também nos sonhos. Neste pequeno episódio onírico, dou por mim a discutir de forma ríspida com quem está à porta da minha vizinha. Seriam os meus pais, a minha irmã, os meus vizinhos...outras pessoas.

Lembro-me de agitar moedas na mão. Algumas eram de vinte cêntimos, notava-as bem enquanto revolvia e agitava as mãos.

Sinceramente, não me lembro bem por que discutia mas certamente tinha a ver com dinheiro.

Das ameaças cumpridas de Casemiro à mestria de Isco

E Ronaldo voltou a ganhar mais um round a José Mourinho e o Real Madrid conquistou a Supertaça europeia. Entrado a poucos minutos do fim, CR7 viu Isco encher o campo e viu Casemiro com um anormal apetite pela baliza adversária.

Matic volta a equipar como gosta- de vermelho e branco. São as cores que melhor lhe assentam.

Bale- um jogador que alegadamente o Manchester United sonha contratar- começa por fazer pela vida e cria perigo.

Reclama-se uma falta de Mkhitaryan na área mas o árbitro italiano nada assinala.

Depois de um canto, Casemiro envia a bola à trave num cabeceamento fulminante.

Agora é com o pé que Casemiro cria perigo.

E Casemiro já merecia este golo, tantas foram as vezes e as variadas formas como o tentou.

Está calor. Há pausa para os jogadores se refrescarem.

Lingard viu o primeiro cartão amarelo da partida.

O Real Madrid sai para intervalo a vencer.

Kroos remata com perigo. De Gea tem de se aplicar.

Isco faz o segundo golo. Também já merecia pelo excelente jogo que está a fazer. Está mesmo a encher o campo, como se costuma dizer.

Lukaku cria perigo.

Bale envia a bola à trave. O Real Madrid carrega.

Lukaku marca numa recarga.

Quase que Rashford marcava. Valeu Navas. Na resposta, quase que o Real Madrid marcava também.

Saiu cartão amarelo para o barbudo Carvajal.

Sergio Ramos também viu o cartão amarelo.

Esta jogada de Lucas Vazquez também merecia golo mas De Gea não foi na conversa.

Por falta dura sobre Lucas Vazquez, Rashford viu o cartão amarelo.

E Moutinho assiste a mais um levantamento da taça por parte da equipa adversária. Mais um título para Ronaldo!




Férias- Parte 2























Eu e mais dos colegas daqui da ACAPO de Coimbra juntámo-nos à colónia de férias da ACAPO do Porto. Seria um desafio aliciante. Iria conhecer novas pessoas, reencontrar outras e conhecer um praia do Norte de Portugal. Fomos para a Praia da Árvore em Vila do Conde.

Diziam que o Mar ali era mais bravo, que estava sempre mais frio mas que se estava a pouco tempo a pé da praia. Pois bem, tivemos a sorte de ter uma semana de praia fantástica, sem frio, vento ou mesmo chuva. O Mar é que estava quase sempre bravo. Não dava para mergulhar e a água era mais fria. Curiosamente, no único dia em que apanhámos a bandeira verde, a água até gelava os ossos e tornava o corpo dormente. A água estava de um verde como nunca vi. Foi depois da aula de Biodanza- uma das muitas atividades diferentes que fizemos. Não quis saber se a água estava gelada. Mergulhei na mesma.

No dia em que chegámos depois de uma atribulada viagem até ao Porto em que a bagagem atrapalhava mais do que ajudava, a tarde foi aproveitada para conhecer o local. De facto era muito fácil chegar à praia. Nessa noite começámos com a poesia, prestando homenagem ao Senhor Fernando Martins Alves que era aniversariante. Foram lidos poemas mais sentidos e outros géneros literários mais divertidos que nos puseram a rir.

Um dos participantes organiza eventos de Karaoke e então improvisámos uma sessão onde toda a gente se divertiu. O momento alto dessa noite foi a interpretação de um participante- Carlos- de quem eu já falei noutro post por causa da música do Jorge Ferreira que tocava no seu IPhone. Mesmo sem música, interpretou de forma arrepiante o tema “Tudo Isto É Fado”. Terá sido a melhor versão que ouvi dessa música e tem muitas.

Outra atividade que fizemos foi a visita a um parque que adaptaram para cidadãos com necessidades especiais. Nesse parque também experimentámos todos o Arborismo. Por acaso eu não sabia bem o que era e gostei muito.

Não faltaram as caminhadas. O local tem uns longos passadiços de madeira que proporcionam grandes caminhadas entre praias sempre com o Mar por perto.

Também experimentei a jogar matraquilhos mas não tenho mesmo jeito para isso.

O convívio, a boa disposição e a cumplicidade entre todos os participantes, conjugados com uma excelente semana de praia proporcionaram uma semana diferente que deu para descontrair e carregar baterias para enfrentar mais um ano de trabalho.

Não tinha o meu IPhone e por isso as fotos que aqui apresento não estão como eu quero mas também, antigamente, nos primórdios deste blog, com que é que eu tirava fotografias? Era com este mesmo velhinho Nokia.

