Tuesday, December 19, 2006

Heart's Day in Coimbra and Cantanhede










Regresso a um Futebol que não existe mais



Este é mais um sonho transcrito para este espaço num dia em que o tema desta mensagem deveria ser o Dial do Coração. Só que este sonho merece todo o destaque e mais algum, tal como todos os outros que- com mais ou menos detalhes- aqui tenho descrito.

Para não variar, o tema deste sonho não deixa de ser o Desporto. É natural. Eu sou uma pessoa que vive de e para o Desporto. Este tem a ver com Futebol, mais particularmente com competições europeias.

Este sonho levou-me a recuar no tempo até a algo que, com o aparecimento de outros interesses, se perdeu. Eu ainda sou do tempo em que todos os clubes portugueses envolvidos nas competições europeias jogavam no mesmo dia, a horas diferentes e os seus jogos podiam ser vistos por toda a gente na RTP. Hoje não é nada assim. Tenho de andar sempre a ver ou a perguntar a que horas são os jogos porque nunca sei.

Em sonhos posso ter uma tarde ou uma noite europeia...ou uma madrugada- como neste caso. O Benfica jogou mais cedo. O adversário era o Dínamo de Tblissi. Onde é que eu fui buscar isso? Parece que estava empatado a uma bola.

Mas é o jogo do Porto com uma equipa Suiça (Grashoppers?) que vai dominar este sonho. Também um guarda-redes vai ser o centro das atenções. Eu e os sonhos com guarda-redes com comportamentos estranhos...

Por incrível que pareça, o jogo disputou-se na minha terra (num campo que só existe em sonhos mesmo) a altas horas da madrugada. Parece que existe uma lei que não permite que os jogos se prolonguem para além da meia-noite. Mas nos sonhos quem é que cumpre essa lei? Aquele jogo realizou-se a horas impróprias e pronto!

Era uma da manhã e íamos com cerca de meia hora de jogo. Portanto, começou à meia –noite e meia. O campo era pelado e apenas as luzes dos postes o iluminavam. (a UEFA não permitiria que se jogasse num campo assim)

O jogo foi um evento importante para as gentes da minha terra que foram em peso assistir, apesar de serem poucos os portistas. Para confirmar o clima de regresso a um tempo passado, basta dizer que a minha avó (que morreu já em 1989) estava entre a assistência. E ela não ligava a Futebol!

Diego alinhava ainda no Porto. Estava gordo e ostentava uma enorme barriga. Estava imóvel em campo sem interferir nas jogadas de ataque. Eu só reparava nele, e no que ele se transformou.

O jogo levava só uma direcção: a da baliza do Porto. Olha o Porto a ser pressionado por uma equipa suiça!

Durante todo o sonho, nunca me lembro de ver os jogadores da outra equipa. Apenas o guarda-redes que foi o personagem principal disto pela negativa.

Um gato preto invadiu o terreno de jogo e foi justamente para junto da baliza do clube adversário do Porto. Não era o Mong. Foi nessa altura que toda a gente constatou que o guarda-redes já dormia. Que vergonha! Aproveitando a pouca visibilidade que existia junto à sua área e o facto de nada ter para fazer, o indivíduo resolveu espalmar-se no chão e aproveitar o tempo. Se o gato não se tivesse ido esfregar nele, ninguém dava por nada que ele estava a dormir.

Quando as pessoas se aperceberam do que estava a acontecer do lado contrário ao do jogo, começaram a assobiar, a berrar alto e a mandar bocas. O guarda-redes acordou estremunhado e justificou o facto de estar a dormir com a hora imprópria a que o jogo se realizava e com a falta de luz.

O guarda-redes era alguém que eu conhecia bem, mas no sonho não me lembrava de onde o conhecia nem como se chamava. Também pensava durante o sonho em escrever um texto que tivesse como tema os horários impróprios a que se realizava aquele e outros jogos. Pelos vistos era normal os jogos serem a essa hora. Alguns. Indignada, eu questionava como seria se uma equipa do Kazaquistão fizesse um jogo àquela hora. Com ironia respondi que provavelmente adormeceriam todos, dada a diferença horária.

Com tudo isto acordei. Foi aí que me lembrei que, de facto, conhecia o guarda-redes e que realmente esse jogo aconteceu aí em 2002. Nesse jogo entre o Porto e o Grashoppers nada de anormal se passou. Nessa altura era guarda-redes da equipa suiça o jovem Peter Jehle que actualmente alinha no Boavista. Era esse o guarda-redes que eu dizia que conhecia?

Mas o que terá originado tal sonho? Normalmente costumo colocar nesta mesma página uma explicação para sonhar com isso e não com outra coisa. Na rádio ouvi falar qualquer coisa sobre o Diego. O Sporting irá jogar quarta-feira mais cedo por o jogo ser na Rússia e por, a certa altura, dizerem que os guarda-redes de Aves e Sporting tinham pouco trabalho porque o jogo se disputava longe das áreas.

Fui ver como estava o tempo. Não convinha que chovesse, senão ficaria tudo estragado. Aparentemente o dia até estava agradável. O pior veio depois.

Dirigi-me para a Praça da República onde se iriam realizar inúmeras actividades para comemorar o Dia do Coração. A sessão iniciou com terapia do riso em que toda a gente se tinha de rir de tudo e de nada. Depois teve alguma ginástica e uma sessão de Capoeira.

Em Coimbra volto a referir que estava um tempo agradável. Pessoas de todas as idades (e até cães) juntaram-se à festa e rumaram a Cantanhede em autocarros, depois de terem sido distribuídas tigelas para se provarem as sopas que lá havia e outros brindes.

À medida que avançávamos rumo a Cantanhede o tempo ia ficando cada vez mais encoberto. Ainda passei por sono durante a viagem.

Em Cantanhede o frio era insuportável e o vento soprava. Caminhámos um pouco até aos Paços do Concelho onde se iriam realizar mais actividades. Foram distribuídos balões encarnados em forma de coração e assistiu-se a uma largada de pombos. Já chovia.

Chegou o momento de provarmos as sopas confeccionadas por algumas instituições. Com aquele tempo sabia bem uma sopa quentinha e um pão a acompanhar. Foi aí que o tempo começou a piorar. A chuva tornou-se intensa, começou a ficar frio e as actividades tiveram de ser canceladas.

Andava a vaguear pelas barracas mas a chuva não convidava a andar por ali. Ninguém se lembrou de trazer guarda-chuva. A molha foi monumental.

Um grupo de jovens decidiu actuar na mesma no interior dos Paços do Concelho. Foi nessa altura que vieram chamar toda a gente para regressar a Coimbra. O tempo não estava para brincadeiras.

Saí do autocarro e segui pela primeira rua que encontrei. Asneira! E molha também porque tive de voltar para trás. Já não é a primeira (e estou em condições de garantir que não será a última) vez que eu faço isso. Sobre essa rua...há um texto quase inteiro mais à frente.

Como se não bastasse a molha, ainda achei um balão laranja junto ao Jardim Botânico e tentei (sem êxito) pontapeá-lo lá para dentro. Acabou por ficar no meio da estrada.

Com tudo isto, cheguei a casa mesmo na hora em que terminava o Mundial de Ciclismo. Paolo Bettini acabou por suceder ao belga Tom Boonen com campeão do mundo.

Depois de tirar a roupa suja e encharcada, fui descansar um pouco enquanto me deliciava a ouvir a chuva que caía intensamente. A tarde desportiva não existiu. Estive sempre à espera que começasse algum jogo, mas isso não aconteceu.

Ouvi dizer nas notícia que o Gil Vicente voltou a não comparecer ao seu jogo. Não sei onde é que isto vai parar!

O Boavista jogou com a Académica. Como habitualmente, ouvi o relato pela Rádio Universidade. Eles são demais! Desta vez, um deles desligou os fios à maneira de se estar sem emissão durante largos minutos.

O tradicional minuto 69 coincidiu com o segundo golo do Boavista. De referir que o jogo terminou com uma igualdade a dois golos.

Situação do dia:
Foi incrível a forma como as condições climatéricas mudaram num espaço de tempo tão curto. Estava de manga curta e fui surpreendida por um vento mesmo cortante. Foi aí que brindei a cidade de Cantanhede com um strip improvisado. Como tínhamos de vestir as t-shirts do Dia do Coração por cima, tirei uma camisola de manga comprida da mochila e vesti-a ali mesmo. Trazia um top por baixo. Se assim não fosse, não me apanhavam no meio da rua a fazer tais coisas.

Bacorada do dia:
“O temporal está muito mau!” (se estivesse bom evitávamos de ter ido para casa mais cedo.)

A casa da Rabobank quer-se bem arrumadinha

É nesta altura do ano que as grandes decisões quanto à construção das equipas de Ciclismo se tomam. Por outras palavras- e como se diz na gíria- a casa tem de começar a ser arrumada.

Na Rabobank prepara-se também a época de 2007. Contratações e renovações estão na ordem do dia. Foram quatro os ciclistas que renovaram contrato esta semana: Gerben Löwik, Pedro Horrillo, Greame Brown e Grisha. Löwik renovou por mais dois anos, enquanto os restantes atletas renovaram por mais uma época desportiva.

Curioso aqui é o facto de Greame Brown ter prolongado o seu contrato. Ele que se mostrava insatisfeito por não ter sido opção para a Vuelta, apesar dos excelentes resultados conseguidos ultimamente. (ver texto “As lamentações de Brown”) Até se dizia que o Max regressava para o lugar dele. Afinal vão lá ter lugar os dois! Pode-se dizer que as lamentações de Brown foram ouvidas pelos responsáveis da turma laranja e azul que reconsideraram e optaram até por renovar o seu contrato.

Há uma coisa que eu ainda não sei. Se o Ten Dam vai ou não regressar também à Rabobank. É que saiu uma notícia algo perturbadora. A equipa do Ten Dam- a Unibet.com- quer-se vingar e “roubar ” o Thomas Dekker à nossa equipa. Sendo assim, mais vale ficarem as coisas como estão.

