Esta era a história que não queria jamais contar. È uma lamentável história de alguém que nasceu para não ter mesmo sorte no curto tempo em que viveu entre nós. É ao assistir a situações de vida como esta que penso e questiono se Deus realmente existe e, se existe e é bom como dizem, porque permite que algumas pessoas passem por este mundo sempre sob o signo da má sorte e da infelicidade.
Não é novidade infelizmente para ninguém que os imigrantes de Leste aqui em Portugal são sujeitos à exploração de empregadores sem escrúpulos, a máfias que os ameaçam e os perseguem e à extrema miséria que a sua situação de clandestinidade os obriga a passar.
A minha terra, apesar de ser um ponto esquecido neste planeta também chegou a ter os seus imigrantes de Leste- curiosamente sempre na mesma casa. Se houve alguns que nada fizeram por se integrar na sociedade que os acolheu, estes dois últimos (oriundos da Bulgária) já se sentiam filhos da terra e toda a gente os conhecia e ajudava.
Apesar de virem de um mesmo país e de a má sorte de caírem nas mãos de um patrão que os abandonou perseguir ambos, os dois homens tinham personalidades completamente antagónicas.
O mais velho era alegre, divertido, sociável, ia a tainadas, jantares e frequentava os cafés da terra. Tinha imensos amigos e falava fluentemente a Língua Portuguesa. Já o outro era mais reservado, tristonho e quase não falava Português apesar de estar há mais anos em Portugal que o companheiro. Se ia ao café ou a algum lado apenas era porque o colega o obrigava a ir.
Toda a gente na terra sabia que eles viviam com extrema dificuldade e que até passavam fome. O mais velho tinha uma cadela de grande porte e não tinha como alimentá-la. Foi então que os meus pais os resolveram ajudar na medida do possível.
No Natal de 2004 foi o meu pai que lhes foi ajudar a preparar uma Consoada com algumas coisas que lhes deram. Eles ficaram felizes com o gesto.
Passado algum tempo, um senhor da minha terra ofereceu emprego ao mais velho. O outro continuou em casa abandonado à sua má sorte que sempre o acompanhou. Via-se que ele tinha vindo de uma família bastante humilde que se dedicava ao trabalho no campo.
Depois este homem nunca conheceu outro trabalho senão o de uma refinaria de petróleo. Quando o seu local de trabalho faliu, ele resolveu tentar a sorte no Estrangeiro. Mas o Destino teimava em lhe pregar partidas. Quando emigrou, dizem que a sua esposa fugiu com um amante e abandonou-o.
Andou por várias localidades até vir parar à minha terra onde o que encontrou foi o que se viu. Passava agora os dias em casa sem ninguém e com fome.
Havia uma característica que o marcava: apesar de não ser católico, sempre acompanhava as cerimónias religiosas. Faz hoje dois anos que eu- na minha habitual caminhada durante a recuperação de uma operação aos olhos passei à porta dele e a televisão emitia as cerimónias fúnebres da Irmã Lúcia que havia falecido dois dias antes. Quando cheguei a minha casa comentei esse facto com a minha mãe e ela disse-me que ele fazia isso para ver se conseguia um sinal divino para que a sorte mudasse. Inclusive, a minha mãe aconselhou-me a fazer o mesmo.
Na Páscoa de 2005, a minha mãe convidou-os para irem lá a casa. Como o meu pai era mordomo do Senhor, havia lá imensa comida. Estava lá também uma prima nossa que vive no Luso. Os dois homens, sentados no sofá, conversavam com ela. O mais velho mostrava alegremente umas fotografias da família. O outro limitava-se a observar com um ar tristonho.
A minha prima descreveu-os assim:
“Vê-se que a educação que ambos receberam foi muito diferente. Este (o mais velho) é o típico búlgaro, enquanto que aquele já é mais humilde. Vê-se que vem de uma família mais rural e mais humilde que lhe transmitiu certos valores religiosos e morais.”
Quando o Papa João Paulo II morreu, lá estava ele atentamente a assistir às cerimónias religiosas. O mesmo se passou depois no 13 de Maio. Eu que também via a minha vida a andar para trás e andava um pouco descrente também achava que não valia a pena rezar nem assistir à missa. Quando a minha mãe me dizia que era castigo por nunca ir à missa eu dizia que aquele búlgaro assistia a todos os actos religiosos e a vida dele continuava na mesma ou pior.
No Verão desse ano, o cidadão de Leste resolve ir tentar a sorte para Anadia onde encontrou umas almas caridosas que lhe deram trabalho no campo. Essas senhoras levaram o imigrante ao médico um dia e foi-lhe detectado um tumor no cérebro. Quem disse à minha mãe foi o mais velho que ainda continuava a viver na nossa terra onde também trabalhava. A notícia foi um choque para nós, mas não quisemos acreditar.
Um dia o imigrante mais velho teve a ideia de ir passar umas férias à sua terra. As autoridades búlgaras apanharam-no e não o deixaram regressar. Os pertences dele continuam ainda dentro da casa à espera que ele um dia volte, mas sabe-se que ele arranjou emprego como condutor de autocarros.
Foi nessa altura que os búlgaros de Anadia vieram a minha casa buscar a chave. O búlgaro que em tempos vivera na minha terra estava outro. Falava melhor, estava mais sociável, mais alegre. Usava um boné branco com uma pala vermelha voltado ao contrário. A minha mãe perguntou o que se tinha passado com ele e ele, tirando o boné, exibiu uma cicatriz de uma operação.
De Anadia chegavam notícias de que ele trabalhou numa padaria e depois numa oficina. Ultimamente até diziam que o mesmo patrão que os tinha arrastado para a miséria lhe tinha dado emprego outra vez. O que é certo é que o meu pai o costumava a ver sempre junto à oficina.
O meu pai nunca mais o viu em Anadia e resolveu perguntar por ele. Ninguém sabia. No passado domingo o meu vizinho disse que um primo que era colega dele na oficina tinha dito que ele tinha morrido uns dias antes com um tumor no cérebro.
No meio de tanto azar que lhe aconteceu na vida, ele teve a sorte de a Bulgária ter entrado este ano para a União Europeia e de ter sido possível aos médicos portugueses que mais nada podiam fazer o reencaminharem para a Bulgária de modo a ele passar os seus últimos dias de vida junto da família.
Tomo conhecimento oficial da morte deste imigrante através da minha irmã. Parece que o meu pai encontrou o amigo dele em Anadia que lhe confirmou a triste notícia. Dois anos passam das cerimónias fúnebres da Irmã Lúcia a que ele assistiu com fé. Lúcia nada mais pôde fazer por ele senão chamá-lo para o Céu para junto de si quase dois anos depois.
Defendem os crentes que vão para o Céu todos aqueles que foram martirizados enquanto viveram na Terra. É uma forma de manter a fé naqueles que se vêem desprovidos dela pelas angústias da vida. Será isto verdade?
De manhã parecia que estava um lindo dia de Primavera, mas depressa esse lindo dia de Primavera se transformou num dia de chuva daqueles bem escuros e cinzentões. Como não trazia guarda-chuva acabei por alterar os meus planos de me matricular. Guardaria para o dia seguinte. Uma aventura, como irão ver.
Apesar das condições climatéricas adversas, até houve muita gente a frequentar a Piscina. Vieram ingleses, italianos e não sei que mais. Eu tive de fazer as minhas habituais confusões.
Foi nessa tarde que concluí a leitura do livro “A Terra Prometida” de Adriaan Van Dis que conta a sua visita à Africa do Sul. Um País que acabava de sair do apartheid e que agora vivia uma espécie de transição.
O Braga jogava com o Parma para a Taça UEFA. A equipa italiana é muito diferente do que foi em tempos. Agora até tem jogadores com nomes esquisitos e bem curiosos. Curioso também é o facto de o seu guarda-redes estranhamente alinhar com a camisola 5. Nunca tal vi!
Para se ter uma ideia, Paulo Santos foi pisado por um jogador chamado...Pizaro. Deve ter doído! Havia um outro jogador chamado...Perna.
No Parma também alinhava um jogador que já passou pelo Futebol Português o bielorusso Kutusov.
Eu penso que o Braga venceu aqueles esquisitos italianos por 1-0 com um golo do brasileiro Zé Carlos que foi festejar para as bancadas para junto dos adeptos.
E assim se passou um dia em que fazia 18 anos sobre o falecimento da minha avó. Como o tempo passa!
Situação do dia:
Um estudante tropeçou nos degraus do autocarro e exclamou:
- “Já não bebo mais nada hoje!”
Bacorada do dia:
“Perna a dar um toque de cabeça” (Que estranho!)
Thursday, January 31, 2008
Toupeira na Loja do Cidadão
Para tratar de algumas questões burocráticas já se sabia que, assim que saísse do trabalho, tinha de ir à Loja do Cidadão. O problema é que eu não sabia onde era tal coisa. Fazia uma ideia mas não sabia propriamente onde era.
Ia dar tourada! Ainda por cima estava a anoitecer. Tinha de apanhar o 29. A sorte é que os autocarros dizem as paragens e há uma que se chama Loja do Cidadão. Aliás, ouvi dizer que o autocarro até pára dos dois lados. E saber em qual dos dois é mais perto? Isto não vai correr bem!
E lá tentei a minha sorte saindo numa das paragens antes que anoitecesse ainda mais. Já não se via a ponta de um chavo e eu vagueava ali pelas imediações, como eu costumo fazer sempre que não sei exactamente onde é alguma coisa.
Entrei em estabelecimentos comerciais, atravessei passadeiras, olhei atentamente para edifícios...e já se fazia tardíssimo. Ainda por cima, ia jogar o Benfica!
Não tive outro remédio senão perguntar a umas senhoras que ali passavam. Elas levaram-me gentilmente à entrada da Loja do Cidadão. Veio um funcionário com uma roupa grená ajudar-me. Como há muitos serviços naquele local, aquilo é um labirinto autêntico de escadas, corredores e portas.
Depois de dizer o que pretendia, o funcionário acompanhou-me até lá acima. Havia muitos balcões com administrativas e computadores. Havia um problema qualquer com os servidores ou com a Internet e não era de todo possível tratar daquele assunto. Fiquei passada! Será que depois de tanto sacrifício tenha de voltar para casa de mãos a abanar? Que bom! E a complicação que voltava a ser se eu tivesse de voltar noutra altura? Só a mim!
O sistema parece ter ouvido os meus lamentos e parece ter-se emocionado. Rapidamente começou a funcionar e pude resolver o meu problema.
Eram sete da tarde quando eu me deslocava a pé para o Palácio da Justiça. Tinha de apanhar um autocarro rapidamente para casa. Havia jogo e era do Benfica.
Enquanto não vinha o tão almejado autocarro, ia passando o tempo a olhar para o painel electrónico que anuncia os autocarros. Nunca tinha reparado nele antes! De noite era possível ler o que lá estava.
Vinham todos os autocarros, menos os que eu queria. É incrível! Sempre a mesma coisa! E já se fazia tarde.
E finalmente veio um autocarro que me levasse a casa. Estava vazio. Aquela hora já não era própria para se andar na rua.
Quando cheguei a casa nem quis acreditar. Tinha chegado ao fim aquela aventura que agitou aquele final de tarde do Dia dos Namorados. O jogo estava a começar.
Foi uma noite muito agitada com barulho exterior. Os gatos faziam imenso barulho e a chuva forte acabou por me atrapalhar quando dormia bem sossegada. Apesar de ter chovido imenso, o tempo estava quente. O Sol alternou com as nuvens mas não choveu.
Ainda meio ensonada, tive de acordar à pressão com o barulho que uma bacia que me caiu das mãos fez ao embater no chão.
Não fui para o estágio porque me demorei na ACAPO. Foi contratado um novo animador e eu fiquei de o ajudar com algumas ideias para dinamizar um espaço que nada oferece aos jovens especialmente. O pessoal nada faz ali de útil e isso tem de acabar.
Muito andei eu de autocarro naquela manhã. Sabia bem passear!
Na Piscina a afluência esteve boa. A isso não foi alheio o facto de a temperatura ter subido. Ainda bem que há dias em que o trabalho aperta. Eu adoro ter trabalho reforçado!
O Benfica venceu o Dínamo de Bucareste por 1-0. Miccoli que havia entrado na segunda parte acabou por ser decisivo uma vez mais num jogo marcado por uma excelente exibição do guarda-redes Bogdan Lobont. O romeno travou um duelo intenso com Nuno Gomes desde o início do jogo, opôs-se com mestria às sempre complicadas e quase indefensáveis ameixas de Petit e foi irrepreensível a defender os indefensáveis remates de Simão. Mais um a juntar ao extenso rol de guarda-redes que se armam contra o Benfica!
Por outro lado, o nosso amigo Zé Kalanga entrou e foi substituído pouco tempo depois. Ainda bem que o angolano esteve desastrado senão anteviam-se momentos muito complicados para o Glorioso.
E assim se passou o Dia dos Namorados que para mim é um dia como os outros. Estava de consciência tranquila, pois acabei por resolver o meu problema burocrático.
Situação do dia:
No intervalo do jogo fui comer uma sopa que a minha senhoria tinha aquecido. Tinha uma saca de pão que comprei no Pingo Doce e levei duas ou três fatias para acompanhar a sopa. Qual não é o meu espanto quando mandei uma trinca no pão e constatei que o pão era doce. Fiquei passada!
Bacorada do dia:
“Blay pode ser considerado um jogador com rins demasiado lentos.” (Há jornalistas tão meticulosos que estudam os jogadores até ao mais ínfimo pormenor. Chegam mesmo ao ponto de ir ver a ficha médica deles.)
Ia dar tourada! Ainda por cima estava a anoitecer. Tinha de apanhar o 29. A sorte é que os autocarros dizem as paragens e há uma que se chama Loja do Cidadão. Aliás, ouvi dizer que o autocarro até pára dos dois lados. E saber em qual dos dois é mais perto? Isto não vai correr bem!
E lá tentei a minha sorte saindo numa das paragens antes que anoitecesse ainda mais. Já não se via a ponta de um chavo e eu vagueava ali pelas imediações, como eu costumo fazer sempre que não sei exactamente onde é alguma coisa.
Entrei em estabelecimentos comerciais, atravessei passadeiras, olhei atentamente para edifícios...e já se fazia tardíssimo. Ainda por cima, ia jogar o Benfica!
Não tive outro remédio senão perguntar a umas senhoras que ali passavam. Elas levaram-me gentilmente à entrada da Loja do Cidadão. Veio um funcionário com uma roupa grená ajudar-me. Como há muitos serviços naquele local, aquilo é um labirinto autêntico de escadas, corredores e portas.
Depois de dizer o que pretendia, o funcionário acompanhou-me até lá acima. Havia muitos balcões com administrativas e computadores. Havia um problema qualquer com os servidores ou com a Internet e não era de todo possível tratar daquele assunto. Fiquei passada! Será que depois de tanto sacrifício tenha de voltar para casa de mãos a abanar? Que bom! E a complicação que voltava a ser se eu tivesse de voltar noutra altura? Só a mim!
O sistema parece ter ouvido os meus lamentos e parece ter-se emocionado. Rapidamente começou a funcionar e pude resolver o meu problema.
Eram sete da tarde quando eu me deslocava a pé para o Palácio da Justiça. Tinha de apanhar um autocarro rapidamente para casa. Havia jogo e era do Benfica.
Enquanto não vinha o tão almejado autocarro, ia passando o tempo a olhar para o painel electrónico que anuncia os autocarros. Nunca tinha reparado nele antes! De noite era possível ler o que lá estava.
Vinham todos os autocarros, menos os que eu queria. É incrível! Sempre a mesma coisa! E já se fazia tarde.
E finalmente veio um autocarro que me levasse a casa. Estava vazio. Aquela hora já não era própria para se andar na rua.
Quando cheguei a casa nem quis acreditar. Tinha chegado ao fim aquela aventura que agitou aquele final de tarde do Dia dos Namorados. O jogo estava a começar.
Foi uma noite muito agitada com barulho exterior. Os gatos faziam imenso barulho e a chuva forte acabou por me atrapalhar quando dormia bem sossegada. Apesar de ter chovido imenso, o tempo estava quente. O Sol alternou com as nuvens mas não choveu.
Ainda meio ensonada, tive de acordar à pressão com o barulho que uma bacia que me caiu das mãos fez ao embater no chão.
Não fui para o estágio porque me demorei na ACAPO. Foi contratado um novo animador e eu fiquei de o ajudar com algumas ideias para dinamizar um espaço que nada oferece aos jovens especialmente. O pessoal nada faz ali de útil e isso tem de acabar.
Muito andei eu de autocarro naquela manhã. Sabia bem passear!
Na Piscina a afluência esteve boa. A isso não foi alheio o facto de a temperatura ter subido. Ainda bem que há dias em que o trabalho aperta. Eu adoro ter trabalho reforçado!
O Benfica venceu o Dínamo de Bucareste por 1-0. Miccoli que havia entrado na segunda parte acabou por ser decisivo uma vez mais num jogo marcado por uma excelente exibição do guarda-redes Bogdan Lobont. O romeno travou um duelo intenso com Nuno Gomes desde o início do jogo, opôs-se com mestria às sempre complicadas e quase indefensáveis ameixas de Petit e foi irrepreensível a defender os indefensáveis remates de Simão. Mais um a juntar ao extenso rol de guarda-redes que se armam contra o Benfica!
Por outro lado, o nosso amigo Zé Kalanga entrou e foi substituído pouco tempo depois. Ainda bem que o angolano esteve desastrado senão anteviam-se momentos muito complicados para o Glorioso.
E assim se passou o Dia dos Namorados que para mim é um dia como os outros. Estava de consciência tranquila, pois acabei por resolver o meu problema burocrático.
Situação do dia:
No intervalo do jogo fui comer uma sopa que a minha senhoria tinha aquecido. Tinha uma saca de pão que comprei no Pingo Doce e levei duas ou três fatias para acompanhar a sopa. Qual não é o meu espanto quando mandei uma trinca no pão e constatei que o pão era doce. Fiquei passada!
Bacorada do dia:
“Blay pode ser considerado um jogador com rins demasiado lentos.” (Há jornalistas tão meticulosos que estudam os jogadores até ao mais ínfimo pormenor. Chegam mesmo ao ponto de ir ver a ficha médica deles.)
Boas indicações

Parece que me encontro a subir de forma! Já ontem havia feito um treino razoável. Sinto-me bem e cada vez pareço estar a sentir-me melhor. Se assim continuar, tenho a certeza que quando for altura de fazer as provas irei fazer ainda melhor que no ano passado. Isto se não me acontecer nenhum azar.
As boas indicações e a inspiração para treinar começaram logo no aquecimento em que não me apetecia minimamente andar devagar. Assim dei quatro voltas a uma das pistas de fora em 13.03.31 minutos. O incrível é que nem me esforcei por aí além a julgar pelo ritmo cardíaco baixo no final destas voltas.
Depois de alguns alongamentos para continuar a aquecer fiz cinco séries de aproximadamente cem metros. Os tempos foram os seguintes:
1ª 19.03s
2ª 18.37s
3ª 18.53s
4ª 18.41s
5ª 18.57s
Se nas provas não acontecer nenhum disparate posso já sonhar com a quebra dos tempos da época passada. Um excelente treino! Pena não haver agora provas.
Tal como referi no final do texto anterior, adormeci e acordei ao som de uma música daquelas arrepiantes de um filme de terror. Terá sido por isso que tive sonhos do teor dos que eu passo a descrever de forma sucinta.
Tinha chegado a casa um fim-de-semana destes depois de passar um longo período sem pôr os pés na minha terra. Qual não foi a minha indignação quando constatei que em cima da minha cama estava...um caixão de uma velha.
Fiquei furiosa e com medo (ao contrário do que acontece na realidade, nos sonhos eu morro de medo dos mortos). Queria arrumar as minhas coisas e a urna não saía de lá.
Como se previa, a manhã começou com chuva. Não sabia do balde da roupa com um saco por cima que tinha trazido no outro dia debaixo de chuva. Eram cerca de seis e meias da manhã quando acordei a minha senhoria para saber se ela o tinha visto ou não. Estava debaixo da mesa.
A manhã decorreu sem incidentes. Deve ter sido calma, a julgar pela chuva que se fazia sentir. Quando o tempo está assim, muita gente sente-se mais aconchegada em casa e só sai à rua para tratar de assuntos inadiáveis.
Mesmo assim houve uma senhora que disse que havia muita gente na Piscina. A que horas e quando foi isso?
Ainda bem que não é meu hábito ir para a parte de trás dos autocarros. É que alguns têm alguns degraus. O que eu não consigo evitar são algumas pisadelas quando vou de pé. Desta vez foi o Senhor do Casaco Vermelho que me pisou.
Ligaram-me de Viseu para perguntarem se eu ia à Semana Jovem que decorre nas férias da Páscoa. Este ano é difícil porque estou em estágio. Se por um lado eu adorava ir, por outro não quero perder nem um dia no estágio. Tenho de fazer de tudo para evitar faltas. Ainda não sei. Amanhã vou-me aconselhar com os técnicos da ACAPO para ver o que é que eles dizem. Eu não sei que faça!
Assim que cheguei à Piscina, comecei a prestar atenção às notícias. Fiquei indignada ao ouvir a notícia de uma possível despenalização ou redução do castigo a Ricardo Quaresma por agressão a um jogador da União de Leiria. Pois, Derlei (que enquanto estava no Porto viu serem-lhe retirados castigo e processos sumaríssimos) teve de cumprir o seu castigo na íntegra. O que faz a mudança da cor da camisola! Começo a achar que Carolina Salgado tem razão nas acusações que faz.
Realizou-se o sorteio da Taça de Portugal. Quis o destino das bolinhas que a Académica tivesse a difícil tarefa de ir a Alvalade medir forças com o Sporting. Como o Porto caiu aos pés do Atlético e o Benfica foi eliminado pelo Varzim, pode ser que a Briosa derrote o Sporting em casa. Ia ser uma loucura!
A tarde ficou marcada pelo final da leitura do livro “Os Olhos de Faraó” de Valenti Gomez i Oliver e Boris de Rachewitz. Foi um dos melhores livros que tive oportunidade de ler. Eu adoro este tipo de leituras. A parte das crenças mitológicas dos egípcios, especialmente em relação aos gatos e aos fenómenos astrológicos é fascinante!
Comecei a ler o livro “A Terra Prometida” do escritor holandês Adriaan Van Dis. Este livro foi-me emprestado por uma amiga minha que o ajudou a traduzir.