“Minha Mulher”- Jorge Ferreira (Música com Memórias)


Como tenho o meu Iphone no conserto, levei para férias o meu velhinho Nokia- uma relíquia segundo os presentes. Então eu passava os tempos mortos a jogar Snake que consiste em levar uma cobra a apanhar objetos sem que bata nas paredes do labirinto. Uma bela manhã, jogava eu Snake no andar de cima quando, de um dos quartos do andar de baixo da colónia de férias surgiu esta música alto e bom som. Por momentos julguei ter recuado no tempo ou estar a sonhar com a minha infância mais uma vez.

Infância passada a ouvir religiosamente discos pedidos nas rádios locais onde as canções de Jorge Ferreira eram das mais tocadas. Confesso que já não me lembrava desta música e soube mesmo bem recordá-la, apesar de eu não a apreciar na altura. Era daquelas que me faziam mudar o rádio de estação, para grande consternação da minha saudosa avó que via o rádio ser calcorreado pelos meus pequenos e ágeis dedos em busca de música estrangeira.

A playlist de músicas do Jorge Ferreira bem antigas prosseguiu. Mas quem estava a colocar ali aquelas músicas? Desci rapidamente as escadas e fui ver de onde vinha o som. Ah, era o Fadista- de seu nome Carlos. Por incrível que pareça, estava a ouvir música no Youtube com o Iphone. A acústica do espaço é que era mesmo muito boa para a música se propagar tão nitidamente e aguçar recordações de uma infância a ouvir gente a pedir quatro e cinco canções do Jorge Ferreira em apenas uma hora dos discos pedidos.

Uma manhã carregada de nostalgia.

De referir que a tarde foi passada a ouvir música na companhia de Carlos “Fadista”. O episódio das canções de Jorge Ferreira foi um dos assuntos em destaque.

A noite toda a discutir

Na realidade, não me meti em confusão alguma. Nos sonhos é balbúrdia, gritaria e emoções fortes a toda a hora, desde que encosto a cabeça à almofada até que a retiro na manhã seguinte.

Desta vez apanhei boleia e deixei uma respeitável quantia de dinheiro esquecida no assento do banco de trás ao lado de onde me tinha sentado. Apesar de a pessoa ser de confiança e de ter entregue a bolsa do dinheiro intacta, não me livrei de uma descompostura por parte de quem quer que fosse que me abordasse.

Continuaria a discutir em transportes públicos, por acaso com um amigo meu que passava férias comigo naquela semana. Sobre que era a discussão? Não sei. A maioria das discussões em que me vejo envolvida em sonhos quase sempre ocorrem quando eu começo a achar que as pessoas me estão a dar para trás ou estão a fazer de mim parva. Não me enganarei muito se esta também começou assim.

“A culpa é da outra”

Já muito que não sonhava com bermas de estrada, gatos atropelados e afins.

Desta vez tudo começou quando vim a casa sem ninguém contar para ir buscar umas calças, pois as que trazia tinham-se rasgado e não tinha outras para vestir.

Do outro lado da estrada, lavava-se a via com água. Teria havido ali um atropelamento de uma gata. Via qualquer coisa assim de repente mas recusava-me a olhar para lá fixamente. Tentava virar costas ao local de onde vinha grande azáfama e som de água a correr de uma mangueira.

Alguém dizia que “a culpa era da outra”. Da outra quem? Da outra gata?

Arranjei coragem e perguntei o que se passava. Tinham achado no terreno junto à berma da estrada...uma caveira. Já era a segunda no espaço de uma semana. Mas que raio se estava a passar?

Acordei tarde. Estar de férias tem dessas coisas.


“As Marias”(impressões pessoais)

No Verão, em tempo de férias, querem-se leituras descontraídas e divertidas. Nada de livros muito pesados.

Levei dois livros bem descontraídos mas acabei por só terminar este da autoria de António Raminhos- mais uma compilação de uma rubrica que tem num programa de rádio.

Eu sempre vou dizendo que irei fazer ao contrario- primeiro escrevo aqui os textos e depois, quem sabe um dia, irei ter a minha rubrica “Música Com Memórias” na rádio. Mataria dois coelhos com uma só cajadada. Cumpria o meu sonho da rádio e apresentava ao Mundo o que eu sei fazer em termos de escrita criativa e narração de histórias que realmente aconteceram.

Enquanto que eu abordaria a música, de preferência a que não lembra a ninguém, Raminhos “tenta” aconselhar quem o contacta com dúvidas sobre a educação dos mais pequenos. Raminhos responde à correspondência de forma bem divertida, dando a sua perspetiva de pai de três crianças- as Marias.

Um livro bem divertido para este Verão.

Bem, se um dia estão à espera do meu livro sobre músicas, em primeiro lugar devo dizer que não terá piada, pois não sou grande humorista, apenas gosto de contar histórias, se forem a partir de músicas, melhor ainda. Em segundo lugar, se as querem ler, basta andarem para trás no meu blog e seguirem as etiquetas. O que me falta mesmo, e admito que é um sonho que tenho, é passar isso também para uma rubrica de rádio. Estou a falar a sério...ou melhor, a escrever.





Monday, August 21, 2017

Velas e gatos pretos

Isto não é nenhum texto de magia negra ou bruxaria. É simplesmente a narração de um sonho.

Tratou-se de um sonho que me transportou de volta a um passado risonho em que eu ia frequentemente a casa da Senhora Justina. Que eu me lembre, ela nunca teve um gato. Recordo-me de ter cães mas penso que não tinha gatos.