Quem certamente não volta a vestir a camisola laranja é o belga Marc Wauters que se despediu da maneira menos própria. Tal como já aconteceu com o também recentemente retirado Erik Dekker, Wauters terminou a sua carreira mais cedo devido a uma queda que o afasta de participar no último Mundial da sua carreira. Enfim: que fazer com este pessoal que termina assim a carreira?

E assim vão as coisas no reino laranja e azul. Ainda neste texto iremos falar de outros assuntos relacionados com Ciclismo que nada têm a ver com a Rabobank e ainda bem.

Como referi no texto anterior, tive de ficar por Coimbra de forma inesperada. Iria participar nas actividades alusivas ao Dia do Coração agendadas para Coimbra e Cantanhede.

Havia que fazer alguma coisa no dia de sábado para me entreter. Os CD’s comprados na véspera foram uma maneira privilegiada de passar o tempo. Também iria lavar alguma roupa e iria comprar algo para uma amiga minha que fazia anos nesse dia. Essa prenda...

Comecemos justamente pela ida a uma loja de chineses naquele dia em que chovia, fazia sol, trovejava e o vento soprava com alguma intensidade.

Não sou só eu que reclamo com os autocarros. Um homem foi obrigado a ir a pé a resmungar contra os autocarros. Ia pela rua a falar bastante alto e a andar em passo apressado. Ia mesmo bravo, o raio do homem! Era de fugir.

Pelo caminho, passou pelo autocarro onde eu ia um veículo bem colorido e bem alegre.

Já perto da loja onde eu iria fazer compras encontrei o nosso antigo coordenador de Desporto e antigo guia de Ciclismo. Como o tempo passa! Ele vinha com a sua pequena filha pela mão. Os anos passam sem darmos conta.

Depois de muito procurar algo para dar à minha amiga, lá encontrei uma coisa absolutamente...Enfim!

Claro que tive de me esquecer do guarda-chuva dentro da loja. Curiosamente aquele guarda-chuva tinha sido ali comprado há algum tempo atrás.

Depois do almoço e de ouvir um pouco de música ainda tive tempo de ir até à ACAPO ver as notícias. Era também para fazer um treino de bicicleta, mas o senhor ia fechar porque tinha de sair mais cedo.

Para além das notícias que deram origem ao tema principal deste texto, também se soube por alto que está para rebentar mais um escândalo de doping na Bélgica e que o argentino Martin Garrido que alinha na Duja-Tavira foi impedido de participar no Mundial por ter uma elevada taxa de hemoglobina- o que pode causar morte súbita durante uma prova.

A minha senhoria mandou-me ir ao Pingo Doce fazer umas compras para ela. Para trazer tudo, emprestou-me um saco com umas rodas. (ver foto) O caminho é inacessível a esse tipo de “veículos”. Imaginem o trabalho que foi trazer aquele saco a subir as escadas cheio de compras! Foi um espectáculo!

À noite jogava o Sporting com o Aves. Sensivelmente à mesma hora realizava-se outro jogo que eu não me lembro quais eram os intervenientes. Esse jogo ficou empatado a zero. Salvo erro era entre o Setúbal e o Belenenses, mas não tenho a certeza. Também não interessa.

O jogo do Sporting terminou com a vitória leonina por 2-0. Alecsandro e Tonel coloriram o marcador.

E chegou ao fim mais um dia sem que antes fosse lavar as calças e colocá-las a secar.

Situação do dia:
Pelos vistos não é preciso ir para casa de fim-de-semana para presenciar tropelias de gatos. Essas terríveis pestinhas são iguais no campo ou na cidade e têm sempre umas tropeliazinhas para nos presentear. Naquela tarde, estava eu no meu quarto a ouvir música quando ouvi a minha senhoria a discutir. Fui ver o que se passava e perguntei-lhe o que era. Tinham sido os gatos que tinham entrado e ela foi dar com eles refastelados em cima da cama. Ri-me até não poder mais!

Bacorada do dia:
“Ambos partilham um fato cinzento.” (ou o fato era muito largo que cabiam lá os dois, ou eles eram anorécticos.)

Mudança repentina de planos

Como os planos de uma pessoa mudam num abrir e fechar de olhos! Tinha planeado ir até ao Dolce Vita buscar um kit para instalação de banda larga em casa. Isto eram os planos quando eu me levantei. No entanto, tudo ficou alterado no final do dia.

Tudo começou quando eu regressei do almoço. A minha colega tinha um recado para mim da ACAPO. Era para ir a Cantanhede participar nas iniciativas do Dia Mundial do Coração que iam decorrer no Domingo. Fiquei triste porque já tinha outros planos e não me podia dividir. Tive de dizer que não podia ir. Que poderiam ter dito isso há mais tempo. Mas o dia ainda não tinha chegado ao fim e muito haveria que mudar. Como diz o outro,”o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira”. Neste caso: “o que à tarde é verdade, mais à noitinha pode ser mentira”.

Estive toda a tarde a pensar nas actividades desportivas que ia haver em Cantanhede e que não iria lá estar. Já tinha outras coisas para fazer e instalar banda larga em casa é uma prioridade. Com a Internet que lá tenho, não vou a lado nenhum.

Iria a Cantanhede. Vejamos o que fez tudo se alterar radicalmente. Dirigi-me ao Dolce Vita logo depois de sair para adquirir o kit de instalação de Internet de banda larga. Na Portugal Telecom fizeram-me o teste para ver se a banda larga seria ou não viável no local onde vivo. O teste foi negativo. Foi apenas isso que fez com que tudo mudasse de um momento para o outro.

Imediatamente liguei para a minha irmã e para outras pessoas a fim de resolver a minha vida. Inesperadamente, acabaria por ficar por Coimbra nesse fim-de-semana sem contar. Já teria de lavar alguma roupa à mão e passá-la a ferro.

A madrugada que antecedeu aquela Sexta-feira foi igualmente agitada. Ultimamente tem sido assim. Às vezes apetece-me encher um balde com água bastante fria, abrir a janela e encharcar as pessoas que estiverem a perturbar o sossego dos outros. Até é bom porque um banho de água fria é bom para as bebedeiras que alguns apresentam de forma bem visível- ou bem audível- já que fazem tanto barulho. A grulhada foi tal que a minha senhoria ouviu e levantou-se.

A baixaria de algumas pessoas continuou quando apanhei o autocarro. Estava um dia fresco mas não chovia. Um grupo de estudantes do Ensino Secundário (presumo eu) falava alto demais a ponto de causar dor de cabeça e de irritar profundamente. A sua linguagem era bastante obscena e imprópria para ser usada num local frequentado por crianças, muitas delas ainda de colo. Se são estes os homens de amanhã, é caso para estarmos preocupados.

Curiosamente, quando eu estava a descer as escadas para iniciar mais um dia de trabalho, tocava a música da Sara Tavares “Bom Feeling”. Era assim que se queria que começasse o dia.

Os utentes do ginásio são pessoas bastante simpáticas e compreensivas. Vão sempre acontecendo algumas coisas bastante curiosas. Apareceu um cartão com o número 2222. Esse era fácil de registar.

Sou um pouco distraída. Com a conversa ainda pior. Nessa manhã, enganei-me a entregar um cartão e confundi uma senhora com um senhor. Também havia que arrumar algumas garrafas de água.

Quando fui almoçar, caíam uns pingos de chuva e parece que eu não tinha chapéu-de-chuva. Foi no almoço na cantina que me lembrei da razão de ser de um sonho que tive com um francês. Vi um ontem no bar. O sonho passava-se na cantina e metia tabuleiros não sei a que propósito.

Sempre apressada, ainda fui tratar de uns assuntos. Mal cumprimentei a senhora que tomava conta da residência universitária onde eu estive enquanto estudei. Pedi desculpa pela pressa e segui. Tinha de chegar a horas.

Cheguei a tempo e isso é que é essencial. Para a tarde, além do trabalho habitual, ainda iria fazer também um esquema da máquina de analisar a água da piscina.

Depois de sair fui comprar umas coisas que precisava, Um cronómetro era a prioridade. Também fui comprar uns CD’s e demorei bastante nesses afazeres. Até me esqueci que havia Futebol.

O Porto jogou com o Beira-Mar e venceu por 3-0, enquanto que o Benfica empatou em Paços de ferreira a uma bola. Imaginem quem marcou o golo- Katsouranis. Estava a ver que o grego não marcava um golo na baliza certa!

E lá tenho de ficar a passar o fim-de-semana por aqui!

Situação do dia:
Ia tão apressada que quase me estatelava no chão quando tropecei num enorme pedregulho que se encontrava junto ao Pavilhão.

Friday, December 15, 2006

Dia típico de chuva

Há coisas que só acontecem quando chove. Naquele dia, dei por mim a reflectir sobre a maior confusão que existe nesses dias. Olhamos pela janela e constatamos que está a chover. Logo pensamos que o dia vai ser complicado. Não nos enganamos.

Mas porque será que circulam mais veículos na estrada sempre que as condições climatéricas são adversas? As próprias pessoas parecem vindas sei lá de onde para darem mais movimento às ruas. Por onde anda aquela gente toda quando está tempo bom? Sou tentada a dizer que as pessoas preferem andar na rua quando chove.

Nos autocarros é a confusão. Andam, naturalmente, apinhados e nunca chegam a horas. Mais pessoas, mais trânsito, carros a buzinar numa chinfrineira insuportável, com todos os faróis ligados e a salpicar as pessoas que esperam os autocarros na paragem com água suja.

É nesses dias que as pessoas usam roupas mais escura. O azul-escuro predomina. O preto e o castanho também são muito vistos.

O mais incómodo nesses dias é enxugar a roupa no corpo depois de uma valente molha. Com o vento, o guarda-chuva não vale de nada. Temos de aguentar. Trazia pastilhas elásticas dentro da mochila que se deterioraram pela acção directa da chuva.