Se há crianças que choram e esperneiam porque não querem ir para a Piscina, outras demonstram toda a satisfação ao entrarem nas instalações a cantar alegremente. Foi o que fez o “Capuchinho Vermelho”!
Ouvi dizer que na Áustria (país muito dado a este tipo de ocorrências) uma mãe manteve as suas três filhas sequestradas durante, imagine-se, sete anos!
Na televisão ia dar um documentário sobre Salazar. Consta que eu adormeci e só o ouvi muito vagamente.
Situação do dia:
À vinda do almoço, ia a olhar para o telemóvel e a tirar a foto que aqui apresento. Nem notei que ia a galgar as escadas e não ia pela rampa, como de costume. Por sorte não fui ao chão porque me equilibrei.
Bacorada do dia:
“A minha mãe, em vez de me mandar dois bocados de pombo, mandou-me dois pombos inteiros. Ainda vinham um em cima do outro. Até vai dar ovos e tudo. Daqui um bocado tenho de ir pôr pintos ou lá o que é...borrachos.” (Não saem pintos nem borrachos, saem aves raras, com toda a certeza!)
Até que idade pensa em andar de autocarro sozinha?

Esta é mais uma das inúmeras aventuras passadas entre portas dos autocarros amarelos e brancos dos SMTUC que eu costumo apanhar.
A grande maioria dos passageiros desses transportes públicos são pessoas de uma idade avançada ou que não podem ter carta de condução. Não raras vezes a média de idades dos passageiros ascende os cinquenta anos.
Hoje os protagonistas são aqueles idosos que vão ou vêm de locais relacionados com a saúde. Usam o autocarro para as necessárias idas ao médico.
O autocarro chegou nesse dia a uma paragem. Ia uma idosa com mobilidade reduzida para sair. Avisou o condutor que demorava mais. O condutor não ligou e entalou a idosa na porta. Esta logo protestou enquanto se dirigia (curiosamente com mais rapidez) para a porta da frente:
- “O senhor deve pensar que eu tenho a sua idade.”
O condutor lamentou o facto de ter magoado a idosa mas exclamou:
- “Estas pessoas não permitem uma falha!”
Já a sair pela porta da frente a idosa voltou a repetir:
-“O senhor deve julgar que eu tenho a sua idade.”
O condutor reagiu:
-“A senhora não tem a minha idade, mas já tem idade para não andar de autocarro sozinha.”
A idosa respondeu indignada:
- “Eu não tenho companhia.”
Quando a idosa ficou, finalmente, fora da vista de todos o condutor murmurou:
- “Querem andar nos autocarros até aos cem anos!”
Mas nem se pense que a história acabou aqui. Ironia do destino, a teoria do condutor de os idosos andarem sozinhos acabaria por cair por terra escassos minutos depois. É que na paragem dos HUC entrou um casal de idosos com mobilidade reduzidíssima. Pensando bem, nenhum deles ia no autocarro sozinho. Eram a companhia um do outro.
Toda a noite choveu com intensidade. E agora para ir para Anadia apanhar a camioneta? Molha na certa!
O gato Mong ultimamente deve-se ter lembrado que tem casa e donos. Anda-se a portar bem demais. Dormia com a Feijoa em cima da arca da roupa. Despedi-me de ambos e lá fui para mais uma semana sem nada de relevante a registar, a não ser as habituais peripécias.
Tive conhecimento pelos jornais dos resultados definitivos do referendo de ontem. O sim venceu com 59.2% das intenções de voto contra 40.75% dos votantes que disseram não à Interrupção Voluntária da Gravidez. O sim venceu em Aveiro- distrito a que eu pertenço- 55.38% dos votos contra 44.62% do sim.
O tempo continuava instável. Para se ter uma ideia dessa instabilidade, o Céu alternava entre o cinzento carregado e o azul com Sol radiante. Tudo num curto espaço de tempo e às vezes em simultâneo.
Já aqui contei a história rocambolesca que se passou no regresso do meu almoço dento do autocarro. Ainda não referi que saí um pouco mais tarde do trabalho e tive de correr a bom correr para apanhar o autocarro. Como se isso não bastasse ainda tive de bater à porta com uns murros valentes. Teve de ser assim senão o condutor não me abria a porta.
Antes de sair do autocarro parece que houve uma travagem e uma passageira quase deu uma pirueta do local onde estava sentada. Resumindo e concluindo: animação neste dia era dentro dos autocarros, especialmente do 7.
O tempo continuava a ameaçar-me com uma chuvada monumental.
Apesar de o tempo não estar para brincadeiras, até se registou um bom movimento na Piscina. Houve lá uma confusão da minha parte com moedas e com uma senha. Nada que não se resolvesse.
Fiz um treino de uma hora que consistiu em 30 minutos de corrida com duas acelerações de 5 minutos a ritmo mais elevado. Isso deu um total de 10 voltas à pista e mais cerca de 100 metros. Depois terminei com os habituais alongamentos.
Fui ao Pingo Doce às compras. Como os sacos plásticos passaram a ser pagos, colocaram lá à venda uns sacos daqueles de rodas para transportar as compras. Eu acabei por comprar um e trazer a minha avultada remessa de compras já dentro dele.
Adormeci e acordei com uma música esquisita e menos recomendável de um filme de terror.
Situação do dia:
Esperava que todos os seniores da Hidroginástica viessem e que chegasse a hora de a aula começar para dar entrada no computador. Suspirei ruidosamente! Era segunda-feira! Julgava que não estava ninguém, mas vinha a entrar uma senhora. Não pude evitar um sorriso. Que mau!
Bacorada do dia:
“A barra de tarefas serve para guardar janelas.” (Outro conceito confuso da informática na óptica das toupeiras.)
Monday, January 07, 2008
Adelaide, Manuel e a decisão de ter um filho
Quem acompanha como eu a novela do Canal 1 “Paixões Proibidas” assiste por estes dias ao drama de Adelaide.
Adelaide é uma jovem açoriana a viver em Coimbra com o seu marido Estêvão que via no seu colega brasileiro Manuel o seu melhor amigo. Acontece que Adelaide e Manuel se apaixonaram e mantêm um romance clandestino. Enquanto Estêvão se aplica nos estudos, os dois amantes perdem-se de amores nos braços um do outro.
Agora Adelaide descobriu que está grávida sem sequer saber qual dos homens é o pai da criança. Estêvão mostra-se contente com a vinda do novo rebento, mas Manuel- embora demonstre estar contente na frente da amada- planeia fazer algo para impedir que a criança nasça.
Para isso contratou um homem para provocar um aborto, empurrando Adelaide de uma escadaria.
Apesar de se tratar de ficção, o drama de Adelaide não deixa de ser actual e de chamar a atenção para a problemática do aborto ou da gravidez não desejada.
No dia do referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez não deixo de lembrar este caso para demonstrar que nem toda a mulher condenada no banco dos réus em Portugal desejou abortar por livre e espontânea vontade. Tal como Adelaide, muitas mulheres são obrigadas a fazê-lo por amantes ou mesmo maridos que não desejam que uma criança venha a caminho
Não sou a favor do aborto, apenas sou contra a condenação em praça pública das mulheres que a ele recorreram sabe-se lá em que circunstâncias.
Despenalizar o aborto nem sequer deveria ser referendado porque a mulher é a única culpada no nosso País caso se comprove que abortou e muitas vezes foi ela a última a querer fazê-lo. Para os presumíveis pais das crianças que ameaçam, maltratam e oprimem não há castigo.
Infelizmente ainda continua a haver por aí muitas Adelaides às mãos de Manéis implacáveis que só lhes desgraçam a vida e as impedem de realizar o seu sonho de ser mãe.
Votei não ao aborto, mas apenas e só porque não admito que a sua prática seja massiva. Se fosse apenas e só para acabar com a pouca vergonha de ver criaturas inocentes serem julgadas na praça pública, a minha intenção de voto seria outra.
O Governo agiu mal ao formular a pergunta a ser referendada.
E chegou finalmente (já não era sem tempo para ver se há sossego) o dia do tão polémico referendo ao aborto.
A chuva prometia estragar a afluência às urnas. Já lá vamos!
Antes há a assinalar uma sempre bem-vinda actualização a este blog. Por mais que eu actualize o meu blog, ele está sempre desactualizado. Já não tem remédio e tende cada vez mais a piorar.
O gato Mong fez as pazes comigo mas declarou guerra aberta ao Léo. Chovia imenso e Mong não teve alternativa senão vir abrigar-se em casa.
E foi debaixo de um dilúvio de proporções bíblicas que fomos cumprir o nosso dever cívico. Fomos com o nosso vizinho que ainda tinha de ir levar a minha irmã à estação dos comboios.
Quando saí do local das votações encontrei algumas pessoas que não via há tempo. È habitual haver assim uns encontros nessas ocasiões em que o País vai a votos.
Eu nem quis saber do referendo para nada. Refugiei-me no meu canto a “actualizar” o blog. Entretanto a chuva não parava de cair.
Vim a saber inevitavelmente que o sim havia ganho. Se a pergunta estivesse formulada de outra maneira, tenho a certeza que não se iria assistir a este resultado. O sim ganhou precisamente porque os portugueses estão fartos de ver mulheres condenadas de forma escandalosa e desumana.
Fica para a história um acto eleitoral com uma das menores afluências de sempre. Não se deve esquecer que chovia torrencialmente.
Situação do dia:
O tempo que eu perco a procurar as minhas coisas! Consta que andei um bom pedaço a procurar os óculos.
Bacorada do dia:
“Menu ficheiro, Novo, Copiar...” (Nem todos os sistemas operativos são iguais.)
Adelaide é uma jovem açoriana a viver em Coimbra com o seu marido Estêvão que via no seu colega brasileiro Manuel o seu melhor amigo. Acontece que Adelaide e Manuel se apaixonaram e mantêm um romance clandestino. Enquanto Estêvão se aplica nos estudos, os dois amantes perdem-se de amores nos braços um do outro.
Agora Adelaide descobriu que está grávida sem sequer saber qual dos homens é o pai da criança. Estêvão mostra-se contente com a vinda do novo rebento, mas Manuel- embora demonstre estar contente na frente da amada- planeia fazer algo para impedir que a criança nasça.
Para isso contratou um homem para provocar um aborto, empurrando Adelaide de uma escadaria.
Apesar de se tratar de ficção, o drama de Adelaide não deixa de ser actual e de chamar a atenção para a problemática do aborto ou da gravidez não desejada.
No dia do referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez não deixo de lembrar este caso para demonstrar que nem toda a mulher condenada no banco dos réus em Portugal desejou abortar por livre e espontânea vontade. Tal como Adelaide, muitas mulheres são obrigadas a fazê-lo por amantes ou mesmo maridos que não desejam que uma criança venha a caminho
Não sou a favor do aborto, apenas sou contra a condenação em praça pública das mulheres que a ele recorreram sabe-se lá em que circunstâncias.
Despenalizar o aborto nem sequer deveria ser referendado porque a mulher é a única culpada no nosso País caso se comprove que abortou e muitas vezes foi ela a última a querer fazê-lo. Para os presumíveis pais das crianças que ameaçam, maltratam e oprimem não há castigo.
Infelizmente ainda continua a haver por aí muitas Adelaides às mãos de Manéis implacáveis que só lhes desgraçam a vida e as impedem de realizar o seu sonho de ser mãe.
Votei não ao aborto, mas apenas e só porque não admito que a sua prática seja massiva. Se fosse apenas e só para acabar com a pouca vergonha de ver criaturas inocentes serem julgadas na praça pública, a minha intenção de voto seria outra.
O Governo agiu mal ao formular a pergunta a ser referendada.
E chegou finalmente (já não era sem tempo para ver se há sossego) o dia do tão polémico referendo ao aborto.
A chuva prometia estragar a afluência às urnas. Já lá vamos!
Antes há a assinalar uma sempre bem-vinda actualização a este blog. Por mais que eu actualize o meu blog, ele está sempre desactualizado. Já não tem remédio e tende cada vez mais a piorar.
O gato Mong fez as pazes comigo mas declarou guerra aberta ao Léo. Chovia imenso e Mong não teve alternativa senão vir abrigar-se em casa.
E foi debaixo de um dilúvio de proporções bíblicas que fomos cumprir o nosso dever cívico. Fomos com o nosso vizinho que ainda tinha de ir levar a minha irmã à estação dos comboios.
Quando saí do local das votações encontrei algumas pessoas que não via há tempo. È habitual haver assim uns encontros nessas ocasiões em que o País vai a votos.
Eu nem quis saber do referendo para nada. Refugiei-me no meu canto a “actualizar” o blog. Entretanto a chuva não parava de cair.
Vim a saber inevitavelmente que o sim havia ganho. Se a pergunta estivesse formulada de outra maneira, tenho a certeza que não se iria assistir a este resultado. O sim ganhou precisamente porque os portugueses estão fartos de ver mulheres condenadas de forma escandalosa e desumana.
Fica para a história um acto eleitoral com uma das menores afluências de sempre. Não se deve esquecer que chovia torrencialmente.
Situação do dia:
O tempo que eu perco a procurar as minhas coisas! Consta que andei um bom pedaço a procurar os óculos.
Bacorada do dia:
“Menu ficheiro, Novo, Copiar...” (Nem todos os sistemas operativos são iguais.)
Wednesday, January 02, 2008
Pagos para perder
Enquanto que nas primeiras páginas dos jornais de hoje vinha denunciado mais um caso de corrupção desportiva envolvendo o Futebol Clube do Porto, o nosso bem informado (às vezes até demais) blog teve acesso a outros casos flagrantes de corrupção a que a imprensa não deu destaque.
Como a imprensa desportiva nacional só dá cobertura praticamente aos grandes clubes, há a ideia de que isto da corrupção e do “sistema” apenas existe no Futebol Profissional. Puro engano!
Como evento social que é, o Desporto sujeita-se a todo o tipo de usos e costumes que estão entranhados na sociedade em que se insere. Muitas vezes tais usos e costumes nem sempre são aqueles que agradam a Deus e aos Santos.
Isto tudo para dizer que desde a sua criação que o Desporto sempre se sujeitou à manhice e aos interesses de algumas mentes mais ou menos maliciosas e que corrupção desportiva sempre houve e sempre haverá.
Por mais profissional que seja o Desporto, ele não perde um certo “amadorismo” e uma certa fanfarronice bairrista que lhe serve de base. Senão vejamos:
Qualquer semelhança entre esta história e as que agora saem nos jornais é pura coincidência? Havia uma tradicional festa na terra de Tó Bóias- a festa em honra de S. Sigisberto.
Como habitualmente, havia um jogo entre casados e solteiros. Toda a gente dizia que os casados iam ganhar por terem jogadores que todos os fins-de-semana alinhavam pelo clube da terrinha que esteve às portas da III Divisão.
Como não há vencedores antecipados e no Futebol são onze para cada lado, as contas saíram furadas. Os solteiros venceram o jogo por concludentes 12-3. Ninguém estava à espera de tal desfecho.
Apostaram-se garrafões de vinho branco, queijos da Serra, potes de azeite e até leitões assados na vitória inquestionável dos casados. Esse é que foi o mal.
Como se sabe, Tó Bóias estava completamente falido em virtude do desemprego a que há mais de um ano estava sujeito. Por ironia- ou talvez não- era ele o guarda-redes dos casados.
Na terrinha havia um rico empresário conhecido no meio mais próximo por ter conseguido a sua avultada fortuna à custa de trafulhice. Curiosamente foi esse indivíduo o único a apostar na vitória dos solteiros. Tal palpite causou até a troça geral de todos quantos se reuniram numa espécie de centro cultural lá do sítio.
Estranhamente Tó Bóias chegava sempre a casa com os copos sem gastar um único cêntimo. Muitas vezes era visto no centro cultural na companhia do indivíduo que nada tinha a ver com ele. Aliás, eles nem falavam um para o outro por causa de umas galinhas de Tó Bóias que pularam a cerca que dividia dois terrenos e foram para o quintal do homenzinho. Como lhe estragaram umas plantas suspeitas que ele ali tinha, matou-as nessa mesma tarde, amanhou-as e foi entregá-las à porta de Tó Bóias.
Agora os dois homens pareciam mesmo esquecer esse episódio e andavam mais juntos que dois amantes apaixonados.
Foi numa noite em que já tinha escorrido muito álcool por aquela mesa que o indivíduo resolveu investir e propôs empregar Tó Bóias na sua empresa de fins duvidosos e reputação discutível caso ele deixasse os solteiros ganhar o desafio por muitos.
Além disso, o homem ainda oferecia 500 euros a cada jogador. Mas por que raio é que aquela criatura estava tão interessada em que os solteiros vencessem? Muito simples: é que houve um parolo que não tinha mais que fazer e apostou um pequeno terreno que tinha em como os casados davam um show de bola aos solteiros.
Mais uns hectares de terra bem fértil para as suas plantinhas esquisitas que lhe davam umas massas. Além do dinheiro e da promessa de emprego, para Tó Bóias que tinha poucas posses económicas iam também os chouriços, o azeite, os queijos e tudo mais que os parolos apostavam na vitória dos solteiros. O “artista” apenas queria o terreno.
Não sei que caldinhos mexeu a criatura. O certo é que foi nomeado pela Comissão de Festas em honra de S. Sigisberto treinador dos casados. Ora aquela gente tinha de lhe obedecer.
Tó Bóias fora em tempos um guarda-redes respeitado pelas outras agremiações contra quem a sua equipa jogava. Esteve com um pé em equipas de maior dimensão mas resolveu ficar por ninguém o aturar a viver em conjunto com desconhecidos.
Para disfarçar, o “treinador” ofereceu ao guarda-redes um cigarro que o deixou passado e uma cerveja que lhe soube diferente das inúmeras que costumava beber. O mesmo fez ele aos outros jogadores.
Foi a tropeçarem muito nas próprias pernas e sem saber por onde ir que aqueles jogadores entraram em campo e iniciaram o chorrilho de disparates que nem um nabo em Futebol fazia. Acho até que qualquer velhota lá da aldeiazinha que até tinha medo da bola fazia melhor.
Poucos minutos depois de o desafio ter começado (e já a perder por muitos) a equipa estava por terra a ver o adversário jogar. Sentado no chão e encostado ao poste da baliza, Tó Bóias ficava siderado a ver as bolas entrar sem reagir a nada.
E assim foi. Os solteiros venceram de forma inesperada os casados e Tó Bóias levou uns trocos para casa e, para além de uma cabazada, levou para casa um cabazão de produtos que o pessoal apostou.
Já a promessa de emprego não pôde ser cumprida. A Polícia Judiciária capturou o indivíduo no âmbito de um mega processo de fraude e branqueamento de capitais. Encontra-se a aguardar julgamento em prisão preventiva, tal como a maioria dos reclusos em Portugal.
Por falar m jogos de pequenos contra grandes: foi um fim-de-semana de mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Toda a jornada desportiva teve de ser antecipada por causa daquela palhaçada que se sabe: o referendo ao aborto.
O Sporting calhou com o modesto Pinhalnovense e goleou por 6-0. Parece que Carlos Bueno agora não quer mas nada senão marcar golos. Marcou mais dois. Apesar disso, Joaquim Ritta não poupou o uruguaio. È mesmo mau feitio.
A grande surpresa veio da Figueira da Foz onde a Naval foi eliminada pelo Bragança (aquela famosa agremiação desportiva que chegou a ser em tempos patrocinada por uma casa de alterne).
O Benfica também foi eliminado da Taça pelo Varzim. De nada valeu o golo de Simão. Fica para o ano!
E assim decorreu um dia marcado pelo Futebol desde muito cedo. Logo de manhã os jornais davam conta de investigações por parte do Ministério Público de um alegado suborno a jogadores da União de Leiria no jogo da Supertaça.
Futebol à parte, sonhei com o atropelamento do Mong. Isto já se começa a repetir. Desta vez era de noite e já toda a gente estava bem aconchegada dentro de casa. A minha mãe veio à rua fazer não sei o quê e apercebeu-se de que havia uma sombra negra na estrada. Como não distinguia o que era, pediu ao meu pai para ir ver se era algum gato morto que ali estava.
Ele confirmou tratar-se do Mong. Eu chorava convulsivamente com pena do gato. Ainda bem que acordei!
Na realidade, Mong encontra-se com algumas mazelas resultantes de lutas intensas com o Léo e os outros gatos que encontra.
Consta que ainda arrumei uma pouca de roupa neste sábado.
Bacorada do dia:
“A permitir que se recomposicesse a defesa do Nacional” (Como?!!! Ora diga lá outra vez que eu sou de compreensão lenta.)
Como a imprensa desportiva nacional só dá cobertura praticamente aos grandes clubes, há a ideia de que isto da corrupção e do “sistema” apenas existe no Futebol Profissional. Puro engano!
Como evento social que é, o Desporto sujeita-se a todo o tipo de usos e costumes que estão entranhados na sociedade em que se insere. Muitas vezes tais usos e costumes nem sempre são aqueles que agradam a Deus e aos Santos.
Isto tudo para dizer que desde a sua criação que o Desporto sempre se sujeitou à manhice e aos interesses de algumas mentes mais ou menos maliciosas e que corrupção desportiva sempre houve e sempre haverá.
Por mais profissional que seja o Desporto, ele não perde um certo “amadorismo” e uma certa fanfarronice bairrista que lhe serve de base. Senão vejamos:
Qualquer semelhança entre esta história e as que agora saem nos jornais é pura coincidência? Havia uma tradicional festa na terra de Tó Bóias- a festa em honra de S. Sigisberto.
Como habitualmente, havia um jogo entre casados e solteiros. Toda a gente dizia que os casados iam ganhar por terem jogadores que todos os fins-de-semana alinhavam pelo clube da terrinha que esteve às portas da III Divisão.
Como não há vencedores antecipados e no Futebol são onze para cada lado, as contas saíram furadas. Os solteiros venceram o jogo por concludentes 12-3. Ninguém estava à espera de tal desfecho.
Apostaram-se garrafões de vinho branco, queijos da Serra, potes de azeite e até leitões assados na vitória inquestionável dos casados. Esse é que foi o mal.
Como se sabe, Tó Bóias estava completamente falido em virtude do desemprego a que há mais de um ano estava sujeito. Por ironia- ou talvez não- era ele o guarda-redes dos casados.
Na terrinha havia um rico empresário conhecido no meio mais próximo por ter conseguido a sua avultada fortuna à custa de trafulhice. Curiosamente foi esse indivíduo o único a apostar na vitória dos solteiros. Tal palpite causou até a troça geral de todos quantos se reuniram numa espécie de centro cultural lá do sítio.
