Por onde começar a descrever isto?
Era 25 de Abril no meu sonho e essa data calhava à terça-feira. Eu tinha de ir trabalhar na segunda-feira antes desse feriado sem ter direito a ponte.
Contava os dias recorrendo a um calendário de 2012 para ver em que dia calhava esse feriado que celebra a instauração da Democracia em Portugal mas enganava-me sempre. Quanto mais contava, mais água metia. Números e datas não são o meu forte. Nos sonhos muito menos.
Mas por que é que eu estava preocupada com esse feriado e em contar os dias até lá? Isso devia-se a uma longa excursão…a Elvas que iria durar três dias. Eu queria muito ir a esse passeio mas ainda não sabia se ia ter disponibilidade.
A julgar pelas teorias da minha irmã, nem férias podia tirar nessa altura. Que pena!
Enquanto isso, contentei-me com um passeio a uma localidade mais próxima. Fomos até Cantanhede. Fotografava um enorme monumento branco que me parecia ser uma capela.
Chegámos ao nosso destino- uma casa onde havia muitos cães e cabras. O gado caprino alimentava-se de uma erva excepcionalmente verde num local com muito pouca luminosidade. Cheirava intensamente a excrementos e outros odores de origem animal.
Já em casa, preparava-me para me ir deitar. Passava pela sala escura quando vi pela janela o semáforo azul de uma ambulância que ia parar à porta de casa da minha vizinha. Corri a alertar a minha família para algo de errado que se estava ali a passar e logo nos precipitamos todos para a rua para ver o que realmente havia sucedido. O mais provável era ela ter caído lá por casa.
Para além da ambulância, havia também uma pequena viatura. Parecia um daqueles carros dos paramédicos que normalmente acompanham as ambulâncias. Parecia mais pequeno, quase um carrinho de brincar.
Em vez de serem amarelas, ambas as viaturas eram brancas. Uma inovação onírica. Fiquei na dúvida se existem na realidade veículos dos paramédicos brancos. Ambulâncias brancas há imensas.
Quando acordei, havia um barulho quase insuportável de veículos na rua. Voltei a adormecer e a sonhar com mais peripécias sem que haja um fio condutor para que elas sejam aqui narradas.
Tuesday, November 22, 2011
Ida aos Covões num Domingo de manhã
Como agora não há consulta de Hipovisão para adultos e necessitávamos de uns relatórios médicos para renovar a certidão multiusos, deslocamo-nos aos Covões no sentido de obtermos esses indispensáveis documentos.
Fomos de táxi poraque ao Domingo não há muitos autocarros para aquela zona e que chegassem lá às horas que tínhamos marcadas. Chegámos lá num ápice porque as ruas estavam praticamente desertas.
Entrámos nas urgências e não usámos subterfúgios. Dissemos ao que vínhamos. A minha irmã ainda se assustou com a quantidade de gente que estava nas urgências e, dado o nosso caso não ser urgente, sairíamos dali tardíssimo. Ela ainda tinha de apanhar o comboio para Aveiro.
Eu disse que era impossível toda aquela gente padecer de problemas nos olhos. Por esta altura do ano, o normal era toda aquela gente ter acorrido ao hospital por sintomas gripais. Um ténue coro de tosse já se fazia ouvir pelas instalações.
Chegou a nossa vez. Afinal nem demorou muito. A médica reavaliou-nos. A tensão habitual das consultas invadiu o meu corpo mas a pressão ocular até estava mais baixa, o que é óptimo. Chego à conclusão que, desde que tomo uns comprimidos receitados pela psiquiatra, a pressão ocular tem vindo a baixar. É o chamado dois em um.
Regressámos de autocarro porque já não havia a pressão das horas. Era meio-dia e eu propus irmos almoçar à Telepizza. A minha irmã queria provar a pizza de espinafres mas acabou por dar metade a mim para eu comer. Enquanto almoçámos, coloquei-a ao corrente de mais um fim-de-semana marcado pelas discussões e birras lá em casa que foi o anterior e pelas novidades que se contavam na terra.
Depois eu fui para casa descansar o resto da tarde enquanto ouvia a tarde desportiva e ela seguiu de comboio para Aveiro.
Fomos de táxi poraque ao Domingo não há muitos autocarros para aquela zona e que chegassem lá às horas que tínhamos marcadas. Chegámos lá num ápice porque as ruas estavam praticamente desertas.
Entrámos nas urgências e não usámos subterfúgios. Dissemos ao que vínhamos. A minha irmã ainda se assustou com a quantidade de gente que estava nas urgências e, dado o nosso caso não ser urgente, sairíamos dali tardíssimo. Ela ainda tinha de apanhar o comboio para Aveiro.
Eu disse que era impossível toda aquela gente padecer de problemas nos olhos. Por esta altura do ano, o normal era toda aquela gente ter acorrido ao hospital por sintomas gripais. Um ténue coro de tosse já se fazia ouvir pelas instalações.
Chegou a nossa vez. Afinal nem demorou muito. A médica reavaliou-nos. A tensão habitual das consultas invadiu o meu corpo mas a pressão ocular até estava mais baixa, o que é óptimo. Chego à conclusão que, desde que tomo uns comprimidos receitados pela psiquiatra, a pressão ocular tem vindo a baixar. É o chamado dois em um.
Regressámos de autocarro porque já não havia a pressão das horas. Era meio-dia e eu propus irmos almoçar à Telepizza. A minha irmã queria provar a pizza de espinafres mas acabou por dar metade a mim para eu comer. Enquanto almoçámos, coloquei-a ao corrente de mais um fim-de-semana marcado pelas discussões e birras lá em casa que foi o anterior e pelas novidades que se contavam na terra.
Depois eu fui para casa descansar o resto da tarde enquanto ouvia a tarde desportiva e ela seguiu de comboio para Aveiro.
Rodrigo gosta de madrugar
Depois da vitória de ontem do Porto e do empate a zero do Braga em Coimbra ante a Académica, vamos a ver se o Benfica apanha os dragões e se distancia dos arsenalistas na tabela classificativa.
Mal vi o golo do Benfica! E de Rodrigo que é titular neste jogo. Ainda nem com um minuto de jogo se vai. Parece que foi aos vinte e nove segundos. Será o golo mais rápido da Superliga deste ano.
Estamos com treze minutos de jogo e há novo golo de Rodrigo que para já está a ser a estrela do jogo.
Ia sendo golo de Gaitan mas Fabiano salva. Fabiano está agora lesionado porque chocou com o seu companheiro de equipa Fernando Alexandre.
Já recuperado, Fabiano antecipa-se a Cardozo e o perigo passa.
Chega a informação de que o primeiro golo do Benfica foi apontado aos vinte e cinco segundos e não aos vinte e nove. Durante muitas épocas, este recorde de Rodrigo não será destronado. É difícil fazer melhor.
Mais uma vez Fabiano antecipa-se a Cardozo.
Quase que era um autogolo a beneficiar o Benfica. De cabeça, Fabiano sai e tira a bola a Aimar. O guarda-redes do Olhanense volta depois a defender mais um remate de Cardozo. Está a ser um duelo interessante entre Fabiano e Cardozo. O guarda-redes brasileiro para já leva a melhor sobre o avançado paraguaio.
Caem dois jogadores do Olhanense. Um deles é Fabiano. Num gesto que se saúda, a equipa médica do Benfica acorre para assistir o guarda-redes da equipa adversária.
Tudo sai mal a Aimar hoje…por enquanto. O intervalo chega com os dois golos madrugadores de Rodrigo a colorirem o placard.
Distraí-me a ver “O Elo Mais Fraco”. O Olhanense entretanto já marcou um golo e está a carregar. O golo dos algarvios foi apontado por Wilson Eduardo.
Sai um remate fraquíssimo de Caué. Do outro lado do campo, Cardozo ainda remata mas o árbitro apita, assinalando fora de jogo.
Na sequência de um canto apontado por Bruno César, Matic cabeceia à barra. Entretanto sai Gaitan e entra Nolito.
A bola ainda entra na baliza do Olhanense mas o lance é mal invalidado pela equipa de arbitragem. Seria um golo de Nolito.
Fernando Alexandre remata de longe e para fora. Acabado de entrar, o veterano avançado Djalmir vê o cartão amarelo.
Fernando Alexandre salva agora a sua equipa de sofrer o terceiro golo. Do outro lado do campo, Wilson Eduardo remata para fora.
Luisão salva o Benfica de sofrer o golo do empate que seria da autoria de Djalmir. Não é a primeira vez que o avançado brasileiro do Olhanense salta do banco para empatar o jogo ante o Glorioso. Aconteceu assim na época passada. Na altura o seu golo ditou a permanência do Olhanense e de umas quantas equipas na Superliga. Foi uma festa por esse Portugal fora.
Apesar de todos os esforços desenvolvidos pelo Olhanense na segunda parte para alterar o resultado, este foi construído ainda nos minutos iniciais do jogo por parte do Benfica. O Gloriosos apanhou o Porto na frente da classificação e distanciou-se do Braga.
Mal vi o golo do Benfica! E de Rodrigo que é titular neste jogo. Ainda nem com um minuto de jogo se vai. Parece que foi aos vinte e nove segundos. Será o golo mais rápido da Superliga deste ano.
Estamos com treze minutos de jogo e há novo golo de Rodrigo que para já está a ser a estrela do jogo.
Ia sendo golo de Gaitan mas Fabiano salva. Fabiano está agora lesionado porque chocou com o seu companheiro de equipa Fernando Alexandre.
Já recuperado, Fabiano antecipa-se a Cardozo e o perigo passa.
Chega a informação de que o primeiro golo do Benfica foi apontado aos vinte e cinco segundos e não aos vinte e nove. Durante muitas épocas, este recorde de Rodrigo não será destronado. É difícil fazer melhor.
Mais uma vez Fabiano antecipa-se a Cardozo.
Quase que era um autogolo a beneficiar o Benfica. De cabeça, Fabiano sai e tira a bola a Aimar. O guarda-redes do Olhanense volta depois a defender mais um remate de Cardozo. Está a ser um duelo interessante entre Fabiano e Cardozo. O guarda-redes brasileiro para já leva a melhor sobre o avançado paraguaio.
Caem dois jogadores do Olhanense. Um deles é Fabiano. Num gesto que se saúda, a equipa médica do Benfica acorre para assistir o guarda-redes da equipa adversária.