Neste meu sonho ela tinha um enorme gato preto extremamente manso. Era um regalo fazer-lhe festas.

Depois sonhei com a minha tia- irmã da minha avó. Ela ofereceu-me uma vela. Tratava-se de...uma vela de curso, imagine-se. Essa vela derretia muito depressa quando acesa. Acendi-a uma vez e ela logo derreteu quase na totalidade.

A minha tia foi a um encontro de antigos colegas de curso e todos conservavam as suas velas intactas. A dela estava quase gasta e mal se distinguiam as letras que tinha inscritas.

Acordei ainda a pensar no bom que seria acariciar um gato tão fofo como aquele.



Saturday, July 29, 2017

“Não Me Vais Ver Chorar”- Micaela (Música Com Memórias)



O almoço eram almôndegas com esparguete e, sempre que as almôndegas tropeçam na minha vida, não deixo de esboçar um sorriso porque me lembro daquele sketch do Herman José a seguir à vitória no Festival Eurovisão de 1998 de Dana International.

Então para hoje trago a música que Herman José distorceu e adulterou nesse momento de humor que na altura fez para a Antena 1. Eu ri-me mais com o tratamento que ele mandou dar a esta música, que propriamente do texto humorístico.

Na segunda-feira a seguir à vitória de Israel no Festival Eurovisão de 1998, ia eu no autocarro para Coimbra (na altura ainda estudava) e o rádio ia sintonizado na Antena 1 onde um pouco antes das nove da manhã, Herman José tinha um espaço de humor. Naturalmente naquele dia o tema foi o Festival Eurovisão e a vitória de Dana International, uma artista transgénero.

No sketch um português ia mudar de sexo também para participar no festival, então pedia à mulher para lhe trazer “almôndegas” da farmácia.

O que mais me chamou a atenção na peça humorística foi a música. Inicialmente não a reconheci, pois estava a rolar num ritmo mais lento para a voz da Micaela ficar um pouco mais grossa, dando a entender que era uma voz de um homem a transformar-se em mulher.

Quando finalmente reconheci a canção, ainda me ri mais e fiquei bastante admirada, pois esta canção, se a memória não me falha, é uma das últimas e menos conhecidas do álbum “Chupa No Dedo” de Micaela. Como é que o Herman José se lembrou desta música?

Por causa das almôndegas ao almoço, trouxe aqui esta memória musical que ainda me fez rir um pouco.

Fotos muito antigas (mal me reconhecia)


Posso dizer que não tive uma noite propriamente bem dormida. Tinha o meu velho telemóvel a carregar sem saber se no dia seguinte iria funcionar.

O pouco sono de qualidade que tive foi assolado por sonhos relacionados com telemóveis. Por acaso eu tinha visto que fotos o meu velho telemóvel ainda guardava. Eram sobretudo fotos de animais domésticos- uma de cada um. Nada de fotos minhas.

No sonho, tinha encontrado escondidas no meu velho telemóvel muitas fotos que eu nem me lembro sequer de ter tirado. Foram tiradas em muitas atividades que eu nem sequer me lembrava de ter participado. “Mas onde e quando foi isto?” era a pergunta que mais fazia. Nem a roupa que envergava nesses momentos conhecia. Mas era mesmo eu?

Apresentava-me com ar atlético a fazer saltos e acrobacias. Ali eu era craque, muito diferente do que sou hoje. Custava mesmo a acreditar que fosse eu.

Acordei apenas com o despertador do cronómetro. Nem sequer me lembrava como se ligava o telemóvel mas lá o consegui ligar. Está a funcionar plenamente.

“Nadar Para Casa” (impressões pessoais)

Continuando pela literatura britânica, surgiu a oportunidade de ler esta obra de Deborah Levy.

Um poeta sombrio, a sua família e amigos vão passar umas férias à costa francesa. Tudo está a correr com normalidade até ao aparecimento de Kitty- uma rapariga estranha e algo perturbada que aparece a nadar na piscina da casa onde passam férias.

Aparentemente, Kitty é fã do poeta e vem atrás dele só para mostrar o seu poema “Nadar Para Casa”.


Toda esta obra é um pouco estranha. Eu interpreto esta obra da seguinte forma: Kitty é, digamos assim, a consciência de Joe. Ela é o que ele pensa e tenciona fazer mas não tem coragem.

Esta obra é um pouco confusa, talvez propositadamente. A passagem em que Kitty e Joe vão de carro é repetida várias vezes ao longo da obra.

Agora há que animar um pouco e para isso recorro à literatura nacional.

Wednesday, July 26, 2017

“Meu Velho Pai”- Quim Barreiros (Música Com Memórias)


Tudo começou quando alguém pediu Carmen Silva a cantar a mesma canção. Não sei se essa é a original mas certamente que não foi Quim Barreiros o primeiro a cantar este poema.