Estranhamente Tó Bóias chegava sempre a casa com os copos sem gastar um único cêntimo. Muitas vezes era visto no centro cultural na companhia do indivíduo que nada tinha a ver com ele. Aliás, eles nem falavam um para o outro por causa de umas galinhas de Tó Bóias que pularam a cerca que dividia dois terrenos e foram para o quintal do homenzinho. Como lhe estragaram umas plantas suspeitas que ele ali tinha, matou-as nessa mesma tarde, amanhou-as e foi entregá-las à porta de Tó Bóias.
Agora os dois homens pareciam mesmo esquecer esse episódio e andavam mais juntos que dois amantes apaixonados.
Foi numa noite em que já tinha escorrido muito álcool por aquela mesa que o indivíduo resolveu investir e propôs empregar Tó Bóias na sua empresa de fins duvidosos e reputação discutível caso ele deixasse os solteiros ganhar o desafio por muitos.
Além disso, o homem ainda oferecia 500 euros a cada jogador. Mas por que raio é que aquela criatura estava tão interessada em que os solteiros vencessem? Muito simples: é que houve um parolo que não tinha mais que fazer e apostou um pequeno terreno que tinha em como os casados davam um show de bola aos solteiros.
Mais uns hectares de terra bem fértil para as suas plantinhas esquisitas que lhe davam umas massas. Além do dinheiro e da promessa de emprego, para Tó Bóias que tinha poucas posses económicas iam também os chouriços, o azeite, os queijos e tudo mais que os parolos apostavam na vitória dos solteiros. O “artista” apenas queria o terreno.
Não sei que caldinhos mexeu a criatura. O certo é que foi nomeado pela Comissão de Festas em honra de S. Sigisberto treinador dos casados. Ora aquela gente tinha de lhe obedecer.
Tó Bóias fora em tempos um guarda-redes respeitado pelas outras agremiações contra quem a sua equipa jogava. Esteve com um pé em equipas de maior dimensão mas resolveu ficar por ninguém o aturar a viver em conjunto com desconhecidos.
Para disfarçar, o “treinador” ofereceu ao guarda-redes um cigarro que o deixou passado e uma cerveja que lhe soube diferente das inúmeras que costumava beber. O mesmo fez ele aos outros jogadores.
Foi a tropeçarem muito nas próprias pernas e sem saber por onde ir que aqueles jogadores entraram em campo e iniciaram o chorrilho de disparates que nem um nabo em Futebol fazia. Acho até que qualquer velhota lá da aldeiazinha que até tinha medo da bola fazia melhor.
Poucos minutos depois de o desafio ter começado (e já a perder por muitos) a equipa estava por terra a ver o adversário jogar. Sentado no chão e encostado ao poste da baliza, Tó Bóias ficava siderado a ver as bolas entrar sem reagir a nada.
E assim foi. Os solteiros venceram de forma inesperada os casados e Tó Bóias levou uns trocos para casa e, para além de uma cabazada, levou para casa um cabazão de produtos que o pessoal apostou.
Já a promessa de emprego não pôde ser cumprida. A Polícia Judiciária capturou o indivíduo no âmbito de um mega processo de fraude e branqueamento de capitais. Encontra-se a aguardar julgamento em prisão preventiva, tal como a maioria dos reclusos em Portugal.
Por falar m jogos de pequenos contra grandes: foi um fim-de-semana de mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Toda a jornada desportiva teve de ser antecipada por causa daquela palhaçada que se sabe: o referendo ao aborto.
O Sporting calhou com o modesto Pinhalnovense e goleou por 6-0. Parece que Carlos Bueno agora não quer mas nada senão marcar golos. Marcou mais dois. Apesar disso, Joaquim Ritta não poupou o uruguaio. È mesmo mau feitio.
A grande surpresa veio da Figueira da Foz onde a Naval foi eliminada pelo Bragança (aquela famosa agremiação desportiva que chegou a ser em tempos patrocinada por uma casa de alterne).
O Benfica também foi eliminado da Taça pelo Varzim. De nada valeu o golo de Simão. Fica para o ano!
E assim decorreu um dia marcado pelo Futebol desde muito cedo. Logo de manhã os jornais davam conta de investigações por parte do Ministério Público de um alegado suborno a jogadores da União de Leiria no jogo da Supertaça.
Futebol à parte, sonhei com o atropelamento do Mong. Isto já se começa a repetir. Desta vez era de noite e já toda a gente estava bem aconchegada dentro de casa. A minha mãe veio à rua fazer não sei o quê e apercebeu-se de que havia uma sombra negra na estrada. Como não distinguia o que era, pediu ao meu pai para ir ver se era algum gato morto que ali estava.
Ele confirmou tratar-se do Mong. Eu chorava convulsivamente com pena do gato. Ainda bem que acordei!
Na realidade, Mong encontra-se com algumas mazelas resultantes de lutas intensas com o Léo e os outros gatos que encontra.
Consta que ainda arrumei uma pouca de roupa neste sábado.
Bacorada do dia:
“A permitir que se recomposicesse a defesa do Nacional” (Como?!!! Ora diga lá outra vez que eu sou de compreensão lenta.)
Afinal enganei-me
Pois cá estou eu novamente a relatar histórias já bastante distantes no tempo que me aconteceram ao longo deste ano.
Ainda bem que me engnei na data do documentário sobre as alteraçãoes climatérics.
E que o testo que eu escrevi sobre esse assunto (“Alentejo 2057”) não teria ido a um concurso de leitura se fosse escrito mais tarde como este.
Por falar em clima, o dia 9 de Fevereiro de 2007 amanheceu sem núvens, mas com muito frio. Ao longo do dia tudo se alterou. A tarde começou a ficar anormalmente escura.
Foi quando ia para entrar no autocarro que começou a chover cada vez com mais itensidade.
Ainda fui buscar a roua que tinnha a enxugar na ACAPO debaixo de chuva. Ainda planeei não ir treinar mas acabei por ir. O treino foi feito debaixo de chuva intensa e na relva- coisa que não fazia há muito tempo.
A noite acabou também por ser de chuva que parece ter vindo para ficar.
Fora o clima, foi um dia calmo. Tirando certas manobras de algumas espertezas saloias para estacioarem os seus veículos e uma senhora com sotaque das ilhas que atendia o telemóvel enquanto atravessava a estrada, tudo decorreu dentro da normalidade.
Situação do dia:
A chuva surpreendeu muita gente. Havia no entanto gente prevenida demais para as condições adversas. Em Tovim houve uma passageira que entrou no autocarro de guarda chuva aberto, causando uma enorme confusão.
Bacorada do dia:
Malato:
-“Como é que se chama a sua filha?”
Concorrente:
-“Quatro anos.” (Vinha sobre brasas para o concurso.)
Ainda bem que me engnei na data do documentário sobre as alteraçãoes climatérics.
E que o testo que eu escrevi sobre esse assunto (“Alentejo 2057”) não teria ido a um concurso de leitura se fosse escrito mais tarde como este.
Por falar em clima, o dia 9 de Fevereiro de 2007 amanheceu sem núvens, mas com muito frio. Ao longo do dia tudo se alterou. A tarde começou a ficar anormalmente escura.
Foi quando ia para entrar no autocarro que começou a chover cada vez com mais itensidade.
Ainda fui buscar a roua que tinnha a enxugar na ACAPO debaixo de chuva. Ainda planeei não ir treinar mas acabei por ir. O treino foi feito debaixo de chuva intensa e na relva- coisa que não fazia há muito tempo.
A noite acabou também por ser de chuva que parece ter vindo para ficar.
Fora o clima, foi um dia calmo. Tirando certas manobras de algumas espertezas saloias para estacioarem os seus veículos e uma senhora com sotaque das ilhas que atendia o telemóvel enquanto atravessava a estrada, tudo decorreu dentro da normalidade.
Situação do dia:
A chuva surpreendeu muita gente. Havia no entanto gente prevenida demais para as condições adversas. Em Tovim houve uma passageira que entrou no autocarro de guarda chuva aberto, causando uma enorme confusão.
Bacorada do dia:
Malato:
-“Como é que se chama a sua filha?”
Concorrente:
-“Quatro anos.” (Vinha sobre brasas para o concurso.)
Saturday, July 07, 2007
Quando o coração chora...eu triunfo
Este é, provavelmente, o sonho mais confuso (e provavelmente também o mais bonito) que aqui está relatado neste meu blog. Provavelmente também será o mais longo.
Lembro-me que nesse dia, mal cheguei ao trabalho, tratei logo de o transcrever para o meu caderno azul de apontamentos que depois irão dar todos os textos que aqui aparecem escritos.
Ora aqui vai o que eu me fartei de apontar naquela manhã de quinta-feira: tinha chegado numa segunda-feira de manhã á Piscina para iniciar mais uma semana de trabalho. Fiquei apreensiva, pois tinham trocado os cacifos todos. Passaram a dar as chaves amarelas aos homens e as chaves azuis às senhoras. E habituar-me a tal ideia! Adivinhava-se confusão da boa!
Pela tarde, o Sol batia dentro da recepção e emprestava ao local um dourado, mesmo cor de fogo que inspirava uma pessoa a se sentir bem ali. O meu colega falava de Futebol. Os quatro golos de Bueno ainda eram o assunto dominante. Já tínhamos TV Cabo e, na Eurosport, assistíamos a uma estranha luta entre um morcão todo vestido de negro e outro vestido de amarelo. Um carregava o outro às costas. Era estranho mesmo!
Passamos para algo que não tem mesmo nada a ver com isto. Os sonhos são assim. De uma situação concreta, podemos passar para outra completamente a despropósito. Pois bem, havia- imagine-se- um teste de Português. Um estranho teste de Português! Já alguma vez viram um teste, ainda por cima de Língua Portuguesa, em que não tivéssemos de escrever, apenas colocar cruzinhas? Só mesmo em sonhos! Mas esperem! Não se admirem antes do tempo porque ainda há mais. Aliás, este sonho…
Voltemos ao teste que eu estava a fazer não sei a que propósito, nem por alma de quem: numa das perguntas (isto é demais) tínhamos de assinalar com uma cruz o adjectivo que melhor caracterizava (que disparate!) uma almofada. Depois de muito esturrar neurónios de tanto tempo que estive a pensar, cheguei à conclusão de que tinha de assinalar todos. Qualquer um dos adjectivos ali presentes na resposta se adequava perfeitamente a uma almofada. Das hipóteses já não me lembro.
Ainda relacionado com aulas (tema dominante deste sonho) encontrava-me num corredor da Faculdade de Letras, embora alterado oniricamente. A minha prima andava por lá a remexer nos caixotes do lixo como a mãe costuma fazer. Eu sempre lhe fui dizendo que não a conhecia de lado nenhum por causa do seu comportamento repugnante.
Agora vem aquela parte que eu me admiro de ter sonhado. Sempre há cada coisa mais estranha no mundo dos sonhos! Estranhíssimo isto! Regressei á Escola Primária de Vale de Avim (local que eu frequentei durante seis anos e de onde saí ai há uns vinte). Nos meus tempos de escola, raramente ia brincar para o recreio. Preferia ficar junto da professora que tricotava junto a um aquecedor. Pegava nos livros que estavam nas estantes e folheava-os. De vez em quando lia alguns. Os que eu achava mais interessantes. O verdadeiro gosto pela leitura, adquiri-o mais tarde quando passei a devorar os livros da colecção “Uma Aventura”. Ainda hoje os gosto de ler e ando a tentar reuni-los todos na minha própria estante.
Foi com essa estante e com esses livros que fizeram parte dos meus tempos de escola no passado que eu sonhei. O tempo passou implacável por aqueles livros que fizeram as minhas delícias de infância. Já tinham as folhas envelhecidas e as suas capas estavam bastante danificadas. O pó dos anos marcava a sua presença.
Quase todas as obras tinham as capas arrancadas e as folhas soltas. Era difícil pegar-lhes. A própria estante também estava já velhinha e os livros estavam precariamente colocados. À medida que eu ia tirando um, todos os outros ameaçavam cair e desfazer-se no chão. Notei que havia imensos livros da colecção “Uma Aventura”. Nem outra coisa seria de esperar numa escola que se preze. No tempo em que eu lá andava, parece que não havia nenhum. Nem sei se já existiam. Afinal não eram muitos. Era sempre o mesmo livro- “Uma Aventura No Algarve”. Não havia um único livro que estivesse inteiro e em condições de ser lido.
Naturalmente que os restantes livros já não me diziam nada, ao contrário de antigamente. Aos trinta anos tenho outros interesses. Apenas gosto de ler esses da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
Apenas um livro me chamou a atenção, talvez por ser estranho encontrá-lo ali numa escola primária. Era um dicionário de…Irlandês- Inglês! Se calhar com palavras de Gaélico (dialecto falado na Irlanda) e as suas correspondentes em Inglês.
Um senhor que eu não conhecia e que se encontrava também junto à estante disse que tinha conhecido um irlandês de Washington. Eu disse que esse senhor era americano e não irlandês, pois também o conhecia. Disse-lhe isso enquanto ia pensando numa ocasião em que o encontrei numa rua bastante movimentada, não sei onde. Havia imenso trânsito a passar numa rotunda. Já era noite.
O velho quadro preto da escola resistiu ao tempo. Nele estavam escritas estranhas palavras que eram bem extensas e quase ilegíveis, com muitas consoantes seguidas.
Uma colega minha (não me lembro quem) tinha uma linda bebé que vestia de cor de rosa. Brincava com ela. Meti-a num saco de livros que trazia, mas logo a tirei e comecei-lhe a fazer cócegas.
Eu calculo que estarão já a perguntar (depois de toda esta confusa descrição) qual a causa do título deste texto. Pois bem, aqui vem a explicação, juntamente com a parte mais bela deste sonho, embora continue a ser confusa.
Eu e os meus restantes colegas do curso de formação da ACAPO participávamos numa festa daquelas que costumamos fazer pelo Natal ou por outra ocasião. Na Festa de Natal de 2005 fizemos um desfile de moda com material reciclável. Eu até tinha um equipamento desportivo azul e laranja feito de plástico.
Aqui era também um desfile mais estranho que esse. O local era o pavilhão da Escola Secundaria Avelar Brotero. Pelo menos foi esse o local que eu mais facilmente associei a esse, pelo piso e pelo palco que tinha em cima, apesar de oniricamente alterado com umas escadas que parece que iam dar a lugar nenhum. Descíamos e subimos porque tinha de ser.
O local estava rodeado de público que assistia sentado no chão ao nosso louco desfile. Havia apenas um estreito corredor por onde nós desfilávamos por entre a multidão que nos avaliava.
E qual era o programa da festa? Era um desfile, já disse. Mas que tipo de desfile? Isso já é mais difícil de responder. Sei que era um desfile. Pessoas que se exibem para o público na minha terra é um desfile. No entanto este…
Ora vamos cá descrever esta coisa: tínhamos de desfilar com (imagine-se) árvores pesadíssimas às costas. Algumas tinham grossos troncos. Só mesmo em sonhos! Na vida real não vejo qualquer tipo de utilidade nisto. Se o do plástico era para mostrar o que se conseguia fazer com este tipo de material, este das árvores não era para alertar para o abate de árvores na floresta. Certamente que não. As árvores que carregávamos com dificuldade ainda contribuíam mais para essa chacina. Cada pessoa tinha de desfilar três vezes com uma árvore diferente. Só á minha custa tiveram logo de cortar três árvores. E pesadas que algumas eram!
Envergávamos a nossa roupa normal, com a condição de trocarmos de vestuário de cada vez que desfilávamos. Também desfilávamos ao som de três músicas diferentes. Se calhar essas músicas eram escolhidas de forma aleatória e não deve ter havido ensaio prévio. Era tudo de improviso. Já vão ver o que se passou!
Era duro termos de subir e descer as escadas com altos troncos às costas. O público incentivava, mas era sofrível carregar com aquilo. Por mais agradável que fosse a música que era, pelos vistos, a que calhava e a que apetecia ao pessoal colocar na instalação sonora. Eu que o diga! Esperem!
Não me lembro do primeiro tema musical que me calhou. De todo! Da segunda lembrava-me, mas assim que acordei esqueci-me. Era uma música conhecida. Pelo menos no sonho eu conhecia-a. Não sei se ela existe na realidade, mas a ideia vaga que eu tenho é que existe mesmo. Já na altura me surpreendeu ter desfilado com essa banda sonora. Nessa segunda passagem trazia uma árvore que carregava com extrema dificuldade, especialmente no percurso das escadas. Tinha receio de cair.
Da terceira passagem lembro-me perfeitamente. Fiquei feliz por a árvore ser um pouco mais leve, no entanto fiquei surpreendida quando da instalação sonora soaram os primeiros acordes do tema cantado por Carlos Guilherme não me lembro com quem “Quando o Coração Chora”. Mas tinha mesmo de desfilar com essa música. Tinha de ser. Pois que fosse. Como foram lembrar-se de um tema tão antigo?
Com um rasgado sorriso e vestida de ganga azul clara, deslizei por aquele estreito corredor com passos seguros. Estava feliz. Tentei fazer um bonito. Enquanto durou aquele tema, parecia uma modelo profissional e distribuía sorrisos pelos presentes na nossa festa. Parece que fui a última a desfilar. O público aplaudiu-me de forma ruidosa.
No final foi dado o resultado. A vencedora fui eu com essa terceira actuação. A tal feita ao som do tema de Romeu e Julieta. Fiquei incrédula e nem sabia o que dizer quando tive de discursar para os presentes. Apenas disse que estava bastante feliz. Repeti a actuação. Já não era com os mesmos gestos porque tudo era de improviso e eu já não sabia como tinha feito.
Apenas lamentava o facto de ninguém me ter tirado fotografias para poder reviver aquele extraordinário momento. Acordei alegre e visivelmente emocionada. Chovia lá fora.
Talvez inspirada pelo sonho que tinha tido, vesti a camisola ao contrário e fui obrigada a um strip improvisado na paragem. Estejam descansados que apenas tirei o blusão e uma camisola de lã.
Na Piscina, os alunos de uma turma queriam presentear a sua professora de Ciências com algo que ela iria, certamente, adorar: uma salamandra.
Foi uma manhã calma. A chuva mantinha as pessoas em casa. Não havia a mínima vontade de sair á rua.
Mas há pessoas que preferíamos que não andassem na rua e se cruzassem connosco nos autocarros. Pessoas a quem a chuva até fazia jeito para tirarem o sebo e o lixo daquele corpo fedorento que mete nojo a quem tem o azar de as encontrar. Uma velha vinha de pé no autocarro, junto ao local onde eu estava sentada, com a carteira pendurada ao pescoço, tipo colar. Naquele caso era mesmo tipo coleira, mas nem os cães cheiram tão horrivelmente. O seu roliço corpo imanava um desagradável odor a bacalhau retrasado. Trazia um monte de sacos de compras que só estorvavam e que lhe dificultaram a saída do veículo. Mais adiante neste texto falarei de outro cromo que, por razões diferentes, se destacou no autocarro. Mas destacou-se mesmo!
A tarde foi igualmente calma. Apenas as escolas trouxeram um outro colorido à Piscina.
Quando cheguei a casa, Portugal perdia com a República Checa por um golo de diferença. O jogo era a final do Torneio Vale do Tejo. No entanto, a nossa equipa acabaria por vencer a competição.
Numa jogada de insistência em que o implicativo guarda-redes checo defendeu, o central Semedo fez o golo do empate e levou o jogo para as grandes penalidades. Aí, o nosso guarda-redes Paulo Ribeiro esteve em grande e garantiu o nosso triunfo.
Destaque para um programa que a RTP 1 transmitiu sobre as alterações climatéricas. Agora estou a ver que me enganei e escrevi um texto que deveria ser o seguinte mais atrás. É o que faz isto andar tão desactualizado! Não tem mal!
Situação do dia:
È o que eu digo! Basta viajar naqueles autocarros amarelos e brancos para se assistir e se encontrar cada cena. Depois da criatura pestilenta com a carteira ao pescoço e mil e um sacos plásticos a rodeá-la, eis que apanho novo cromo. A criatura falava alto demais ao telemóvel. Eu não queria estar no lugar do seu interlocutor do outro lado da linha. Estava já com os ouvidos a ferver (ou mesmo surdo) daquela conversa em alta voz. Aposto em como o diálogo estava a ouvir-se na rua e fazia mesmo concorrência aos altifalantes da campanha para o referendo do próximo domingo. Confundia-se mesmo com eles. Acho que deveriam contratar aquele homem para fazer barulho que poupavam em energia para os altifalantes. Se lhe pagassem, ainda melhor. Acho que ele para fazer barulho vinha mesmo de graça. Foi incrível como todo o pessoal ficou a saber a sua vida. Ficámos devidamente informados sobre o que é que a criatura foi fazer ao hospital. Falava ele de uma mulher sua familiar que só tinha um pulmão e que estava a oxigénio por o pessoal no hospital lhe ter dado maus-tratos. Uma das atrocidades mencionadas em alta voz pelo indivíduo foi que besuntaram o corpo da pobre senhora com óleo. Já ia com dores de cabeça só de ouvir aquela voz forte e uns decibéis acima do que é recomendado para se falar ao telemóvel. Se o interlocutor não era surdo…
Bacorada do dia:
“Vai sair o número 7?! OUTRA VEZ?!!!!” (Quantos números 7 tinham afinal os checos?!!)
Lembro-me que nesse dia, mal cheguei ao trabalho, tratei logo de o transcrever para o meu caderno azul de apontamentos que depois irão dar todos os textos que aqui aparecem escritos.
Ora aqui vai o que eu me fartei de apontar naquela manhã de quinta-feira: tinha chegado numa segunda-feira de manhã á Piscina para iniciar mais uma semana de trabalho. Fiquei apreensiva, pois tinham trocado os cacifos todos. Passaram a dar as chaves amarelas aos homens e as chaves azuis às senhoras. E habituar-me a tal ideia! Adivinhava-se confusão da boa!
Pela tarde, o Sol batia dentro da recepção e emprestava ao local um dourado, mesmo cor de fogo que inspirava uma pessoa a se sentir bem ali. O meu colega falava de Futebol. Os quatro golos de Bueno ainda eram o assunto dominante. Já tínhamos TV Cabo e, na Eurosport, assistíamos a uma estranha luta entre um morcão todo vestido de negro e outro vestido de amarelo. Um carregava o outro às costas. Era estranho mesmo!