Levei o equipamento para o trabalho e quando chegou a hora de treinar tinha a t-shirt toda molhada. Maldito dia de chuva! Nesses dias parece que tudo nos acontece. É demais! De facto o clima está a mudar. Estamos a entrar no Outono!

Fora a chuva, o vento e a mudança de estação: a noite voltou a estar agitada. Um bêbado falava alto e com uma voz muito cómica ao telemóvel. Eram três da manhã. O indivíduo já muito afectado pelos copos em excesso, dizia ao seu interlocutor que, se ele ainda quisesse sair, que dissesse antes de ele entrar em casa. É que depois seria muito difícil voltar a sair. Pudera! Com a bêbeda com que ele estava, bastava sentar-se numa cadeira que logo tombaria para o lado a ressonar.

E lá fui para o trabalho bem cedo. O dia estava péssimo. Já o referi. Estava óptimo para andar de autocarro.

Andavam por ali uns óculos de Natação. Pode-se dizer que arranjei um brinquedo novo para ocupar a hora de almoço.

O meu trabalho é feito de algumas tropelias. Espetei um prego de um cacifo num dedo. Nada de grave.

Entre a uma e as três e meia da tarde o ginásio é um deserto. Nada há para fazer. Sempre se vai lendo alguma coisa. Às vezes ficamos a saber coisas extremamente interessantes sobre diversos temas que desconhecíamos de todo.

Depois das quatro horas começa a chegar gente e, a partir das cinco, a algazarra é completa com a chegada dos miúdos para as aulas. Temos de fazer os possíveis para manter a ordem.

O treino correu bem, apesar de andar a treinar com uma t-shirt húmida da molha que apanhei de manhã. Dei seis voltas à pista para aquecer e depois fiz três acelerações de 200 metros sem cronometragem porque ainda não tenho cronómetro. Posso dizer que fiz um bom treino, tendo em conta a fase atrasada da época em que nos encontramos.

E finalmente o merecido descanso! Era dia de entrevista ao presidente do Glorioso. Era uma entrevista muito esperada porque Luís Filipe Vieira iria revelar se se recandiataria ou não à Presidência do Benfica. Foi também mais uma oportunidade para se voltar a falar do “caso Apito Dourado” e do famoso dossier amarelo que contem passagens surpreendentes que envolvem gente bastante influente do Futebol Português.

Por fim, a notícia por que todos esperavam: Luís Filipe Vieira vai recandidatar-se.

Situação do dia:
Toupeira dum raio! Como não estou habituada a vir pelo caminho do Dolce Vita, não dava com a porta por onde normalmente costumo entrar para o treino. As portas ali são muitas. Depois de muito andar para a frente e para trás e de muito reflectir, lá dei com a porta e lá fui à minha vida.

Wednesday, December 13, 2006

Conhecendo melhor o ginásio

Segundo dia de permanência no ginásio! Altura para reparar no que se passa na empresa que me vai acolher nesta primeira experimentação.

Em termos de instalações, o edifício é moderno, está situado numa zona espectacular cheia de espaços verdes e de tranquilidade. Está equipado com dois campos de Ténis que podem ser alugados e onde se poderão ministrar aulas.

No seu interior existe uma piscina, uma sala de fitness e uma sala de musculação. Tudo espaços de luxo e ultramodernos. Os balneários estão equipados com sauna, banho turco e jacuzzi. Existe ainda uma sala de banho escocês.

Para matar a fome e a sede aos utentes, existem várias máquinas onde se podem adquirir produtos necessários para quem cuida do corpo até à exaustão. Havia barras energéticas, bebidas isotónicas, água com magnésio e chocolates.

Em termos de diversidade de modalidades desportivas, pode-se considerar que este health club é bastante eclético. São inúmeras as actividades que se podem praticar, desde Natação, Ténis, Squash, Musculação, Fitness e aulas de outros tipos de Desporto menos conhecidos do grande público.

Para prestar apoio a quem queira fazer um pouco de Fitness ou de Musculação existe acompanhamento personalizado em ambas as salas.

As pessoas que frequentam o ginásio diferem consoante a hora do dia em que nos encontramos. Da parte da manhã, são vistos membros individuais ou de família que são pessoas de meia-idade. Poucos jovens são vistos da parte da manhã a frequentar as instalações do ginásio.

Da parte da tarde o ambiente muda completamente. Decorrem aulas de Ténis e de Natação para os mais novos. Também são vistas pessoas mais jovens que trabalham nas restantes horas do dia a irem dar umas braçadas na piscina ou a cuidarem do corpo nas salas.

Quanto ao trabalho que tenho de desempenhar, tudo está a ser novo para mim. Registo cartões, entrego chaves, dobro toalhas e arrumo dossiers. Estamos só no segundo dia, mas estou a gostar. O problema são os autocarros.

Para melhor trabalhar, e aproveitando os tempos mortos da hora do almoço, resolvi fazer uns esquemas dos cacifos.

Experimentação à parte, a madrugada prometeu. Aparentemente, é uma altura do dia em que não deveria acontecer nada, mas nem sempre é assim. Os sonhos e algumas situações que atrapalham o sono acontecem.

A minha senhoria sempre ouve a Rádio Renascença a altas horas e com o som no máximo. Depois sonhei com um incêndio. Não me lembro em que contexto.

Fiquei de decorar o caminho para tentar ir a pé. Reparei que é difícil ir a pé porque existem muitas rotundas e muitos desvios. De autocarro demoro seis minutos até lá. Isso a pé demoraria aí uns vinte minutos. Nem tanto. Sempre chegaria lá mais depressa do que o tempo que demora o autocarro a vir até à paragem para eu o apanhar.

Na cantina o almoço era algo que eu gosto muito: bacalhau com natas. Pedi logo uma pratada. Há que aproveitar! As empregadas da cantina até se admiraram de eu comer bem. Estava uma delícia!

Depois de sair fiquei de combinar com uma amiga minha irmos para a Faculdade de Letras para a primeira aula de Holandês. Estávamos na paragem do autocarro quando uma amiga minha me ligou. Então não é que o diabo do telemóvel se desligou! Na altura apeteceu-me desfazê-lo em mil bocados. Com a fúria com que estava, poderia bater o recorde de arremesso do telemóvel. Quando eu me enervo...

Não fazia ideia onde ficava a sala. A minha amiga também não. Estivemos ali a conversar durante algum tempo, mas ninguém apareceu. Voltámos para trás. À noite iria ligar à professora para saber o que se passava.

Foi isso que fiz. Liguei para a professora e fiquei então a saber que as aulas começam no dia 2 de Outubro.

Situação do dia:
Na cantina houve um senhor que partiu uma garrafa a tirar-lhe a tampa.

Bacorada do dia:
“Davam pedaços de fruta cortada” (se cortassem os próprios pedaços da fruta em pedaços cada vez mais pequenos, teríamos fruta picada.)

Sunday, December 10, 2006

Primeiro dia no ginásio

E chegou o meu primeiro dia no ginásio para três semanas de experimentação. Havia que preparar as coisas.

A primeira vez que se vai para um local novo é na companhia da professora de Mobilidade ou da técnica de inserção que tinha ido com outra colega minha.

Meti-me ao caminho com a professora de Mobilidade. Tinha de ficar a saber onde e que autocarro haveria de apanhar. Essa dos autocarros! Vai prometer.

Saímos na paragem errada e andámos por ali à procura de um ginásio que ninguém sabia onde ficava. Foi uma forma de conhecer uma outra cidade de Coimbra que desconhecia. Ali as ruas eram tranquilas, havia belos espaços verdes e algumas vivendas.

Apanhámos novamente o autocarro e desta vez saímos onde devia ser. O dia, realmente, estava bastante agradável para dar um passeio a pé por aquelas bandas cheias de ar puro. Recomeçou a saga da procura do ginásio.

Tínhamos de subir bastante até encontrarmos o que procurávamos. Iria ser ali naquele espaço tão verde e tranquilo que iria passar as próximas três semanas. Até chegar lá tinha de contornar todo o edifício. Podia ir por umas outras escadas, mas as que davam para a recepção tinham os degraus marcados e é raro ver uma coisa dessas. Infelizmente!

Fui bem recebida por aquelas que iriam ser minhas colegas nas próximas três semanas. Ficou combinado eu começar já nessa tarde. Estava bastante ansiosa.

Depois do almoço na cantina que, afinal estava aberta, meti-me ao caminho. Ir-me-ia perder? Saberia ainda dar com o ginásio?

E lá fui eu metida no autocarro sempre atenta às referências. Saí onde devia ter saído. Subi as escadas, contornei o edifício...e lá estava eu sem desvios no local de “trabalho”.

As minhas colegas estiveram-me a integrar no esquema do ginásio. Tinha de entregar chaves, registar cartões num computador equipado com um plasma e dar toalhas, roupões e outros objectos.

Eu também tive de observar algumas tarefas, tais como analisar a água da piscina, fazer pagamentos e ver quem eram os clientes que levavam toalhas, roupões ou as duas coisas.

Também quis saber algo sobre a empresa que me acolhia e sobre o tipo de tarefas que iria desempenhar ao longo das próximas três semanas. Para primeira impressão, levo uma imagem positiva.

O meu primeiro dia de experimentação foi também marcado por alguns acontecimentos. Foi o enésimo sonho que tive com gatos atropelados.

Desde cedo que me estavam a ligar e a mandar mensagens para o meu telemóvel. Pensei que fosse brincadeira de alguns colegas meus. Já estava a perder a paciência. Quem era desligava logo.

Fui ao banco e sempre a mesma história de chamadas e mensagens que eu não sabia de onde vinham. Afinal era a minha colega que me queria avisar que as aulas de Holandês começavam no dia seguinte. Que bom!

Quando fui almoçar, depois do que acima relatei, notei que a escola estava diferente. Durante as férias o branco das paredes fora trocado pelo amarelo. No entanto, essa não era a única novidade que existia no edifício. Agora a casa de banho tem uma luz com uns sensores. Só que as luzes apagam-se e, ao fim de um certo tempo, temos de andar às escuras feitas toupeiras.