Enquanto ouvia Carmen Silva, recordei que já antes havia ouvido uma versão desta música. Mas quem a cantava? Não me conseguia lembrar. Resolvi procurar a canção da Carmen Silva e a sensação de ter ouvido esta música cantada por alguém, brasileiro ou português, adensou-se. Fui ouvindo as versões que me foram aparecendo no Youtube...até que esbarrei sem querer na versão de Quim Barreiros. Sim...lembrei-me de imediato. Foi ele que incrivelmente ouvi a cantar esta música. Não estava a alucinar. Na altura também achei estranho esta música estar a ser interpretada por um cantor de música popular, por muitos considerado como um cantor brejeiro.

Não sei onde estava na altura. Tenho uma vaga ideia que se comemorava um Dia Do Coração. Já fui a alguns eventos desses. A maioria decorreu em Coimbra em vários locais da cidade e houve um que decorreu em Cantanhede mas foi estragado por uma forte chuvada que surgiu de repente. Até penso que foi mesmo nesse dia que tocavam algumas músicas do Quim Barreiros e, no alinhamento, surgiu este tema que estranhei fortemente pertencer ao reportório deste artista.

Quando eu ouço pela primeira vez uma música nova de Quim Barreiros, paro tudo o que estou a fazer para escutar a letra com muita atenção para ver onde tem marosca. Desta vez estaquei onde estava com pontos de interrogação e de exclamação a bailarem-me na cabeça. Esta música não tinha nada daquelas canções de duplo sentido que tanto me fazem rir por vezes. Pudera! Esta canção é uma versão de uma música brasileira, agora percebo. Não sei quem começou por cantar o original no meio de tantas versões que esta música leva.

Ah, agora lembro-me que a seguir a esta, no alinhamento do CD, Quim Barreiros cantava também “Casinha Branca”- um tema brasileiro com mil e uma versões mas que a minha favorita é indubitavelmente esta da Fafá de Belém. Aliás, fica prometido falar sobre esta música noutro post. Muito há a dizer sobre ela.



Em tons de laranja e azul

Palavras para quê? Procurando eu no Google uma imagem aproximada da que vi no sonho...acabei por encontrar a imagem exata que eu vi no sonho. É que nem preciso de descrever mais nada.

Simplesmente quero dizer aqui que gostei muito de ter sonhado com estas tonalidades no Céu que presenciei de madrugada ao abrir a janela do meu quarto pensando que já era tarde. Era uma felicidade difícil de descrever. Algo libertador.

Antes que perguntem, não fui eu que tirei esta foto. Andava simplesmente a tentar encontrar alguma que se aproximasse um pouco da imagem que vi no sonho e esta é verdadeiramente a imagem que vi. Confesso que me estão a faltar as palavras para descrever esta feliz coincidência. Estou arrepiada.

A aventura da maternidade e a aventura de uma caminhada diferente

Numa só noite de sono, sonhei que era mãe de uma menina e que fazia uma caminhada. Bem, o mais normal é mesmo envolver-me em aventuras durante caminhadas já que não está nos meus planos ser mãe.

E de repente, vi-me com uma bebé nos braços sem saber como tinha sido isso possível. O que fazer agora? Não sei. Para já dar-lhe um nome. Isso não seria uma tarefa complicada já que lhe iria chamar Marina como a minha avó.

O problema iria ser dali para a frente. Não estava mesmo preparada para ser mãe e nem sabia por onde começar. Depois acordei e passei para outra situação.

Havia uma caminhada de começo de nova época. No boletim informativo dizia que era uma caminhada difícil e estava a ser de facto uma jornada complicada. Não. Não andávamos por trilhos do género daquele que ia dar à estrada de Anços. Por incrível que pareça, a caminhada era feita…dentro de um velho comboio.

Tínhamos de saltar carruagens a abarrotar de passageiros. De referir que o comboio seguia a alta velocidade, o que nos complicava bastante a vida. O espaço também era reduzido. Realmente estava a ser complicado.

Acordei exausta. Também não era para menos.

Não sei se alguma vez ouvi estas músicas

Sexta-feira à noite. Na M80, por vezes, passam músicas que me fazem recuar bastante no tempo. Algumas não ouvia há muitos anos e já me esqueci completamente delas. Outras tenho a sensação de as ter ouvido ao menos uma vez na vida.

Estas que passo a apresentar a seguir inserem-se nesse grupo. Tenho quase a certeza de nunca ter ouvido a canção da Princesa Stephanie do Mónaco. Conheço outra dela mas não é certamente esta. Já tenho dúvidas se estou ou não a ouvir pela primeira vez as duas restantes.

O melhor é colocar aqui as músicas pela ordem por que passaram. Belos exemplares da música dançável da década de oitenta!




Regresso a São Martinho do Porto













Depois de uma semana de férias em casa, eis que chegou finalmente a hora de pisar a areia da praia de São Martinho do Porto.

A convivência com os amigos foi o ponto forte desta semana de puro divertimento e lazer. Para além da confraternização, pudemos, mais uma vez, praticar Stand Up Paddle, andar de gaivota, de carrinhos a pedais e, como não podia deixar de ser, de subir o Monte de Salir. Subi-o por duas vezes este ano. Creio que o ano passado também já o tinha subido duas ou três vezes. Não tenho a certeza.

Também não faltaram os indispensáveis mergulhos.

Foi pena estar muito vento na praia. Mesmo assim foram umas férias bem agradáveis.