Tudo sai mal a Aimar hoje…por enquanto. O intervalo chega com os dois golos madrugadores de Rodrigo a colorirem o placard.
Distraí-me a ver “O Elo Mais Fraco”. O Olhanense entretanto já marcou um golo e está a carregar. O golo dos algarvios foi apontado por Wilson Eduardo.
Sai um remate fraquíssimo de Caué. Do outro lado do campo, Cardozo ainda remata mas o árbitro apita, assinalando fora de jogo.
Na sequência de um canto apontado por Bruno César, Matic cabeceia à barra. Entretanto sai Gaitan e entra Nolito.
A bola ainda entra na baliza do Olhanense mas o lance é mal invalidado pela equipa de arbitragem. Seria um golo de Nolito.
Fernando Alexandre remata de longe e para fora. Acabado de entrar, o veterano avançado Djalmir vê o cartão amarelo.
Fernando Alexandre salva agora a sua equipa de sofrer o terceiro golo. Do outro lado do campo, Wilson Eduardo remata para fora.
Luisão salva o Benfica de sofrer o golo do empate que seria da autoria de Djalmir. Não é a primeira vez que o avançado brasileiro do Olhanense salta do banco para empatar o jogo ante o Glorioso. Aconteceu assim na época passada. Na altura o seu golo ditou a permanência do Olhanense e de umas quantas equipas na Superliga. Foi uma festa por esse Portugal fora.
Apesar de todos os esforços desenvolvidos pelo Olhanense na segunda parte para alterar o resultado, este foi construído ainda nos minutos iniciais do jogo por parte do Benfica. O Gloriosos apanhou o Porto na frente da classificação e distanciou-se do Braga.
Monday, November 21, 2011
Paralisia do sono
Desde pequena que padeço desta perturbação do sono que só há pouco tempo soube de que se tratava. Depois disso fiquei mais tranquila e fui investigar um pouco sobre este fenómeno.
Houve fases da minha vida em que tinha medo de adormecer e poder morrer durante o sono. Os sintomas eram horríveis e chegava a acordar com o corpo dormente e os músculos todos contraídos. Em algumas ocasiões, sentia um formigueiro por todo o corpo, como se tivesse recebido um choque eléctrico. Certa noite, pressentindo que iria ter uma crise dessas, resolvi colocar um gravador ligado. Verificou-se o episódio mas nada de anormal se ouviu na gravação. Que estranho! E o episódio até foi dos mais violentos. Normalmente quando adormeço, acordo e depois demoro longo tempo a adormecer, é quase certo que a paralisia do sono me vai atacar. Para esta noite estavam reunidos os factores ideais para ela aparecer e foi o que aconteceu.
Li algures que o nosso cérebro está a trabalhar com todas as suas funcionalidades conhecidas e desconhecidas, menos com a parte motora que se encontra desligada. Há uma mistura entre o subconsciente e o mundo real. A confusão nessa altura é muita e não chegamos a perceber se estamos acordados ou a dormir.
Quando surgem estes fenómenos, o ideal é aproveitar porque estão reunidas as condições para se ter um sonho lúcido, uma vez que conseguimos raciocinar ainda com mais precisão do que quando estamos acordados. O segredo é afastar os pensamentos e as alucinações medonhas que surgem e brincar um pouco com o momento. Também li que o nosso espírito anda separado do corpo nessas alturas. Como que se quer desprender. Talvez isso sejam mitos. Digamos que é uma espécie de projecção astral.
Nesta noite eu estava na minha cama em Coimbra. O episódio de paralisia do sono surgiu. Tal como das outras vezes, imediatamente me dominou o pavor mas logo pensei no que tinha lido e nas experiências que outros tiveram quando conseguiram dominar o medo.
Havia que aproveitar o momento e divertir-me um pouco, digamos assim. Porque não ir para a rua? A janela estava fechada e com o estore corrido até cima mas tal não era obstáculo para a atravessar. Recorde-se que o meu corpo físico havia ficado na cama a dormir enquanto que a leveza de espírito tudo podia conseguir.
A partir daqui valia tudo. O limite seria mesmo a minha imaginação.
Era de madrugada. Umas quatro da manhã talvez. A rua estava anormalmente movimentada. Para além do tráfego automóvel que sempre existe, vi imensa gente a pé. Realmente a noite estava convidativa para se estar no exterior. Ou o espírito não sente calor ou frio?
Um facto estranho me chamou a atenção: a esmagadora maioria das pessoas que andavam na rua eram idosos e não jovens que vinham das discotecas. Que faziam os avozinhos na rua àquelas horas da madrugada? Imediatamente achei a explicação. O meu espírito andava fora do corpo. Li algures que durante uma projecção poderia deparar com outros espíritos. Alguns teriam corpo tal como o meu mas outros já não tinham corpo físico. É quase impossível distinguir entre uns e outros mas também li que os que não têm corpo não fariam mal algum ao meu. A rua era de todos.
Para impressionar toda aquela gente que não conhecia, resolvi levantar os pés do chão e levitar por cima do passeio. As pessoas ficaram a olhar-me.
Estava-me a divertir imenso e sentia-me bem. Era uma sensação de liberdade como nunca senti na vida. Resolvi arriscar um número mais arrojado e escalei na vertical o enorme prédio que fica em frente à minha casa.
Infelizmente não consegui sair da cidade de Coimbra. Tentarei para a próxima ir a minha casa talvez. Quem sabe para a próxima até consiga ir mais longe.
Adorei esta experiência. De algo indesejável como é um episódio de paralisia do sono, criou-se uma experiência engraçada, agradável e extremamente positiva.
P.S: Depois deste episódio, ainda ocorreram mais dois. Como foram de curta duração, não deu tempo de fazer estes malabarismos. Foi pena!
Houve fases da minha vida em que tinha medo de adormecer e poder morrer durante o sono. Os sintomas eram horríveis e chegava a acordar com o corpo dormente e os músculos todos contraídos. Em algumas ocasiões, sentia um formigueiro por todo o corpo, como se tivesse recebido um choque eléctrico. Certa noite, pressentindo que iria ter uma crise dessas, resolvi colocar um gravador ligado. Verificou-se o episódio mas nada de anormal se ouviu na gravação. Que estranho! E o episódio até foi dos mais violentos. Normalmente quando adormeço, acordo e depois demoro longo tempo a adormecer, é quase certo que a paralisia do sono me vai atacar. Para esta noite estavam reunidos os factores ideais para ela aparecer e foi o que aconteceu.
Li algures que o nosso cérebro está a trabalhar com todas as suas funcionalidades conhecidas e desconhecidas, menos com a parte motora que se encontra desligada. Há uma mistura entre o subconsciente e o mundo real. A confusão nessa altura é muita e não chegamos a perceber se estamos acordados ou a dormir.
Quando surgem estes fenómenos, o ideal é aproveitar porque estão reunidas as condições para se ter um sonho lúcido, uma vez que conseguimos raciocinar ainda com mais precisão do que quando estamos acordados. O segredo é afastar os pensamentos e as alucinações medonhas que surgem e brincar um pouco com o momento. Também li que o nosso espírito anda separado do corpo nessas alturas. Como que se quer desprender. Talvez isso sejam mitos. Digamos que é uma espécie de projecção astral.
Nesta noite eu estava na minha cama em Coimbra. O episódio de paralisia do sono surgiu. Tal como das outras vezes, imediatamente me dominou o pavor mas logo pensei no que tinha lido e nas experiências que outros tiveram quando conseguiram dominar o medo.
Havia que aproveitar o momento e divertir-me um pouco, digamos assim. Porque não ir para a rua? A janela estava fechada e com o estore corrido até cima mas tal não era obstáculo para a atravessar. Recorde-se que o meu corpo físico havia ficado na cama a dormir enquanto que a leveza de espírito tudo podia conseguir.
A partir daqui valia tudo. O limite seria mesmo a minha imaginação.
Era de madrugada. Umas quatro da manhã talvez. A rua estava anormalmente movimentada. Para além do tráfego automóvel que sempre existe, vi imensa gente a pé. Realmente a noite estava convidativa para se estar no exterior. Ou o espírito não sente calor ou frio?
Um facto estranho me chamou a atenção: a esmagadora maioria das pessoas que andavam na rua eram idosos e não jovens que vinham das discotecas. Que faziam os avozinhos na rua àquelas horas da madrugada? Imediatamente achei a explicação. O meu espírito andava fora do corpo. Li algures que durante uma projecção poderia deparar com outros espíritos. Alguns teriam corpo tal como o meu mas outros já não tinham corpo físico. É quase impossível distinguir entre uns e outros mas também li que os que não têm corpo não fariam mal algum ao meu. A rua era de todos.
Para impressionar toda aquela gente que não conhecia, resolvi levantar os pés do chão e levitar por cima do passeio. As pessoas ficaram a olhar-me.
Estava-me a divertir imenso e sentia-me bem. Era uma sensação de liberdade como nunca senti na vida. Resolvi arriscar um número mais arrojado e escalei na vertical o enorme prédio que fica em frente à minha casa.
Infelizmente não consegui sair da cidade de Coimbra. Tentarei para a próxima ir a minha casa talvez. Quem sabe para a próxima até consiga ir mais longe.
Adorei esta experiência. De algo indesejável como é um episódio de paralisia do sono, criou-se uma experiência engraçada, agradável e extremamente positiva.
P.S: Depois deste episódio, ainda ocorreram mais dois. Como foram de curta duração, não deu tempo de fazer estes malabarismos. Foi pena!
Do que fui lembrar!
Como é que me fui lembrar desta música, se há mais de quinze anos que não a ouço? Nem do título me lembrava. Tive de puxar muito pela cabeça para me recordar como se chamava isto.
lembro-me que na altura tinha esta música gravada numa cassete áudio. Belos tempos!
Friday, November 18, 2011
Personagens de um sonho
É incrível como o mesmo sonho engloba pessoas que eu conheço na realidade, famosos que qualquer pessoa pode reconhecer se os encontrar na rua, pessoas desconhecidas e que não devem existir na realidade e…pessoas de diferentes nações.
Com toda esta amálgama de personagens, é natural que o sonho em que elas entram seja um pouco confuso mas vou fazer o melhor para o descrever.
Coimbra, Póvoa de Santa Iria e Vialonga terão sido locais prováveis para a acção deste sonho que terá o maior número de personagens principais e figurantes de que há memória. No final tenho a sensação de que, na verdade, o espaço onde decorreu o sonho não se chegou a afastar das imediações da ESEC e do Pavilhão.