E para chegar a horas seja lá onde for? O autocarro é só um e tenho de apanhar só aquele, senão é atraso na certa.

Saí às seis horas. O autocarro demorou uma eternidade. Ainda fui comprar senhas e pedir horários de autocarros que nem sempre são cumpridos. Eram mais de sete da tarde quando cheguei ao treino. Lindas horas!

Tive de treinar à pressa porque a pista fecha às oito horas. O que iria fazer nesse curto espaço de tempo? Quando vi algum pessoal a fazer ginástica tive uma ideia brilhante: dar três ou quatro voltas e fazer também ginástica e alongamentos. Assim foi: dei quatro voltas à pista e aproveitei para “trabalhar a vertente física”. É o que se chama um treino “à laia de quem tem pressa”.

Mas nem se pense que eu fui descansar quando cheguei a casa. Isso queria eu! Havia ainda roupa à minha espera para lavar.

E finalmente dou por mim a ver um pouco de televisão e depois a ouvir as notícias do Desporto. Antes de me deitar fiquei a saber que no Gil Vicente as coisas vão de mal a pior. Parece que os jogadores não recebem e, como se não bastasse, também não jogam.

No dia seguinte iria fixar o caminho. Com a demora dos autocarros, mais vale ir a pé.

Situação do dia:
Isto de treinar tarde e a más horas, afinal, sempre tem as suas vantagens. Quando eu já me estava a vestir para ir embora, apareceu no balneário uma inglesa que tinha vindo a um congresso e aproveitava a pista para manter a forma. Foi uma oportunidade para desenferrujar o meu Inglês. Com a conversa, por duas vezes troquei o saco dos chinelos com o saco das sapatilhas. Eu sou assim!

Bacorada do dia:
"Power Rangers ou lá o que é isso." (Powerade)

A suspeição do costume

Parece que a confusão e o clima de suspeição no Futebol Português não têm fim. Eu desconheço se em outros países (tirando a Itália onde as suspeitas acabam por se confirmar) também se acusa A, B ou C de ser beneficiado em certos jogos.

Agora é o Portimonense que se assume lesado pelas arbitragens arranjadas via telefone. (porque é que não é através de Messenger?) O próprio presidente do clube algarvio alega ter ouvido uma conversa telefónica em que, segundo percebi, iria ser beneficiado o Leixões. Até na Liga de Honra! Como isto anda!

E já agora: como é que ele teve acesso a essa conversa? Isso é que me causa um pouco de confusão. A conversa estava ali prontinha para ele chegar e escutar. Essa é boa!

O que eu sei é que assim não vamos a lado nenhum. Falam do “Apito Dourado”. Falam que o Major Valentim Loureiro é culpado. Que Pinto da Costa está implicado até ao pescoço, que há árbitros corruptos e não se vê nada de concreto. E foi só em 2004 que certas equipas foram prejudicadas? Parece que é chegada a altura de serem apresentadas provas de algumas acusações que se mandam para o ar, sob pena de andarmos toda a vida a viver neste clima de desconfiança.

Deixemos o Futebol. Eles que se entendam! Vamos antes contar como foi um dia de transição em que eu não tive aulas e ainda não fui para o local de experimentação. Um dia cheio de Sol em que passei o tempo trancada na sala de multimédia a fazer tudo e mais alguma coisa.

Primeiro actualizei o Currículo. Depois fui ver as notícias de Ciclismo e fiquei a saber que o Roy Sentjens vai trocar a Rabobank pela Davitamon- Lotto.

Também andei a actualizar o blog na medida do possível. Constatei que me faltavam umas fotos e não pude continuar. E assim chegámos rapidamente à hora de ir treinar.

Curiosamente fui treinar de camisola laranja e calções azuis. Juro que não foi de propósito! Agora nesta fase da época faço mais endurance. Como o cronómetro está avariado, dei quinze voltas à pista. Apesar de a época de treinos ter começado há pouco, já demonstro estar cada vez melhor. Preciso apenas de ganhar um pouco de resistência.

Depois do treino havia de carregar baterias para os restantes dias da semana. Muita coisa vai mudar. Para isso, nada melhor que assistir ao triunfo de mais uma concorrente no “Um Contra Todos ”.

Situação do dia:
Nem sempre eu levo para o treino o que devo levar e, às vezes, deparo-me com cada surpresas do arco-da-velha quando me vou equipar! Desta vez esqueci-me do top. Mas levei duas t-shirts!

Bacorada do dia:
“Este papel é para pôr no lume.” (e onde estava a fogueira?)

A cadela Lassy

A história desta cadela dava um belo livro. O seu desfecho foi surpreendente e- porque não dizê-lo- emocionante. Digno de um filme de animação.

No dia 21 de Abril a minha vizinha viu uma senhora de uma aldeia próxima parar o seu carro, abrir a mala e abandonar dois cães. Os pobres dos animais foram andando sem rumo até ao lugar. O destino final foi a casa do meu primo.

Assim andaram os dois cães durante uns dias. A minha mãe, como o meu primo não tinha meios para os sustentar, levava-lhes restos de comida e chegava mesmo a fazer comida à base de carne e de batatas para lhes levar.

Os dias passaram e os cães acompanharam o meu primo até Vila Nova. A cadela voltou para trás mas o cachorro pequeno ficou por lá até que apanhou o rasto de casa.

Os meses foram passando e a minha mãe continuou sempre a dar de comer à cadela, apesar de saber quem foi que a abandonou e de onde era.

Há umas semanas atrás, o estado de saúde do meu primo agravou-se e ele foi internado. A minha prima (irmã dele- a tal que espetava uma tareia a quem lhe partisse uma haste que fosse a uma planta) avisou a minha mãe que não queria que deitassem de comer à cadela. De referir que lhe mataram o cão (aliás eu falei aqui nisso) e andava a congelar comida para dar ao cão que viesse ainda a ter. Sempre há cada mania!

Apesar de todos os avisos, a minha mãe continuou a alimentar a cadela até que...apareceu o verdadeiro dono para a vir recuperar. Foi por um acaso que este homem (emigrante na Suiça) soube o que a sua mãe foi capaz de fazer. Até onde ela conseguiu ser tão baixa.

O senhor andava pelas aldeias próximas à procura de uma outra cadela que lhe tinha desaparecido na véspera. A certa altura lamentou a sua falta de sorte, pois tinha uma outra cadela chamada Lassy que também tinha desaparecido. Pelo menos assim disse a sua mãe. Que mulher tão maquiavélica! Que bruxa! Abandona a cadela do filho que está para o Estrangeiro e ainda tem a lata de lhe dizer que ela fugiu.

Foi então que lhe disseram onde a cadela estava. O homem precipitou-se até casa do meu primo. Ou melhor; do primo dele também. É que esse homem que agora resgatava a cadela ainda é da nossa família. O avô dele era um irmão da minha avó que morreu de acidente. O avô dele era também irmão do pai daqueles meus dois primos. A mãe dele não nos é nada porque se divorciou do nosso primo que foi depois para o Brasil. (pai do dono da cadela)

Por acaso a minha mãe estava para o lugar e foi-lhe ensinar onde Lassy estava. Chegados a casa do meu primo, a cadela correu para o dono que não conseguia esconder a emoção de um reencontro que já julgava impossível de se concretizar.

Agora Lassy (que até possui passaporte) vai viajar com o dono até à Suiça, já que com aquela mulher não pode mais ficar.

Enfim, tudo está bem quando acaba bem.

Era mais um Domingo em que o Desporto dominou os acontecimentos.

No Ciclismo, para além das notícias do Mundial de que já aqui falámos, há a salientar a transferência de Maarten Den Bakker para a skil – Shimano. Ele que alinhou na Rabobank ao longo de muitos anos.

O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 1-0. Luisão marcou o golo que deu os três pontos ao Glorioso.

E assim se passou mais um fim-de-semana em que os animais foram as figuras principais. Um fim-de-semana que antecede dias cheios de novas aventuras e novos desafios para a minha vida.

Wednesday, December 06, 2006

Com a mão não, que parece mal

O dia foi monótono. No entanto, à noite houve um jogo que causou bastante polémica. O Sporting recebeu em Alvalade o Paços de Ferreira e perdeu por 0-1.

O golo do Paços de Ferreira foi apontado por Ronny com a mão. Se o árbitro viu, fingiu estar distraído. Ou então deu um importante passo para que os golos sejam apontados de qualquer maneira. Talvez seja uma forma de contribuir para o espectáculo. O que é certo é que toda a gente diz que marcar um golo com a mão é prática de jogo grosseiro e...parece mal.

De um dia de Sábado passado em casa, o destaque vai para o gato Slava que voltou a desaparecer.

Situação do dia:
Ainda histórias de gatos. Uma das novidades lá de casa foi que, certo dia, o gato Léo apareceu lá em casa com um presente muito especial. Parece que ele queria premiar a minha mãe pelo carinho e dedicação a ele dedicados. Esse reconhecimento, porém, não foi feito da melhor maneira. Apesar de todo o contentamento demonstrado pelo gato que ronronava e miava de volta da minha mãe. A minha mãe é que não gostou do presente: nada mais, nada menos que...uma cobra.

Bacorada do dia:
“Miguel Veloso parece um adulto a jogar.” (ele já é adulto!)

A sorte que eu tenho quando decido fazer compras

Não é todos os dias que se vai fazer compras e se encontra todas as lojas onde se quer ir encerradas. Incrivelmente, foi isso que me aconteceu quando quis aproveitar o facto de ir de fim-de-semana e comprar algumas prendas. Uma delas era um CD para um amigo meu que naquele dia fazia anos.

Também queria aproveitar os saldos de uma loja de Desporto para comprar um cronómetro e beneficiar dos preços mais acessíveis nos saldos, mas a loja tinha vários papéis na porta a anunciar que tinha encerrado e que o espaço se trespassava.

