Foi uma note de sonhos com um denominador comum; andei sempre com os nervos à flor da pele, sempre chateada, sempre irritada, a resmungar com toda a gente, a elevar a voz…
No primeiro desses sonhos, parece que não tinha nada que vestir em casa. Realmente é quase verdade mas sempre tenho alguma coisa. No sonho pensava que tinha lá roupa mas enfiaram-ma para algures e não aparecia. Como eu fiquei fula por a minha roupa não aparecer! A esganar as goelas virada à minha irmã que também barafustava bastante comigo. Para complicar ainda mais as coisas, os meus pais ainda acudiam pela minha irmã, o que me deixava ainda mais irritada.
Depois ainda sonhei com cabritos a saltar pela casa e que também me irritavam profundamente.
Por último, comecei a barafustar com a minha mãe porque queria que ela fosse à mercearia da terra arranjar umas caricas numeradas que davam um prémio qualquer relacionado com o Benfica.
Irra, que estava mesmo insuportável! Fujam, se acaso me apanharem assim na vida real!
Tuesday, February 21, 2012
Whitney Houston
Só soube hoje de manhã que esta grande cantora que cresci a ouvir nos deixou mas a sua voz permanecerá imortal para quem gostava de ouvir as sua baladas como eu. Em jeito de homenagem escolho a minha canção favorita e um tema já gravado na fase de decadência da cantora mas que seria também uma excelente balada cantada com a voz que Whitney tivera noutros tempos. Nem a reconheci neste tema.Que descanse em Paz!
Saturday, February 18, 2012
Frio como o tempo
Ao longo destes dias, pouco ou nada de relevante se tem passado. O Sporting não ganha, o Porto e o Benfica goleiam, o tempo está tão frio que nem apetece fazer nada…a não ser ficar debaixo das cobertas e pouco mais há a relatar.
Ah, e sonhei que não me deixavam fazer rádio.
Ah, e sonhei que não me deixavam fazer rádio.
Wando
Fiquei hoje a saber ouvido a rádio que o cantor brasileiro Wando faleceu vítima de morte súbita. Em jeito de homenagem, deixo aqui duas canções deste artista. A primeira é a primeira música que me lembro de ter ouvido na rádio e a segunda e uma bela canção que ficou conhecida por fazer parte da banda sonora da novela Roque Santeiro.
Pagar e bufar
Agora, que se estão a acabar também as regalias para os mais poderosos, há que arranjar dinheiro a todo o custo para manter os seus elevados vícios.
Agora o Governo inventou que todos os deficientes têm de desembolsar cinquenta euros para renovarem a certidão multiusos. Isto é uma roubalheira!
Tenho de faltar ao trabalho, perder o subsídio de alimentação, deixar tudo por fazer e que é muito, provavelmente tenho de sair mais tarde e deixar de descansar ou de fazer outras coisas. Isto sem contar com o dinheiro que fui gastar para casa em transportes. Bem feitas as contas, foram mais que os cinquenta euros que tive de pagar à entrada antes que me arrependesse e fugisse.
Graças a Deus ainda trabalho, com menor ou maior dificuldade mas trabalho imenso para conseguir cinquenta euros que vão parar aos cofres do Estado para depois serem gastos nas jantaradas e nos luxos dos políticos ou para financiarem o rendimento mínimo de alguém do calibre do individuo que vou descrever ainda no decorrer deste meu post de indignação legítima.
Venho eu de péssimo humor de Águeda por ter vindo de propósito renovar um documento que deveria ser vitalício e ainda por cima ter de pagar. E se eu não tivesse meios para desembolsar cinquenta euros?
Fico na estação de Mogofores onde tenho de esperar mais de uma hora pelo comboio. Que nervos! E eu com tanto que fazer, que ninguém faz o meu trabalho. Só prejuízo.
Como se não bastasse a longa espera ao frio, com fome e ralada para chegar ao trabalho, ainda tenho de aturar um bêbado que se passeia junto aos caminhos de ferro. Tresandava a vinho e ainda me veio chatear.
Ah, trazia a carteira com algum dinheiro que exibiu. Anda o Estado a tirar dinheiro a quem trabalha honestamente como eu para alimentar o vício do álcool a indivíduos como este que têm bom corpo para trabalhar.
O indivíduo andava quase de gatas em cima dos carris. E se vinha um comboio? Comecei a ouvir um barulho sem que a instalação sonora da estação tivesse anunciado a passagem de qualquer comboio. E não é que era mesmo um comboio? Ainda olhei para a linha a ver se o bêbado lá estava. Por acaso estava do outro lado a falar alto sozinho ou a moer o espírito a mais alguém. Vidinha boa!
Finalmente o comboio chegou. Depois de ter ido almoçar, lá fui trabalhar a umas tardias quatro da tarde. Tinha ainda muito que fazer e por lá fiquei até às sete e meia da tarde.
Estava mesmo cansada, chateada, aborrecida, nervosa, sei lá…
Agora o Governo inventou que todos os deficientes têm de desembolsar cinquenta euros para renovarem a certidão multiusos. Isto é uma roubalheira!
Tenho de faltar ao trabalho, perder o subsídio de alimentação, deixar tudo por fazer e que é muito, provavelmente tenho de sair mais tarde e deixar de descansar ou de fazer outras coisas. Isto sem contar com o dinheiro que fui gastar para casa em transportes. Bem feitas as contas, foram mais que os cinquenta euros que tive de pagar à entrada antes que me arrependesse e fugisse.