Lembro-me vagamente de nos termos deslocado todos até …Póvoa de Santa Iria onde havia quartos pequenos, só com uma minúscula janela que mal deixava entrar a claridade e com colchas grossas às riscas, mais conhecidas por colchas da Serra, por cima das camas.
Num pavilhão desportivo (no de Coimbra?) havia um monumental evento desportivo Jogava-se Basquetebol e outros jogos de pavilhão. Os representantes da comitiva italiana padeciam de diarreia e corriam que nem loucos na direcção das casas de banho. Que engraçado, já não é a primeira vez que sonho com italianos com problemas intestinais e, se a memória não me falha, o sonho até teve lugar…no mesmo local. Agora não me recordo do título do texto.
O estranho disto tudo é que estava em casa, sentada na sala com as luzes todas apagadas. O meu pai começou a resmungar que tinham deixado a luz da casa de banho acesa e logo atirou as culpas para cima de mim. Se há personagem que nunca sofre alterações da realidade para o sonho, essa personagem é o meu pai. Em todos os meus sonhos é retratado tal como ele é.
Apesar de eu lhe ter dito que não tinha ido à casa de banho nos últimos tempos, ele continuava a dizer que tinha sido eu, até porque não estava ali mais ninguém. Estava enganado.
O meu pai foi à rua respirar um pouco da frescura nocturna e constatou que havia veículos estacionados nas imediações de casa. Ele perguntou o que era aquilo e eu expliquei-lhe. Contei-lhe também que os atletas italianos passavam num corrupio para a casa de banho e chegavam a fazer fila. Pressionado pela urgência de um colega ou pensando que imediatamente a seguir viria outro aflito padecendo do mesmo mal, alguém deixou a luz acesa.
Os problemas de desarranjos intestinais nos italianos continuavam. O pavilhão desportivo ainda é o mesmo mas a indicação geográfica muda. Agora o recinto desportivo está situado em…Vialonga.
Uma jovem muito simpática ajudava de forma incansável todos os participantes com dificuldades, como era o meu caso e do meu amigo. Estávamos juntos. Pobre e mal-agradecido, como se costuma dizer na nossa gíria, o meu amigo ia maldizendo a rapariga que se desdobrava em o guiar por um braço e guiar um outro rapaz chamado André. As críticas do meu amigo tinham a ver com o facto de, alegadamente, a jovem ganhar muito. Quase o dobro daquilo que ele ganhava, segundo a sua fértil e venenosa imaginação. Era por isso que ela era simpática e generosa na ajuda que prestava. Toupeiras Dum Raio! Nem em sonhos deixam de invejar os outros! Mesmo que os outros sejam personagens oníricas.
Tive de o mandar calar e fiz-lhe ver que o facto de ele não ganhar nada tinha a ver com o facto de ele ter nascido …em França. Na realidade isso não se verifica. Ele nasceu em Portugal e não consta que alguma vez tivesse estado no Estrangeiro. Que eu saiba.
Na televisão passava o videoclip do novo sucesso de…Mickael Carreira. O seu novo sucesso que prometia fazer furor e ser cantado por Portugal inteiro era uma música bem cómica, quase a roçar o brejeiro. Mais parecia uma música do Quim Barreiros.
Mickael Carreira estava irreconhecível. Tinha o cabelo quase rapado, exibia um exagerado bronze artificial que quase permitia que alguém se visse ao espelho através do brilho da sua pele e usava uns horríveis óculos escuros que faziam lembrar aqueles que se usaram para ver o eclipse solar em 1999.
Entretanto, num espaço que reconheci Ser a ESEC, as tais raparigas simpáticas de duas lojas de Vialonga improvisavam um lanche.
A jovem com a qual o meu amigo não simpatizava alegou que era na loja dela que se vendia o melhor queijo de Portugal. A sua colega exibiu metade de um bolo enorme daqueles que a minha mãe costuma cozer pela Páscoa. O bolo cheirava agradavelmente bem. Fazia lembrar a minha infância quando eles erram guardados no armário da sala. A minha avó tinha de andar a guardar-nos para os não irmos comer às escondidas.
A refeição ia começar quando acordei. Escusado será dizer que acordei com água na boca e com uma fome voraz.
Com toda esta amálgama de personagens, é natural que o sonho em que elas entram seja um pouco confuso mas vou fazer o melhor para o descrever.
Coimbra, Póvoa de Santa Iria e Vialonga terão sido locais prováveis para a acção deste sonho que terá o maior número de personagens principais e figurantes de que há memória. No final tenho a sensação de que, na verdade, o espaço onde decorreu o sonho não se chegou a afastar das imediações da ESEC e do Pavilhão.
Lembro-me vagamente de nos termos deslocado todos até …Póvoa de Santa Iria onde havia quartos pequenos, só com uma minúscula janela que mal deixava entrar a claridade e com colchas grossas às riscas, mais conhecidas por colchas da Serra, por cima das camas.
Num pavilhão desportivo (no de Coimbra?) havia um monumental evento desportivo Jogava-se Basquetebol e outros jogos de pavilhão. Os representantes da comitiva italiana padeciam de diarreia e corriam que nem loucos na direcção das casas de banho. Que engraçado, já não é a primeira vez que sonho com italianos com problemas intestinais e, se a memória não me falha, o sonho até teve lugar…no mesmo local. Agora não me recordo do título do texto.
O estranho disto tudo é que estava em casa, sentada na sala com as luzes todas apagadas. O meu pai começou a resmungar que tinham deixado a luz da casa de banho acesa e logo atirou as culpas para cima de mim. Se há personagem que nunca sofre alterações da realidade para o sonho, essa personagem é o meu pai. Em todos os meus sonhos é retratado tal como ele é.
Apesar de eu lhe ter dito que não tinha ido à casa de banho nos últimos tempos, ele continuava a dizer que tinha sido eu, até porque não estava ali mais ninguém. Estava enganado.
O meu pai foi à rua respirar um pouco da frescura nocturna e constatou que havia veículos estacionados nas imediações de casa. Ele perguntou o que era aquilo e eu expliquei-lhe. Contei-lhe também que os atletas italianos passavam num corrupio para a casa de banho e chegavam a fazer fila. Pressionado pela urgência de um colega ou pensando que imediatamente a seguir viria outro aflito padecendo do mesmo mal, alguém deixou a luz acesa.
Os problemas de desarranjos intestinais nos italianos continuavam. O pavilhão desportivo ainda é o mesmo mas a indicação geográfica muda. Agora o recinto desportivo está situado em…Vialonga.
Uma jovem muito simpática ajudava de forma incansável todos os participantes com dificuldades, como era o meu caso e do meu amigo. Estávamos juntos. Pobre e mal-agradecido, como se costuma dizer na nossa gíria, o meu amigo ia maldizendo a rapariga que se desdobrava em o guiar por um braço e guiar um outro rapaz chamado André. As críticas do meu amigo tinham a ver com o facto de, alegadamente, a jovem ganhar muito. Quase o dobro daquilo que ele ganhava, segundo a sua fértil e venenosa imaginação. Era por isso que ela era simpática e generosa na ajuda que prestava. Toupeiras Dum Raio! Nem em sonhos deixam de invejar os outros! Mesmo que os outros sejam personagens oníricas.
Tive de o mandar calar e fiz-lhe ver que o facto de ele não ganhar nada tinha a ver com o facto de ele ter nascido …em França. Na realidade isso não se verifica. Ele nasceu em Portugal e não consta que alguma vez tivesse estado no Estrangeiro. Que eu saiba.
Na televisão passava o videoclip do novo sucesso de…Mickael Carreira. O seu novo sucesso que prometia fazer furor e ser cantado por Portugal inteiro era uma música bem cómica, quase a roçar o brejeiro. Mais parecia uma música do Quim Barreiros.
Mickael Carreira estava irreconhecível. Tinha o cabelo quase rapado, exibia um exagerado bronze artificial que quase permitia que alguém se visse ao espelho através do brilho da sua pele e usava uns horríveis óculos escuros que faziam lembrar aqueles que se usaram para ver o eclipse solar em 1999.
Entretanto, num espaço que reconheci Ser a ESEC, as tais raparigas simpáticas de duas lojas de Vialonga improvisavam um lanche.
A jovem com a qual o meu amigo não simpatizava alegou que era na loja dela que se vendia o melhor queijo de Portugal. A sua colega exibiu metade de um bolo enorme daqueles que a minha mãe costuma cozer pela Páscoa. O bolo cheirava agradavelmente bem. Fazia lembrar a minha infância quando eles erram guardados no armário da sala. A minha avó tinha de andar a guardar-nos para os não irmos comer às escondidas.
A refeição ia começar quando acordei. Escusado será dizer que acordei com água na boca e com uma fome voraz.
Wednesday, November 16, 2011
E eu?!!!
Eu nem quero imaginar como reagiria se acaso isto não fosse um sonho. Ser preterida num projecto como este, com toda a gente farta de saber que é este o meu sonho e que muito lutei e tenho lutado para o concretizar? Ficaria possessa no mínimo.
Depois de sonhar com Futebol, jogadores da América do Sul e muitas outras coisas variadas, sonhei que estava no meu quarto depois de um dia de trabalho. Tinha ouvido dizer que alguns elementos da ACAPO iam ter oportunidade de aprender a fazer rádio e até estava prevista a criação de um programa que permitisse divulgar a instituição e que era realizado por esses mesmos elementos.
Trancada no meu quarto, remoía a revolta por ninguém me ter dito nada, apesar de toda a gente saber que eu adoraria fazer rádio e, na altura em que estava a concretizar esse sonho, eis que surgiu algo que o voltou a destruir para sempre.
Tocaram à porta da residencial que estava bastante alterada oniricamente e que, ao mesmo tempo, era também a sede da ACAPO. Ouvi a voz que saudava quem foi abrir a porta. Nem quis acreditar! Era uma voz conhecida. Era o dono da Rádio Província que tinha aberto as portas aos meus companheiros.
Apesar de envergar umas calças brancas de pijama e uma t-shirt verde, corri a abrir a porta do meu quarto e a cumprimentar aquele visitante que há anos não via.
Ele cumprimentou-me mas já ia a sair, alegando estar com muita pressa.