Passamos para algo que não tem mesmo nada a ver com isto. Os sonhos são assim. De uma situação concreta, podemos passar para outra completamente a despropósito. Pois bem, havia- imagine-se- um teste de Português. Um estranho teste de Português! Já alguma vez viram um teste, ainda por cima de Língua Portuguesa, em que não tivéssemos de escrever, apenas colocar cruzinhas? Só mesmo em sonhos! Mas esperem! Não se admirem antes do tempo porque ainda há mais. Aliás, este sonho…
Voltemos ao teste que eu estava a fazer não sei a que propósito, nem por alma de quem: numa das perguntas (isto é demais) tínhamos de assinalar com uma cruz o adjectivo que melhor caracterizava (que disparate!) uma almofada. Depois de muito esturrar neurónios de tanto tempo que estive a pensar, cheguei à conclusão de que tinha de assinalar todos. Qualquer um dos adjectivos ali presentes na resposta se adequava perfeitamente a uma almofada. Das hipóteses já não me lembro.
Ainda relacionado com aulas (tema dominante deste sonho) encontrava-me num corredor da Faculdade de Letras, embora alterado oniricamente. A minha prima andava por lá a remexer nos caixotes do lixo como a mãe costuma fazer. Eu sempre lhe fui dizendo que não a conhecia de lado nenhum por causa do seu comportamento repugnante.
Agora vem aquela parte que eu me admiro de ter sonhado. Sempre há cada coisa mais estranha no mundo dos sonhos! Estranhíssimo isto! Regressei á Escola Primária de Vale de Avim (local que eu frequentei durante seis anos e de onde saí ai há uns vinte). Nos meus tempos de escola, raramente ia brincar para o recreio. Preferia ficar junto da professora que tricotava junto a um aquecedor. Pegava nos livros que estavam nas estantes e folheava-os. De vez em quando lia alguns. Os que eu achava mais interessantes. O verdadeiro gosto pela leitura, adquiri-o mais tarde quando passei a devorar os livros da colecção “Uma Aventura”. Ainda hoje os gosto de ler e ando a tentar reuni-los todos na minha própria estante.
Foi com essa estante e com esses livros que fizeram parte dos meus tempos de escola no passado que eu sonhei. O tempo passou implacável por aqueles livros que fizeram as minhas delícias de infância. Já tinham as folhas envelhecidas e as suas capas estavam bastante danificadas. O pó dos anos marcava a sua presença.
Quase todas as obras tinham as capas arrancadas e as folhas soltas. Era difícil pegar-lhes. A própria estante também estava já velhinha e os livros estavam precariamente colocados. À medida que eu ia tirando um, todos os outros ameaçavam cair e desfazer-se no chão. Notei que havia imensos livros da colecção “Uma Aventura”. Nem outra coisa seria de esperar numa escola que se preze. No tempo em que eu lá andava, parece que não havia nenhum. Nem sei se já existiam. Afinal não eram muitos. Era sempre o mesmo livro- “Uma Aventura No Algarve”. Não havia um único livro que estivesse inteiro e em condições de ser lido.
Naturalmente que os restantes livros já não me diziam nada, ao contrário de antigamente. Aos trinta anos tenho outros interesses. Apenas gosto de ler esses da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
Apenas um livro me chamou a atenção, talvez por ser estranho encontrá-lo ali numa escola primária. Era um dicionário de…Irlandês- Inglês! Se calhar com palavras de Gaélico (dialecto falado na Irlanda) e as suas correspondentes em Inglês.
Um senhor que eu não conhecia e que se encontrava também junto à estante disse que tinha conhecido um irlandês de Washington. Eu disse que esse senhor era americano e não irlandês, pois também o conhecia. Disse-lhe isso enquanto ia pensando numa ocasião em que o encontrei numa rua bastante movimentada, não sei onde. Havia imenso trânsito a passar numa rotunda. Já era noite.
O velho quadro preto da escola resistiu ao tempo. Nele estavam escritas estranhas palavras que eram bem extensas e quase ilegíveis, com muitas consoantes seguidas.
Uma colega minha (não me lembro quem) tinha uma linda bebé que vestia de cor de rosa. Brincava com ela. Meti-a num saco de livros que trazia, mas logo a tirei e comecei-lhe a fazer cócegas.
Eu calculo que estarão já a perguntar (depois de toda esta confusa descrição) qual a causa do título deste texto. Pois bem, aqui vem a explicação, juntamente com a parte mais bela deste sonho, embora continue a ser confusa.
Eu e os meus restantes colegas do curso de formação da ACAPO participávamos numa festa daquelas que costumamos fazer pelo Natal ou por outra ocasião. Na Festa de Natal de 2005 fizemos um desfile de moda com material reciclável. Eu até tinha um equipamento desportivo azul e laranja feito de plástico.
Aqui era também um desfile mais estranho que esse. O local era o pavilhão da Escola Secundaria Avelar Brotero. Pelo menos foi esse o local que eu mais facilmente associei a esse, pelo piso e pelo palco que tinha em cima, apesar de oniricamente alterado com umas escadas que parece que iam dar a lugar nenhum. Descíamos e subimos porque tinha de ser.
O local estava rodeado de público que assistia sentado no chão ao nosso louco desfile. Havia apenas um estreito corredor por onde nós desfilávamos por entre a multidão que nos avaliava.
E qual era o programa da festa? Era um desfile, já disse. Mas que tipo de desfile? Isso já é mais difícil de responder. Sei que era um desfile. Pessoas que se exibem para o público na minha terra é um desfile. No entanto este…
Ora vamos cá descrever esta coisa: tínhamos de desfilar com (imagine-se) árvores pesadíssimas às costas. Algumas tinham grossos troncos. Só mesmo em sonhos! Na vida real não vejo qualquer tipo de utilidade nisto. Se o do plástico era para mostrar o que se conseguia fazer com este tipo de material, este das árvores não era para alertar para o abate de árvores na floresta. Certamente que não. As árvores que carregávamos com dificuldade ainda contribuíam mais para essa chacina. Cada pessoa tinha de desfilar três vezes com uma árvore diferente. Só á minha custa tiveram logo de cortar três árvores. E pesadas que algumas eram!
Envergávamos a nossa roupa normal, com a condição de trocarmos de vestuário de cada vez que desfilávamos. Também desfilávamos ao som de três músicas diferentes. Se calhar essas músicas eram escolhidas de forma aleatória e não deve ter havido ensaio prévio. Era tudo de improviso. Já vão ver o que se passou!
Era duro termos de subir e descer as escadas com altos troncos às costas. O público incentivava, mas era sofrível carregar com aquilo. Por mais agradável que fosse a música que era, pelos vistos, a que calhava e a que apetecia ao pessoal colocar na instalação sonora. Eu que o diga! Esperem!
Não me lembro do primeiro tema musical que me calhou. De todo! Da segunda lembrava-me, mas assim que acordei esqueci-me. Era uma música conhecida. Pelo menos no sonho eu conhecia-a. Não sei se ela existe na realidade, mas a ideia vaga que eu tenho é que existe mesmo. Já na altura me surpreendeu ter desfilado com essa banda sonora. Nessa segunda passagem trazia uma árvore que carregava com extrema dificuldade, especialmente no percurso das escadas. Tinha receio de cair.
Da terceira passagem lembro-me perfeitamente. Fiquei feliz por a árvore ser um pouco mais leve, no entanto fiquei surpreendida quando da instalação sonora soaram os primeiros acordes do tema cantado por Carlos Guilherme não me lembro com quem “Quando o Coração Chora”. Mas tinha mesmo de desfilar com essa música. Tinha de ser. Pois que fosse. Como foram lembrar-se de um tema tão antigo?
Com um rasgado sorriso e vestida de ganga azul clara, deslizei por aquele estreito corredor com passos seguros. Estava feliz. Tentei fazer um bonito. Enquanto durou aquele tema, parecia uma modelo profissional e distribuía sorrisos pelos presentes na nossa festa. Parece que fui a última a desfilar. O público aplaudiu-me de forma ruidosa.
No final foi dado o resultado. A vencedora fui eu com essa terceira actuação. A tal feita ao som do tema de Romeu e Julieta. Fiquei incrédula e nem sabia o que dizer quando tive de discursar para os presentes. Apenas disse que estava bastante feliz. Repeti a actuação. Já não era com os mesmos gestos porque tudo era de improviso e eu já não sabia como tinha feito.
Apenas lamentava o facto de ninguém me ter tirado fotografias para poder reviver aquele extraordinário momento. Acordei alegre e visivelmente emocionada. Chovia lá fora.
Talvez inspirada pelo sonho que tinha tido, vesti a camisola ao contrário e fui obrigada a um strip improvisado na paragem. Estejam descansados que apenas tirei o blusão e uma camisola de lã.
Na Piscina, os alunos de uma turma queriam presentear a sua professora de Ciências com algo que ela iria, certamente, adorar: uma salamandra.
Foi uma manhã calma. A chuva mantinha as pessoas em casa. Não havia a mínima vontade de sair á rua.
Mas há pessoas que preferíamos que não andassem na rua e se cruzassem connosco nos autocarros. Pessoas a quem a chuva até fazia jeito para tirarem o sebo e o lixo daquele corpo fedorento que mete nojo a quem tem o azar de as encontrar. Uma velha vinha de pé no autocarro, junto ao local onde eu estava sentada, com a carteira pendurada ao pescoço, tipo colar. Naquele caso era mesmo tipo coleira, mas nem os cães cheiram tão horrivelmente. O seu roliço corpo imanava um desagradável odor a bacalhau retrasado. Trazia um monte de sacos de compras que só estorvavam e que lhe dificultaram a saída do veículo. Mais adiante neste texto falarei de outro cromo que, por razões diferentes, se destacou no autocarro. Mas destacou-se mesmo!
A tarde foi igualmente calma. Apenas as escolas trouxeram um outro colorido à Piscina.
Quando cheguei a casa, Portugal perdia com a República Checa por um golo de diferença. O jogo era a final do Torneio Vale do Tejo. No entanto, a nossa equipa acabaria por vencer a competição.
Numa jogada de insistência em que o implicativo guarda-redes checo defendeu, o central Semedo fez o golo do empate e levou o jogo para as grandes penalidades. Aí, o nosso guarda-redes Paulo Ribeiro esteve em grande e garantiu o nosso triunfo.
Destaque para um programa que a RTP 1 transmitiu sobre as alterações climatéricas. Agora estou a ver que me enganei e escrevi um texto que deveria ser o seguinte mais atrás. É o que faz isto andar tão desactualizado! Não tem mal!
Situação do dia:
È o que eu digo! Basta viajar naqueles autocarros amarelos e brancos para se assistir e se encontrar cada cena. Depois da criatura pestilenta com a carteira ao pescoço e mil e um sacos plásticos a rodeá-la, eis que apanho novo cromo. A criatura falava alto demais ao telemóvel. Eu não queria estar no lugar do seu interlocutor do outro lado da linha. Estava já com os ouvidos a ferver (ou mesmo surdo) daquela conversa em alta voz. Aposto em como o diálogo estava a ouvir-se na rua e fazia mesmo concorrência aos altifalantes da campanha para o referendo do próximo domingo. Confundia-se mesmo com eles. Acho que deveriam contratar aquele homem para fazer barulho que poupavam em energia para os altifalantes. Se lhe pagassem, ainda melhor. Acho que ele para fazer barulho vinha mesmo de graça. Foi incrível como todo o pessoal ficou a saber a sua vida. Ficámos devidamente informados sobre o que é que a criatura foi fazer ao hospital. Falava ele de uma mulher sua familiar que só tinha um pulmão e que estava a oxigénio por o pessoal no hospital lhe ter dado maus-tratos. Uma das atrocidades mencionadas em alta voz pelo indivíduo foi que besuntaram o corpo da pobre senhora com óleo. Já ia com dores de cabeça só de ouvir aquela voz forte e uns decibéis acima do que é recomendado para se falar ao telemóvel. Se o interlocutor não era surdo…
Bacorada do dia:
“Vai sair o número 7?! OUTRA VEZ?!!!!” (Quantos números 7 tinham afinal os checos?!!)
E lá vai mais um
Estava na paragem do autocarro para ir ao que restava da manhã de trabalho, depois de mais um atendimento, quando passou um carro funerário. “Lá vai mais um!” pensei eu, mas já um coro de vozes bem afinadas de pessoas que esperavam também o autocarro exclamava essa mesma expressão.
Que mania que nós temos em fazer humor negro com as desgraças que assolam a vida alheia! Mas porque é que somos assim? E a pensar que era só eu.
Afinal todas aquelas pessoas (já com idade para terem juízo) também pensavam o mesmo e acabaram mesmo por o dizer.
Se a dor fosse de um de nós, não aguentaríamos as bocas que os outros mandassem à passagem do carro fúnebre com os restos mortais do nosso ente querido que acabámos de perder.
Por acaso, a morte é uma das coisas más que acontecem e que inspira a mais eufemismos ou disfemismos. Dizemos de alguém que morreu que “bateu as botas”. Não sei a razão de se aplicar tal expressão. É uma das coisas que eu não entendo e me ultrapassa.
Já “partir para o outro mundo” é mais compreensível. A pessoa quando morre deixa-nos e parte do mundo dos vivos.
Há muitas mais expressões engraçadas para falar em morte, mas de momento não me consigo lembrar de mais nenhuma. “Lá vai mais um” foi mesmo daquilo que toda a gente se conseguiu lembrar quando o veículo que ninguém gosta de ver passar na rua passou por ali.
Nessa noite sonhei com várias coisas interessantes. Ia num comboio com alguns dos meus colegas de formação. Levava uma garrafa semelhante às do guaraná com uma bebida altamente doce e alcoólica. Ao mínimo gole dessa bebida, ficava profundamente embriagada. De maneira que, no regresso dessa viagem, todo aquele espaço era meu. Eu ocupava-o em visível estado etílico.
Mais tarde sonhei com outra situação que em nada se assemelhava a esta. O cenário era a minha terra. Corríamos pela estrada atrás do gato Mong. Perseguimos o gato preto dos infernos, até que fomos dar àquele local (palco de um outro sonho que tive anteriormente- aquele em que eu apunhalei uns assaltantes que me seguiam num veículo). Dizem que é para aí que o Mong vai por haver muitos outros gatos. Também dizem que o gato Slava andava nesse local.
A relva era de um verde brilhante e alegre. Havia lá imensos gatos de todas as cores e feitios. Eu nunca tinha visto gatos iguais a alguns que ali estavam. Eram espectaculares!
Havia também gatos pretos. Tive dificuldade em conhecer o Mong. Eram todos iguais. De entre as centenas de gatos, nem sinal de Slava. Não havia lá nenhum gato parecido com ele. Eu não parava de tirar fotos aos gatos. Estava feliz!
Levei um balde com água para a ACAPO com roupa interior de molho. A minha senhoria começou a dizer que não havia necessidade de levar um balde tão pesado com roupa para lá. Deveria levá-la assim como estava. De facto, o balde estava pesadíssimo e tive de o poisar duas vezes porque me ia a magoar. E o percurso não é muito longo.
Previa-se chuva para esse dia. De facto, o tempo estava bastante fusco da parte da manhã. Como mais adiante se verá, a chuva apareceu e fez mesmo alguns estragos.
Depois do habitual atendimento na ACAPO, regressei ao meu trabalho. Num dos centros comerciais estava uma carrinha a estorvar a passagem. Parece que carregavam ou descarregavam alguns electrodomésticos.
Quando estava na paragem à espera do autocarro, passou um avião e comentou-se o jeito que ele dava. É que o autocarro já se estava a atrasar. Vinha tão atrasado que nem parou em Tovim.
E ainda dizem que eu sou toupeira. Vinha uma senhora na rua e tropeçou nos meus pés. Íamos as duas parar ao chão.
Apesar da demora do autocarro, parece que não cheguei atrasada ao trabalho. A tarde seria quase perfeita. Apenas coloquei uma senha no lixo sem lhe dar a saída. Por acaso o meu colega teve pontaria para a tirar de lá. No cesto dos papéis havia outras senhas e ele acertou à primeira.
Começou a chover com força. Começava aí a mudança dos meus planos para o treino daquele dia!
O treino não pôde ser cronometrado e apenas consistiu em cinco voltas à pista e ginástica. Muitas tropelias aconteceram naquela tarde no Estádio.
À vinda para casa chovia imenso. Um carro barrava-me a passagem. Tentei passar por entre dois veículos e a coisa correu mal. Acabei por me sujar com os pneus de um deles que estavam molhados.
A noite não convidava a andar na rua. Melhor era enfiar-me na cama e dormir. A noite prometia. O texto que se segue é daqueles que vale a pena ler.
Situação do dia:
Aquele treino foi demais! Cheguei ao Estádio e disseram-me logo que não havia luz no balneário. De facto assim era. Teimosa como eu sou, tentei a todo o custo acender as luzes. Se tivesse de me equipar às escuras, também me equipava. Mas aquelas luzes tinham de acender de qualquer maneira. Nem queiram saber o trabalho que eu tive. Mas valeu a pena! Ao fim de alguns minutos fez-se luz. Dei-lhe um jeito. Mas as tropelias não iriam ficar por aqui: ao mudar o caixote do lixo de lugar, acabei por o desmanchar todo. Já o outro dia fiz algo de parecido com um lá na Piscina.
Bacorada do dia:
“Nunca vi orquírias tão lindas!” (Nem eu!)
Que mania que nós temos em fazer humor negro com as desgraças que assolam a vida alheia! Mas porque é que somos assim? E a pensar que era só eu.
Afinal todas aquelas pessoas (já com idade para terem juízo) também pensavam o mesmo e acabaram mesmo por o dizer.
Se a dor fosse de um de nós, não aguentaríamos as bocas que os outros mandassem à passagem do carro fúnebre com os restos mortais do nosso ente querido que acabámos de perder.
Por acaso, a morte é uma das coisas más que acontecem e que inspira a mais eufemismos ou disfemismos. Dizemos de alguém que morreu que “bateu as botas”. Não sei a razão de se aplicar tal expressão. É uma das coisas que eu não entendo e me ultrapassa.
Já “partir para o outro mundo” é mais compreensível. A pessoa quando morre deixa-nos e parte do mundo dos vivos.
Há muitas mais expressões engraçadas para falar em morte, mas de momento não me consigo lembrar de mais nenhuma. “Lá vai mais um” foi mesmo daquilo que toda a gente se conseguiu lembrar quando o veículo que ninguém gosta de ver passar na rua passou por ali.
Nessa noite sonhei com várias coisas interessantes. Ia num comboio com alguns dos meus colegas de formação. Levava uma garrafa semelhante às do guaraná com uma bebida altamente doce e alcoólica. Ao mínimo gole dessa bebida, ficava profundamente embriagada. De maneira que, no regresso dessa viagem, todo aquele espaço era meu. Eu ocupava-o em visível estado etílico.
Mais tarde sonhei com outra situação que em nada se assemelhava a esta. O cenário era a minha terra. Corríamos pela estrada atrás do gato Mong. Perseguimos o gato preto dos infernos, até que fomos dar àquele local (palco de um outro sonho que tive anteriormente- aquele em que eu apunhalei uns assaltantes que me seguiam num veículo). Dizem que é para aí que o Mong vai por haver muitos outros gatos. Também dizem que o gato Slava andava nesse local.
A relva era de um verde brilhante e alegre. Havia lá imensos gatos de todas as cores e feitios. Eu nunca tinha visto gatos iguais a alguns que ali estavam. Eram espectaculares!
Havia também gatos pretos. Tive dificuldade em conhecer o Mong. Eram todos iguais. De entre as centenas de gatos, nem sinal de Slava. Não havia lá nenhum gato parecido com ele. Eu não parava de tirar fotos aos gatos. Estava feliz!
Levei um balde com água para a ACAPO com roupa interior de molho. A minha senhoria começou a dizer que não havia necessidade de levar um balde tão pesado com roupa para lá. Deveria levá-la assim como estava. De facto, o balde estava pesadíssimo e tive de o poisar duas vezes porque me ia a magoar. E o percurso não é muito longo.
Previa-se chuva para esse dia. De facto, o tempo estava bastante fusco da parte da manhã. Como mais adiante se verá, a chuva apareceu e fez mesmo alguns estragos.
Depois do habitual atendimento na ACAPO, regressei ao meu trabalho. Num dos centros comerciais estava uma carrinha a estorvar a passagem. Parece que carregavam ou descarregavam alguns electrodomésticos.
Quando estava na paragem à espera do autocarro, passou um avião e comentou-se o jeito que ele dava. É que o autocarro já se estava a atrasar. Vinha tão atrasado que nem parou em Tovim.
E ainda dizem que eu sou toupeira. Vinha uma senhora na rua e tropeçou nos meus pés. Íamos as duas parar ao chão.
Apesar da demora do autocarro, parece que não cheguei atrasada ao trabalho. A tarde seria quase perfeita. Apenas coloquei uma senha no lixo sem lhe dar a saída. Por acaso o meu colega teve pontaria para a tirar de lá. No cesto dos papéis havia outras senhas e ele acertou à primeira.
Começou a chover com força. Começava aí a mudança dos meus planos para o treino daquele dia!
O treino não pôde ser cronometrado e apenas consistiu em cinco voltas à pista e ginástica. Muitas tropelias aconteceram naquela tarde no Estádio.
À vinda para casa chovia imenso. Um carro barrava-me a passagem. Tentei passar por entre dois veículos e a coisa correu mal. Acabei por me sujar com os pneus de um deles que estavam molhados.
A noite não convidava a andar na rua. Melhor era enfiar-me na cama e dormir. A noite prometia. O texto que se segue é daqueles que vale a pena ler.
Situação do dia:
Aquele treino foi demais! Cheguei ao Estádio e disseram-me logo que não havia luz no balneário. De facto assim era. Teimosa como eu sou, tentei a todo o custo acender as luzes. Se tivesse de me equipar às escuras, também me equipava. Mas aquelas luzes tinham de acender de qualquer maneira. Nem queiram saber o trabalho que eu tive. Mas valeu a pena! Ao fim de alguns minutos fez-se luz. Dei-lhe um jeito. Mas as tropelias não iriam ficar por aqui: ao mudar o caixote do lixo de lugar, acabei por o desmanchar todo. Já o outro dia fiz algo de parecido com um lá na Piscina.
Bacorada do dia:
“Nunca vi orquírias tão lindas!” (Nem eu!)
Quem são os melhores a jogar Futebol?
Já lá vai o tempo em que temíamos o Brasil como nosso adversário. Em todo o Mundo a selecção canarinha é respeitada e parte sempre como favorita à conquista do troféu em disputa.
São muitos os jogos particulares que a Nossa Selecção agenda com a selecção do País Irmão. A amizade entre os dois países a isso obriga. Já assim é há alguns anos a esta parte.
Desta vez o palco foi o Estádio de Wembley em Londres. Portugueses e brasileiros iam preparar as suas próximas partidas. Seria um teste de fogo para ambos.