Realmente eu tenho uma sorte quando quero fazer compras...Uma vez aconteceu-me uma coisa inacreditável. Vinda de uma consulta, planeei ir a uma loja de chineses comprar as prendas de Natal parta a maioria dos meus amigos e familiares. A falta de massa a isso obriga! Abeirei-me do prédio e fiquei sem palavras ao presenciar a cena que se deparava na frente dos meus olhos, que eu esfreguei na esperança de estar a dormir e aquilo ser um sonho parvo.

Duas senhoras idosas atravessaram a passadeira apoiando-se em paus. Eu discuti com um condutor que não respeitou a evidente dificuldade das senhoras em atravessar a estrada com rapidez. Elas pararam também perplexas junto à loja de chineses. Ou melhor: junto ao que restava da loja de chineses. O edifício tinha sido sacudido por um violento incêndio. Ainda incrédula, encostei-me ao portão sem um único vidro. Lá dentro, o empregado retirava roupa que ainda estava intacta. Uma parte da loja estava reduzida a escombros. As senhoras perguntavam ao chinês:
-“Ah! E o siguro paga esse prejuízo?”
O chinês continuava a retirar o que restava com ar de poucos amigos. Pudera!

Ainda algo incrédula, apanhei o autocarro. Não estava a acreditar no que aconteceu ali. Se um dia me dissessem que ia presenciarr uma coisa dessas, eu não acreditava.

Fora as compras, há a realçar a tradicional insónia das vésperas de fim-de-semana. Uma bulha de gatos cortou o silêncio da noite. E por falar em gatos: será que o Slava apareceu?

Quando adormeci, também tive um sonho de que já não me lembro dos pormenores. Parece que tinha ido viajar com a minha irmã...Outra vez?!! Ultimamente ando a sonhar muito com a minha irmã e com viagens. (ver texto “O pesadelo lilás”) Desta vez parece que ficámos por Coimbra. Lembro-me vagamente de uma cena passada de noite na rua e de outra passada na fila para a cantina...da Escola Preparatória de Anadia. Não sei a que propósito.

O mais incrível é que, de regresso a casa, deparei com uma surpresa à qual não achei o mínio de piada. Um idoso acamado ocupava a minha cama. Essa foi boa!

Também ando a sonhar muito com certos holandeses.

De volta à vida em vigília, o dia amanheceu algo instável. Era um dia de decisões quanto ao local onde iria fazer a primeira experimentação.

Enquanto não havia “fumo branco”, tivemos daquelas aulas que ainda são mais monótonas à Sexta-feira. Mas porque será que a paciência se reduz drasticamente à sexta-feira?

Da parte da tarde, aproveitei o facto de termos aulas de Informática para ver como corriam as coisas no mundo velocipédico. A Holanda já escolheu a equipa definitiva que vai levar à Áustria. Ficou-se a saber que o nosso Bramito (Bram De Groot) vai a Salzburgo. São cinco os ciclistas da Rabobank que estão aqui representados. (Michael Boogerd, Jan Boven, Gerben Löwik, Joost Posthuma e Bram De Groot). O Max também foi seleccionado. Ele que para 2007 regressará à Rabobank.

No final da tarde ficou finalmente decidido para onde eu ia fazer a experimentação. A partir de Terça-feira vou para um ginásio.

Preparei-me para ir até casa passar mais um merecido fim-de-semana. Até lá tinha de aturar as tropelias de um autocarro atulhado de gente onde a confusão era mais que muita

E finalmente cheguei a casa. Afinal o gato Slava apareceu. Andava agora no sobrado com medo do gato Mong.

Situação do dia:
Enquanto esperava pelo autocarro, um estranho veículo passou pelas imediações da paragem. Dois homens empurravam um carrinho amarelo muito esquisito. O mais incrível é que vinham no meio da estrada.

Bacorada do dia:
“Exigências exigidas” (ultimamente isto tem andado lindo, tem.)

Monday, December 04, 2006

Rapid demais

Era uma Quinta-feira europeia das antigas, com três clubes a entrarem em acção para a Taça UEFA. Para não perder pitada do que se ia passar na Roménia e em Braga, levei um rádio portátil para o salão, liguei-o a uma ficha e fui ouvindo os relatos enquanto pedalava. Uma forma de estar com o Desporto a 100%.

O primeiro clube a entrar em acção foi o Nacional da Madeira que tinha como adversário o Rapid de Bucareste treinado pelo filho do nosso amigo Mircea Lucescu. Se o filho for como o pai...Este encontro saldou-se numa derrota para as cores nacionalistas. O veterano Moldovan terá sido rapid demais.

O Braga jogava em casa com os italianos do Chievo-Verona e surpreendeu ao derrotar o sei adversário por 2-0. Boas perspectivas então para o jogo que se irá disputar em Itália.

Estava tão quentinha a treinar e a ouvir as incidências das duas partidas que nem dei conta de que a técnica de inserção ainda se encontrava a trabalhar. Contingências das experimentações a que nos iremos submeter já a partir da próxima semana e que são aguardadas com grande expectativa.

Já em casa pude assistir ao pior resultado alcançado pelas equipas portuguesas nesta jornada europeia. Em Alvalade- casa emprestada do Vitória de Setúbal- o clube sadino foi derrotado pelos holandeses do Heerenveen por 3-0. Um brasileiro chamado Afonso Alves foi a figura do jogo.

Vamos agora fazer o tradicional resumo do que se passou neste dia: sonhei com um cão castanho e branco e acabei mesmo por ver um cão igual quando ia a sair de casa pela manhã.

A manhã estava enevoada e algo fria. Havia que começar a habitual rotina. Começo sempre por ver a correspondência. Lá encontrei uma coisa que me veio dar imenso jeito para eu fazer um texto que anda aqui para trás em que falei do “curandeiro de Viseu”. Como é que adivinharam que eu precisava disso para poder escrever melhor o texto? Isto de o blog andar desactualizado afinal sempre tem as suas vantagens!

Mas nem sempre o computador obedeceu às minhas ordens. Houve mensagens que não abriram quando eu queria e outras coisas estranhas. Aquilo anda tudo assassinado!

Também consta aqui que me molhei, mas não me lembro em que circunstâncias.

Situação do dia:
Parti um dente a mascar pastilha elástica. Imagine-se!

Bacorada do dia:
“Como é que se processa um processo de recrutamento e de selecção?” (quando é que são as inscrições para inscrever...)

Sunday, December 03, 2006

As lamentações de Brown

O australiano Greame Brown anda algo descontente com as apostas da Rabobank para as competições mais importantes e mostra o seu descontentamento a quem o queira ouvir.

A época não correu inicialmente bem para o ciclista australiano. Aliás, toda a equipa começou mal por culpa de lesões, doenças e outros azares de vária índole. No entanto, nessa fase Greame Brown até foi um ciclista bastante utilizado devido aos impedimentos dos seus colegas. Naquela célebre prova em que a equipa teve apenas seis atletas disponíveis e ficou reduzida a três, o australiano fazia parte desse trio.

Com o decorrer da época, o sprinter da Rabobank foi subindo de forma e neste momento é um atleta a ter em conta. Apesar disso e face a alguns impedimentos de última hora que impediram alguns atletas de alinhar na Volta a Espanha, os responsáveis azuis e laranja optaram por promover o também australiano William Walker à equipa principal.

Este facto fez com que Brown se sentisse injustiçado e viisse, de alguma forma, o seu lugar ameaçado dentro da equipa, apesar dos seus resultados recentes mostrarem que ele se está a esforçar por mudar o seu destino.

Por acaso eu já tive oportunidade de ler notícias em que se insinuava que o Max ia regressar à Rabobank justamente para substituir o sprinter australiano. Ele deve ter ficado aborrecido e fez algo semelhante ao que o Veneberg fez há dois anos: com a porta da saída entreaberta resolveu redimir-se e dar o seu melhor nas provas que restavam.

Se Greame Brown vai ou não permanecer na Rabobank em 2007, só o futuro o dirá. Por agora resta-lhe mostrar a sua revolta e a sua insatisfação por estar a assistir à Vuelta pela televisão.

O tempo naquele dia estava algo instável. Previa-se que chovesse. Logo cedo, como é hábito, fui para a ACAPO ver o que se podia fazer com um computador que estava completamente assassinado. Quando regressei de férias vi como é que tinham deixado o computador. Uma verdadeira lástima! Puseram como fundo uma foto de uma mulher em trajes pouco recomendáveis- e é claro- o computador ficou marado sem me obedecer. Com muito esforço consegui tirar dali aquele background.

Tinha desde logo uma coisa para investigar: o indicativo daquele número para onde eu liguei antes de me deitar. Afinal o indicativo 380 é da Ucrânia, tal como eu previa.

Nas aulas contaram-se histórias de electrodomésticos não sei a que propósito. Uma forma de descontrair para o teste de Informática e para desanuviar das grandes decisões que aí vêm. É já para a semana que vamos ser integrados em empresas. Eu ainda não sei para onde vou.

Depois de almoçar fui novamente para o computador tentar fazer alguma coisa. Tentar! Disse bem. Então não é que o computador não me obedeceu e só resolveu trabalhar quando já estava na hora de regressar às aulas! É demais!

Começou a chover. Lá se iam os meus planos para o treino! O teste de Informática é que tinha de ser feito. Nem que...Já vão ver!

Escusado será dizer que o teste me correu bem. Isso para mim é bastante fácil!

O treino é que foi feito debaixo de chuva como há muito tempo não via. Tive de dar oito voltas à pista e fazer seis aberturas. Foi o que se pôde arranjar com o tempo que estava. No final a minha roupa pesava toneladas.

Benfica e Porto entraram em campo para defrontarem o Copenhaga e o CSKA de Moscovo respectivamente. Ambos os encontros terminaram como começaram- empatados a zero. Nada mau!

Ah! Já me esquecia disto. O Rick Reinerinck que alinha na Skil-Shimano e que teve uma fugaz passagem pela Rabobank vai mudar de ares.