Aquela chamada

Apesar de estar de férias, há coisas que não me largam. Penso que estou descansada, que deixei tudo em ordem e eis que, enquanto estou a banhos, alguém me resolve importunar o meu merecido descanso. Quando essa pessoa for de férias, havia de lhe fazer a mesma coisa. Aposto como terá todos os telemóveis desligados. Aliás, havia ele de passar férias num local muito inóspito, de preferência com a água cheia de alforrecas, peixe-aranha e tubarões daqueles que não são nada meigos.

Seja como for, conseguiu irritar-me, apesar de eu não lhe ter devolvido a chamada. Ouvir aquela sua voz só me ia enervar ainda mais do que ver o seu número no ecrã do meu telemóvel.

De noite pouco dormi. Acordei a soluçar e aliviada por estar deitada numa cama confortável, cheirando a lavado. Nenhum indício de ter atendido nos minutos antecedentes qualquer chamada telefónica.

Nessa tarde, estava tão nervosa que parecia ouvir o meu telemóvel a tocar a todo o instante. Pior. Pensava sempre que era ele para me importunar nas minhas férias. Numa ocasião, levando eu a minha amiga Maria pelo braço, cheguei a parar para verificar se o telemóvel tinha tocado.

À noite sonhei que me tinham ligado várias vezes de um número que não conhecia. Das primeiras vezes ignorei mesmo a chamada mas, dada a insistência, acabei por atender. Era um tal de Senhor Júlio que eu não conhecia e era o portador de más notícias. Tinha sido despedida porque alguém tinha vindo fazer queixa de mim. Já sabendo quem teria sido, logo a tristeza e a raiva se apoderaram de mim. As lágrimas invadiram os meus olhos, tolhendo-me a visão. Estava mesmo cega de raiva e de tristeza.

Ainda bem que acordei!

Saturday, July 08, 2017

“A Arte De Dar Peidos” (impressões pessoais)

Um dia destes, recomendaram a leitura deste pequeno livro a Salvador Sobral ainda devido ao episódio por ele protagonizado no MEO Arena aquando do concerto de solidariedade para com as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.


Eu não sabia onde tinha este livro mas, estando alguns dias de férias em casa, acabei por o encontrar e o ler. É uma obra que se lê facilmente em um par de horas.

Aconselho vivamente a lerem este pequeno livro que não perde a atualidade, apesar de ter sido escrito há muitos anos. Garanto que nunca mais irão ouvir o som de um peido da mesma forma. Depois de esta leitura, a tendência é analisar todos os peidos que ouvimos os outros darem e também os nossos próprios. É incrível!

Afinal de contas...peidar é humano. É sinal que estamos vivos e a gozar de perfeita saúde.

Calças verdes

Na realidade, tenho essas calças curtas que uso para correr mas sonhei que as trazia vestidas numa ocasião inapropriada.

Havia um jogo entre o Benfica e o Sporting mas era...dentro de um pavilhão onde eu também estava a treinar algum tipo de desporto...com as minhas calças verdes enfiadas.

Não estava a contar de me cruzar com os jogadores do Glorioso SLB mas aconteceu. Ao mesmo tempo estava contente e apreensiva por envergar aquelas calças verdes. Em contrapartida, os jogadores do Sporting olhavam para mim e sorriam. Deviam julgar que eu era leoa, coisa que não sou de todo.

Fiquei ali parada. Não sabia o que fazer.

“Escrito Na Água” (impressões pessoais)

Adorei este livro. Sinceramente, gostei mais desta obra de Paula Hawkins do que “A Rapariga No Comboio” que li há tempos. Achei esta obra mais misteriosa, mais interessante, ate pelo mistério do local.

Por várias vezes me lembrei de um poço (mesmo um poço, não um rio) que existe numa aldeia próxima da minha e que, segundo reza a lenda, muitas mulheres ali se suicidaram. Diziam que eram sete mas talvez seja para apimentar a história. Havia quem afirmasse que ouvia muitas vozes femininas a falarem ao mesmo tempo quando passavam por ali de noite mas não viam ninguém. Uma história muito parecia com esta.

Mais uma vez, Paula Hawkins coloca os seus personagens a narrar a sua versão da história, a exprimir o que pensam e como interagem com os restantes protagonistas. Cada uma dessas pessoas esconde algo, tem muito para dizer mas algo impede que o que quer que tenham a contar venha a público. Isso faz com que o leitor fique preso à história. Vejo ultimamente muitos livros assim escritos. É uma ideia vencedora, no meu entender.

É preciso ir mesmo ao final da história para perceber quem afinal empurrou Nel para o poço. Também será o seu assassino a confessar. Ninguém mais soube. Só os leitores.

Para já, este é o melhor livro que li neste ano de 2017. Muito bom mesmo.

México reencontra Portugal

A Alemanha voltou a puxar dos seus galões de campeã do Mundo para golear categoricamente o México e apurar-se para a final da Taça das Confederações.

Raul Jimenez já remata mas contra os jogadores alemães.

Goretska marca o primeiro golo da Alemanha.

Goretska volta a marcar dois minutos depois. É agora o melhor marcador da competição.

O Jogador Número Vinte E Três do México remata sem problemas para Ter Stegen.

Ochoa ia metendo água mas acabou por resolver bem.