No dia seguinte, no terraço da ACAPO, discutia com quem me quisesse ouvir pelo facto de se terem esquecido de mim neste projecto da rádio, apesar de saberem que era este o meu grande sonho e que, quando finalmente o estava a realizar, o meu estado de saúde altera-se e sou forçada a abandonar tudo sem retorno. Ninguém tem a mais pequena ideia do quanto ainda hoje sofro devido ao desmoronar deste projecto que tanto me custou a realizar.
Sempre tinha mais motivos para armar confusão do que um colega meu aqui há uns anos que conseguiu que toda a gente se fosse esconder face à ameaça das suas bengaladas. Tudo porque, alegadamente, tinham enviado postais de Natal a todos e esqueceram-se dele, imagine-se. No meu caso estava em jogo um sonho de infância e que sempre me acompanhou ao longo da vida, não um postal que se guarda a um cano esquecido de uma gaveta.
Pelo menos no meu sonho não ameacei bater em ninguém e muito menos persegui descontroladamente alguém brandindo a bengala branca. Apenas me senti revoltada e magoada com o que aconteceu. As lágrimas incontroláveis que teimavam em me escorrer pelo rosto reflectiam na perfeição o meu estado de espírito.
O psicólogo logo me tentou acalmar dizendo que aquele projecto da rádio…foi um castigo que se arranjou para punir o comportamento menos próprio que esses elementos tiveram. Belo castigo! Também quero um igual. Mais um motivo para passar da revolta à violência física. Já que os castigos são esses…E ser castigada por reagir intempestivamente ao castigo dos outros seria do melhor.
Perguntei se ainda era possível incluírem-me nesse projecto. Nem que fosse apenas e só a fazer a produção do programa. De há uns anos a esta parte, dado a minha inclinação para pensar em ideias originais que se possam fazer num programa de rádio, a produção de programas seria uma possibilidade. Seria mais interessante pesquisar curiosidades, procurar músicas de que ninguém se lembra, arrumá-las por temas ou acontecimentos, tal como eu tenho feito num punhado de posts que aqui tenho e que no findo alimentam essa minha sede.
Não. Também não podia fazer produção. O projecto da rádio era só para quem realmente se portou mal. Afastei-me de lágrimas nos olhos e revoltadíssima.
O sonho termina com escalada de rochas à beira-mar. Os protagonistas são todos desconhecidos.
Quando acordei, velhos fantasmas do passado tinham povoado o meu espírito. Foi o ponto de partida para atravessar uma fase de mais melancolia e tristeza. Nada apaga o que ficou para trás e nada devolve o que perdi simplesmente porque o meu estado de saúde se alterou em plena concretização de todos os meus sonhos e quando eu tinha todas as ferramentas , mesmo todas, para ser feliz.
Depois de sonhar com Futebol, jogadores da América do Sul e muitas outras coisas variadas, sonhei que estava no meu quarto depois de um dia de trabalho. Tinha ouvido dizer que alguns elementos da ACAPO iam ter oportunidade de aprender a fazer rádio e até estava prevista a criação de um programa que permitisse divulgar a instituição e que era realizado por esses mesmos elementos.
Trancada no meu quarto, remoía a revolta por ninguém me ter dito nada, apesar de toda a gente saber que eu adoraria fazer rádio e, na altura em que estava a concretizar esse sonho, eis que surgiu algo que o voltou a destruir para sempre.
Tocaram à porta da residencial que estava bastante alterada oniricamente e que, ao mesmo tempo, era também a sede da ACAPO. Ouvi a voz que saudava quem foi abrir a porta. Nem quis acreditar! Era uma voz conhecida. Era o dono da Rádio Província que tinha aberto as portas aos meus companheiros.
Apesar de envergar umas calças brancas de pijama e uma t-shirt verde, corri a abrir a porta do meu quarto e a cumprimentar aquele visitante que há anos não via.
Ele cumprimentou-me mas já ia a sair, alegando estar com muita pressa.
No dia seguinte, no terraço da ACAPO, discutia com quem me quisesse ouvir pelo facto de se terem esquecido de mim neste projecto da rádio, apesar de saberem que era este o meu grande sonho e que, quando finalmente o estava a realizar, o meu estado de saúde altera-se e sou forçada a abandonar tudo sem retorno. Ninguém tem a mais pequena ideia do quanto ainda hoje sofro devido ao desmoronar deste projecto que tanto me custou a realizar.
Sempre tinha mais motivos para armar confusão do que um colega meu aqui há uns anos que conseguiu que toda a gente se fosse esconder face à ameaça das suas bengaladas. Tudo porque, alegadamente, tinham enviado postais de Natal a todos e esqueceram-se dele, imagine-se. No meu caso estava em jogo um sonho de infância e que sempre me acompanhou ao longo da vida, não um postal que se guarda a um cano esquecido de uma gaveta.
Pelo menos no meu sonho não ameacei bater em ninguém e muito menos persegui descontroladamente alguém brandindo a bengala branca. Apenas me senti revoltada e magoada com o que aconteceu. As lágrimas incontroláveis que teimavam em me escorrer pelo rosto reflectiam na perfeição o meu estado de espírito.
O psicólogo logo me tentou acalmar dizendo que aquele projecto da rádio…foi um castigo que se arranjou para punir o comportamento menos próprio que esses elementos tiveram. Belo castigo! Também quero um igual. Mais um motivo para passar da revolta à violência física. Já que os castigos são esses…E ser castigada por reagir intempestivamente ao castigo dos outros seria do melhor.
Perguntei se ainda era possível incluírem-me nesse projecto. Nem que fosse apenas e só a fazer a produção do programa. De há uns anos a esta parte, dado a minha inclinação para pensar em ideias originais que se possam fazer num programa de rádio, a produção de programas seria uma possibilidade. Seria mais interessante pesquisar curiosidades, procurar músicas de que ninguém se lembra, arrumá-las por temas ou acontecimentos, tal como eu tenho feito num punhado de posts que aqui tenho e que no findo alimentam essa minha sede.
Não. Também não podia fazer produção. O projecto da rádio era só para quem realmente se portou mal. Afastei-me de lágrimas nos olhos e revoltadíssima.
O sonho termina com escalada de rochas à beira-mar. Os protagonistas são todos desconhecidos.
Quando acordei, velhos fantasmas do passado tinham povoado o meu espírito. Foi o ponto de partida para atravessar uma fase de mais melancolia e tristeza. Nada apaga o que ficou para trás e nada devolve o que perdi simplesmente porque o meu estado de saúde se alterou em plena concretização de todos os meus sonhos e quando eu tinha todas as ferramentas , mesmo todas, para ser feliz.
Friday, November 11, 2011
Passeando
Sonhei sempre com passeios, alguns na companhia de pessoas que conheço da ACAPO.
Numa das ocasiões, fui procurar os meus colegas. Tive de passar por relva bastante encharcada e molhei os meus pés, tal como fiz há dias perto de Guimarães.
Num local vendiam-se biscoitos de duas ou mais qualidades diferentes. Comprei um saco grande deles. Afinal era o último dia do nosso passeio. A minha irmã tinha ficado em casa.
Estavam-me a pressionar com as horas. Havia pressa para se irem embora. Depois de comprar o saco dos biscoitos, juntei-me ao meu grupo e avançámos a pé por ruas desconhecidas. Eu ia à frente quando sabia o caminho. Quando tinha dúvidas deixava-os passar.
Tive de voltar para trás porque deixei cair o saco dos bolos que ainda estavam quentes. Apesar de o saco plástico se ter derretido com o calor e me ter escapado das mãos, nenhum dos apetitosos biscoitos resvalou para o chão.
Seguia agora viagem num autocarro e estava a adorar a viagem. Sempre gostei de viajar de noite em autocarros. Adoro ver as luzes coloridas dos edifícios. Quando era mais pequena delirava com isso. Passava agora por prédios bem iluminados. Como me sentia leve e feliz!
Aquele final de tarde era espectacular. O Céu apresentava umas belas tonalidades. O anoitecer daquele final de dia era simplesmente maravilhoso.
Percorríamos de autocarro as ruas de Braga. Passámos por prédios altos e eu dizia para quem me quisesse ouvir que tinha estado naquela cidade há sensivelmente três semanas atrás. Por acaso foi só há duas.
Numa das ocasiões, fui procurar os meus colegas. Tive de passar por relva bastante encharcada e molhei os meus pés, tal como fiz há dias perto de Guimarães.
Num local vendiam-se biscoitos de duas ou mais qualidades diferentes. Comprei um saco grande deles. Afinal era o último dia do nosso passeio. A minha irmã tinha ficado em casa.
Estavam-me a pressionar com as horas. Havia pressa para se irem embora. Depois de comprar o saco dos biscoitos, juntei-me ao meu grupo e avançámos a pé por ruas desconhecidas. Eu ia à frente quando sabia o caminho. Quando tinha dúvidas deixava-os passar.
Tive de voltar para trás porque deixei cair o saco dos bolos que ainda estavam quentes. Apesar de o saco plástico se ter derretido com o calor e me ter escapado das mãos, nenhum dos apetitosos biscoitos resvalou para o chão.
Seguia agora viagem num autocarro e estava a adorar a viagem. Sempre gostei de viajar de noite em autocarros. Adoro ver as luzes coloridas dos edifícios. Quando era mais pequena delirava com isso. Passava agora por prédios bem iluminados. Como me sentia leve e feliz!
Aquele final de tarde era espectacular. O Céu apresentava umas belas tonalidades. O anoitecer daquele final de dia era simplesmente maravilhoso.
Percorríamos de autocarro as ruas de Braga. Passámos por prédios altos e eu dizia para quem me quisesse ouvir que tinha estado naquela cidade há sensivelmente três semanas atrás. Por acaso foi só há duas.
Incrivelmente 5-0
Para quem pensa que este resultado tão avolumado se deveu a uma magnífica exibição do Porto perante o Nacional da Madeira, capaz de esquecer o que de menos bom tem sido conseguido recentemente, desengane-se. Sinceramente não sei como foi possível o Porto vencer por números tão expressivos.
Para melhor compreenderem o que acabo de dizer, basta lerem os apontamentos que tirei do jogo e que passo a transcrever para aqui.
Aparece aqui o Hulk de cabelo pintado de amarelo berrante. Como ficou horrível! Sô por isso, o árbitro deveria exibir-lhe um cartão amarelo para condizer com aquela tonalidade de cabelo.
Mateus remata perigosamente a baliza do Porto. Há canto.