Quem levaria a melhor? Recordo aquele jogo em que Deco se estreou com a camisola nacional e marcou, ironicamente, o seu primeiro golo ao País que o viu nascer. Hoje a sorte seria semelhante?
O Brasil ameaçou marcar quando o central Lúcio fez tremer a baliza de Ricardo. Dunga que trazia a camisa mais foleira que alguma vez vi um Ser Humano vestir (José Malhoa agora esfola-se por uma igual) continuava a dar indicações aos seus pupilos que perdiam terreno para os nossos jogadores.
O jogo aproximava-se do final. Tudo indicava que iria haver um empate, mas Simão resolveu fazer das suas e marcou um belo golo a Hélton.
Pouco tempo depois foi a vez do central Ricardo Carvalho fazer o gosto ao golo e fazer o resultado final de duas bolas a zero.
Portugal prova agora que não teme ninguém no mundo futebolístico. Temos jogadores que nada devem aos brasileiros em termos de talento. Também nós temos um Ronaldo!
Antes ainda desse forte embate entre portugueses e brasileiros, outra selecção portuguesa triunfou. Está bem que o adversário nada tinha a ver com o poderio do Brasil. Era a selecção da Estónia- uma equipa péssima.
No Torneio do Vale do Tejo, a selecção de sub-21 venceu os bálticos por 3-0.
O primeiro golo foi marcado por Hugo Almeida que nesse encontro andava muito falador e parece ter visto no Jogador Número Cinco adversário um óptimo companheiro. Para além de trocarem camisolas, reza a má língua que os dois jogadores até números de telemóvel trocaram. Ficou no ar um convite para o báltico ir almoçar um dia em casa de Hugo Almeida na Alemanha.
Varela entrou e apontou o segundo golo. O guarda-redes adversário parece ter sido mal batido. Penitenciava-se agora sentado no chão.
Manuel Fernandes (que ostentava um novo penteado) fechou a contagem. Apontou o terceiro golo para as cores nacionais.
A Estónia poderia ter feito o seu tento de honra. O jogador que estava com pouca vontade de entrar em campo afinal ia marcando.
Esta selecção volta a entrar em campo na próxima quinta-feira frente à República Checa.
Em suma, foi um dia glorioso para o Futebol Português ao nível das selecções nacionais. No presente e no futuro, Portugal não tem que se preocupar. Tem excelentes praticantes e começa a ser respeitado por qualquer tipo de adversários, inclusive o Brasil que voltou a perder com a Selecção de Todos Nós.
Estava imenso frio, segundo aqui tenho escrito.
Um senhor apareceu pela manhã na Piscina a perguntar por um assistente social de uma instituição onde a minha irmã estagiou. De facto era ali perto, mas ele foi ao sítio errado.
A manhã foi mais que calma. Tive a sorte de me despachar. Parece que adormeci e nem dei pela paragem do autocarro em Tovim.
Por instantes parou-me o cérebro. No regresso, junto a Celas, vi na rua umas pessoas com uns fatos de treino azuis e amarelos. Então não é que pensei que fossem os jogadores do Brasil que ali estivessem hospedados! Só depois me lembrei que o jogo não era cá. Daaa!
À tarde também andei excelente. Confundi uma escola que tem o nome parecido com outra. Uma confusão de casas, digamos assim.
A duas estudantes estrangeiras que chegaram juntas dei uma chave de cada ponta. Nem reparei. Só depois uma colega veio perguntar se as raparigas andavam zangadas para se estarem a equipar uma de um lado e a outra do outro.
Fui para casa ver o jogo entre Portugal e a Estónia a contar para o Torneio de Vale do Tejo.
A minha mãe ligou-me e deu novidades dos gatos. Léo e Mong andam ocupados com as suas conquistas amorosas. Mong exibe um dos seus ferimentos de guerra junto a um olho.
Adormeci e ouvi vagamente a notícia de que Derlei foi alvo de um processo sumaríssimo por agressão a um jogador do Boavista.
Situação do dia:
No jogo entre Portugal e o Brasil, o guarda-redes brasileiro Hélton teve uma enorme branca. Por momentos, o guardião portista esqueceu que Quaresma estava, desta vez, na condição de adversário e passou-lhe a bola. Força do hábito!
Bacorada do dia:
“Pitoglas” (Pitosgas)
São muitos os jogos particulares que a Nossa Selecção agenda com a selecção do País Irmão. A amizade entre os dois países a isso obriga. Já assim é há alguns anos a esta parte.
Desta vez o palco foi o Estádio de Wembley em Londres. Portugueses e brasileiros iam preparar as suas próximas partidas. Seria um teste de fogo para ambos.
Quem levaria a melhor? Recordo aquele jogo em que Deco se estreou com a camisola nacional e marcou, ironicamente, o seu primeiro golo ao País que o viu nascer. Hoje a sorte seria semelhante?
O Brasil ameaçou marcar quando o central Lúcio fez tremer a baliza de Ricardo. Dunga que trazia a camisa mais foleira que alguma vez vi um Ser Humano vestir (José Malhoa agora esfola-se por uma igual) continuava a dar indicações aos seus pupilos que perdiam terreno para os nossos jogadores.
O jogo aproximava-se do final. Tudo indicava que iria haver um empate, mas Simão resolveu fazer das suas e marcou um belo golo a Hélton.
Pouco tempo depois foi a vez do central Ricardo Carvalho fazer o gosto ao golo e fazer o resultado final de duas bolas a zero.
Portugal prova agora que não teme ninguém no mundo futebolístico. Temos jogadores que nada devem aos brasileiros em termos de talento. Também nós temos um Ronaldo!
Antes ainda desse forte embate entre portugueses e brasileiros, outra selecção portuguesa triunfou. Está bem que o adversário nada tinha a ver com o poderio do Brasil. Era a selecção da Estónia- uma equipa péssima.
No Torneio do Vale do Tejo, a selecção de sub-21 venceu os bálticos por 3-0.
O primeiro golo foi marcado por Hugo Almeida que nesse encontro andava muito falador e parece ter visto no Jogador Número Cinco adversário um óptimo companheiro. Para além de trocarem camisolas, reza a má língua que os dois jogadores até números de telemóvel trocaram. Ficou no ar um convite para o báltico ir almoçar um dia em casa de Hugo Almeida na Alemanha.
Varela entrou e apontou o segundo golo. O guarda-redes adversário parece ter sido mal batido. Penitenciava-se agora sentado no chão.
Manuel Fernandes (que ostentava um novo penteado) fechou a contagem. Apontou o terceiro golo para as cores nacionais.
A Estónia poderia ter feito o seu tento de honra. O jogador que estava com pouca vontade de entrar em campo afinal ia marcando.
Esta selecção volta a entrar em campo na próxima quinta-feira frente à República Checa.
Em suma, foi um dia glorioso para o Futebol Português ao nível das selecções nacionais. No presente e no futuro, Portugal não tem que se preocupar. Tem excelentes praticantes e começa a ser respeitado por qualquer tipo de adversários, inclusive o Brasil que voltou a perder com a Selecção de Todos Nós.
Estava imenso frio, segundo aqui tenho escrito.
Um senhor apareceu pela manhã na Piscina a perguntar por um assistente social de uma instituição onde a minha irmã estagiou. De facto era ali perto, mas ele foi ao sítio errado.
A manhã foi mais que calma. Tive a sorte de me despachar. Parece que adormeci e nem dei pela paragem do autocarro em Tovim.
Por instantes parou-me o cérebro. No regresso, junto a Celas, vi na rua umas pessoas com uns fatos de treino azuis e amarelos. Então não é que pensei que fossem os jogadores do Brasil que ali estivessem hospedados! Só depois me lembrei que o jogo não era cá. Daaa!
À tarde também andei excelente. Confundi uma escola que tem o nome parecido com outra. Uma confusão de casas, digamos assim.
A duas estudantes estrangeiras que chegaram juntas dei uma chave de cada ponta. Nem reparei. Só depois uma colega veio perguntar se as raparigas andavam zangadas para se estarem a equipar uma de um lado e a outra do outro.
Fui para casa ver o jogo entre Portugal e a Estónia a contar para o Torneio de Vale do Tejo.
A minha mãe ligou-me e deu novidades dos gatos. Léo e Mong andam ocupados com as suas conquistas amorosas. Mong exibe um dos seus ferimentos de guerra junto a um olho.
Adormeci e ouvi vagamente a notícia de que Derlei foi alvo de um processo sumaríssimo por agressão a um jogador do Boavista.
Situação do dia:
No jogo entre Portugal e o Brasil, o guarda-redes brasileiro Hélton teve uma enorme branca. Por momentos, o guardião portista esqueceu que Quaresma estava, desta vez, na condição de adversário e passou-lhe a bola. Força do hábito!
Bacorada do dia:
“Pitoglas” (Pitosgas)
Os transportes públicos que temos

Enquanto esperava pela ida à “selva”, o autocarro 29, fui reparando nos autocarros, expressos e camionetas que iam parando na paragem da Rodoviária para descarregarem os passageiros.
Portugal deve ser o País da União Europeia onde a frota de transportes públicos está mais degradada. Havia aí autocarros que vieram mesmo da sucata da Suécia para ainda circularem nas nossas estradas por mais uns anos. Os nórdicos com transportes novinhos em folha e nós, pobres lusitanos, com aquilo que eles não querem mais.
Por algumas vezes a camioneta que nos devia levar para Coimbra não apareceu por ter avariado algures entre Albergaria e Águeda. Depois a Rodoviária não soluciona o problema dos passageiros que têm de estar a horas no médico e no trabalho. É demais!
Por outra vez, a camioneta da TRANSDEV avariou já em Anadia e, a poucos quilómetros da paragem. Esperámos por outra. É que os outros passageiros ainda tinham de ir para Albergaria.
Uma tarde, a camioneta atrasou-se imenso. Chegou aí um quarto de hora atrasada e o motorista ainda disse que tinha de trocar de viatura. De facto, a que ele trazia, veio em marcha lenta virada a Coimbra. O motor, ou lá o que era, fervia. Parecia pronta a explodir. Eu estava ao pé dela. Era um braseiro lá e, de vez em quando, o motor rugia e parece que deitava fumo. Recuei para trás, não fosse a camioneta explodir. Quando o condutor arranjou novo autocarro, levou aquele em marcha fúnebre para longe. Ela emitia um som medonho. Ameaçador mesmo!
A camioneta que ele arranjou para substituir aquela também não gozava de boa saúde e o condutor barafustava perante a inquietação dos passageiros que viam o veículo ameaçar parar a qualquer instante.
O condutor protestava contra o mau estado da frota e contra os seus superiores que nada faziam. Do mau estado dos veículos, imediatamente passou para problemas laborais. Segundo ele, tinham-lhe garantido que aquela camioneta estava em bom estado. Se calhar comparada com a outra. Parece que o motorista não podia pensar sequer em travar a fundo.
Na cidade de Coimbra circulam choças amarelas e brancas que há muito deviam estar a gozar a sua reforma dourada. Há autocarros que não abrem ou não fecham as portas, autocarros com os sinais de paragem avariados, bancos estreitos ou degradados, autocarros em que chove tanto lá dentro como na rua. Há de tudo a circular pelas também degradadas estradas portuguesas que também não merecem melhor.
A manhã estava fria e com algum nevoeiro. O Sol apareceu mais tarde.
A minha manhã de trabalho decorreu dentro da normalidade. Apenas uma ligeira confusão, mas não foi nada comigo. Adiante irei contar mais alguma coisa sobre isso.
Quando fui almoçar, havia uma anormal fila de trânsito devido a qualquer acidente ou obras. Já me ia atrasar. De certeza!
Consta que não tenha feito disparates ao longo da tarde. Espero que a fonte das asneiras tenha secado na passada sexta-feira.
A ficha de pendurar um dos secadores de cabelo estava a abanar e eu tive medo de pendurar lá o secador porque ele podia cair no chão e partir.
Mandaram-me guardar um saco de compras do Pingo Doce bastante pesado. Agora os sacos custam dois cêntimos e toda a gente opta por concentrar o maior número possível de produtos num só. É até mais não poder! Eu também faço o mesmo.
Mais uma criança com aversão à água! Eu quando era miúda também não gostava nada de ir à água. Agora adoro piscinas e mar da Praia de Mira. Só não vou a esta piscina porque ainda não calhou e porque fico sem um almoço em condições para depois ter força para fazer o meu treino de Atletismo.
A tarde ficou igualmente marcada por mais um livro que eu concluí- “O Códice Secreto” de Lev Grossman. Gostei menos deste livro que do anterior. A história era menos interessante e havia mais tempos mortos. O final também não teve muita piada. Um final em condições para esta obra seria o duque descobrir tudo através do livro e os personagens ficarem juntos a gozar os louros da sua árdua descoberta. Assim não teve piada. O que eu achei de mais interessante foi a analogia entre o jogo de computador que o protagonista jogava e a sua vida real. Através do jogo ele obteve pistas para encontrar a obra.
O meu colega apareceu no treino e acompanhou-me a rolar. Fomos conversando enquanto corríamos sobre determinados assuntos, sendo um dos quais o programa “Grandes Portugueses”. O “Gato Fedorento” também mereceu destaque. Parecendo que não, já tinha dado quinze voltas à pista. Também não íamos depressa porque ele não treina regularmente agora.
Fui para casa depois de ter feito alongamentos e de ter tomado um banho bem quente. Havia que trocar a roupa da minha cama e experimentar um dos pijamas bem confortáveis que comprei no passado sábado no Mercado de Anadia.
Dormi bem quentinha. Adeus frio!
Situação do dia:
A mesma avozinha que no outro dia se virou a discutir por a minha colega a ter mandado trocar o calçado no corredor, armou uma discussão ainda maior. Até foi preciso o Director da Piscina intervir e argumentar com ela sobre a necessidade de ser obrigatória a troca de calçado. A senhora teve o azar de ter visto um monitor sair distraidamente para a rua para fumar um cigarro com umas sobrebotas azuis que são usadas para colocar sobre o calçado para que este não contamine o chão. O mote para a discussão foi dado, simplesmente com esta pergunta: “mas os micróbios da rua não são os mesmos de lá de dentro?” Sorri. Com esta aparentemente inofensiva pergunta, a senhora acabou por incendiar os ânimos.
Bacorada do dia:
“Cacifo” (Ficheiro)
Portugal deve ser o País da União Europeia onde a frota de transportes públicos está mais degradada. Havia aí autocarros que vieram mesmo da sucata da Suécia para ainda circularem nas nossas estradas por mais uns anos. Os nórdicos com transportes novinhos em folha e nós, pobres lusitanos, com aquilo que eles não querem mais.
Por algumas vezes a camioneta que nos devia levar para Coimbra não apareceu por ter avariado algures entre Albergaria e Águeda. Depois a Rodoviária não soluciona o problema dos passageiros que têm de estar a horas no médico e no trabalho. É demais!
Por outra vez, a camioneta da TRANSDEV avariou já em Anadia e, a poucos quilómetros da paragem. Esperámos por outra. É que os outros passageiros ainda tinham de ir para Albergaria.
Uma tarde, a camioneta atrasou-se imenso. Chegou aí um quarto de hora atrasada e o motorista ainda disse que tinha de trocar de viatura. De facto, a que ele trazia, veio em marcha lenta virada a Coimbra. O motor, ou lá o que era, fervia. Parecia pronta a explodir. Eu estava ao pé dela. Era um braseiro lá e, de vez em quando, o motor rugia e parece que deitava fumo. Recuei para trás, não fosse a camioneta explodir. Quando o condutor arranjou novo autocarro, levou aquele em marcha fúnebre para longe. Ela emitia um som medonho. Ameaçador mesmo!
A camioneta que ele arranjou para substituir aquela também não gozava de boa saúde e o condutor barafustava perante a inquietação dos passageiros que viam o veículo ameaçar parar a qualquer instante.
O condutor protestava contra o mau estado da frota e contra os seus superiores que nada faziam. Do mau estado dos veículos, imediatamente passou para problemas laborais. Segundo ele, tinham-lhe garantido que aquela camioneta estava em bom estado. Se calhar comparada com a outra. Parece que o motorista não podia pensar sequer em travar a fundo.
Na cidade de Coimbra circulam choças amarelas e brancas que há muito deviam estar a gozar a sua reforma dourada. Há autocarros que não abrem ou não fecham as portas, autocarros com os sinais de paragem avariados, bancos estreitos ou degradados, autocarros em que chove tanto lá dentro como na rua. Há de tudo a circular pelas também degradadas estradas portuguesas que também não merecem melhor.
A manhã estava fria e com algum nevoeiro. O Sol apareceu mais tarde.
A minha manhã de trabalho decorreu dentro da normalidade. Apenas uma ligeira confusão, mas não foi nada comigo. Adiante irei contar mais alguma coisa sobre isso.
Quando fui almoçar, havia uma anormal fila de trânsito devido a qualquer acidente ou obras. Já me ia atrasar. De certeza!
Consta que não tenha feito disparates ao longo da tarde. Espero que a fonte das asneiras tenha secado na passada sexta-feira.
A ficha de pendurar um dos secadores de cabelo estava a abanar e eu tive medo de pendurar lá o secador porque ele podia cair no chão e partir.
Mandaram-me guardar um saco de compras do Pingo Doce bastante pesado. Agora os sacos custam dois cêntimos e toda a gente opta por concentrar o maior número possível de produtos num só. É até mais não poder! Eu também faço o mesmo.
Mais uma criança com aversão à água! Eu quando era miúda também não gostava nada de ir à água. Agora adoro piscinas e mar da Praia de Mira. Só não vou a esta piscina porque ainda não calhou e porque fico sem um almoço em condições para depois ter força para fazer o meu treino de Atletismo.
A tarde ficou igualmente marcada por mais um livro que eu concluí- “O Códice Secreto” de Lev Grossman. Gostei menos deste livro que do anterior. A história era menos interessante e havia mais tempos mortos. O final também não teve muita piada. Um final em condições para esta obra seria o duque descobrir tudo através do livro e os personagens ficarem juntos a gozar os louros da sua árdua descoberta. Assim não teve piada. O que eu achei de mais interessante foi a analogia entre o jogo de computador que o protagonista jogava e a sua vida real. Através do jogo ele obteve pistas para encontrar a obra.
O meu colega apareceu no treino e acompanhou-me a rolar. Fomos conversando enquanto corríamos sobre determinados assuntos, sendo um dos quais o programa “Grandes Portugueses”. O “Gato Fedorento” também mereceu destaque. Parecendo que não, já tinha dado quinze voltas à pista. Também não íamos depressa porque ele não treina regularmente agora.
Fui para casa depois de ter feito alongamentos e de ter tomado um banho bem quente. Havia que trocar a roupa da minha cama e experimentar um dos pijamas bem confortáveis que comprei no passado sábado no Mercado de Anadia.
Dormi bem quentinha. Adeus frio!
Situação do dia:
A mesma avozinha que no outro dia se virou a discutir por a minha colega a ter mandado trocar o calçado no corredor, armou uma discussão ainda maior. Até foi preciso o Director da Piscina intervir e argumentar com ela sobre a necessidade de ser obrigatória a troca de calçado. A senhora teve o azar de ter visto um monitor sair distraidamente para a rua para fumar um cigarro com umas sobrebotas azuis que são usadas para colocar sobre o calçado para que este não contamine o chão. O mote para a discussão foi dado, simplesmente com esta pergunta: “mas os micróbios da rua não são os mesmos de lá de dentro?” Sorri. Com esta aparentemente inofensiva pergunta, a senhora acabou por incendiar os ânimos.
Bacorada do dia:
“Cacifo” (Ficheiro)
Wednesday, July 04, 2007
Ferimentos de guerra
Mong é aquela peste de gato que se sabe. Sempre pronto a alinhar em tudo o que seja confusão, o gato preto dos infernos percorre até à exaustão o lugar de Vale de Avim.
Quando está em casa, digladia-se com o seu irmão Léo numa luta fratricida em que vale tudo mesmo. O barulho que eles fazem é ensurdecedor quando tudo está silencioso e a madrugada parece ser tudo menos agitada.
Era quase de dia quando eu, finalmente, vi o gato Mong com os meus próprios olhos de touperia. Chovia imenso e ele veio pedir comida.
Atendi ao seu pedido e fui buscar um punhado de ração colorida para lhe matar a fome. A luta com os gatos do lugar foi árdua. Como terão oportunidade de ver nas fotos, Mong ficou com o pêlo da cabeça arrancado junto a uma orelha e com alguns arranhões espalhados pelo corpo. Ferimentos de guerra que o gato negro dos infernos exibe com extremo orgulho.
A manhã foi abençoada pelo Sol. Daquele domingo não há nada para dizer. O Futebol é rei e eu passo este dia a descansar enquanto ouço os relatos de todos os jogos.
Joeano regressou à Académica e já marca. O jogador que o ano passado salvou a equipa de descer de divisão regressou de Israel no decorrer do mercado de Inverno e parece ser uma mais valia para nós. Ele e o portista Cláudio Pitbul.
E assim me preparei para uma semana normal, com muito Futebol e um sonho longo, confuso e bonito.
Situação do dia:
Como sempre acontece no final de cada “Diz Que É Uma Espécie de Magazine”, os elementos do “Gato Fedorento” convidam um artista ou grupo musical e dão lhes algo a cantar que não tem mesmo nada a ver com o género de música que, habitualmente, interpretam. Às vezes são mesmo obrigados a cantar coisas hilariantes. Nesta noite o convidado foi o sportinguista ferrenho João Braga que cantou o tema “Sexed Up” do britânico e excêntrico Robbie Williams. Com uns retorques de guitarra portuguesa, ficou uma excelente balada. Muito bem interpretado este tema por João Braga! Gostei imenso!
Bacorada do dia:
“Penama...ma...a equipa de Penamacor...” (Que difícil é dizer “Penamacorense”!)
Quando está em casa, digladia-se com o seu irmão Léo numa luta fratricida em que vale tudo mesmo. O barulho que eles fazem é ensurdecedor quando tudo está silencioso e a madrugada parece ser tudo menos agitada.
Era quase de dia quando eu, finalmente, vi o gato Mong com os meus próprios olhos de touperia. Chovia imenso e ele veio pedir comida.
Atendi ao seu pedido e fui buscar um punhado de ração colorida para lhe matar a fome. A luta com os gatos do lugar foi árdua. Como terão oportunidade de ver nas fotos, Mong ficou com o pêlo da cabeça arrancado junto a uma orelha e com alguns arranhões espalhados pelo corpo. Ferimentos de guerra que o gato negro dos infernos exibe com extremo orgulho.