Situação do dia:
Parecia um atentado terrorista, mas tudo não passou de um pequeno incidente. No bar houve uma fuga daquele gás que se usa nas arcas frigoríficas e tudo teve de sair das salas para o corredor. A porta do bar foi fechada e já havia gente aflita do nariz. No entanto, esta situação não impediu a nossa turma de fazer o teste de Informática. A sala esteve sempre fechada e o gás não entrou lá.

Bacorada do dia:
"Agora é que eu vou comprar perfumes de borla" (é de borla ou à borliu?)

Inter vulgarizado em Alvalade

Arrancou a Liga dos Campeões. O primeiro clube a entrar em acção foi o Sporting e logo contra o Inter de Milão de Luís Figo, Adriano e demais estrelas cintilantes do Futebol mundial.

A julgar pelo jogo de apresentação do Sporting no passado dia 21 de Agosto, que terminou empatado a zero, iria ser um jogo equilibrado. Apesar de haverem pontos e milhões em disputa, o jogo não iria diferir muito do que foi o anterior. O Inter pode ter bons jogadores, que valem milhões, mas toda a gente sabe e tem sido provado que um grupo de estrelas não faz um bom colectivo. Todas estas dúvidas e certezas iriam ficar dissipadas com o começo da partida.

Na primeira parte do jogo, o Sporting foi mesmo superior ao seu adversário. Quem não conhecesse as duas equipas ficaria a pensar que o Sporting é que era a equipa milionária e que o Inter jogava com jogadores desconhecidos. O domínio verde e branco foi por demais evidente.

O Sporting chegou ao golo de forma natural. Caneira apontou um golo de fazer levantar qualquer estádio do Mundo, numa altura em que os jornalistas estavam distraídos e algo baralhados com os inúmeros jogadores sul-americanos que estavam para entrar. Até disseram que um dos jogadores que ia entrar era Recoba que tinha ficado em Milão. Afinal era o argentino Mariano González que eu até pensava que já tinha jogado pelo Beira-Mar há umas épocas atrás. Também me confundi! Quem jogou no Beira –Mar foi outro Mariano- Mariano Fernandez.

E o jogo não se fazia também se Patrick Vieira não fosse expulso. Se um dia alguém resolver fazer um estudo sobre os jogos concluídos pelo médio francês, deve chegar à conclusão que são mais as vezes que ele é expulso do que as vezes em que é substituído ou que termina os jogos. Ou se calhar é a pontaria que eu tenho: sempre que vejo um jogo em que Vieira participa, ele acaba sempre por ver um cartão vermelho directo ou dois amarelos.

Com tudo isto, o Sporting conquistou três pontos e amealhou mais uma quantia em dinheiro. Veremos o que fazem os outros clubes portugueses envolvidos nas competições europeias.

Antes deste jogo de Futebol, houve um dia intenso pela frente. Um dia depois de uma noite em que eu, curiosamente, sonhei que o Benfica estava a ser humilhado pelo Desportivo das Aves. Imagine-se!

Como o gato Slava anda outra vez desaparecido, eu sonho muito com ele. Será que ele já apareceu?

As aulas vão correndo da maneira que podem. Enfiar duas turmas num espaço muito reduzido e sem formadores suficientes dá origem a confusão. O que vale é que acontecem umas coisitas curiosas para quebrar a monotonia. Um colega nosso tem a mania de se balançar na cadeira. Desta vez a cadeira guinchava à medida que ele se balouçava e isso fazia-nos rir. Depois a formadora a ler as fichas parecia uma conselheira sentimental a ler as cartas das suas clientes desesperadas. Eu já me ria.

O teste de Informática era no dia seguinte. Havia revisões para fazer antes de darmos por concluído mais um dia de aulas. Depois cada um ia à sai vida.

A minha vida prosseguia com mais um daqueles treinos que eu me tenho habituado a fazer ultimamente. Aquilo a que chamo “Treino à Holandesa”. Nem dou pelo tempo a passar e, no entanto, passa uma hora sem se dar conta.

Depois do treino fui para casa assistir ao grande jogo entre o Sporting e o Inter de Milão.

O dia terminou com uma pergunta: a que país pertence o indicativo +380? É que ligaram para o meu telemóvel enquanto eu estava no quarto das minhas colegas e já havia outras chamadas não atendidas de outras pessoas. Encontrei um número que começava por esse indicativo e liguei de volta. Atendeu-me uma senhora que falava Russo, Ucraniano ou algo do género. Eu não a entendia e acabei por desligar. Seria a primeira coisa que iria tentar saber. Seria certamente o indicativo de um país da Europa de Leste. A pessoa só se pode ter enganado. Por que raio iria ligar para mim? Foi com essas ideias a invadirem-me o espírito que adormeci.

Situação do dia:
Liedson chocou com o árbitro num lance completamente fortuito e ficou no relvado a contorcer-se com dores. E quem iria penalizar essa obstrução por parte do árbitro ao avançado do Sporting? Tenho uma ideia: Patrick Vieira, já que é o grande especialista em entradas à margem da lei.

Bacorada do dia:
“Curiosamente, na ficha oficial do jogo, Carlos Pereira está como treinador principal do Sporting. Como se sabe, Paulo Bento ainda não tem o curso de árbitro. ” (exigências da UEFA!)

Treino à Holandesa

Tal como prometi há uns dias atrás, vou então falar do chamado “Treino à Holandesa”.

O “Treino à Holandesa” consiste em pedalar em bicicleta estática enquanto se ouvem músicas holandesas a partir de um leitor de mp3. A música transporta-nos até lá e, como a bicicleta não sai do mesmo sítio, imaginamos que percorremos aquelas estradas.

É uma maneira de me motivar um pouco, já que as circunstâncias me levam a sentir cada vez menos motivada para seja o que for.

Aquela segunda-feira em que se comemorava o 5º aniversário sobre o atentado terrorista que destruiu o World Trade Center, acordou com a ameaça de chuva.

É segunda-feira e as coisas não estão a 100%, daí darem-se alguns erros ortográficos bastante comprometedores. Eu nem vou transcrever o que eu escrevi. Queria escrever uma coisa e saiu-me um disparate tremendo.


Fui ver o que se passava com o meu pessoal. Boogerd não concluiu a Vuelta para se resguardar para o Mundial que vai decorrer em Salzburgo, na Áustria. Já o Freire fez o mesmo.

Quem não vai ao Mundial é o Thomas Dekker que partiu uma mão naquela queda em que um cão se lhe atravessou na frente.

Acabou mais um dia de aulas igual a tantos outros. Havia que treinar. Sem cronómetro, é claro, que ainda não tive tempo de comprar um. Dei doze voltas à pista. Isso deve dar sensivelmente 40 minutos.

Como não há tempo para nada, lá tive eu de ir ao Pingo Doce a correr. Faltava leite em casa e eu tinha de me levantar bem cedo.

Adormeci a ouvir um debate que não podia ter outro tema senão o terrorismo. Afinal era 11 de Setembro!

Situação do dia:
Comecei bem a semana! Logo bem cedo andei à procura de uma t-shirt que teimava em não aparecer. Até parecia impossível não estar em lado nenhum! Eu fico extremamente nervosa quando procuro algo que teima em não aparecer. Perdi ali uns bons dez minutos. Depois acabei por a encontrar dentro de uma mochila.

Bacorada do dia:
“É para abrir outro medicamento?” (documento)

E se os guias se lesionam?

Acabaram os mundiais de Atletismo para Deficientes. Desta vez não vou falar da tristeza que sinto por não ter concretizado o meu desejo e a minha promessa na Holanda. Antes vou falar de uma situação concreta que devia estar contemplada em regras para este tipo de competições: e se um guia se lesiona e fica impossibilitado de prosseguir em prova como aconteceu com o guia do Nuno?

Os dirigentes andam mais preocupados em suprimir provas de calendários, em limitar a participação de alguns atletas, em colocar tabelas de mínimos que facilitam o recurso a manhas e falcatruas e por aí fora. Os verdadeiros problemas não se discutem.

Os guias que são essenciais para que os atletas desempenhem as suas provas são esquecidos e isso não devia acontecer. Em 1999, (vejam lá aos anos que acontecem episódios lamentáveis envolvendo guias!) quem estava a assistir aos Europeus de Atletismo ficou comovido por um guia ter abandonado um atleta à sua sorte no meio da pista numa prova de 200 metros. Já quando foi a prova de 100 metros o mesmo guia havia abandonado o mesmo atleta. O atleta galgou um painel publicitário e podia ter-se magoado seriamente.

Desta vez o Nuno foi impedido de concluir a sua prova devido a queda do seu guia. Penso que já é hora de os dirigentes que andam tão preocupados com coisas menos importantes fazerem algo para mudar este estado de coisas.

Deviam recorrer a voluntários que estivessem preparados para desempenharem a função de guias, para que os atletas pudessem terminar as suas provas. Já se sabe que o entendimento e a cumplicidade entre atleta e guia se vâo perder, mas o atleta pode prosseguir em prova e não ver todo o seu trabalho ser deitado por terra dessa maneira.

O ideal seria cada atleta ter dois guias, mas em Portugal isso é muito difícil devido à falta de apoios governamentais.

Enquanto não se olhar para o Desporto para Deficientes com outros olhos, muitas lacunas essenciais ficarão por preencher e muitos assuntos importantes ficam na gaveta. O problema é que os dirigentes continuam a dar um passo maior que a sua própria perna.

Agora em jeito de brincadeira, essa de o guia ser substituído por um atleta de lá, na Holanda era demais. Atendendo ao facto de haver ali cada atleta...Apesar de os holandeses serem excelentes fundistas, existem uns que eu conheço que se armam em Kipketeres e em Tergates. Vão fazer provas de estrada para as imediações das suas terrinhas e fazem a meia-maratona em mais de duas horas. O Tergat da Holanda, apesar do esforço e de às vezes até conseguir superar todas as expectativas nunca acompanharia o Nuno. Para o Nuno tinha de ser o Kamiel Maase ou outro craque assim. Os outros ficavam ali pregados ao chão com todas as veias da testa roxas e dilatadas do esforço.