Há uma jogada de entendimento entre Hulk e Belluschi com o argentino a rematar para defesa de Marcelo. O golo do Porto surge aos vinte e quatro minutos. É um belo golo do belga Defour que ainda desvia em Luís Neto.
Marcelo opõe-se a uma jogada perigosa do ataque do Porto. Na resposta, o Nacional também cria perigo por Rondon.
Juliano coloca à prova Helton. É uma grande defesa do guarda-redes do Porto.
A cerca de cinco minutos do intervalo, Walter faz o segundo golo do Porto na sequência de um canto. De referir que ficou por assinalar fora de jogo ao avançado brasileiro que ultimamente tem marcado alguns golos.
Ainda antes do intervalo, Mateus falha um golo quase certo para o Nacional e a primeira parte termina com a vantagem do Porto por 2-0.
Mal começa a segunda parte e já Juliano remata com perigo à baliza do Porto. O mesmo jogador volta a rematar pouco depois mas sem perigo. Saiu demasiadamente por cima.
Marcelo opõe-se a um remate de Hulk na sequência de um livre. Ele estava a jogar?!!! É que vi alguém ali com um cabelo bem vistoso a arrastar-se no relvado e perguntei: “quem é este? Não tem mesmo jeitinho nenhum para jogar”. Afinal é o Hulk. Está mesmo irreconhecível.
Hulk em nova tentativa de alvejar a baliza do Nacional de livre. O remate sai disparatado. Que bicho mordeu à coqueluche dos nortenhos? Belluschi também não acerta na baliza.
Walter tenta a sua sorte do meio do campo mas daí nada resulta. Já que os avançados andam com muito fraca pontaria, tem de ser o lateral direito Sapunaru a marcar o terceiro golo dos dragões. Marcelo fica muito mal na fotografia.
No Nacional, Todorovic remata sem perigo. Kleber e João Moutinho iniciaram o jogo no banco, entraram e fabricaram o quarto golo do Porto da autoria do brasileiro que veio do Marítimo.
Para calar as críticas, inclusive as minhas, Hulk faz um golaço em cima do apito final do encontro. O resultado ofusca também uma exibição que não foi lá muito conseguida por parte do Porto. Dá a sensação que falta algo à equipa, se a compararmos co
Para melhor compreenderem o que acabo de dizer, basta lerem os apontamentos que tirei do jogo e que passo a transcrever para aqui.
Aparece aqui o Hulk de cabelo pintado de amarelo berrante. Como ficou horrível! Sô por isso, o árbitro deveria exibir-lhe um cartão amarelo para condizer com aquela tonalidade de cabelo.
Mateus remata perigosamente a baliza do Porto. Há canto.
Há uma jogada de entendimento entre Hulk e Belluschi com o argentino a rematar para defesa de Marcelo. O golo do Porto surge aos vinte e quatro minutos. É um belo golo do belga Defour que ainda desvia em Luís Neto.
Marcelo opõe-se a uma jogada perigosa do ataque do Porto. Na resposta, o Nacional também cria perigo por Rondon.
Juliano coloca à prova Helton. É uma grande defesa do guarda-redes do Porto.
A cerca de cinco minutos do intervalo, Walter faz o segundo golo do Porto na sequência de um canto. De referir que ficou por assinalar fora de jogo ao avançado brasileiro que ultimamente tem marcado alguns golos.
Ainda antes do intervalo, Mateus falha um golo quase certo para o Nacional e a primeira parte termina com a vantagem do Porto por 2-0.
Mal começa a segunda parte e já Juliano remata com perigo à baliza do Porto. O mesmo jogador volta a rematar pouco depois mas sem perigo. Saiu demasiadamente por cima.
Marcelo opõe-se a um remate de Hulk na sequência de um livre. Ele estava a jogar?!!! É que vi alguém ali com um cabelo bem vistoso a arrastar-se no relvado e perguntei: “quem é este? Não tem mesmo jeitinho nenhum para jogar”. Afinal é o Hulk. Está mesmo irreconhecível.
Hulk em nova tentativa de alvejar a baliza do Nacional de livre. O remate sai disparatado. Que bicho mordeu à coqueluche dos nortenhos? Belluschi também não acerta na baliza.
Walter tenta a sua sorte do meio do campo mas daí nada resulta. Já que os avançados andam com muito fraca pontaria, tem de ser o lateral direito Sapunaru a marcar o terceiro golo dos dragões. Marcelo fica muito mal na fotografia.
No Nacional, Todorovic remata sem perigo. Kleber e João Moutinho iniciaram o jogo no banco, entraram e fabricaram o quarto golo do Porto da autoria do brasileiro que veio do Marítimo.
Para calar as críticas, inclusive as minhas, Hulk faz um golaço em cima do apito final do encontro. O resultado ofusca também uma exibição que não foi lá muito conseguida por parte do Porto. Dá a sensação que falta algo à equipa, se a compararmos co
“A Conspiração” (impressões pessoais)

Como havia gostado bastante de ler “Anjos E Demónios” que, se bem se recordam, foi o livro que me acompanhou durante as férias, era grande a espectativa em relação a outra obra de Dan Brown. Tenho quatro livros deste autor e já concluí a leitura de dois e, a julgar pelas experiências bastante positivas da leitura destas obras, considero Dan Brown um dos meus escritores favoritos.
De início esta obra torna-se um pouco maçadora devido às muitas referências científicas mas depois vai aumentando gradualmente de interesse e vai prendendo cada vez mais o leitor que não consegue parar de ler, tal é a ânsia de saber o que se irá passar a seguir.
O final é surpreendente e completamente inesperado. As pessoas que de início me pareceram estar envolvidas na conspiração que transformou uma rocha do fundo do mar em meteorito com fósseis estavam inocentes e, apesar da falta de escrúpulos, o pai de Rachel também não estava envolvido como cheguei a pensar em dada altura.
Excelente aquela passagem do atentado no parque de estacionamento do Memorial. Estava convencida que a vítima era outra e era mesmo para dar essa sensação. Foi das coisas mais bem conseguidas que li até hoje, no sentido de ludibriar o leitor e o colocar a pensar consoante aquilo que lhe parece ser a verdade. Depois a surpresa é enorme.
Gostei particularmente dos métodos tecnológicos e de estratégia que a Força Delta usava. Eles eram cruéis mas faziam-se valer da tecnologia de ponta norte-americana para levarem por diante os seus planos assassinos. Gostei daqueles robots que facilmente se confundiam com insectos e que espiavam ou podiam mesmo matar. Dava-me tanto jeito adquirir um igual!
Adorei ler este livro. Não se fica nada atrás de “Anjos E Demónios”, apesar da decepção que se possa apanhar de início. O enredo que se vai seguir compensa largamente.
A próxima obra que irei ler é “A Casa Dos Espíritos” de Isabel Allende. É mais uma incursão pelos clássicos. Trouxe esse livro de casa e irei debruçar-me sobre ele durante as próximas semanas.
Tuesday, November 08, 2011
Macabro colchão
Que curioso! Há duas noites seguidas que os meus sonhos se passam no mesmo local. Á semelhança do sonho que narrei antes, também este sonho se passa em instalações do liceu de Anadia. Desta vez é no pavilhão onde fazíamos Ginástica. Que significará isto?
Estávamos ali um pouco contra nossa vontade. O clima até era hostil. Eu não estava a gostar nada daquilo. Parece que algo ia ali passar-se. Algo a que eu não fazia a menor menção de assistir. Se pudesse saía dali para fora. Não íamos ter ali uma aula de Ginástica, certamente.
Por incrível que pareça, nós estudávamos…Medicina e íamos todos juntos assistir a uma autópsia. Refira-se que em sonhos morro de medo de cadáveres. Na realidade não tenho medo deles, apesar de desconhecer como reagiria á dissecação de algum.
A aula ia começar. O meu coração batia angustiado. Queria fugir dali mas era impossível. Havia que assistir à aula e mais nada.
Trouxeram um colchão algo encardido, de uma cor bege, já muito usado na sua tarefa de suportar corpos ensanguentados que sobre ele foram dissecados. Cheirava horrivelmente a uma mistura de desinfectante e talho.
Assim que pousaram o colchão no soalho onde muitas vezes fizemos piruetas e que chiava quando jogávamos Basquetebol, logo me esgueirei para a casa de banho. Atrás de mim vinha uma colega de nome Júlia. Passei-lhe a frente a correr e cheguei primeiro que ela a uma das casas de banho que estavam livres. As portas não fechavam mas isso não importava. Precisava de me esconder ali.
Depois de ali ter estado escondida por alguns instantes, esgueirei-me devagar para uma sala de aula. Comecei a reparar no vestuário que os estudantes usavam um pouco para me abstrair do medo que me percorria o corpo.
Noutra sala, sentei-me a um computador ainda com os nervos em franja e o coração a latejar. Numa atitude perfeitamente normal em pessoas que se deparam com deficientes visuais pela primeira vez, a professora de Português apareceu com fotocópias ampliadas de “Os Lusíadas” para mim. Eu protestei porque não queria nada daquilo. Mas que mania!
Ainda mais irritada fiquei porque até tinha (e tenho) um exemplar desse livro. Nem o precisava de comprar ou fotocopiar. A criatura teimava que não queria o meu livro na sala de aula. Que raiva! Eu também teimava que não queria aquelas fotocópias. Furiosa até não poder mais, abri a mochila, tirei lá de dentro um volumoso livro e quase lho esfreguei na cara. Era para ela saber que eu leio.
Esta última passagem, embora tratando-se de um sonho e de um exemplo extremo, espelha um pouco da realidade que nos rodeia. As pessoas julgam que sabem melhor do que nós do que nós necessitamos. É incrível!
Assim se passou uma noite cheia de peripécias e emoções fortes. Experimentei medo, raiva, injustiça…tudo a que tinha direito para me angustiar. Ainda bem que tudo isto não passou de um sonho!
Estávamos ali um pouco contra nossa vontade. O clima até era hostil. Eu não estava a gostar nada daquilo. Parece que algo ia ali passar-se. Algo a que eu não fazia a menor menção de assistir. Se pudesse saía dali para fora. Não íamos ter ali uma aula de Ginástica, certamente.
Por incrível que pareça, nós estudávamos…Medicina e íamos todos juntos assistir a uma autópsia. Refira-se que em sonhos morro de medo de cadáveres. Na realidade não tenho medo deles, apesar de desconhecer como reagiria á dissecação de algum.