A manhã foi abençoada pelo Sol. Daquele domingo não há nada para dizer. O Futebol é rei e eu passo este dia a descansar enquanto ouço os relatos de todos os jogos.
Joeano regressou à Académica e já marca. O jogador que o ano passado salvou a equipa de descer de divisão regressou de Israel no decorrer do mercado de Inverno e parece ser uma mais valia para nós. Ele e o portista Cláudio Pitbul.
E assim me preparei para uma semana normal, com muito Futebol e um sonho longo, confuso e bonito.
Situação do dia:
Como sempre acontece no final de cada “Diz Que É Uma Espécie de Magazine”, os elementos do “Gato Fedorento” convidam um artista ou grupo musical e dão lhes algo a cantar que não tem mesmo nada a ver com o género de música que, habitualmente, interpretam. Às vezes são mesmo obrigados a cantar coisas hilariantes. Nesta noite o convidado foi o sportinguista ferrenho João Braga que cantou o tema “Sexed Up” do britânico e excêntrico Robbie Williams. Com uns retorques de guitarra portuguesa, ficou uma excelente balada. Muito bem interpretado este tema por João Braga! Gostei imenso!
Bacorada do dia:
“Penama...ma...a equipa de Penamacor...” (Que difícil é dizer “Penamacorense”!)
Solidariedade de Bueno
Chegou ao Sporting por empréstimo do Paris Saint Germain, onde não mostrou as credenciais pelas quais foi contratado e porque no ataque parisiense alinha um jogador chamado Pauleta. Contudo, o uruguaio Carlos Bueno pouco se tem visto também aqui em Portugal.
Já tive oportunidade de escrever algo neste espaço acerca do jogador do Sporting (ver texto “Bueno mau”) As críticas que comentadores como Joaquim Ritta iam fazendo às prestações desastradas do avançado eram hilariantes, tal como a sua própria exibição. Lembro-me particularmente do jogo entre o Sporting e o Bayern de Munique (que deu origem a esse texto) e do jogo em que os lagartos perderam com o Glorioso na sua própria casa, em que o referido comentador afirmou que na II Liga havia também jogadores abnegados como o uruguaio.
No entanto, num jogo em que o Sporting perdeu em casa com o Spartak de Moscovo (ver texto “Raispartak o vermelho”) Bueno marcou o que foi, até este sábado, o único golo ao serviço do clube verde e branco.
Esta jornada tinha a particularidade de ser solidária para com o Instituto Português de Oncologia. Toda a ajuda é pouca para uma causa como esta de ajudar uma instituição que convive com o sofrimento brutal de pessoas que tiveram a má sorte de padecer de um mal tão terrível como o cancro.
Cada golo que os nossos jogadores obtivessem valeria 500€ para o IPO. Havia que fazer um esforço e tentar marcar muitos. Quem não contribuiu para essa causa foi o Porto que perdeu com o Estrela da Amadora por 1-0. É a segunda derrota dos tripeiros, a quem as férias de Natal parecem ter feito pessimamente.
O Sporting partia para o seu jogo com o Nacional da Madeira com a informação do empate do Benfica e com a derrota do Porto. Havia que aproveitar. Seria uma oportunidade de ouro para a turma de Alvalade se aproximar dos rivais.
O Sporting até começou mal o jogo quando Bruno Amaro fez um excelente golo de livre. As coisas estiveram complicadas para os lados de Alvalade, mas no banco havia um jogador empenhado em ser solidário para com as vítimas de cancro e em mostrar no que é realmente bom.
Foi dessa arma que Paulo Bento se serviu para dar a volta a mais um jogo em que o Sporting parecia destinado a marcar passo.
E Carlos Bueno entrou em campo já no decorrer da segunda parte! O jogo nunca mais voltou a ser o mesmo. O uruguaio vinha mesmo inspirado e desatou a fazer golos de todas as maneiras e feitios. Pontos de interrogação e de exclamação tracejavam o rosto dos presentes nas bancadas e dos que assistiam ao encontro pela televisão. Eu já me ria. Um dos golos parece ter sido obtido de forma irregular, mas valeu e isso foi importante.
O jogo terminou com Bueno elevado a herói e com um triunfo indiscutível dos leões por 5-1. Quatro golos do trapalhão e tosco Carlos Bueno!
Corri para o quarto para ouvir os sábios comentários de Joaquim Ritta. Que iria agora o comentador da Antena 1 dizer de um jogador que marca quatro golos num só jogo. Ia ser demais!
Apesar de o jogador uruguaio ter marcado quatro golos (coisa rara num jogo de Futebol de alto nível) Joaquim Ritta não mudou o teor do discurso. É mesmo amiguinho do rapaz! Disse que foram golos fáceis de obter porque a defesa do Nacional estava muito maleável e que um dos golos foi marcado de forma irregular. Parece que Bueno se apoiou nas costas do argentino Avalos para fazer o golo de cabeça.
Eu pergunto ao senhor comentador da Antena 1 quantos golos é que Bueno tem de fazer num só jogo para cair no seu goto? Não menos de vinte, seguramente.
E lá foram dois mil euros direitinhos para a conta do IPO. Com este dinheiro a instituição poderá ajudar ainda mais crianças e adultos que merecem. Afinal Bueno é mesmo bom e tem um coração do tamanho do Mundo.
O céu estava cinzento e chuviscava. Estava menos frio. Vinha a pé para casa. Mais um fim-de-semana estava aí para eu curtir um pouco. Ao chegar à Moita, a chuva tornou-se mais intensa, apesar de ser miudinha. Parou uma carrinha. Era o irmão do Paulo Adriano que vinha com outro senhor da minha terra e me deram boleia até casa. Ainda bem! Se não tivesse tido boleia, apanhava uma molha de certeza.
Os gatos continuam a sua saga. Mong regressou a casa, mas exibe umas lesões (ver próximo texto). Por seu lado, o gato Léo teimava em andar do outro lado da estrada. Se tem o azar de atravessar na hora errada, há problemas e eu tenho de aturar a choradeira da minha mãe que é doida por esse gato.
À tarde foi passada a dar uma arrumação no computador. Havia um CD que tinha qualquer coisa que eu precisava muito. Andei uma eternidade à procura dele. Foi tempo perdido. Podia estar a fazer outra coisa mais útil. Por fim, lá o encontrei. Já estava bem chateada.
Como acima referi, o Porto voltou a perder. Desta vez sofreu uma derrota em casa com o Estrela da Amadora. Anselmo, que veio do banco, marcou o golo que a turma da Reboleira sempre ameaçou marcar ao longo de todo o jogo. Se as férias de Natal existiram para lixar o Porto, que façam sempre isso todos os anos!
Situação do dia:
Ia a entrar na camioneta e mandei uma cabeçada no tecto. Aquilo era um expresso e tinha um andar de cima que é muito baixo quando se entra.
Bacorada do dia:
“José Fonte tem centímetros que nunca mais acabam.” (O Homem de Elástico!)
Já tive oportunidade de escrever algo neste espaço acerca do jogador do Sporting (ver texto “Bueno mau”) As críticas que comentadores como Joaquim Ritta iam fazendo às prestações desastradas do avançado eram hilariantes, tal como a sua própria exibição. Lembro-me particularmente do jogo entre o Sporting e o Bayern de Munique (que deu origem a esse texto) e do jogo em que os lagartos perderam com o Glorioso na sua própria casa, em que o referido comentador afirmou que na II Liga havia também jogadores abnegados como o uruguaio.
No entanto, num jogo em que o Sporting perdeu em casa com o Spartak de Moscovo (ver texto “Raispartak o vermelho”) Bueno marcou o que foi, até este sábado, o único golo ao serviço do clube verde e branco.
Esta jornada tinha a particularidade de ser solidária para com o Instituto Português de Oncologia. Toda a ajuda é pouca para uma causa como esta de ajudar uma instituição que convive com o sofrimento brutal de pessoas que tiveram a má sorte de padecer de um mal tão terrível como o cancro.
Cada golo que os nossos jogadores obtivessem valeria 500€ para o IPO. Havia que fazer um esforço e tentar marcar muitos. Quem não contribuiu para essa causa foi o Porto que perdeu com o Estrela da Amadora por 1-0. É a segunda derrota dos tripeiros, a quem as férias de Natal parecem ter feito pessimamente.
O Sporting partia para o seu jogo com o Nacional da Madeira com a informação do empate do Benfica e com a derrota do Porto. Havia que aproveitar. Seria uma oportunidade de ouro para a turma de Alvalade se aproximar dos rivais.
O Sporting até começou mal o jogo quando Bruno Amaro fez um excelente golo de livre. As coisas estiveram complicadas para os lados de Alvalade, mas no banco havia um jogador empenhado em ser solidário para com as vítimas de cancro e em mostrar no que é realmente bom.
Foi dessa arma que Paulo Bento se serviu para dar a volta a mais um jogo em que o Sporting parecia destinado a marcar passo.
E Carlos Bueno entrou em campo já no decorrer da segunda parte! O jogo nunca mais voltou a ser o mesmo. O uruguaio vinha mesmo inspirado e desatou a fazer golos de todas as maneiras e feitios. Pontos de interrogação e de exclamação tracejavam o rosto dos presentes nas bancadas e dos que assistiam ao encontro pela televisão. Eu já me ria. Um dos golos parece ter sido obtido de forma irregular, mas valeu e isso foi importante.
O jogo terminou com Bueno elevado a herói e com um triunfo indiscutível dos leões por 5-1. Quatro golos do trapalhão e tosco Carlos Bueno!
Corri para o quarto para ouvir os sábios comentários de Joaquim Ritta. Que iria agora o comentador da Antena 1 dizer de um jogador que marca quatro golos num só jogo. Ia ser demais!
Apesar de o jogador uruguaio ter marcado quatro golos (coisa rara num jogo de Futebol de alto nível) Joaquim Ritta não mudou o teor do discurso. É mesmo amiguinho do rapaz! Disse que foram golos fáceis de obter porque a defesa do Nacional estava muito maleável e que um dos golos foi marcado de forma irregular. Parece que Bueno se apoiou nas costas do argentino Avalos para fazer o golo de cabeça.
Eu pergunto ao senhor comentador da Antena 1 quantos golos é que Bueno tem de fazer num só jogo para cair no seu goto? Não menos de vinte, seguramente.
E lá foram dois mil euros direitinhos para a conta do IPO. Com este dinheiro a instituição poderá ajudar ainda mais crianças e adultos que merecem. Afinal Bueno é mesmo bom e tem um coração do tamanho do Mundo.
O céu estava cinzento e chuviscava. Estava menos frio. Vinha a pé para casa. Mais um fim-de-semana estava aí para eu curtir um pouco. Ao chegar à Moita, a chuva tornou-se mais intensa, apesar de ser miudinha. Parou uma carrinha. Era o irmão do Paulo Adriano que vinha com outro senhor da minha terra e me deram boleia até casa. Ainda bem! Se não tivesse tido boleia, apanhava uma molha de certeza.
Os gatos continuam a sua saga. Mong regressou a casa, mas exibe umas lesões (ver próximo texto). Por seu lado, o gato Léo teimava em andar do outro lado da estrada. Se tem o azar de atravessar na hora errada, há problemas e eu tenho de aturar a choradeira da minha mãe que é doida por esse gato.
À tarde foi passada a dar uma arrumação no computador. Havia um CD que tinha qualquer coisa que eu precisava muito. Andei uma eternidade à procura dele. Foi tempo perdido. Podia estar a fazer outra coisa mais útil. Por fim, lá o encontrei. Já estava bem chateada.
Como acima referi, o Porto voltou a perder. Desta vez sofreu uma derrota em casa com o Estrela da Amadora. Anselmo, que veio do banco, marcou o golo que a turma da Reboleira sempre ameaçou marcar ao longo de todo o jogo. Se as férias de Natal existiram para lixar o Porto, que façam sempre isso todos os anos!
Situação do dia:
Ia a entrar na camioneta e mandei uma cabeçada no tecto. Aquilo era um expresso e tinha um andar de cima que é muito baixo quando se entra.
Bacorada do dia:
“José Fonte tem centímetros que nunca mais acabam.” (O Homem de Elástico!)
Uma escola com muitos alunos
Há erros e erros. Uns mais graves do que outros. Claro que eu sou perita em fazer asneiras. Ainda por cima à sexta-feira à tarde, quando já estou com a cabeça sei lá onde. No que devo ou não fazer no fim-de-semana.
Uma escola apareceu na Piscina com muitos alunos. Eram muitos! Não tantos quantos eu registei na base de dados com que trabalhamos. Nem eu sei se essa mesma instituição de ensino terá assim tantos alunos! Talvez. Qualquer dia ainda pergunto quantos alunos tem aquele colégio.
Segundo as minhas mãozinhas marotas (e a minha cabeça de vento) vieram mesmo os alunos todos e ainda, se calhar vieram os duplicados de alguns, senão de todos.
Na verdade, eram 29 alunos e eu coloquei no computador 291. Eu bem estava a achar estranho o programa estar tão lento a registar. Ao final do dia, o meu colega reparou no enorme “gato” que para ali estava. Foi demais!
E perguntam porque é que eu registei 291 alunos? Bem, há uma caixa de diálogo que já lá tem o 1 antes de colocarmos o número. Acontece que eu escrevi 29 e, simplesmente, me esqueci de apagar o 1 que já lá estava. Foi o que se passou.
Era sexta-feira e estava tudo dito. O dia pouco diferia dos anteriores, em temos climáticos. Algum frio, para não dizer muito mesmo.
Perdi o autocarro por pouco. Ia a atravessar a rua justamente quando ele passou. Não me restava alternativa, senão esperar pelo próximo. Ia a sair e tropecei numa enorme mala preta de alguém que se preparava para ir de fim-de-semana.
Um aluno da escola avariou um cacifo com as coisas todas lá dentro. Foi o cabo dos trabalhos para tirar de lá as coisas.
É normal os alunos esquecerem-se de óculos ou toucas. Eu tive o mau gosto de emprestar uns óculos muito foleiros ao aluno errado. Confesso que não foi por mal! Foram os primeiros que me apareceram e ele também não os veio trocar. Mais tarde esses óculos vieram a partir. Bem feita para eles! Acabou!
Ligaram da ACAPO e nem deixaram recado. Eu fiquei numa pilha de nervos porque não voltaram a ligar. Depois pensei que fosse para assinar os habituais papéis ou por causa da folha de presenças e fiquei mais tranquila.
Foi nesse estado de ansiedade que fui almoçar. Estava mesmo passada!
Para além de ter feito a asneira que serviu de tema a este texto, a tarde ficou marcada pela “marcação cerrada” feita a um estudante a quem eu me esqueci de pedir um documento de identificação para colocar no cacifo da chave que ele levou. A sorte é que eu conheço bem esse estudante e ele é assíduo frequentador da Piscina. Se fosse outra pessoa, estava feita! Uma asneira que correu bem. Já a próxima, como leram mais acima...
Já estava a disparatar muito. Ah! Tinha um blusão novo. Era por isso que fazia tanto disparate! Se calhar até era!
Quando ia a caminho da paragem deparei com pessoal com umas t-shirts a fazer campanha contra a despenalização do aborto. Perguntei se eles tinham t-shirts iguais. Como não tinham, virei-lhes as costas e desandei.
Estava anormalmente nervosa e irritada. Ainda por cima o autocarro fez o favor de me irritar ainda mais ao não parar na paragem. Tudo me chateava. O cúmulo ainda estava para vir. Mais tarde.
Não fui treinar. O Benfica recebia em casa o Boavista. Era o jogo de estreia de Derlei. Não queria perder pitada desse jogo.
Que bom! O avançado Linz não vai jogar. Parece que tem uma pequena mazela. Ainda bem! Morro de medo desse jogador. Ainda desatava a armar-se.
Por falar em jogadores que se armam contra o Benfica, o veterano William esteve fabuloso. Ele que tem quase quarenta anos e que só não foi um dia jogador do Benfica porque...era feriado e estava o notário fechado. Desde então, o guarda-redes africano sempre perseguiu o sonho de defender as redes do Glorioso.
Por acaso teve do outro lado um jogador empenhado em fazer uma boa exibição: Karagounis, que presenteou William com umas ameixazinhas.
A bola não entrava nas balizas por nada deste mundo. Podiam ali estar toda a noite que nem um golo se via no encontro.
Diz que Derlei agrediu um jogador do Boavista. É por essas e por outras que eu sempre fui contra o facto deste jogador vir para o meu clube. Não está em causa o valor do jogador, apenas há regras de desportivismo que o brasileiro tem dificuldade em cumprir.
Situação do dia:
Cheguei à ACAPO depois do expediente. Iria ver o meu mail. Qual não é o meu espanto ao chegar à sala multimédia e constatar que o computador tinha desaparecido. Fiquei pior que estragada. Havia lá outro mas não estava em condições para eu trabalhar. Tinha medo que ele tivesse algum vírus. Perguntei por ele e disseram que estava no gabinete da assistente social a substituir o dela que tinha ido para reparar.
Bacorada do dia:
“Dou mais importância a um homem careca de cabelos brancos...” (Como?!!!!)
Uma escola apareceu na Piscina com muitos alunos. Eram muitos! Não tantos quantos eu registei na base de dados com que trabalhamos. Nem eu sei se essa mesma instituição de ensino terá assim tantos alunos! Talvez. Qualquer dia ainda pergunto quantos alunos tem aquele colégio.
Segundo as minhas mãozinhas marotas (e a minha cabeça de vento) vieram mesmo os alunos todos e ainda, se calhar vieram os duplicados de alguns, senão de todos.
Na verdade, eram 29 alunos e eu coloquei no computador 291. Eu bem estava a achar estranho o programa estar tão lento a registar. Ao final do dia, o meu colega reparou no enorme “gato” que para ali estava. Foi demais!
E perguntam porque é que eu registei 291 alunos? Bem, há uma caixa de diálogo que já lá tem o 1 antes de colocarmos o número. Acontece que eu escrevi 29 e, simplesmente, me esqueci de apagar o 1 que já lá estava. Foi o que se passou.
Era sexta-feira e estava tudo dito. O dia pouco diferia dos anteriores, em temos climáticos. Algum frio, para não dizer muito mesmo.
Perdi o autocarro por pouco. Ia a atravessar a rua justamente quando ele passou. Não me restava alternativa, senão esperar pelo próximo. Ia a sair e tropecei numa enorme mala preta de alguém que se preparava para ir de fim-de-semana.
Um aluno da escola avariou um cacifo com as coisas todas lá dentro. Foi o cabo dos trabalhos para tirar de lá as coisas.
É normal os alunos esquecerem-se de óculos ou toucas. Eu tive o mau gosto de emprestar uns óculos muito foleiros ao aluno errado. Confesso que não foi por mal! Foram os primeiros que me apareceram e ele também não os veio trocar. Mais tarde esses óculos vieram a partir. Bem feita para eles! Acabou!
Ligaram da ACAPO e nem deixaram recado. Eu fiquei numa pilha de nervos porque não voltaram a ligar. Depois pensei que fosse para assinar os habituais papéis ou por causa da folha de presenças e fiquei mais tranquila.
Foi nesse estado de ansiedade que fui almoçar. Estava mesmo passada!
Para além de ter feito a asneira que serviu de tema a este texto, a tarde ficou marcada pela “marcação cerrada” feita a um estudante a quem eu me esqueci de pedir um documento de identificação para colocar no cacifo da chave que ele levou. A sorte é que eu conheço bem esse estudante e ele é assíduo frequentador da Piscina. Se fosse outra pessoa, estava feita! Uma asneira que correu bem. Já a próxima, como leram mais acima...
Já estava a disparatar muito. Ah! Tinha um blusão novo. Era por isso que fazia tanto disparate! Se calhar até era!
Quando ia a caminho da paragem deparei com pessoal com umas t-shirts a fazer campanha contra a despenalização do aborto. Perguntei se eles tinham t-shirts iguais. Como não tinham, virei-lhes as costas e desandei.
Estava anormalmente nervosa e irritada. Ainda por cima o autocarro fez o favor de me irritar ainda mais ao não parar na paragem. Tudo me chateava. O cúmulo ainda estava para vir. Mais tarde.
Não fui treinar. O Benfica recebia em casa o Boavista. Era o jogo de estreia de Derlei. Não queria perder pitada desse jogo.
Que bom! O avançado Linz não vai jogar. Parece que tem uma pequena mazela. Ainda bem! Morro de medo desse jogador. Ainda desatava a armar-se.
Por falar em jogadores que se armam contra o Benfica, o veterano William esteve fabuloso. Ele que tem quase quarenta anos e que só não foi um dia jogador do Benfica porque...era feriado e estava o notário fechado. Desde então, o guarda-redes africano sempre perseguiu o sonho de defender as redes do Glorioso.
Por acaso teve do outro lado um jogador empenhado em fazer uma boa exibição: Karagounis, que presenteou William com umas ameixazinhas.
A bola não entrava nas balizas por nada deste mundo. Podiam ali estar toda a noite que nem um golo se via no encontro.
Diz que Derlei agrediu um jogador do Boavista. É por essas e por outras que eu sempre fui contra o facto deste jogador vir para o meu clube. Não está em causa o valor do jogador, apenas há regras de desportivismo que o brasileiro tem dificuldade em cumprir.
Situação do dia:
Cheguei à ACAPO depois do expediente. Iria ver o meu mail. Qual não é o meu espanto ao chegar à sala multimédia e constatar que o computador tinha desaparecido. Fiquei pior que estragada. Havia lá outro mas não estava em condições para eu trabalhar. Tinha medo que ele tivesse algum vírus. Perguntei por ele e disseram que estava no gabinete da assistente social a substituir o dela que tinha ido para reparar.
Bacorada do dia:
“Dou mais importância a um homem careca de cabelos brancos...” (Como?!!!!)
A vida é uma circunferência
Há coisas que acontecem e que nos levam a pensar nas leis da nossa existência. A nossa vida é algo de maravilhoso, misterioso e regido por leis que nos permitem nascer, crescer, viver e morrer.
Ao longo de todo este processo, o Homem parte de um estádio de dependência que acontece nos primeiros anos de vida e retorna, mais tarde a esse estádio quando a idade avançada começa a deixar as suas marcas implacáveis.
Tudo isto acontece sob uma lei na qual a nossa vida dá uma volta completa de 360 graus e nos devolve àquilo que fomos antes, embora as circunstâncias sejam diferentes. Os nossos pais já faleceram e agora os nossos filhos tomam o seu lugar e fazem quase o mesmo.
Como é interessante a nossa existência! Nascemos pequeninos e frágeis. Usamos fralda, a comida é pouco sólida e é-nos dada na boca com carinho. Os nossos pais têm uma paciência de santos para aturar as nossas birras.