Aquele Jogador Número Vinte do México faz lembrar um pouco o Corona. Também é assim baixinho. Já por duas ou três vezes olhei para ele e lembrei-me do primeiro jogo em que vi o Corona jogar. O Jogador Número Vinte do México chama-se Javier Aquino.

Entretanto o México cria perigo.

O México vai crescendo no jogo. Vai ameaçando.

Chicharito remata por cima.

De livre, o Herrera permite a defesa a Ter Stegen.

A Alemanha chega ao intervalo com a vantagem de 2-0 conseguida nos instantes inicias da primeira parte.

Ochoa pontapeia desajeitadamente a bola contra um jogador alemão. Por sorte não deu em nada.

Raul Jimenez cria perigo.

Quase que a Alemanha marcava.

Saiu o primeiro cartão amarelo do bolso do árbitro argentino para Raul Jimenez por ter travado em falta o jogador alemão que saía para o contra-ataque.

Werner faz o terceiro golo da Alemanha.

Acabado de entrar, Fabian cria perigo.

Outra vez Fabian a rematar.

Barbudo Layun rematando para Ter Stegen defender.

Acabado de entrar, o Jogador Número Catorze da Alemanha pisou Rafa Marquez que também tinha entrado há pouco e viu o cartão amarelo.

Raul Jimenez envia a bola à trave da baliza defendida por Ter Stegen.

Rafa Marquez cabeceia com perigo mas a jogada já estava interrompida por qualquer infração.

E Fabian já merecia este golo.

O México carrega mas a Alemanha marca mais um golo.

Raul Jimenez permite mais uma defesa a Ter Stegen.

O jogo termina. Vamos enfrentar o México para o terceiro lugar. Tal como eu previa, Alemanha e Chile vão defrontar-se na final.

P.S.: A Alemanha venceu a Taça das Confederações de 2017, ficando o Chile naturalmente em segundo lugar, Portugal em terceiro e o México em quarto lugar.




A bravura de Claudio e o tremor dos portugueses na hora de decidir

Foi preciso o jogo ir para grandes penalidades para que houvesse um vencedor entre Portugal e o Chile. Para dizer a verdade, até nem seria necessário o jogo ser desempatado por grandes penalidades, já que ficou uma bem descarada por assinalar contra nós. Afinal de contas, para que raio é que serve o vídeo-árbitro?

O primeiro remate do jogo pertence a André Gomes.

Rui Patrício nega o golo ao sempre temível Vargas.

Bravo também se opõe a André Silva. A assitência foi de Ronaldo.

Olhem só a categoria deste duelo! UAU! Vidal e Bruno Alves? Os mestres no Vale-Tudo? Já que há a luta entre Ronaldo e Messi pelo melhor jogador do Mundo. Estes andam no tira-teimas para ver quem é o maior caceteiro que existe no futebol Mundial. Pelo meio ainda há outros mas estes dois dispensam apresentações para quem segue este fenómeno.

Jara viu o primeiro cartão amarelo do encontro. Já que se fala em caceteiros, este também é um digno representante dessa tão difícil e incompreendida arte.

O Chile cria perigo.

Com aquela barba bem negra e crescida e o cabelo rapado, o Vidal fica medonho. Ele já é um duro, digamos assim. Com este visual fica um autêntico bicho.

Entretanto, Aranguiuz volta a criar perigo.

William Carvalho viu o cartão amarelo por travar em falta aquele jogador chileno que é tão sossegado e até nem se mete com ninguém, que é a correção e o desportivismo em campo. Falo do Vidal, claro.

Por ter protestado uma falta de forma efusiva, André Silva viu o cartão amarelo.

O jogo chega com um nulo ao intervalo.

Que remate foi este de André Gomes?

Pablo Hernandez viu o cartão amarelo por falta sobre William Carvalho.

Vidal cria imenso perigo.

O Chile está a carregar. Vargas cria perigo e Rui Patrício tem de se aplicar.

Vidal volta a rematar com imenso perigo.

De livre, Ronaldo remata por cima.

Ronaldo cabeceia por cima. O jogo tem de ir para prolongamento. Teima em haver o nulo no marcador.

André Gomes remata com perigo já no prolongamento.

Alexis Sanches cabeceia ao lado. O cruzamento é de Isla.

José Fonte trava Alexis Sanchez em falta e vê o cartão amarelo.

A sorte agora foi que Vidal não acertou bem na bola com a cabeça.

Saiu o cartão amarelo para Bruno Alves por aplicar o seu temível e mundialmente famoso cotovelo na cabeça o Pablo Hernandez.

Francisco Silva cai na área em lance com José Fonte. Nada é assinalado. Que sorte para nós agora! Era mesmo grande penalidade. Como é que o vídeo-árbitro não viu isto?!!!

Cedric travou o contra-ataque do Chile em falta e viu o cartão amarelo.

A bola vai duas vezes aos ferros da nossa baliza. Voltámos a ter sorte!

O Chiole carrega. Está melhor do que nós neste prolongamento.

Vamos para as grandes penalidades!

Os chilenos são os primeiros a tentar converter. Parece ser Claudio Bravo. Afinal é Vidal e converte.

Claudio Bravo defende a grande penalidade de Quaresma.

Claudio Bravo volta a brilhar defendendo o penálti de João Moutinho.