A aula ia começar. O meu coração batia angustiado. Queria fugir dali mas era impossível. Havia que assistir à aula e mais nada.
Trouxeram um colchão algo encardido, de uma cor bege, já muito usado na sua tarefa de suportar corpos ensanguentados que sobre ele foram dissecados. Cheirava horrivelmente a uma mistura de desinfectante e talho.
Assim que pousaram o colchão no soalho onde muitas vezes fizemos piruetas e que chiava quando jogávamos Basquetebol, logo me esgueirei para a casa de banho. Atrás de mim vinha uma colega de nome Júlia. Passei-lhe a frente a correr e cheguei primeiro que ela a uma das casas de banho que estavam livres. As portas não fechavam mas isso não importava. Precisava de me esconder ali.
Depois de ali ter estado escondida por alguns instantes, esgueirei-me devagar para uma sala de aula. Comecei a reparar no vestuário que os estudantes usavam um pouco para me abstrair do medo que me percorria o corpo.
Noutra sala, sentei-me a um computador ainda com os nervos em franja e o coração a latejar. Numa atitude perfeitamente normal em pessoas que se deparam com deficientes visuais pela primeira vez, a professora de Português apareceu com fotocópias ampliadas de “Os Lusíadas” para mim. Eu protestei porque não queria nada daquilo. Mas que mania!
Ainda mais irritada fiquei porque até tinha (e tenho) um exemplar desse livro. Nem o precisava de comprar ou fotocopiar. A criatura teimava que não queria o meu livro na sala de aula. Que raiva! Eu também teimava que não queria aquelas fotocópias. Furiosa até não poder mais, abri a mochila, tirei lá de dentro um volumoso livro e quase lho esfreguei na cara. Era para ela saber que eu leio.
Esta última passagem, embora tratando-se de um sonho e de um exemplo extremo, espelha um pouco da realidade que nos rodeia. As pessoas julgam que sabem melhor do que nós do que nós necessitamos. É incrível!
Assim se passou uma noite cheia de peripécias e emoções fortes. Experimentei medo, raiva, injustiça…tudo a que tinha direito para me angustiar. Ainda bem que tudo isto não passou de um sonho!
Feira de livros e velharias
De entre todas as coisas com que sonhei, consigo recordar uma feira de livros velhos e outros objectos que tinha lugar em algumas salas de aulas do liceu de Anadia.
Em algumas salas e corredores, estavam expostos livros, brochuras, roupa usada e muitos outros objectos que ainda pudessem ter alguma utilidade.
Era um final de tarde. Eu vinha de Coimbra ou de outro lado qualquer e resolvi passar por lá. Já eram horas de fechar aquele espaço e eu queria demorar-me por ali a observar sobretudo os livros.
Apesar de a oferta ser enorme, pouca coisa encontrei que fosse do meu agrado. Havia ali essencialmente livros de estudo, de caracter mais científico e especializado. Thrillers parecia não haver por ali.
As chaves de todas as salas encontravam-se junto aos livros com uns porta-chaves coloridos. Parece que eu já as estava a baralhar todas.
Na banca da roupa usada também só havia roupa grande de mais. Apenas consegui encontrar várias camisolas de fato de treino todas iguais…do Anadia.
Com toda esta confusão, já não sabia onde tinha colocado os livros que trazia. E agora?
Também me lembro de ter sonhado com algo relacionado com cães. Penso ter visto em sonhos um cão com sangue no focinho.
Em algumas salas e corredores, estavam expostos livros, brochuras, roupa usada e muitos outros objectos que ainda pudessem ter alguma utilidade.
Era um final de tarde. Eu vinha de Coimbra ou de outro lado qualquer e resolvi passar por lá. Já eram horas de fechar aquele espaço e eu queria demorar-me por ali a observar sobretudo os livros.
Apesar de a oferta ser enorme, pouca coisa encontrei que fosse do meu agrado. Havia ali essencialmente livros de estudo, de caracter mais científico e especializado. Thrillers parecia não haver por ali.
As chaves de todas as salas encontravam-se junto aos livros com uns porta-chaves coloridos. Parece que eu já as estava a baralhar todas.
Na banca da roupa usada também só havia roupa grande de mais. Apenas consegui encontrar várias camisolas de fato de treino todas iguais…do Anadia.
Com toda esta confusão, já não sabia onde tinha colocado os livros que trazia. E agora?
Também me lembro de ter sonhado com algo relacionado com cães. Penso ter visto em sonhos um cão com sangue no focinho.
Velhos conhecidos
Vamos narrar mais uma quinta-feira europeia com Braga e Sporting a entrarem em acção. Os arsenalistas foram os primeiros a entrar em campo na Eslovénia e não foram além do empate a uma bola frente à acessível formação do Maribor.
Em Alvalade, o Sporting irá receber os romenos do Vaslui e espera-se que os leões continuem na senda das vitórias.
Estou mesmo preocupada com a possibilidade de estar a ficar senil e esclerosada. No outro dia estive bastante tempo a tentar lembrar-me do nome deste jogador. E eu que raramente me esquecia do nome de um jogador dos Balcãs! Deste tinha mais obrigação de me lembrar. Ele jogou na Briosa e eu até o entrevistei nessa altura porque estive a fazer um curto estágio na Académica do qual muito me orgulho. É um dos pontos altos do meu currículo. O nome dele é Pavlovic e ainda continua a envergar a camisola vinte e três. Lembrava-me apenas do primeiro nome que é Milos. Talvez por ter conhecido outro há uns anos atrás e não me esquecer desse nome. Do apelido é que não me lembrava.
Voltando ao jogo e deixando as divagações e recordações remotas de há uns anos atrás, realce-se o perigo que o Sporting já está a criar enquanto eu divago e recordo o Jogador Número Vinte E Três do Vaslui, as suas chuteiras azuis e a entrevista no tempo em que ele era o Jogador Número Vinte E Três da Briosa.
Há um cruzamento do Vaslui sem perigo. É a primeira vez que a equipa romena aborda a baliza de Rui Patrício.
Agora é Schaars que remata. Entretanto o Jogador Número Três do Vaslui viu um cartão amarelo por quase arrancar Diego Capel pela raiz. Isto passa-se aos quinze minutos de jogo. O nosso amigo Pavlovic vê também o cartão amarelo pouco depois por falta sobre Rinaudo.
Este jogo tem a particularidade de todos os remates feitos por ambas as equipas saírem cruzados, de esguelha e para fora. Nem um na direcção da baliza!
Vá lá, isto que Wolfswinkel fez já parece um remate. Estamos com meia hora de jogo e é o primeiro remate que se aproveita. Não me lembro de um jogo com remates tão desastrados.
E ao fim da enésima falta, Milanov vê finalmente o cartão amarelo por falta sobre Evaldo.
Wesley, outro velho conhecido dos relvados portugueses, foi expulso por agredir João Pereira. Para retardar o inevitável momento em que o árbitro leva a mão ao bolso , saca do cartão encarnado e o exibe bem no ar para que ele o veja, Wesley fica caído no relvado o máximo de tempo que pode. Giro seria se ele fizesse birra e ali continuasse. Isso é que era!
Aos quarenta e dois minutos, Evaldo finaliza com sucesso uma boa jogada individual de Matias Fernandez. É com a vantagem de 1-0 para o Sporting que se chega ao intervalo.
O Sporting entra a carregar para a segunda parte e o guarda-redes já se aplica. De livre, Matias Fernandes volta a coloca-lo à prova.
Sai um remate de Diego Capel igualzinho àqueles que predominaram durante a primeira parte. Daqueles cruzados e sem perigo.
Estavam dois jogadores do Vaslui fora de jogo. Mesmo assim a bola não entraria. Do outro lado do campo, também ia sendo golo do Sporting mas não foi.
O segundo golo do Sporting é da autoria de Matias Fernandez que é o melhor jogador em campo.
Por simular uma alegada grande penalidade, Rinaudo acaba por ver um cartão amarelo. Nem o jogo se fazia se o Jogador Número Vinte E Um do Sporting não visse um cartãozinho.
Schaars testa a resistência das balizas novinhas em folha a estrear neste jogo, rematando com extrema violência ao poste. Estão aprovadas! Passaram no teste com distinção. Estão de parabéns os seus fabricantes.
Bojinov ainda tenta a sua sorte mas sem êxito. O resultado não se alterou. Wesley e Pavlovic- velhos conhecidos dos relvados nacionais- não foram felizes no regresso a Portugal. Com este resultado, o Sporting já se encontra apurado para a fase seguinte da Liga Europa. É a primeira equipa a conseguir esse feito.
Em Alvalade, o Sporting irá receber os romenos do Vaslui e espera-se que os leões continuem na senda das vitórias.
Estou mesmo preocupada com a possibilidade de estar a ficar senil e esclerosada. No outro dia estive bastante tempo a tentar lembrar-me do nome deste jogador. E eu que raramente me esquecia do nome de um jogador dos Balcãs! Deste tinha mais obrigação de me lembrar. Ele jogou na Briosa e eu até o entrevistei nessa altura porque estive a fazer um curto estágio na Académica do qual muito me orgulho. É um dos pontos altos do meu currículo. O nome dele é Pavlovic e ainda continua a envergar a camisola vinte e três. Lembrava-me apenas do primeiro nome que é Milos. Talvez por ter conhecido outro há uns anos atrás e não me esquecer desse nome. Do apelido é que não me lembrava.
Voltando ao jogo e deixando as divagações e recordações remotas de há uns anos atrás, realce-se o perigo que o Sporting já está a criar enquanto eu divago e recordo o Jogador Número Vinte E Três do Vaslui, as suas chuteiras azuis e a entrevista no tempo em que ele era o Jogador Número Vinte E Três da Briosa.
Há um cruzamento do Vaslui sem perigo. É a primeira vez que a equipa romena aborda a baliza de Rui Patrício.
Agora é Schaars que remata. Entretanto o Jogador Número Três do Vaslui viu um cartão amarelo por quase arrancar Diego Capel pela raiz. Isto passa-se aos quinze minutos de jogo. O nosso amigo Pavlovic vê também o cartão amarelo pouco depois por falta sobre Rinaudo.
Este jogo tem a particularidade de todos os remates feitos por ambas as equipas saírem cruzados, de esguelha e para fora. Nem um na direcção da baliza!