Crescemos um pouco. Os nossos pais levam-nos à escola pela mão. Preocupam-se com a nossa educação e ensinam-nos como andar na rua, como comer, como vestir, como tratar da nossa higiene pessoal, enfim...preparam-nos para a vida.
São os nossos pais que se responsabilizam pela nossa vida escolar e que decidem as actividades em que podemos ou não participar. Acontece isso até à idade adulta.
Depois nós somos também pais e mães e ensinamos o que aprendemos aos nossos filhos. Cuidamos deles com carinho. Zelamos pela saúde e pela segurança deles, ensinamos-lhes os primeiros passos neste Mundo, levamo-los à escola e, ao mesmo tempo vamos-lhes explicando as regras da vida em sociedade. Em suma, passamos-lhes os ensinamentos que recebemos dos nossos pais que os continuam a educar enquanto avós.
Algumas coisas alteram-se, à força da evolução das nossa sociedade que está constantemente a sofrer mudanças a todos os níveis. Até o clima está a mudar hoje!
Envelhecemos. Somos avós. Os nossos filhos são adultos e trabalham. Apesar do pouco tempo de que dispõem, vão cuidando de nós que já sofremos de artroses, reumatismo, sei lá que mais. Ficamos dependentes deles, temos dificuldade em executar as nossas tarefas. Passamos novamente a usar fraldas, a ingerir alimentos de fácil assimilação. Os nossos filhos ou outras pessoas que cuidam de nós fazem aviãozinho para comermos mais uma colher de sopa e contam-nos histórias para não nos sentirmos tão sós nos nossos últimos momentos.
Já perdemos a capacidade de comunicar e a nossa memória regrediu. O corpo foi-se tornando mais flácido e vamos encolhendo. Já não saímos da cama, até que a morte nos venha buscar. Fica assim concluído o nosso ciclo de vida que nada mais é senão um círculo. Temos um ponto de partida que é também, mais tarde, o nosso ponto de chegada.
Vem isto a propósito de uma cena que presenciei hoje na Piscina e que me fez reflectir sobre o curioso rumo que leva a vida humana. Uma senhora trazia a mãe para as aulas de Hidroginástica e afirmava que ia mandar alguém (eu?!!) vigiar se a mãe ia ou não às aulas. Ela não podia controlar a assiduidade da sua mãe, uma senhora já passada dos setenta, porque não se encontrava em Coimbra. Eu sorri perante esta situação que mais não espelha, senão o que eu acabo de dizer.
Há muitos anos atrás era o inverso, certamente. A senhora que agora se via “empurrada” pela filha para a Hidroginástica também a foi matricular na escola e também mandava alguém lá controlar as suas faltas.
Não é por acaso que muitos especialistas chamam à Terceira Idade “A segunda Infância”.
Ainda sobre este assunto, a actriz brasileira Dercy Gonçalves dizia com algum humor que os filhos tinham a mania de repetir aos pais tudo o que aprenderam com eles enquanto crianças. Ela dá o exemplo da filha que diz para a mãe não atravessar a estrada porque pode ser atropelada. Com algum vernáculo bem característico da sua forma de estar, a actriz sempre vai dizendo que prefere morrer atropelada.
Já em 2004 eu estava numa instituição onde viviam utentes idosos e com problemas sociais. Certa tarde assisti a uma cena que me fez igualmente despoletar o que hoje escrevo aqui. Nessa altura escrevi o que vou passar a transcrever (desculpem a forma como isto está escrito, foi retirado de um documento de apontamentos em Bloco de notas).
EU ONTEM ESTIVE A PENSAR UMA COISA CURIOSA. REALMENTE OS IDOSOS PARECE QUE VOLTAM A SER OUTRA VEZ CRIANÇAS.É ALGO UMA ESPÉCIE DE CIRCUNFERÊNCIA A NOSSA VIDA. POR MAIS QUE ANDEMOS VOLTAMOS A SER O QUE ÉRAMOS. DIZIA DERTCY GONÇALVES- ACTRIZ BRASILEIRA- QUE OS FILHOS TÊM A MANIA DE ENSINAR AOS PAIS TUDO O QUE ELES LHES ENSINARAM. ONTEM ASSISTI NA CANTINA A UMA CENA DE UMA EMPREGADA A DIZER A UMA IDOSA QUE QUERIA TUDO COMIDO TAL COMO SE DIZ A UMA CRIANÇA.
E de facto assim é! Quando envelhecemos, parece que voltamos a ser bebés de novo.
Estava um frio cortante na manhã do primeiro dia do mês de Fevereiro. Vamos a ver se os dias aquecem daqui para a frente.
A manhã de trabalho foi animada por clientes curiosas. É este o encanto, no fundo, de se lidar com outros seres humanos. Vamos conhecendo e convivendo com os mais variados tipos de pessoas e de situações.
O autocarro atrasou-se imenso. Já estava a ver que não chegaria a horas da parte da tarde! De maneira nenhuma. Para cúmulo ainda parou em Tovim. Já se ouviam vozes de discórdia por mais esta paragem. Eram muitas as pessoas que lá iam!
Na cantina, o carrinho dos tabuleiros estava junto à mesa onde eu estava a almoçar. De vez em quando apanhava cada susto!
Para me enervar ainda mais, passou um autocarro quando eu esperava que o famoso semáforo que fica do lado oposto à paragem abrisse. Eu fico possessa quando isso acontece. Quando já estou atrasada, as pessoas que me saiam da frente.
O meu colega e o Director da Piscina foram distribuir alguns panfletos das novas aulas de Hidroginástica. Fiquei alguns minutos sozinha a tomar conta da recepção. Não tive muito trabalho. Tudo estava calmo.
Foi igualmente nessa tarde que tive notícias dos meus colegas. Assim que cheguei do almoço, recebi um telefonema de um colega que está a estagiar em Estarreja. Por acaso sonhei com ele um dia destes (ver texto “Em busca de Artem Dzuba”). Depois encontrei duas colegas no autocarro que vinham de transportar objectos pessoais de uma delas para a sua nova casa. Fico feliz por as coisas estarem, igualmente, a correr bem para eles.
O treino- que continua a ser condicionado devido à pequena mazela que tenho no pé direito- consistiu em quarenta minutos de corrida contínua e os restantes vinte de alongamentos. Dei mais de treze voltas a uma pista de fora. Condicionado, mas pouco.
Situação do dia:
A mãe de uma criança pequena que frequentava a Piscina por uma escola queria que lhe passássemos uma justificação de falta ao trabalho pelo simples facto de que ela faltou por ter ido ver o filho a nadar. Nem o “Gato Fedorento” se lembrava de tal situação.
Bacorada do dia:
“O George...” (Seria que George W. Bush estivesse presente na sala de aula e não tenhamos dado por isso?!!!)
Ao longo de todo este processo, o Homem parte de um estádio de dependência que acontece nos primeiros anos de vida e retorna, mais tarde a esse estádio quando a idade avançada começa a deixar as suas marcas implacáveis.
Tudo isto acontece sob uma lei na qual a nossa vida dá uma volta completa de 360 graus e nos devolve àquilo que fomos antes, embora as circunstâncias sejam diferentes. Os nossos pais já faleceram e agora os nossos filhos tomam o seu lugar e fazem quase o mesmo.
Como é interessante a nossa existência! Nascemos pequeninos e frágeis. Usamos fralda, a comida é pouco sólida e é-nos dada na boca com carinho. Os nossos pais têm uma paciência de santos para aturar as nossas birras.
Crescemos um pouco. Os nossos pais levam-nos à escola pela mão. Preocupam-se com a nossa educação e ensinam-nos como andar na rua, como comer, como vestir, como tratar da nossa higiene pessoal, enfim...preparam-nos para a vida.
São os nossos pais que se responsabilizam pela nossa vida escolar e que decidem as actividades em que podemos ou não participar. Acontece isso até à idade adulta.
Depois nós somos também pais e mães e ensinamos o que aprendemos aos nossos filhos. Cuidamos deles com carinho. Zelamos pela saúde e pela segurança deles, ensinamos-lhes os primeiros passos neste Mundo, levamo-los à escola e, ao mesmo tempo vamos-lhes explicando as regras da vida em sociedade. Em suma, passamos-lhes os ensinamentos que recebemos dos nossos pais que os continuam a educar enquanto avós.
Algumas coisas alteram-se, à força da evolução das nossa sociedade que está constantemente a sofrer mudanças a todos os níveis. Até o clima está a mudar hoje!
Envelhecemos. Somos avós. Os nossos filhos são adultos e trabalham. Apesar do pouco tempo de que dispõem, vão cuidando de nós que já sofremos de artroses, reumatismo, sei lá que mais. Ficamos dependentes deles, temos dificuldade em executar as nossas tarefas. Passamos novamente a usar fraldas, a ingerir alimentos de fácil assimilação. Os nossos filhos ou outras pessoas que cuidam de nós fazem aviãozinho para comermos mais uma colher de sopa e contam-nos histórias para não nos sentirmos tão sós nos nossos últimos momentos.
Já perdemos a capacidade de comunicar e a nossa memória regrediu. O corpo foi-se tornando mais flácido e vamos encolhendo. Já não saímos da cama, até que a morte nos venha buscar. Fica assim concluído o nosso ciclo de vida que nada mais é senão um círculo. Temos um ponto de partida que é também, mais tarde, o nosso ponto de chegada.
Vem isto a propósito de uma cena que presenciei hoje na Piscina e que me fez reflectir sobre o curioso rumo que leva a vida humana. Uma senhora trazia a mãe para as aulas de Hidroginástica e afirmava que ia mandar alguém (eu?!!) vigiar se a mãe ia ou não às aulas. Ela não podia controlar a assiduidade da sua mãe, uma senhora já passada dos setenta, porque não se encontrava em Coimbra. Eu sorri perante esta situação que mais não espelha, senão o que eu acabo de dizer.
Há muitos anos atrás era o inverso, certamente. A senhora que agora se via “empurrada” pela filha para a Hidroginástica também a foi matricular na escola e também mandava alguém lá controlar as suas faltas.
Não é por acaso que muitos especialistas chamam à Terceira Idade “A segunda Infância”.
Ainda sobre este assunto, a actriz brasileira Dercy Gonçalves dizia com algum humor que os filhos tinham a mania de repetir aos pais tudo o que aprenderam com eles enquanto crianças. Ela dá o exemplo da filha que diz para a mãe não atravessar a estrada porque pode ser atropelada. Com algum vernáculo bem característico da sua forma de estar, a actriz sempre vai dizendo que prefere morrer atropelada.
Já em 2004 eu estava numa instituição onde viviam utentes idosos e com problemas sociais. Certa tarde assisti a uma cena que me fez igualmente despoletar o que hoje escrevo aqui. Nessa altura escrevi o que vou passar a transcrever (desculpem a forma como isto está escrito, foi retirado de um documento de apontamentos em Bloco de notas).
EU ONTEM ESTIVE A PENSAR UMA COISA CURIOSA. REALMENTE OS IDOSOS PARECE QUE VOLTAM A SER OUTRA VEZ CRIANÇAS.É ALGO UMA ESPÉCIE DE CIRCUNFERÊNCIA A NOSSA VIDA. POR MAIS QUE ANDEMOS VOLTAMOS A SER O QUE ÉRAMOS. DIZIA DERTCY GONÇALVES- ACTRIZ BRASILEIRA- QUE OS FILHOS TÊM A MANIA DE ENSINAR AOS PAIS TUDO O QUE ELES LHES ENSINARAM. ONTEM ASSISTI NA CANTINA A UMA CENA DE UMA EMPREGADA A DIZER A UMA IDOSA QUE QUERIA TUDO COMIDO TAL COMO SE DIZ A UMA CRIANÇA.
E de facto assim é! Quando envelhecemos, parece que voltamos a ser bebés de novo.
Estava um frio cortante na manhã do primeiro dia do mês de Fevereiro. Vamos a ver se os dias aquecem daqui para a frente.
A manhã de trabalho foi animada por clientes curiosas. É este o encanto, no fundo, de se lidar com outros seres humanos. Vamos conhecendo e convivendo com os mais variados tipos de pessoas e de situações.
O autocarro atrasou-se imenso. Já estava a ver que não chegaria a horas da parte da tarde! De maneira nenhuma. Para cúmulo ainda parou em Tovim. Já se ouviam vozes de discórdia por mais esta paragem. Eram muitas as pessoas que lá iam!
Na cantina, o carrinho dos tabuleiros estava junto à mesa onde eu estava a almoçar. De vez em quando apanhava cada susto!
Para me enervar ainda mais, passou um autocarro quando eu esperava que o famoso semáforo que fica do lado oposto à paragem abrisse. Eu fico possessa quando isso acontece. Quando já estou atrasada, as pessoas que me saiam da frente.
O meu colega e o Director da Piscina foram distribuir alguns panfletos das novas aulas de Hidroginástica. Fiquei alguns minutos sozinha a tomar conta da recepção. Não tive muito trabalho. Tudo estava calmo.
Foi igualmente nessa tarde que tive notícias dos meus colegas. Assim que cheguei do almoço, recebi um telefonema de um colega que está a estagiar em Estarreja. Por acaso sonhei com ele um dia destes (ver texto “Em busca de Artem Dzuba”). Depois encontrei duas colegas no autocarro que vinham de transportar objectos pessoais de uma delas para a sua nova casa. Fico feliz por as coisas estarem, igualmente, a correr bem para eles.
O treino- que continua a ser condicionado devido à pequena mazela que tenho no pé direito- consistiu em quarenta minutos de corrida contínua e os restantes vinte de alongamentos. Dei mais de treze voltas a uma pista de fora. Condicionado, mas pouco.
Situação do dia:
A mãe de uma criança pequena que frequentava a Piscina por uma escola queria que lhe passássemos uma justificação de falta ao trabalho pelo simples facto de que ela faltou por ter ido ver o filho a nadar. Nem o “Gato Fedorento” se lembrava de tal situação.
Bacorada do dia:
“O George...” (Seria que George W. Bush estivesse presente na sala de aula e não tenhamos dado por isso?!!!)
Nadando em seco
Tal como aconteceu no texto anterior, este também tem como tema principal a descrição de um sonho. Anda muito activo mesmo, o meu subconsciente!
Andam-me sempre a perguntar quando é que eu dou umas braçadas na Piscina. Eu sempre vou dizendo que será mais para o Verão, que agora está muito frio para tirar a roupa, que agora tenho treinos, que o Estádio talvez feche para Junho, que só vou quando acabar a minha época desportiva, nas férias...
Pois bem, então não é que sonhei com uma ida à Piscina?!! Oniricamente as coisas passaram-se da seguinte forma:
Queria-me equipar para ir dar um mergulhinho na Piscina. Afinal estou lá a trabalhar e não aproveito? Todos os meus colegas vão. O problema é que, no meu sonho, o balneário era misto e eu não estava para ser observada por homens feios e barrigudos que eu vi entrar para lá.
A solução foi colocar-me à porta e esperar que saísse toda a gente para poder trocar de roupa em paz e sossego. Quando eu julgava que podia ir, eis que nova enxurrada de gente aparecia para se equipar. Eu já estava com uns nervos que não podia mais.
Finalmente equipei-me. Quando cheguei à Piscina, constatei que havia pouca água para eu nadar e apenas era num canto. Não tive outra solução senão nadar em seco.
Era quarta-feira e eu levantei-me mais tarde por ser dia de atendimento com o psicólogo na ACAPO. Mesmo assim a temperatura estava bastante baixa.
Ainda tentei ir trabalhar, mas voltei para trás por já serem horas de sair. O dia estava radiante com um belo Céu azul e muito Sol. O frio ia desaparecendo à medida que o dia ia avançando.
Um carro saía negligentemente da garagem de sua casa. Já tive conhecimento de acidentes com vítimas mortais a lamentar, porque os popós vão a sair e não reparam se alguém passa na rua. É demais!
Agora as pessoas têm a mania de levar a comidinha para o almocinho no autocarro. È para abrir o apetite, se é que há mesmo necessidade de o abrir.
A tarde de trabalho foi algo movimentada. O meu colega tinha mudado o aspecto do rato do computador. O ponteiro era agora em tom amarelo-torrado e, enquanto estava ocupado, ganhava a forma de um dinossauro. Estava engraçado mesmo!
Foi uma tarde em que belgas e alemãs decidiram ir nadar. Eu apliquei os meus conhecimentos de Holandês ao conversar com as belgas. É por isso que eu adoro o que faço na Piscina. Nunca sei quem vou encontrar e encontro sempre pessoas interessantes com quem posso interagir. Estou a adorar isto! Já antes tive pena de sair, como tive oportunidade de referir na altura. Ainda bem que voltei!
Foi assim em clima animado que se passou aquela tarde, sem eu dar pelas horas a passar. O autocarro vinha a abarrotar de gente. Se calhar até vinha atrasado e as pessoas foram-se acumulando na paragem.
Ah! Espera! Eu fui fazer umas compras a uma casa de Desporto para aproveitar os saldos. Fui mais tarde para casa. Agora estou a associar.
Para além de ter chegado a casa mais tarde, havia um cheiro esquisito na rua e isso serviu de pretexto para já não sair mais de casa.
Situação do dia:
Eu aturo cada uma! Ia voltar para trás por já serem horas de sair para almoço ou para...esperem! Estava à espera que o semáforo da passadeira abrisse quando fui abordada por um casal de meia-idade com sotaque da Serra. Perguntava-me o elemento masculino do casal se eu conhecia por ali “alguma casa de pasto”. Eu sempre fui dizendo que pouco entendia dessas coisas da agricultura e da pecuária. Ele insistiu e, desta vez falou-me em Português que eu entendia. Onde é que havia um local onde pudessem comer alguma coisa. Eu lá lhes indiquei um, enquanto me desfazia em mil e uma desculpas.
Bacorada do dia:
“Tu já alguma vez foste mãe?!!!!” (Pergunta feita por uma colega minha a...um colega meu.)
Andam-me sempre a perguntar quando é que eu dou umas braçadas na Piscina. Eu sempre vou dizendo que será mais para o Verão, que agora está muito frio para tirar a roupa, que agora tenho treinos, que o Estádio talvez feche para Junho, que só vou quando acabar a minha época desportiva, nas férias...
Pois bem, então não é que sonhei com uma ida à Piscina?!! Oniricamente as coisas passaram-se da seguinte forma:
Queria-me equipar para ir dar um mergulhinho na Piscina. Afinal estou lá a trabalhar e não aproveito? Todos os meus colegas vão. O problema é que, no meu sonho, o balneário era misto e eu não estava para ser observada por homens feios e barrigudos que eu vi entrar para lá.
A solução foi colocar-me à porta e esperar que saísse toda a gente para poder trocar de roupa em paz e sossego. Quando eu julgava que podia ir, eis que nova enxurrada de gente aparecia para se equipar. Eu já estava com uns nervos que não podia mais.
Finalmente equipei-me. Quando cheguei à Piscina, constatei que havia pouca água para eu nadar e apenas era num canto. Não tive outra solução senão nadar em seco.
Era quarta-feira e eu levantei-me mais tarde por ser dia de atendimento com o psicólogo na ACAPO. Mesmo assim a temperatura estava bastante baixa.
Ainda tentei ir trabalhar, mas voltei para trás por já serem horas de sair. O dia estava radiante com um belo Céu azul e muito Sol. O frio ia desaparecendo à medida que o dia ia avançando.
Um carro saía negligentemente da garagem de sua casa. Já tive conhecimento de acidentes com vítimas mortais a lamentar, porque os popós vão a sair e não reparam se alguém passa na rua. É demais!
Agora as pessoas têm a mania de levar a comidinha para o almocinho no autocarro. È para abrir o apetite, se é que há mesmo necessidade de o abrir.
A tarde de trabalho foi algo movimentada. O meu colega tinha mudado o aspecto do rato do computador. O ponteiro era agora em tom amarelo-torrado e, enquanto estava ocupado, ganhava a forma de um dinossauro. Estava engraçado mesmo!
Foi uma tarde em que belgas e alemãs decidiram ir nadar. Eu apliquei os meus conhecimentos de Holandês ao conversar com as belgas. É por isso que eu adoro o que faço na Piscina. Nunca sei quem vou encontrar e encontro sempre pessoas interessantes com quem posso interagir. Estou a adorar isto! Já antes tive pena de sair, como tive oportunidade de referir na altura. Ainda bem que voltei!
Foi assim em clima animado que se passou aquela tarde, sem eu dar pelas horas a passar. O autocarro vinha a abarrotar de gente. Se calhar até vinha atrasado e as pessoas foram-se acumulando na paragem.
Ah! Espera! Eu fui fazer umas compras a uma casa de Desporto para aproveitar os saldos. Fui mais tarde para casa. Agora estou a associar.
Para além de ter chegado a casa mais tarde, havia um cheiro esquisito na rua e isso serviu de pretexto para já não sair mais de casa.
Situação do dia:
Eu aturo cada uma! Ia voltar para trás por já serem horas de sair para almoço ou para...esperem! Estava à espera que o semáforo da passadeira abrisse quando fui abordada por um casal de meia-idade com sotaque da Serra. Perguntava-me o elemento masculino do casal se eu conhecia por ali “alguma casa de pasto”. Eu sempre fui dizendo que pouco entendia dessas coisas da agricultura e da pecuária. Ele insistiu e, desta vez falou-me em Português que eu entendia. Onde é que havia um local onde pudessem comer alguma coisa. Eu lá lhes indiquei um, enquanto me desfazia em mil e uma desculpas.
Bacorada do dia:
“Tu já alguma vez foste mãe?!!!!” (Pergunta feita por uma colega minha a...um colega meu.)
Friday, June 29, 2007
Em busca de Artem Dzuba
Ver texto “Possível só em sonhos”
Naquela madrugada o meu subconsciente andou particularmente activo. O meu cérebro pouco deve ter descansado. Já vão ver as confusões oníricas em que eu me meti. Voltava um personagem deste blog e de alguns dos meus sonhos mais estranhos- o russo Artem Dzuba, Jogador Número Quarenta do Spartak de Moscovo.
No dia em que sonhei isto não tinha um computador para escrever o texto referente ao sonho, como sempre faço quando tenho oportunidade para isso. O remédio foi escrevê-lo por tópicos, tentando desenvolver o mais possível.
Tinha de começar por algum lado a descrever outro sonho confuso que envolveu gente que eu conheço, familiares, colegas e...Artem Dzuba. Nem o sonho era sonho sem a presença desse miúdo russo.