Naquele dia eu acordei bastante triste. Como me deitei tardíssimo, não fui para casa. As saudades dos meus amigos e a não concretização daquilo por que tanto luto não permitem que me sinta plenamente feliz.

É uma vida de cão, a que eu levo. Sem ter quem amo perto de mim. Sem ao menos saber notícias de todas aquelas pessoas que eu deixei e que me proporcionaram a verdadeira felicidade. Todas estas coisas fazem com que a minha vida não tenha sabor. Falta-me algo. Eu identifiquei o que me falta, mas não posso ir buscar. É algo inacessível. Resta-me recordar com saudade os momentos em que tive todas essas coisas que me faziam sentir bem.

Levantei-me tarde. Não estava a dormir. Estava a pensar na minha vida. Não tinha roupa suficiente para vestir. Não estava a contar ficar. Optei por vestir uns calções e uma t-shirt.

Era mais de uma da tarde quando fui tomar o pequeno-almoço. Depois apareceram os meus amigos. Imaginem o que eles traziam? Leitão assado que um comprou. Apesar de ter tomado o pequeno-almoço há pouco tempo e após várias insistências, lá tive de comer leitão com eles. Digamos que foi um pequeno-almoço ou um almoço um pouco esquisito. Uma espécie de dois em um.

Éramos cinco e fomos para o quarto das minhas duas colegas conversar. Depois chegou a minha irmã e aquela tarde tornou-se agradável.

A conversa durou até eu ir ouvir o relato dos jogos marcados para aquela tarde. Ainda tive a ideia de ir ver o jogo entre a Académica e a Naval, mas acabei por ficar em casa a ouvir o relato enquanto assistia ao jogo entre o Porto e o Estrela da Amadora que dava à mesma hora.

Era véspera de 11 de Setembro e na televisão davam documentários alusivos a esse dia tão trágico. Um dos documentários fazia uma reconstituição muito fiel do que se passou num dos aviões que embateu numa das Torres Gémeas. Outro mostrava imagens captadas no interior do World Trade Center. Um grupo de homens procurava salvar o maior número de pessoas que pudesse. A destruição era impressionante. As pessoas tentavam fugir por entre o caos e com ameaças vindas de todo o lado. Tudo aquilo iria ser transformado num monte de escombros não ia tardar muito. Aqueles bravos homens não sobreviveram e eram agora recordados com saudade e algum orgulho pelos seus familiares.

E assim se passou mais um fim-de-semana que eu não contava passar em Coimbra. Uma nova semana de aulas e de decisões estava a chegar.

Situação do dia:
A minha senhoria tinha passado o dia fora e só de noite regressou a casa. Trazia um cesto com comida, mas havia qualquer coisa naquele cesto que não era comestível. Pelo menos para as pessoas normais. Ela começou a tirar as coisas do cesto para cima da mesa. Eu comecei a ouvir um barulho quando meti a mão em cima do pano que cobria o cesto. Até saltei! Afinal era um rádio! O rádio tinha-se ligado sem querer e não estava sintonizado em estação nenhuma. Apenas fazia ruído, daí eu ter apanhado um valente susto.

Unir para sorrir


A iniciativa partiu do Clube do Stress e tinha como objectivo unir o Porto a Lisboa numa corrida de solidariedade a fim de angariar fundos para comprar cadeiras de rodas para algumas instituições.

A corrida passava por Coimbra de noite, daí ter sido eu a única representante da ACAPO presente. É com muito gosto que eu participo em iniciativas como esta. É uma maneira de ajudar e, ao mesmo tempo, poder confraternizar e viver o Desporto com o espírito que ele deve ser vivido. Pena é que não convidem a ACAPO-Centro para muitas iniciáticas do género. Volto a referir que estou disponível para todas essas manifestações em que o objectivo seja somente participar e lutar por uma causa.

A noite estava agradável e a corrida foi recebida em clima de festa. Eu e uma atleta que sempre treinou comigo em Miranda do Corvo e que faz algumas provas do INATEL comigo ia ser a minha companheira.

Havia muita animação junto aos Paços do Concelho, com ranchos folclóricos e muita gente com t-shirts vermelhas alusivas ao evento.

Chegou finalmente a caravana e nós juntámo-nos. O nosso percurso era curto, mas era um pouco duro. Fomos desde a Câmara até ao Portugal dos Pequenitos. Ultrapassámos outras pessoas. Outras pessoas também nos ultrapassaram e assim fomos naquela corrida animada com música que saía de carros que nos acompanhavam. Como é bom correr assim!

Terminou a nossa prestação. O nosso grupo despediu-se e fomos para casa com o a sensação de termos participado em algo que serviu para ajudar alguém que gostaria de estar ali como nós a participar ou a assistir.

E como foi a preparação para essa prova? Não encaro isto como uma prova. É mais um evento em que vamos mostrar que estamos com as pessoas mais carenciadas e que estamos sensíveis às suas dificuldades e preocupações. Costumo ir para esses eventos descontraída e bastante feliz por encontrar muita gente com quem eu possa conviver.

Levantei-me bastante tarde. Afinal era Sábado! Depois fui tratar da roupa, já que tinha tempo livre para isso. Durante a semana é uma correria e não há tempo para nada. Tinha um ferro novo e passei aquele tempo a ouvir o mesmo CD. Estava a gostar imenso daquela música!

Encontrei os meus amigos à hora do almoço e estivemos algum tempo juntos antes de eu voltar para casa e voltar a ouvir música. Ainda fui ver se a ACAPO estava aberta, mas parece que não abriu naquele dia.

Foi assim que passei aquela tarde antes de começar o jogo entre o Sporting e o Nacional da Madeira. Ou melhor: entre o Nacional da Madeira e o Sporting. O jogo terminou com a vitória do Sporting por 0-1. O golo foi apontado por Nani que continua a demonstrar que está numa forma invejável.

Eu é que continuo triste e não evitei as lágrimas ao saber que o pessoal ia ficar mais um dia na Holanda. Quem me dera a mim estar lá só aquelas horas a mais que eles lá ficam.!

Fora isso: os resultados foram excelentes e eu tenho que dar os parabéns a todos por terem representado Portugal com todo o carinho e dedicação. Portugal e as instâncias competentes é que não dão valor a esses excelentes resultados e continuam a negar apoios e- o que é mais grave ainda- o reconhecimento do estatuto de atletas.

Quando acabou a nossa participação no evento “Unir para Sorrir” regressei a casa. O Benfica já perdia com o Boavista e acabou mesmo por ser derrotado por 3-0 na estreia de Zeljko Petrovic no comando técnico dos axadrezados.

Depois do jogo, estive a pôr a conversa em dia com a minha amiga que estava sozinha no quarto. Recordámos, essencialmente, episódios passados em Miranda do Corvo e contámos uma à outra amarguras da nossa vida. Não é fácil ser-se deficiente aqui em Portugal!

Tomei banho e fui-me deitar já a madrugada ia alta. Com a conversa nem demos pelas horas a passar.

Situação do dia:
Toupeira dum raio! Vinha a sair do café depois do almoço. Ali existe uma porta de vidro e eu dei-lhe uma monumental cabeçada. Os meus amigos passaram-se.

Bacorada do dia:
“Quando é que abrem as inscrições para inscrever atletas?” (se são inscrições, obviamente que são para inscrever!)

Da casa de banho imunda ao edifício colorido

Ainda os sonhos! Olhando para este, posso hoje dizer que a primeira parte se realizou, não pelos motivos referidos no sonho, mas por outros. Estava escrito mesmo que eu tinha de me chatear com essa pessoa. De referir que isto se passou no dia 8 de Setembro, a zanga deu-se no dia 9 de Outubro, que nos reconciliámos no dia 13 e que estou a escrever este texto no dia 1 de Dezembro. Foi quando eu tive tempo!

Mas vamos ao sonho, usando o mesmo método do texto anterior que descrevia um pesadelo. Antes de começar a descriçãor, tenho a dizer que este sonho, ao contrário do anterior, começa mal e acaba extremamente bem. E sem mais rodeios, vamos passar a descrever esta autêntica balbúrdia onírica.

Sonhei que me tinha zangado com uma formadora. Estava completamente passada com ela porque se lhe enfiou na cabeça que eu não me lavava. (ora essa!) A obsessão dela era tal que até ia verificar se eu mudava a roupa interior. Que disparate!

O sonho agora passa-se numa casa de banho imunda. Havia água suja e lama no chão. Estava intragável. Tão intragável que apetecia fazer as necessidades naquele chão. Eu arregaçava as calças para não as sujar, mas acabava por me sujar na mesma. Era incrível!

Havia um rapaz chamado Rodrigo que era muito engraçado e que jogava Hóquei numa equipa que vestia as cores do Penafiel. Não sei a que propósito veio isso, mas...Esse Rodrigo foi à casa de banho e a mãe dele foi atrás. De referir que aquela casa de banho era a imundice que eu descrevi há pouco.

Agora o rumo do sonho passou para minha casa e para uma cozinha a que chamamos aqui “casa de forno.” Era naquele pequeno espaço que estava a decorrer uma cena de novela. Eu estava como figurante apenas. Um homem de fato e gravata, extremamente bem parecido, encontrava-se junto à porta a escutar uma conversa mantida por duas pessoas que se encontravam junto ao lava-loiça a falar sobre ele. Pareciam estar a segredar algo que era muito grave. Pareciam revelações bombásticas.

O que se vai descrever a seguir é que parece ter um fio condutor, apesar de não ser muito normal. Afinal de contas, trata-se de um sonho. Um sonho típico de vésperas de algum evento desportivo no qual eu vou participar.

Treinava na pista normalmente. Havia muita gente por ali. Estava um belo final de tarde! Foi então que duas carrinhas invadiram a pista para grande espanto de todos. As suas portas abriram-se e foram distribuídos muitos brindes por todas as pessoas que ali estavam.

Tinha tanta coisa às costas que nem conseguia correr. Acompanhar mesmo pessoas que corriam menos que eu era impossível. Havia lá mais gente bem carregada.