Vá lá, isto que Wolfswinkel fez já parece um remate. Estamos com meia hora de jogo e é o primeiro remate que se aproveita. Não me lembro de um jogo com remates tão desastrados.
E ao fim da enésima falta, Milanov vê finalmente o cartão amarelo por falta sobre Evaldo.
Wesley, outro velho conhecido dos relvados portugueses, foi expulso por agredir João Pereira. Para retardar o inevitável momento em que o árbitro leva a mão ao bolso , saca do cartão encarnado e o exibe bem no ar para que ele o veja, Wesley fica caído no relvado o máximo de tempo que pode. Giro seria se ele fizesse birra e ali continuasse. Isso é que era!
Aos quarenta e dois minutos, Evaldo finaliza com sucesso uma boa jogada individual de Matias Fernandez. É com a vantagem de 1-0 para o Sporting que se chega ao intervalo.
O Sporting entra a carregar para a segunda parte e o guarda-redes já se aplica. De livre, Matias Fernandes volta a coloca-lo à prova.
Sai um remate de Diego Capel igualzinho àqueles que predominaram durante a primeira parte. Daqueles cruzados e sem perigo.
Estavam dois jogadores do Vaslui fora de jogo. Mesmo assim a bola não entraria. Do outro lado do campo, também ia sendo golo do Sporting mas não foi.
O segundo golo do Sporting é da autoria de Matias Fernandez que é o melhor jogador em campo.
Por simular uma alegada grande penalidade, Rinaudo acaba por ver um cartão amarelo. Nem o jogo se fazia se o Jogador Número Vinte E Um do Sporting não visse um cartãozinho.
Schaars testa a resistência das balizas novinhas em folha a estrear neste jogo, rematando com extrema violência ao poste. Estão aprovadas! Passaram no teste com distinção. Estão de parabéns os seus fabricantes.
Bojinov ainda tenta a sua sorte mas sem êxito. O resultado não se alterou. Wesley e Pavlovic- velhos conhecidos dos relvados nacionais- não foram felizes no regresso a Portugal. Com este resultado, o Sporting já se encontra apurado para a fase seguinte da Liga Europa. É a primeira equipa a conseguir esse feito.
Nos bastidores do Festival
Sonhei que era altura do Festival Eurovisão. As coisas não corriam lá muito bem em termos técnicos.
Eram notadas imensas falhas. Por acaso o Festival era...em play back. Não estamos a falar do tema que Carlos Paião levou ao Festival em 1981 e que recuperei para ilustrar este sonho, estamos a falar daquele maravilhoso subterfúgio que faz vozes de cana rachada parecerem vozes límpidas e cristalinas de rouxinol.
Era um espectáculo de músicas trocadas aos participantes que já estava a desagradar a toda a gente.
Por incrível que pareça, eu e outras pessoas encontrávamo-nos nos bastidores do evento a confraternizar animadamente com os participantes.
Quando acabou de actuar, o representante da Croácia- um jovem muito sociável e extrovertido- sentou-se junto a nós e foi tecendo comentários a tudo o que se passava no palco. Os erros e as gafes não tinham fim.
Fartos de o ouvir, os meus companheiros começaram a insultar o jovem em Português sem que ele compreendesse o que lhe estavam a dizer.
Acordei. Ainda não eram seis da manhã. Faltava ainda mais de meia hora para me levantar.
Mais uma vez, Artur
O Benfica venceu os suíços do Basileia por 0-2 e está a um pequeno passo de se apurar para a fase seguinte da Liga dos Campeões. O jogo fica marcado por mais uma estrondosa exibição de Artur que está a mostrar que foi uma contratação acertada para a baliza do Benfica.
Canetas a postos e a escrever como deve ser, vamos então narrar o que vimos pela televisão deste jogo do Glorioso. Salta à vista a titularidade de Rodrigo em detrimento de Cardozo.
Na sequência de um livre, o Jogador Número Dezassete do Basileia remata com perigo mas a bola vai um pouco ao lado da baliza de Artur. Artur defende depois um remate de Frei.
O guarda-redes do Basileia também não quer ficar para trás em termos de defesas e aplica-se num remate de Rodrigo.
Que lance estranho! O que vale é que Artur estava atento.
Sensivelmente aos vinte minutos de jogo, o Benfica marca o primeiro golo. Por quem? Por Bruno César que ultimamente tem marcado imensos golos, alguns foram mesmo decisivos.
O jogador Streller vê o cartão amarelo. Num mano a mano com Artur, o nosso guarda-redes leva a melhor sobe o mesmo jogador. Empolgado, Artur volta a brilhar, opondo-se com categoria a um remate do temível Jogador Número Dezassete do Basileia. Este miúdo anda a ser seguido pelos colossos do Futebol Europeu mas cá para mim ainda vem parar ao Glorioso. No passado houve histórias assim de jogadores que terão feito o jogo das suas vidas frente ao Benfica e que acabaram por vir para a Luz no ano seguinte. Havia uma máxima há uns anos que era: “joga bem contra o Benfica e no Benfica jogarás”. Quem não se lembra de Sabry? Esse brinca-na-areia jogou magnificamente bem contra o Benfica nas competições europeias ao serviço do PAOK de Salónica e veio para o Benfica. Jogava essencialmente para o espectáculo e era pouco eficaz. Se acaso as coisas até saíam bem, era de levantar o estádio e os adeptos aplaudiam. Foi depois para o Marítimo e nem aí era titular. Acabou por desaparecer de circulação. Este jogador de que estou a falar ainda é um jovem e parece ser um craque mesmo.
Emerson vê um cartão amarelo. Adivinhem sobre quem fez ele a falta! Sobre o jogador de quem eu tenho vindo a falar- o Jogador Número Dezassete do Basileia. Realmente é de colocar a cabeça em água a qualquer um. É um craquezinho ainda a dar os primeiros passos. Cristiano Ronaldo que se cuide! Vem aí concorrência.
Gaitan desperdiça uma oportunidade de golo ao enviar a bola por cima. Isto passa-se antes de ser levantada a placa com os descontos.
Sai um remate de Streller com algum perigo e em cima do apito do árbitro para intervalo. O Benfica chega ao final da primeira parte a vencer por 0-1.
António Tadeia: “A Champions já exige um bom pedigree”. Ora repita lá! Essa foi boa.
Emerson ia marcando. Se acaso isso tivesse acontecido, seria o seu primeiro golo desde que está a jogar na Europa. Recorde-se que o lateral esquerdo do Benfica chegou à Europa para representar os franceses do Lille na época de 2006/2007.
Aimar falha o golo na cara do guarda-redes do Basileia. Foi uma bela assistência de Luisão. Na resposta o Basileia remata sem perigo para Artur que viria a negar o golo a Streller pouco depois.
Cartão amarelo para o Jogador Número Oito do Basileia por dar com o cotovelo em Cardozo que entretanto havia entrado para o lugar de Rodrigo. É o próprio Cardozo que marca o livre. Para se vingar do seu agressor, nada melhor do que o transformar em golo. É o segundo do Benfica.
Maxi Pereira sai lesionado e entra Miguel Vítor. Entretanto, no duelo particular entre o Jogador Número Dezassete do Basileia e Artur, o guarda-redes leva mais uma vez a melhor.
Remate de muito longe da autoria de Nolito, me parece. Entretanto Emerson vê o segundo cartão amarelo e é expulso. Escuso de mencionar o número do jogador que ele travou em falta. Nesta altura já todos sabem que foi o mesmo que cavou o primeiro cartão ao jogador brasileiro. Vai ser um problema para o Benfica, a ausência de Emerson. Sem ter Capdevilla inscrito, terá de ser o jovem Luís Martins ou uma adaptação de outro jogador a solucionar o problema.
Nesta altura Gaitan também faz figura de corpo presente em campo. Já se arrasta, o argentino, pelo relvado suíço.
Artur continua a sua boa exibição. Por acaso agora sofre falta. Por demorar a recolocar a bola em jogo, ele vê cartão amarelo. Sai também um cartão da mesma cor para o Jogador Número Dezassete do Basileia. Sim, que isto não é só andar a cavar cartões amarelos para os outros.
O jogo termina com o triunfo do Benfica por 0-2. No próximo jogo em casa também contra o Basileia, para além de não contar com Emerson, o Benfica também não poderá ser orientado por Jorge Jesus que foi expulso do banco por protestos.
Canetas a postos e a escrever como deve ser, vamos então narrar o que vimos pela televisão deste jogo do Glorioso. Salta à vista a titularidade de Rodrigo em detrimento de Cardozo.
Na sequência de um livre, o Jogador Número Dezassete do Basileia remata com perigo mas a bola vai um pouco ao lado da baliza de Artur. Artur defende depois um remate de Frei.
O guarda-redes do Basileia também não quer ficar para trás em termos de defesas e aplica-se num remate de Rodrigo.
Que lance estranho! O que vale é que Artur estava atento.
Sensivelmente aos vinte minutos de jogo, o Benfica marca o primeiro golo. Por quem? Por Bruno César que ultimamente tem marcado imensos golos, alguns foram mesmo decisivos.
O jogador Streller vê o cartão amarelo. Num mano a mano com Artur, o nosso guarda-redes leva a melhor sobe o mesmo jogador. Empolgado, Artur volta a brilhar, opondo-se com categoria a um remate do temível Jogador Número Dezassete do Basileia. Este miúdo anda a ser seguido pelos colossos do Futebol Europeu mas cá para mim ainda vem parar ao Glorioso. No passado houve histórias assim de jogadores que terão feito o jogo das suas vidas frente ao Benfica e que acabaram por vir para a Luz no ano seguinte. Havia uma máxima há uns anos que era: “joga bem contra o Benfica e no Benfica jogarás”. Quem não se lembra de Sabry? Esse brinca-na-areia jogou magnificamente bem contra o Benfica nas competições europeias ao serviço do PAOK de Salónica e veio para o Benfica. Jogava essencialmente para o espectáculo e era pouco eficaz. Se acaso as coisas até saíam bem, era de levantar o estádio e os adeptos aplaudiam. Foi depois para o Marítimo e nem aí era titular. Acabou por desaparecer de circulação. Este jogador de que estou a falar ainda é um jovem e parece ser um craque mesmo.
Emerson vê um cartão amarelo. Adivinhem sobre quem fez ele a falta! Sobre o jogador de quem eu tenho vindo a falar- o Jogador Número Dezassete do Basileia. Realmente é de colocar a cabeça em água a qualquer um. É um craquezinho ainda a dar os primeiros passos. Cristiano Ronaldo que se cuide! Vem aí concorrência.