Na altura comecei o sonho pela parte em que se realizava um jogo entre Portugal e a... Ucrânia. Para disparatar, o referido Artem era...guarda-redes. Na vida real ele é russo e até é avançado. Nos dias que antecederam essa partida de Futebol, a selecção dele estagiou num complexo desportivo que existia, imagine-se, perto de minha casa. Deve ser aquele que eu ando sempre a dizer que mando construir lá se um dia me calhar o Euromilhões. Se os outros sonhos se realizam, gostaria imenso que este também se realizasse. Não é a primeira vez que sonho com a parvónia do meu burgo fortemente urbanizada com centros comerciais, discotecas, centros desportivos e afins.
Agora incrivelmente, a cena passa-se em casa da minha madrinha (por acaso a minha família e a dela desentenderam-se agora por causa da casa do nosso primo que morreu o mês passado na Figueira da Foz). Ainda era na casa velha onde a minha tia ainda tem os seus animais. Ouvi dizer que o Artem estava com o meu primo lá. Eu disse à minha mãe para lá irmos, mas ela disse que não estava ninguém ali. Eu fiquei a pensar que ela não queria ir lá por andar zangada com a minha madrinha. De facto, e após várias insistências em chamarmos, ninguém apareceu. Dei o tempo por mal empregue, pois tinha lá ido de propósito para o ver.
Sempre atrás do Artem, viajei com a minha mãe (imagine-se!) para...Moscovo. A cidade apresentava um aspecto rude. Havia um monte de entulho no chão. Subi com a minha mãe a um monte de ferros velhos e enferrujados. O objectivo era ver se via o...Artem. O estádio iluminado e com uma relva bem verde contrastava com a paisagem daquela cidade. Apesar de as luzes estarem acesas, ninguém se encontrava no interior daquele complexo desportivo.
Deixem estar que agora vem aí disparate do bom, apesar de isto ser um sonho e de tudo ser permitido nas representações oníricas. Bem, o disparate maior foi mesmo lá atrás com a minha mãe-de forma incrível- a acompanhar-me em busca do Artem. Comparado com o que atrás se relatou, isto até é menos disparatado, digamos assim.
Todos nós regressámos à pequena sala de aulas da ACAPO. Todos e mais alguns. Eu nem sabia onde me sentar e acabei sentada numa das pontas da mesa com mais gente. Estávamos todos colados a todos. Estavam ali todos os meus colegas, amigos, conhecidos e mais um Rui que eu não conhecia. Por acaso agora na formação anda um Rui que eu não conheço. É curioso!
Como ainda havia mais alunos ali a frequentar as aulas, e havia muita gente ligada à música, alguns iam para a sala de multimédia e cantavam...fados. Para minha tristeza, levavam sempre o Artem para lá. Estava passada com a situação. É que nem podíamos sair dali ao intervalo para não perdermos o lugar. Na outra sala continuavam a cantar fados e eu chateava-me. Nem pensavam em ir ao intervalo. Também aquela sala rebentava pelas costuras de gente que não queria perder assento nem por nada.
Regressámos à confusão da nossa sala. Como atrás referi, estava sentada numa das pontas da mesa, de costas para a porta. A meu lado estava, imagine-se, a esposa do Presidente da ACAPO-Centro. Agora é que eu me lembro disso.
Entretanto prosseguia a cantoria do outro lado, para mal dos meus pecados. E eu estava mesmo atenta ao que se passava na minha sala? Claro que não!
O relógio de pulso tocou. Eram seis da manhã. Faltava ainda meia hora para me levantar. Aquele ainda não era o despertador “oficial” para me levantar. Virei-me para o outro lado e voltei a sonhar com as mesmas cantorias, até que uma se sobrepôs às outras. Era a do telemóvel a anunciar que eram horas de me levantar e de acabar com todo aquele circo.
Resta dizer que, ma altura em que o telemóvel tocou, o sonho já metia estranhas apostas e tudo. Era um colega meu que me contava, à noite, na rua e com muito frio o que se passava do outro lado. Fiquei na dúvida se era mesmo o Artem que ali estava se era o rapaz que eu amo e que também adora música. Lamentava-me perante o meu colega por não poder ajudar aquele rapaz de Leste como devia por culpa de algumas pessoas que resolveram dividir a turma. Só eu o podia ajudar por ter algumas bases em línguas eslavas.
Rindo como só ele sabe, o meu colega foi revelando o teor das estranhas apostas que proliferavam na sala onde tinham aulas. Umas estranhas aulas, diga-se. Nós com aulas a sério e eles com cantorias e apostas em que tudo servia. Disse-me o meu colega que até um caixão serviu de aposta.
Perguntei-lhe pelo Artem. Obtive como resposta o toque do telemóvel. Fiquei chateada porque me apetecia estar naquele diálogo eternamente. Um dia frio esperava-me na vida real. Nada de Artem que vem do frio.
Depois de estar bem acordada lembrei-me que adormeci a ver o “Um Contra Todos”, na altura em que uma concorrente que dava aulas de Português a estrangeiros disse a Malato que os russos eram os estrangeiros que mais depressa aprendiam a nossa língua. Isso fez com que imaginasse as aulas de Português Vernáculo que iria dar ao Artem. Para terem uma ideia, a primeira aula seria sobre nomes feios que se usam chamar a árbitros cá no burgo.
Como acontece todas as manhãs, coloco um CD como banda sonora de me preparar para mais um dia de trabalho. Nessa manhã calhou a Romana. O CD estava sujo ou riscado.
Estava também a cortar uma unha de um pé que já estava enorme e cortei-a até fazer sangue. Eu sou assim!
A manhã de trabalho foi perfeitamente normal.
Quando o autocarro 29 passou na paragem, dei conta de que estava a decorrer uma qualquer discussão. A selva a funcionar ali. Mas nem é preciso ir no 29 para se passar pelo hospital e para ver a azelhice das pessoas a lidarem com senhas de autocarro.
A tarde foi pouco movimentada. Reza a crónica que só tirei duas senhas. Estava fraquinho. È o tempo que não ajuda.
Na farmácia tinha medo de passar num sítio. As obras ainda continuam.
O treino foi feito de forma condicionada e apenas teve a duração de 45 minutos. Vinte e cinco dos quais foram passados a correr de forma contínua. Foram quase nove, as voltas que dei a uma das pistas de fora. Depois foi só fazer alongamentos e ir embora antes que arrefecesse.
Cheguei a casa e fui procurar algo para comer. Para minha surpresa encontrei os queijos que eu julgava ter levado para a minha terra.
Doíam-me os dentes e fui-me deitar cedo. Antes ainda vi um pouco de televisão.
Situação do dia:
E ainda dizem que eu sou toupeira! Vejam esta que nem conhece o material dela. No balneário houve uma rapariga que me perguntou se eu sabia de quem eram umas sapatilhas cinzentas dentro de um saco preto. Eu que sou toupeira disse que eram de uma rapariga que se tinha ali equipado. Na verdade, quem falava comigo era a própria dona das sapatilhas.
Bacorada do dia:
“Ou é dos Winom, ou é dos The Cure.” (Por mais voltas que dê à cabeça, não me consigo lembrar de qualquer sucesso que os Winom tenham cantado.)
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Naquela madrugada o meu subconsciente andou particularmente activo. O meu cérebro pouco deve ter descansado. Já vão ver as confusões oníricas em que eu me meti. Voltava um personagem deste blog e de alguns dos meus sonhos mais estranhos- o russo Artem Dzuba, Jogador Número Quarenta do Spartak de Moscovo.
No dia em que sonhei isto não tinha um computador para escrever o texto referente ao sonho, como sempre faço quando tenho oportunidade para isso. O remédio foi escrevê-lo por tópicos, tentando desenvolver o mais possível.
Tinha de começar por algum lado a descrever outro sonho confuso que envolveu gente que eu conheço, familiares, colegas e...Artem Dzuba. Nem o sonho era sonho sem a presença desse miúdo russo.
Na altura comecei o sonho pela parte em que se realizava um jogo entre Portugal e a... Ucrânia. Para disparatar, o referido Artem era...guarda-redes. Na vida real ele é russo e até é avançado. Nos dias que antecederam essa partida de Futebol, a selecção dele estagiou num complexo desportivo que existia, imagine-se, perto de minha casa. Deve ser aquele que eu ando sempre a dizer que mando construir lá se um dia me calhar o Euromilhões. Se os outros sonhos se realizam, gostaria imenso que este também se realizasse. Não é a primeira vez que sonho com a parvónia do meu burgo fortemente urbanizada com centros comerciais, discotecas, centros desportivos e afins.
Agora incrivelmente, a cena passa-se em casa da minha madrinha (por acaso a minha família e a dela desentenderam-se agora por causa da casa do nosso primo que morreu o mês passado na Figueira da Foz). Ainda era na casa velha onde a minha tia ainda tem os seus animais. Ouvi dizer que o Artem estava com o meu primo lá. Eu disse à minha mãe para lá irmos, mas ela disse que não estava ninguém ali. Eu fiquei a pensar que ela não queria ir lá por andar zangada com a minha madrinha. De facto, e após várias insistências em chamarmos, ninguém apareceu. Dei o tempo por mal empregue, pois tinha lá ido de propósito para o ver.
Sempre atrás do Artem, viajei com a minha mãe (imagine-se!) para...Moscovo. A cidade apresentava um aspecto rude. Havia um monte de entulho no chão. Subi com a minha mãe a um monte de ferros velhos e enferrujados. O objectivo era ver se via o...Artem. O estádio iluminado e com uma relva bem verde contrastava com a paisagem daquela cidade. Apesar de as luzes estarem acesas, ninguém se encontrava no interior daquele complexo desportivo.
Deixem estar que agora vem aí disparate do bom, apesar de isto ser um sonho e de tudo ser permitido nas representações oníricas. Bem, o disparate maior foi mesmo lá atrás com a minha mãe-de forma incrível- a acompanhar-me em busca do Artem. Comparado com o que atrás se relatou, isto até é menos disparatado, digamos assim.
Todos nós regressámos à pequena sala de aulas da ACAPO. Todos e mais alguns. Eu nem sabia onde me sentar e acabei sentada numa das pontas da mesa com mais gente. Estávamos todos colados a todos. Estavam ali todos os meus colegas, amigos, conhecidos e mais um Rui que eu não conhecia. Por acaso agora na formação anda um Rui que eu não conheço. É curioso!
Como ainda havia mais alunos ali a frequentar as aulas, e havia muita gente ligada à música, alguns iam para a sala de multimédia e cantavam...fados. Para minha tristeza, levavam sempre o Artem para lá. Estava passada com a situação. É que nem podíamos sair dali ao intervalo para não perdermos o lugar. Na outra sala continuavam a cantar fados e eu chateava-me. Nem pensavam em ir ao intervalo. Também aquela sala rebentava pelas costuras de gente que não queria perder assento nem por nada.
Regressámos à confusão da nossa sala. Como atrás referi, estava sentada numa das pontas da mesa, de costas para a porta. A meu lado estava, imagine-se, a esposa do Presidente da ACAPO-Centro. Agora é que eu me lembro disso.
Entretanto prosseguia a cantoria do outro lado, para mal dos meus pecados. E eu estava mesmo atenta ao que se passava na minha sala? Claro que não!
O relógio de pulso tocou. Eram seis da manhã. Faltava ainda meia hora para me levantar. Aquele ainda não era o despertador “oficial” para me levantar. Virei-me para o outro lado e voltei a sonhar com as mesmas cantorias, até que uma se sobrepôs às outras. Era a do telemóvel a anunciar que eram horas de me levantar e de acabar com todo aquele circo.
Resta dizer que, ma altura em que o telemóvel tocou, o sonho já metia estranhas apostas e tudo. Era um colega meu que me contava, à noite, na rua e com muito frio o que se passava do outro lado. Fiquei na dúvida se era mesmo o Artem que ali estava se era o rapaz que eu amo e que também adora música. Lamentava-me perante o meu colega por não poder ajudar aquele rapaz de Leste como devia por culpa de algumas pessoas que resolveram dividir a turma. Só eu o podia ajudar por ter algumas bases em línguas eslavas.
Rindo como só ele sabe, o meu colega foi revelando o teor das estranhas apostas que proliferavam na sala onde tinham aulas. Umas estranhas aulas, diga-se. Nós com aulas a sério e eles com cantorias e apostas em que tudo servia. Disse-me o meu colega que até um caixão serviu de aposta.
Perguntei-lhe pelo Artem. Obtive como resposta o toque do telemóvel. Fiquei chateada porque me apetecia estar naquele diálogo eternamente. Um dia frio esperava-me na vida real. Nada de Artem que vem do frio.
Depois de estar bem acordada lembrei-me que adormeci a ver o “Um Contra Todos”, na altura em que uma concorrente que dava aulas de Português a estrangeiros disse a Malato que os russos eram os estrangeiros que mais depressa aprendiam a nossa língua. Isso fez com que imaginasse as aulas de Português Vernáculo que iria dar ao Artem. Para terem uma ideia, a primeira aula seria sobre nomes feios que se usam chamar a árbitros cá no burgo.
Como acontece todas as manhãs, coloco um CD como banda sonora de me preparar para mais um dia de trabalho. Nessa manhã calhou a Romana. O CD estava sujo ou riscado.
Estava também a cortar uma unha de um pé que já estava enorme e cortei-a até fazer sangue. Eu sou assim!
A manhã de trabalho foi perfeitamente normal.
Quando o autocarro 29 passou na paragem, dei conta de que estava a decorrer uma qualquer discussão. A selva a funcionar ali. Mas nem é preciso ir no 29 para se passar pelo hospital e para ver a azelhice das pessoas a lidarem com senhas de autocarro.
A tarde foi pouco movimentada. Reza a crónica que só tirei duas senhas. Estava fraquinho. È o tempo que não ajuda.
Na farmácia tinha medo de passar num sítio. As obras ainda continuam.
O treino foi feito de forma condicionada e apenas teve a duração de 45 minutos. Vinte e cinco dos quais foram passados a correr de forma contínua. Foram quase nove, as voltas que dei a uma das pistas de fora. Depois foi só fazer alongamentos e ir embora antes que arrefecesse.
Cheguei a casa e fui procurar algo para comer. Para minha surpresa encontrei os queijos que eu julgava ter levado para a minha terra.
Doíam-me os dentes e fui-me deitar cedo. Antes ainda vi um pouco de televisão.
Situação do dia:
E ainda dizem que eu sou toupeira! Vejam esta que nem conhece o material dela. No balneário houve uma rapariga que me perguntou se eu sabia de quem eram umas sapatilhas cinzentas dentro de um saco preto. Eu que sou toupeira disse que eram de uma rapariga que se tinha ali equipado. Na verdade, quem falava comigo era a própria dona das sapatilhas.
Bacorada do dia:
“Ou é dos Winom, ou é dos The Cure.” (Por mais voltas que dê à cabeça, não me consigo lembrar de qualquer sucesso que os Winom tenham cantado.)
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Isto já parece o sonho do hospital
Ver texto” A tensão arterial tanto pode aumentar, como...subir”
Todos os anos temos de fazer exames médicos por causa do Desporto. Isto para precaver que algo de grave e fatal aconteça.
Como o Centro de Medicina Desportiva de Coimbra fechou (mais uma das maravilhosas coisas que o nosso Governo se lembrou de fazer), temos agora de nos deslocar a Penacova para esse fim. Se os governantes que têm a má sorte de nos governar soubessem os transtornos que causam com isto...
Para já tive de sair uma hora mais cedo do meu precioso trabalho. Se os governantes não gostam de trabalhar há mais quem goste.
Estive largos minutos à espera do autocarro que me levasse até à ACAPO. Cheguei lá bastante atrasada. Podiam-me ter ido buscar à Piscina, mas estava sem bateria no telemóvel e não deu para combinar isso.
E lá fomos virados a Penacova, já atrasadíssimos, com a tarde a cair. Havia lá algum movimento. Nada de Kazaques.
Cumprimos as formalidades de preenchimento de alguns formulários com a nossa história clínica- aquilo a que se chama anamnese- e íamos conversando. Tinha uma lesão num pé, resultado do demolidor treino da passada quarta-feira. Havia que me queixar ao médico.
O meu colega foi primeiro que eu à consulta. No interior da clínica estava quente, a contrastar com o frio que começava a fazer-se sentir na rua.
Chegou a minha vez de entrar. No consultório, as mesmas personagens do sonho que envergavam vestes verdes. Tal como nessa ocasião, era um casal de clínicos. Depois de me medir e pesar (tenho 1.57 metros de altura e peso 57kg) fiz um electrocardiograma. Estava tudo na mais perfeita normalidade.
O resto também estava tudo bem. Só um pequeno pormenor, a tensão mínima estava um pouquinho elevada. Apesar disso, os médicos disseram que tal se devia a um pouco de ansiedade típica de quem vai submeter-se a testes médicos, mais quando eu tenho uma pequena mazela num pé que no final o médico me disse que se deveu ao frio. Agora tenho de ligar esse pé. A lesão não me impede de treinar.
Eu cada vez me impressiono com a capacidade que tenho em realizar alguns dos meus sonhos que tenho durante a noite. Eu não sei ao certo quando é que eu tive aquele sonho no hospital que na altura me deixou apreensiva e a pensar que algo me iria acontecer. Estou sempre a pensar na situação do meu problema nos olhos que me tem causado alguns dissabores. É incrível!
Aquela segunda-feira foi marcada pela chuva e o frio que se fizeram sentir durante a madrugada. É a minha sina. Pode não chover durante os outros dias, mas à segunda-feira de manhã, quando eu não quero a chuva para nada, começa a chover para me chatear.
O frio era tanto que andava alguém a passear com um cão bem agasalhado. O animal andava munido de roupa quentinha. A dona parece que também.
A manhã foi calma. Nem da selva do autocarro 29 tenho algo registado. Estava a ler um livro e aí desfiz uma dúvida que causou uma enorme discussão numa das nossas aulas (ver texto “Suplente ou sobresselente”). Na altura questionava-se sobre o termo mais correcto. Afinal a palavra “sobresselente” existe. Vi-a escrita num livro.
Na cantina havia uma fila infernal. Reza este apontamento que eu cheguei atrasada. Regressei num autocarro que cheirava abundantemente a sopa.
Da parte da tarde nada houve de relevante. Apenas saí mais cedo para ir a Penacova.
Já não deu para treinar. Fazia muito frio e já era bastante tarde.
Acabei por adormecer. Quando começava o debate sobre o tema da moda- o aborto- simplesmente desliguei a televisão. Os sonhos que iria ter valiam mais que qualquer discussão sobre esse tema que até já chateia.
Situação do dia:
O Natal já passou há mais de um mês. Apesar disso, em certa rádio local ainda foi possível ouvir a já célebre canção “A Todos Um Bom Natal” do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.
Bacorada do dia:
“Para entrar numa sub-opção de opção...” (Difícil de perceber.)
Todos os anos temos de fazer exames médicos por causa do Desporto. Isto para precaver que algo de grave e fatal aconteça.
Como o Centro de Medicina Desportiva de Coimbra fechou (mais uma das maravilhosas coisas que o nosso Governo se lembrou de fazer), temos agora de nos deslocar a Penacova para esse fim. Se os governantes que têm a má sorte de nos governar soubessem os transtornos que causam com isto...
Para já tive de sair uma hora mais cedo do meu precioso trabalho. Se os governantes não gostam de trabalhar há mais quem goste.
Estive largos minutos à espera do autocarro que me levasse até à ACAPO. Cheguei lá bastante atrasada. Podiam-me ter ido buscar à Piscina, mas estava sem bateria no telemóvel e não deu para combinar isso.
E lá fomos virados a Penacova, já atrasadíssimos, com a tarde a cair. Havia lá algum movimento. Nada de Kazaques.
Cumprimos as formalidades de preenchimento de alguns formulários com a nossa história clínica- aquilo a que se chama anamnese- e íamos conversando. Tinha uma lesão num pé, resultado do demolidor treino da passada quarta-feira. Havia que me queixar ao médico.
O meu colega foi primeiro que eu à consulta. No interior da clínica estava quente, a contrastar com o frio que começava a fazer-se sentir na rua.
Chegou a minha vez de entrar. No consultório, as mesmas personagens do sonho que envergavam vestes verdes. Tal como nessa ocasião, era um casal de clínicos. Depois de me medir e pesar (tenho 1.57 metros de altura e peso 57kg) fiz um electrocardiograma. Estava tudo na mais perfeita normalidade.
O resto também estava tudo bem. Só um pequeno pormenor, a tensão mínima estava um pouquinho elevada. Apesar disso, os médicos disseram que tal se devia a um pouco de ansiedade típica de quem vai submeter-se a testes médicos, mais quando eu tenho uma pequena mazela num pé que no final o médico me disse que se deveu ao frio. Agora tenho de ligar esse pé. A lesão não me impede de treinar.
Eu cada vez me impressiono com a capacidade que tenho em realizar alguns dos meus sonhos que tenho durante a noite. Eu não sei ao certo quando é que eu tive aquele sonho no hospital que na altura me deixou apreensiva e a pensar que algo me iria acontecer. Estou sempre a pensar na situação do meu problema nos olhos que me tem causado alguns dissabores. É incrível!
Aquela segunda-feira foi marcada pela chuva e o frio que se fizeram sentir durante a madrugada. É a minha sina. Pode não chover durante os outros dias, mas à segunda-feira de manhã, quando eu não quero a chuva para nada, começa a chover para me chatear.
O frio era tanto que andava alguém a passear com um cão bem agasalhado. O animal andava munido de roupa quentinha. A dona parece que também.
A manhã foi calma. Nem da selva do autocarro 29 tenho algo registado. Estava a ler um livro e aí desfiz uma dúvida que causou uma enorme discussão numa das nossas aulas (ver texto “Suplente ou sobresselente”). Na altura questionava-se sobre o termo mais correcto. Afinal a palavra “sobresselente” existe. Vi-a escrita num livro.
Na cantina havia uma fila infernal. Reza este apontamento que eu cheguei atrasada. Regressei num autocarro que cheirava abundantemente a sopa.
Da parte da tarde nada houve de relevante. Apenas saí mais cedo para ir a Penacova.
Já não deu para treinar. Fazia muito frio e já era bastante tarde.
Acabei por adormecer. Quando começava o debate sobre o tema da moda- o aborto- simplesmente desliguei a televisão. Os sonhos que iria ter valiam mais que qualquer discussão sobre esse tema que até já chateia.
Situação do dia:
O Natal já passou há mais de um mês. Apesar disso, em certa rádio local ainda foi possível ouvir a já célebre canção “A Todos Um Bom Natal” do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.
Bacorada do dia:
“Para entrar numa sub-opção de opção...” (Difícil de perceber.)
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