A corrida agora era pelas ruas numa noite agradável que ia caindo à medida que o sonho se desenrolava. Se calhar é pela evolução horária que eu acho um fio condutor a esta fase do sonho. Passávamos por imponentes edifícios e luzes de todas as cores que me faziam feliz por estar ali. A noite estava, realmente, um espectáculo!

Uma carrinha recolheu-nos depois do percurso., estava sobrelotada de sacos e de pessoas. Para sair era um problema!

Veio à conversa um episódio em que eu saí de casa para dar uma volta e desfrutar de uma esplêndida noite de Verão. Deve ter sido tão agradável aquele passeio que acabei em Coimbra, já a madrugada ia alta. Aquilo tinha se passado no dia 7 de Julho.

Acordei e o que me esperava lá fora era um tempo enevoado. Não está frio ainda, mas o Outono já espreita!

Saí de casa cedo, apesar de ter lavado os dentes na cozinha por a casa de banho estar ocupada. Agora é assim!

Fui a primeira a ser atendida no banco e isso fez com que me despachasse. Só que houve algo que fez com que eu perdesse o precioso tempo que havia ganho: uma disquete avariada que não me deixou trabalhar como eu queria.

Reparámos que um colega nosso nunca entra no salão pela mesma porta que nós entramos. Manias! Isso levou a comentários lacónicos pela nossa parte. Para agravar as coisas, aquela porta custa a fechar e ele teve de a bater. Escusado será dizer que o estardalhaço quase se ouviu nos Arcos.

Depois de uma manhã de aulas bem monótona e ideal para passar pelas brasas, estivemos à espera do almoço, como sempre. Quando é que a cantina abre?

Por participar no evento “Unir para Sorrir” não fui para casa e aproveitei para ir até àquele espaço tentador ao consumo que se chama Worten. Comprei um CD de música brasileira que iria ser a minha banda sonora para aquele fim-de-semana. Ah! Também comprei um ferro de engomar.

E foi mais uma semana que se passou. A do regresso de férias. A da tristeza que sempre me acompanha. A dos sonhos esquisitos...

De referir ainda que o Sporting de Braga venceu o Desportivo das Aves por 1-0.

Situação do dia:
Ia toda contente por não me ter demorado no banco que nem reparei que andavam umas pessoas a lavar qualquer coisa com detergente e com uma mangueira. Ia a passar por ali e levei uma mangueirada de água fria. Outro pessoal que deve pensar que eu não tomo banho!

Bacorada do dia:
“O meu relógio anda certo pela cabra da igreja.” (se no Vaticano sabem que em Coimbra existe uma igreja que tem uma cabra...)

Sunday, November 26, 2006

O pesadelo lilás

Quando acordei fiquei aliviada ao constatar que era outro o quarto onde me encontrava e que tudo não havia passado de um sonho tão infeliz. Quase sempre acontece o inverso. Quando acordo e constato que tudo não passou de um sonho fico a amaldiçoar a hora em que acordei. Desta vez passou-se o contrário e não tive outra alternativa senão apontar as incidências desse sonho recheado de acontecimentos um pouco sinistros.

Eis o que eu apontei no meu caderno no dia 7 de Setembro de 2006 para depois publicar de forma mais desenvolvida no blog:

Sonhei que estava com a minha irmã num local animado. Era uma rua que me dava a sensação de conhecer bem. Havia edifícios modernos e as pessoas passeavam ali alegremente.

A certa altura foi anunciado que a Federação Portuguesa de Basquetebol estava a sortear bilhetes para ir até à Polónia para apoiar a Selecção Nacional. Havia umas senhas numeradas que tinham dado para o efeito. Precipitámo-nos até lá, mas não conseguíamos abrir uma porta de vidro.

Ao fim de muito esforço abrimos a porta e tudo se resolveu.

Encontrávamo-nos agora numa rua com edifícios muito modernos. Tratava-se de uma grande cidade que eu não podia identificar, ao contrário do local que referi anteriormente. Connosco estava também um jovem mulato que parecia ser nosso amigo. Era um rapaz baixo, com o cabelo muito curto ou mesmo rapado que usava um blusão lilás. Andávamos os três por aquele local e tirávamos fotos juntos.

Estamos agora os três na paragem das traseiras do liceu de Anadia onde apanhávamos a camioneta para casa quando lá estudávamos. Ali esperávamos também um autocarro. O local era descrito no sonho conforme ele era na altura. O casaco do nosso companheiro era agora mais roxo- uma cor que domina este sonho.

Olhei para o céu. Umas nuvens negras surgiram sem aviso e, no mesmo instante, começou a chover copiosamente. À pressa, ia tentando proteger objectos que não se podiam molhar arrumando-os desordenadamente dentro de uma mochila. É que aquela tempestade surpreendeu mesmo toda a gente.

É com este estado de coisas que chega o autocarro que nos leva até casa. A mochila já toda encharcada dificulta a minha tarefa de arrumar as coisas. Tinha de me despachar, senão perdia o autocarro. De referir que o autocarro era parecido com os que circulam pela cidade de Coimbra.

Atrapalhada com as coisas molhadas e com a mochila, tento arrumar as coisas à pressa. A minha irmã já está dentro do autocarro e o condutor começa a discutir. Quer que eu me despache rapidamente. Isso ainda me enerva mais.

Olho vagamente para trás e constato que uma multidão rodeia o nosso amigo que se encontra caído no chão molhado. Parece que ele se sentiu mal subitamente. As pessoas afirmam que não há nada a fazer. Ele morreu logo ali.

Peguei nas coisas que ele trazia e entrei finalmente no autocarro. Não conseguia conter a tristeza. Olhei pelo vidro da janela. Já era noite e o caminho estava repleto de candeeiros roxos que me faziam sentir ainda mais triste. Não sei explicar a tristeza imensa que sentia naquele momento do sonho.

Esta cena não se passa em 2006. Passa-se em 2004 ou 2005.

Não sei como, mas os preparativos fúnebres eram lá em casa. Procuro algo de importante que pareço ter esquecido. É grande a minha atrapalhação a abrir, a remexer e a fechar gavetas.

Estava no quanto da minha irmã. Era noite de Futebol e a chuva caía na rua. Associei: estava uma noite igualzinha à que se fazia sentir quando o Feher morreu. Nem mais! Parece que o nosso amigo foi homenageado no estádio. Vestia uma camisola amarela numa foto que lá tinham. Era do Paços de Ferreira ou do Beira-Mar.

Continuava a arrumar as minhas coisas numa só gaveta, apesar de estar a ver que elas não cabiam lá todas.

Havia umas datas por baixo daquela foto: parece que ele nasceu a 18 de Fevereiro. Vagamente pareço ter visto que a data daquele dia era 24 de Maio. 24 de Maio de...2005? Realmente foi um dia terrível para mim.


Na televisão fazem também uma emissão especial dedicada àquele jovem. A homenagem foi feita com um espectáculo de música.

Acordei e pensei nas incidências deste sonho e cheguei a algumas conclusões:
1. Estivemos numa aula a falar de um colega nosso que é de Moçambique. Curiosamente ele nasceu a ...18 de Fevereiro.
2. Ainda nessa aula calhou em conversa dizer que a minha irmã queria em tempos ir para Angola.
3. O papel que eu fiz com os contactos da agência funerária. No sonho procurei esse papel numa gaveta repleta de coisas.
4. Portugal jogou com a Polónia.
5. Comprei uma mochila nova no Pingo Doce e tive de mudar as coisas.
6. A segunda data já eu expliquei em cima o seu significado.

De referir que voltei ainda a adormecer e que sonhei uma coisa completamente oposta. Caminhava na mesma por uma rua desconhecida. Passaram por mim muitos rapazes de bicicleta que me diziam “olá”. Ignorei e segui em sentido contrário ao que eles vinham. A rua ia dar a uma praia cheia de guarda-sóis coloridos e de homens bonitos. O resto do sonho não posso contar.

O dia estava algo enevoado. Quer chova ou faça sol, lá temos de ir para ali ter aquelas aulas tão aborrecidas. O que vale é que aparecem assim algumas coisas caricatas. Ontem faltou a luz e a seguir o alarme desatou numa berraria desenfreada e hoje havia uma garrafa de plástico vazia mesmo no centro do salão. Não sei o que estava ali a fazer.

E como era de prever, as pessoas que tiveram a ideia de mudar o horário chegaram à conclusão (após exaustivas reuniões e noites de extremo cansaço) que o melhor era manter o horário na mesma. Foi o que quisemos ouvir!

Enquanto um colega meu criticava os computadores e os programas, eu ia vendo o que se estava a passar com os ciclistas da Rabobank. Foi então que constatei que o Thomas Dekker teve uma bela prenda de anos: um cão (onde é que eu já vi isto este ano?) atravessou-se à frente dele e ele caiu. Parece que se magoou numa mão. Mas porque é que os cães- com tanto ciclista de tanta equipa que anda na estrada- escolhem sempre os ciclistas da Rabobank para deitarem ao chão? Se calhar não gostam do laranja?

Outro ciclista da Rabobank que também caiu nessa mesma prova foi o espanhol Juan António Flecha. Parece que nesse dia nem deviam ter ido para a estrada!

Voltei a fazer um treino de bicicleta e usei um método que motiva bastante uma pessoa. Disso falarei mais em pormenor num dos próximos textos.

Já que os atletas deficientes se encontram no país da equipa que viu dois dos seus ciclistas caírem, os atletas nacionais resolveram fazer o mesmo. É incrível o azar!

Situação do dia:
Isto nem devia acontecer! Houve duas pessoas que resolveram estacionar os seus fiéis veículos onde eles mais estorvavam: à entrada da ACAPO e à hora da saída das aulas. O resultado pode ser visto nas fotos que se seguem. Para que mais ninguém faça a mesma coisa e que se lembre que há pessoas deficientes visuais a passar ali.

Bacorada do dia:
“Facilitar o mais fácil possível” (assim era uma maravilha!)