Gaitan desperdiça uma oportunidade de golo ao enviar a bola por cima. Isto passa-se antes de ser levantada a placa com os descontos.
Sai um remate de Streller com algum perigo e em cima do apito do árbitro para intervalo. O Benfica chega ao final da primeira parte a vencer por 0-1.
António Tadeia: “A Champions já exige um bom pedigree”. Ora repita lá! Essa foi boa.
Emerson ia marcando. Se acaso isso tivesse acontecido, seria o seu primeiro golo desde que está a jogar na Europa. Recorde-se que o lateral esquerdo do Benfica chegou à Europa para representar os franceses do Lille na época de 2006/2007.
Aimar falha o golo na cara do guarda-redes do Basileia. Foi uma bela assistência de Luisão. Na resposta o Basileia remata sem perigo para Artur que viria a negar o golo a Streller pouco depois.
Cartão amarelo para o Jogador Número Oito do Basileia por dar com o cotovelo em Cardozo que entretanto havia entrado para o lugar de Rodrigo. É o próprio Cardozo que marca o livre. Para se vingar do seu agressor, nada melhor do que o transformar em golo. É o segundo do Benfica.
Maxi Pereira sai lesionado e entra Miguel Vítor. Entretanto, no duelo particular entre o Jogador Número Dezassete do Basileia e Artur, o guarda-redes leva mais uma vez a melhor.
Remate de muito longe da autoria de Nolito, me parece. Entretanto Emerson vê o segundo cartão amarelo e é expulso. Escuso de mencionar o número do jogador que ele travou em falta. Nesta altura já todos sabem que foi o mesmo que cavou o primeiro cartão ao jogador brasileiro. Vai ser um problema para o Benfica, a ausência de Emerson. Sem ter Capdevilla inscrito, terá de ser o jovem Luís Martins ou uma adaptação de outro jogador a solucionar o problema.
Nesta altura Gaitan também faz figura de corpo presente em campo. Já se arrasta, o argentino, pelo relvado suíço.
Artur continua a sua boa exibição. Por acaso agora sofre falta. Por demorar a recolocar a bola em jogo, ele vê cartão amarelo. Sai também um cartão da mesma cor para o Jogador Número Dezassete do Basileia. Sim, que isto não é só andar a cavar cartões amarelos para os outros.
O jogo termina com o triunfo do Benfica por 0-2. No próximo jogo em casa também contra o Basileia, para além de não contar com Emerson, o Benfica também não poderá ser orientado por Jorge Jesus que foi expulso do banco por protestos.
Segunda-feira típica
Uma segunda-feira típica é aquele dia em que me tenho de levantar bem cedo e pôr pés ao caminho antes que rompa o dia.
É aquele dia em que me sinto pessimamente de manhã depois de uma noite mal dormida e de algumas perturbações digestivas que são provocadas por comer mais do que habitualmente como durante a semana.
É o dia em que as dores de cabeça não me largam e em que como no refeitório a comida que a minha mãe me prepara e que transporto numa bolsa térmica azul da Mimosa igual às das minhas colegas, que por sua vez vai dentro de um velho saco preto da Nike que já é muito viajado e tem muitas peripécias para contar.
É o dia em que o trabalho é muito e em que tem sempre de acontecer algo desagradável e completamente inesperado.
É o dia em que vou para casa e não me apetece fazer mais nada. Com a cabeça a latejar da noite mal dormida, deito-me em cima da cama e adormeço.
É aquele dia em que me sinto pessimamente de manhã depois de uma noite mal dormida e de algumas perturbações digestivas que são provocadas por comer mais do que habitualmente como durante a semana.
É o dia em que as dores de cabeça não me largam e em que como no refeitório a comida que a minha mãe me prepara e que transporto numa bolsa térmica azul da Mimosa igual às das minhas colegas, que por sua vez vai dentro de um velho saco preto da Nike que já é muito viajado e tem muitas peripécias para contar.
É o dia em que o trabalho é muito e em que tem sempre de acontecer algo desagradável e completamente inesperado.
É o dia em que vou para casa e não me apetece fazer mais nada. Com a cabeça a latejar da noite mal dormida, deito-me em cima da cama e adormeço.
O susto
É sempre um prazer recebermos a nossa tia em nossa casa. No tempo em que a família andou de costas voltadas, quase não tínhamos notícias dela e isso intrigava-nos. É a única irmã da nossa avó que ainda é viva e a sua idade muito avançada faz com que nós tenhamos um certo carinho e grande estima por ela. Digamos que ela é a matriarca da família.
Às vezes a minha madrinha passa lá por casa e deixa-a ficar. Ela, a minha mãe e a minha vizinha passam a tarde a conversar e a recordar tempos antigos e pessoas que eu nem sequer conheço.
Era final de tarde de mais um Domingo em que a nossa tia ficou em nossa casa. Já começava a cair a noite. Envergando umas calças de treino vermelhas e uma camisola branca, eu estava entre a sala e a cozinha que já estava a ficar na penumbra do final de tarde. A cadela apareceu-me e eu afagava-lhe a cabeça. A minha tia deu com a bengala nas minhas pernas mas eu não liguei. Devido à sua idade avançada, pensei que ela estava numa das muitas fases em que não conhece as pessoas ou não sabe onde está.
Continuei no mesmo sítio a fazer festas à cadela. Os meus pais estavam ambos na rua. A minha tia, quase em pânico, levantou-se do sofá aos gritos pelo meu pai. Levava as mãos ao peito e já se ia a precipitar para a rua, correndo o risco de cair. Finalmente percebi o que se passava. Ela não me reconheceu no escuro.
Tive de lhe gritar que era eu que ali estava e que a cadela estava ao meu lado. Ela voltou-se a sentar. Alarmados pelos gritos da minha tia, os meus pais já vinham para dentro porque julgaram que ela tivesse caído. Encontraram-na a rir do episódio que se tinha passado.
Às vezes a minha madrinha passa lá por casa e deixa-a ficar. Ela, a minha mãe e a minha vizinha passam a tarde a conversar e a recordar tempos antigos e pessoas que eu nem sequer conheço.
Era final de tarde de mais um Domingo em que a nossa tia ficou em nossa casa. Já começava a cair a noite. Envergando umas calças de treino vermelhas e uma camisola branca, eu estava entre a sala e a cozinha que já estava a ficar na penumbra do final de tarde. A cadela apareceu-me e eu afagava-lhe a cabeça. A minha tia deu com a bengala nas minhas pernas mas eu não liguei. Devido à sua idade avançada, pensei que ela estava numa das muitas fases em que não conhece as pessoas ou não sabe onde está.
Continuei no mesmo sítio a fazer festas à cadela. Os meus pais estavam ambos na rua. A minha tia, quase em pânico, levantou-se do sofá aos gritos pelo meu pai. Levava as mãos ao peito e já se ia a precipitar para a rua, correndo o risco de cair. Finalmente percebi o que se passava. Ela não me reconheceu no escuro.
Tive de lhe gritar que era eu que ali estava e que a cadela estava ao meu lado. Ela voltou-se a sentar. Alarmados pelos gritos da minha tia, os meus pais já vinham para dentro porque julgaram que ela tivesse caído. Encontraram-na a rir do episódio que se tinha passado.
Acordei sem saber onde estava
Tinha preparado as coisas para ir na sexta-feira há noite, como habitualmente, para casa mas a minha irmã ligou-me a combinar irmos juntas no Sábado de manhã. Assim já teria boleia.
Levei novamente a mochila para casa e passei mais uma noite em Coimbra. Acordei a meio da madrugada. Estava a sonhar que me encontrava deitada na minha cama...em minha casa. Na rua havia um movimento anormal de carros que me estava a intrigar. Não era normal haver aquele movimento em plena hora de ponta, quanto mais àquela hora da madrugada.
Levantei-me quase histérica e preparava-me para chamar os meus pais para que fossem ver o que se passava na rua.
Acordei sentada na minha cama em Coimbra. O barulho que ouvia era o que vinha da rua. Por momentos fiquei desorientada e sem saber onde estava. Quando me lembrei que afinal tinha ficado em Coimbra, comecei-me a rir. O meu subconsciente foi fintado pela realidade.
Levei novamente a mochila para casa e passei mais uma noite em Coimbra. Acordei a meio da madrugada. Estava a sonhar que me encontrava deitada na minha cama...em minha casa. Na rua havia um movimento anormal de carros que me estava a intrigar. Não era normal haver aquele movimento em plena hora de ponta, quanto mais àquela hora da madrugada.
Levantei-me quase histérica e preparava-me para chamar os meus pais para que fossem ver o que se passava na rua.
Acordei sentada na minha cama em Coimbra. O barulho que ouvia era o que vinha da rua. Por momentos fiquei desorientada e sem saber onde estava. Quando me lembrei que afinal tinha ficado em Coimbra, comecei-me a rir. O meu subconsciente foi fintado pela realidade.
Wednesday, November 02, 2011
Pontos
Sonhei que me estavam a suturar a perna em que eu tenho a cicatriz.
Tudo isto se estava a passar na minha eira, numa bela tarde de Sol.
Tudo isto se estava a passar na minha eira, numa bela tarde de Sol.
Um calor que nem se suporta
Mas afinal em que mês estamos? Dizem-me que estamos em Outubro.
Saí do trabalho hoje. No pequeno trajecto até casa, quase que nem dava para suportar o calor. Acho que nem em Agosto esteve assim o tempo tão quente.
Onde é que isto vai parar?
Daqui a uma semana, se acaso vier o tempo mais fresco, passa-se de uma temperatura de mais de trinta graus para uma temperatura de menos de dez de temperatura máxima. Já está bom de ver que isso vai acontecer.
Não há Ser Humano que aguente estas alterações climatéricas! Haja paciência!
Saí do trabalho hoje. No pequeno trajecto até casa, quase que nem dava para suportar o calor. Acho que nem em Agosto esteve assim o tempo tão quente.
Onde é que isto vai parar?
Daqui a uma semana, se acaso vier o tempo mais fresco, passa-se de uma temperatura de mais de trinta graus para uma temperatura de menos de dez de temperatura máxima. Já está bom de ver que isso vai acontecer.
Não há Ser Humano que aguente estas alterações climatéricas! Haja paciência!
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