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E o Chile segue em frente para a final. Claudio Bravo volta a defender mais uma grande penalidade, desta vez de Nani.


Terminar em beleza







A zona de Cascais, mais propriamente a aldeia do Zambujeiro, acolheu-nos este ano na nossa caminhada de encerramento. A temperatura estava agradável para se caminhar. Nada do temível calor que se tem feito sentir na última semana.

Apesar de estar cotada como de dificuldade média/alta, eu achei esta caminhada fácil. Também já aqui tenho dito que me encontro em boa forma e isso nota-se nas subidas. Notou-se mais uma vez quando o terreno inclinou e logo passei para a frente.

A aldeia do Zambujeiro estava em festa e havia rifas à venda onde nos foi servido o almoço que estava uma delícia. Quase toda a gente tentou a sorte nas rifas.

Assistimos a um espetáculo de teatro de revista apresentado pelo grupo da associação que nos acolheu.

Integrado nas festividades, havia também um festival de folclore. O tempo estava frio e chuvoso mas nada que demovesse os presentes a continuarem a aplaudir os ranchos folclóricos .

Partimos rumo a Coimbra. Mais uma época chegava ao fim. Em jeito de balanço, duas palavras- Ega e Folgosinho. Foram para mim as duas jornadas que se revestiram de maior dificuldade e com muito que contar, especialmente a jornada da Ega.

Em cima seguem as melhores fotos desta última caminhada da época. A nova temporada inicia no dia 10 de Setembro.


Antípodas

Dizem que os neozelandeses são os nossos antípodas. Também o são no que à qualidade futebolística diz respeito. Enquanto que nós temos dos melhores jogadores do Mundo, eles têm Chris Wood e pouco mais. Tal diferença espelhou-se nos quatro golos sem resposta com que os vencemos.

O primeiro remate deste jogo foi da autoria do nosso amigo Chris Wood mas não houve problemas para Rui Patrício.

O temível Jogador Número Vinte da Nova Zelãndia que é o Smith já foi com o pé à cara do Danilo. É o Bruno Alves lá do burgo. Por falar nisso, eu curtia ver os dois a pegarem-se.

Quem viu o cartão amarelo foi o Lewis por falta sobre Eliseu.

Nelson Semedo viu o cartão amarelo por entrada dura sobre o Jogador Número Dezassete da Nova Zelândia.

Portugal cria perigo e foi Ronaldo. Marinovic estava lá a controlar a situação.

Saiu um remate de longe do Smith.

A bola foi à trave da baliza da Nova Zelândia. Portugal carrega. Tem que ser assim.

No outro jogo, a Rússia colocar-se em vantagem e Portugal ascende ao primeiro lugar provisoriamente.

Danilo cabeceia com perigo depois de um canto.

Há grande penalidade para nós por falta sobre Danilo que foi impedido por dois adversários. Ronaldo converte, pois claro.

No outro jogo do grupo, o México já empatou.

Saiu o Jogador Número Oito na Nova Zelândia e entrou o Jogador Número Seis que se destaca por fazer uns lançamentos com muita força. É estranha esta alteração, já que estamos a poucos minutos do intervalo e o jogador não estava a aparentar de forma visível que não aguentasse estar em campo escassos minutos que ainda falta jogar na primeira parte. Bem, posso estar enganada. Nem sempre um jogador sai a coxear. Enfim, pode ter tido outro problema, que não uma lesão. Uma dor de barriga, por exemplo…

Bernardo Silva marca mas o Jogador Número Dezassete da Nova Zelândia acaba por o lesionar. Em vez de se festejar o golo, há preocupação, pois o Jogador Número Dez da Seleção De Todos Nós colocou mal o pé no relvado. Parece estar tudo bem. Ele vai reentrar.

Nelson Semedo remata ao lado.

Nelson Semedo remata ao lado.

André Silva e o Jogador Número Cinco da Nova Zelândia pegam-se. André exibe a sua camisola rasgada.

Ao intervalo vencemos por 0-2, enquanto que no outro jogo vamos com um empate a uma bola.

O México volta a marcar e coloca-se em vantagem.

É impressionante este jogador da Nova Zelândia a fazer lançamentos. Por acaso ele não jogava rugby antes? Tratando-se de um neozelandês, não me admirava nada. Já vi marcarem pontapés de canto com menos força. Sempre que este camarada faz um lançamento destes, logo a Nova Zelândia cria perigo. Dizem que ele joga no Marselha mas eu não o conheço a não ser de o ter visto jogar e fazer lançamentos destes frente ao México.

Más notícias para nós: Pepe viu o cartão amarelo e não joga a meia-final.

Chris Wood ameaça o golo.

Ronaldo cabeceia com perigo. O cruzamento é de Nelson Semedo.

André Silva quase marcava.

Ronaldo vai descansar um pouco para a meia-final. Vai entrar Nani que recebe a braçadeira de capitão que estava no braço de CR7.

Rui Patrício defende sem problemas um remate do Jogador Número Sete da Nova Zelândia.

Marinovic opõe-se a Nani.

Chris Wood tenta a sorte de longe. Do outro lado, Eliseu faz o mesmo.

André Silva faz o nosso terceiro golo. Que bela jogada!

Saiu um cartão amarelo do bolso do árbitro que veio dos Estados Unidos para o Jogador Número Dezasseis da Nova Zelândia.

Rojas remata de longe e por cima.

Danilo nega um golo quase certo aos neozelandeses. Afinal foi Rui Patrício a tirar.

Agora foi Nani a marcar. Dificilmente não seremos primeiros no nosso grupo.

Terminam os dois jogos. Do grupo A passam Portugal e México. Do grupo B deverão passar Alemanha e Chile. Resta saber quem será primeiro e quem será segundo, mais quem será segundo, pois é essa a equipa que vamos defrontar nas meias-finais.

Empate entre duas seleções muito diferentes

Chile e Alemanha não podem ser mais diferentes no futebol jogado, no entanto, empataram a uma bola na Taça das Confederações.

Pois é, já não me lembrava que tinha de estar atenta a observar o selecionador alemão. Onde ele coloca as mãos, que partes do corpo coça, quantas vezes coloca os dedos no nariz, onde andam as mãos dele quando percorrem os bolsos…

É golo do Chile. Foi Alexis Sanchez a marcar com alguma facilidade.

Draxler remata de meia distância mas sem perigo.

Marcelo Diaz remata de longe mas desta vez não houve problemas para a baliza alemã.

Mas isto é mesmo a Alemanha que está a jogar?!!!

Herrera nega o golo aos alemães.

O nosso amigo Vargas envia a bola à trave.

Saiu um cartão amarelo para um jogador alemão.

Já estão a ficar nervosos, os jogadores alemães.

A Alemanha tenta rematar de longe mas sem êxito.

O Jogador Número Treze da Alemanha faz o golo do empate.

Ter Stegen nega categoricamente o segundo golo a Alexis Sanchez.

Vamos com um empate a um golo para o intervalo.

De livre, Alexis Sanchez remata por cima.

O jogador chileno quis cruzar mas saiu um remate muito perigoso. Se entrava era um golo incrível.

Vidal cabeceia por cima.

O Jogador Número Vinte E Um da Alemanha viu o cartão amarelo por travar Alexis Sanchez em falta.

Alexis Sanchez viu o cartão amarelo por ter atirado a bola para longe depois de o jogo já estar parado.

Medel saiu lesionado.

Beausejour viu o cartão amarelo por ter travado um jogador alemão que seguia para o contra-ataque.

O jogo termina. Não tenho dúvidas ao afirmar que são estas duas equipas a seguir em frente para as meias-finais.

Monday, June 26, 2017

Quando a Natureza mata

Alguns dias passados sobre o incêndio mais mortífero que assolou Portugal, ainda custa a acreditar que uma tragédia desta dimensão tenha acontecido. Triste demais, hediondo demais, horrível demais.

Inicialmente, quando no Domingo de manhã ouvia por alto as notícias, pensava que ainda se estava a falar do também terrível incêndio de Londres que aconteceu há uns dias e também provocou um elevado número de vítimas. Dias depois, eis que o fogo ceifaria quase tantas vidas junto à estrada, quantas as que pereceram entre quatro paredes de um apartamento.

Hoje, alguns dias passados sobre esta dolorosa tragédia, assisto às notícias e fico boquiaberta com a rapidez com que o clima está a mudar em Portugal. Fico preocupada com a possibilidade de ocorrerem fenómenos meteorológicos invulgares como o que propagou este fogo em Pedrógão Grande. Habituar-me a que a trovoada viesse quase sempre acompanhada de chuva, não de ventos estranhos, com raios a cair em cima de árvores, deitando o fogo a tudo à volta e apanhando as pessoas que tentavam libertar-se das suas chamas e dos seus fumos nefastos.

Eu pensava que estes fenómenos climatéricos extremos que ceifavam vidas só aconteciam em outras paragens mais longínquas, normalmente nos Estados Unidos. Agora nós estamos aqui, aparentemente em segurança em relação aos crimes mais violentos e aos ataques terroristas mas a Natureza, de forma silenciosa e imprevisível, teima em nos vir assassinar de forma implacável. Não há como lutar contra ela. É mais forte do que a Humanidade toda junta.

Hoje ouvi falar de fenómenos atmosféricos dos quais nunca antes tivera conhecimento. Certamente muitos portugueses também não. Sempre houve trovoadas. Sempre caíram raios isolados. Lembro-me de uma ocasião em que vinha da ESEC num final de tarde em que nem uma nuvem havia no Céu. Ao entrar no meu quarto, ouviu-se um estrondo lá fora e ficámos sem luz. Foi um raio isolado que caiu. Se eu demorava mais uns minutos, sujeitava-me a levar com ele em cima.

Há dois anos também a trovoada originou um incêndio na minha aldeia. A pronta intervenção dos moradores que logo chamaram os bombeiros evitou o pior.

Cada vez mais isto tende a acontecer com mais frequência. Provavelmente um dia, não muito distante, a Terra será um local inóspito para o Homem que tanto negligenciou este planeta que habitamos. Talvez o inferno não seja mito e seja aqui mesmo daqui a uns anos. A Natureza revolta-se, o Homem é pequeno demais para a tentar dominar, para a travar, para a controlar. Estamos de pés e mãos atadas.

Para a próxima semana esperam-se intempéries para o nosso País. Isto não augura nada de bom.