Graças a Deus ainda trabalho, com menor ou maior dificuldade mas trabalho imenso para conseguir cinquenta euros que vão parar aos cofres do Estado para depois serem gastos nas jantaradas e nos luxos dos políticos ou para financiarem o rendimento mínimo de alguém do calibre do individuo que vou descrever ainda no decorrer deste meu post de indignação legítima.
Venho eu de péssimo humor de Águeda por ter vindo de propósito renovar um documento que deveria ser vitalício e ainda por cima ter de pagar. E se eu não tivesse meios para desembolsar cinquenta euros?
Fico na estação de Mogofores onde tenho de esperar mais de uma hora pelo comboio. Que nervos! E eu com tanto que fazer, que ninguém faz o meu trabalho. Só prejuízo.
Como se não bastasse a longa espera ao frio, com fome e ralada para chegar ao trabalho, ainda tenho de aturar um bêbado que se passeia junto aos caminhos de ferro. Tresandava a vinho e ainda me veio chatear.
Ah, trazia a carteira com algum dinheiro que exibiu. Anda o Estado a tirar dinheiro a quem trabalha honestamente como eu para alimentar o vício do álcool a indivíduos como este que têm bom corpo para trabalhar.
O indivíduo andava quase de gatas em cima dos carris. E se vinha um comboio? Comecei a ouvir um barulho sem que a instalação sonora da estação tivesse anunciado a passagem de qualquer comboio. E não é que era mesmo um comboio? Ainda olhei para a linha a ver se o bêbado lá estava. Por acaso estava do outro lado a falar alto sozinho ou a moer o espírito a mais alguém. Vidinha boa!
Finalmente o comboio chegou. Depois de ter ido almoçar, lá fui trabalhar a umas tardias quatro da tarde. Tinha ainda muito que fazer e por lá fiquei até às sete e meia da tarde.
Estava mesmo cansada, chateada, aborrecida, nervosa, sei lá…
Friday, February 17, 2012
Ligaram a televisão de madrugada e estavam a ver um filme

Tive de me deslocar até casa para no outro dia estar em Águeda para renovar a certidão multiusos. Estava bastante frio, como sempre, e enfiei-me na cama bem cedo. Também estava algo cansada.
Eram aí umas duas da madrugada quando comecei a ouvir berros vindos da sala. A televisão estava ligada. Mas quem estaria a ver televisão a uma hora destas? Há muito que os meus pais estavam na cama e a minha irmã também. Que raio!
Tinha ouvido, minutos antes, o som de uma das gatas a raspar na areia. Terá depois passado por cima da mesa, colocado as patas em cima do comando e ligado a televisão.
Abri a porta da sala muito devagar. Estava a dar um filme de acção. Acendi a luz. Quando olhei para o sofá, constatei que a Teka estava deitada no sofá a olhar para a televisão como se estivesse a prestar atenção ao filme. Do outro lado, sentada numa cadeira, Feijoa miou. Fui chamar a minha mãe para ver o que elas andavam a fazer.
Claro que apaguei a televisão, ate porque estava a gastar electricidade e eram horas de dormir. Além disso, se o filme estava a passar na televisão àquela hora, não era de certeza um filme recomendado para a reputação das minhas gatas.
Wednesday, February 15, 2012
“Os Três Anjos”
De entre uma dor nas costas que me deu quando estava deitada e me demorou no sentido de voltar a adormecer e o telemóvel que, às quatro da madrugada, se lembrou de me informar que tinha mensagens novas por ler (pulei de susto), sonhei com imensas coisas das quais só lembro mesmo a parte final.
Num local desconhecido, estávamos reunidos a ultimar os preparativos para uma excursão de dois dias a algures.
No local onde nos encontrávamos havia uma pequena exposição com algumas poucas obras de Arte. Eram quadros, esculturas, desenhos, cerâmica…De entre todos aqueles objectos, havia um quadro que me disseram ser bastante famoso e ser uma honra estar ali exposto. Esse quadro era da autoria de um artista dos Balcãs que também ali estava.
Volto a frisar, que isto é muito importante, era uma honra ter ali exposto tão ilustre quadro. Mas…se de facto o era, ao menos tivessem posto a obra numa posição destacada onde toda a gente a pudesse ver, não por detrás de outros objectos. Sim, porque nos sonhos parece que as coisas quando estão em destaque estão lá no fundo ou por detrás de quinquilharias e esculturas de péssima qualidade, tal como estava este quadro. Isso é que era um destaque!
Ora vamos cá então descrever a obra! O quadro intitulava-se “Os Três Anjos”. Quando todos os objectos foram arredados da frente do quadro, quando eu e os meus colegas nos queixámos que não o conseguíamos encontrar, ficou à mostra um pequeno desenho quase infantil pintado sobre um fundo laranja. Nele estavam representadas três figuras angelicais que pareciam saídas dos desenhos animados com os cabelos louros, pintadas em perspectiva de retracto. As figuras tocavam longas flautas de pan.
Toda a gente que ali estava presente ficou admirada e algo desiludida pelas pequenas dimensões de uma obra que fora apresentada com altas credenciais. Mal se via e os outros objectos realçavam ainda mais a sua pequenez e insignificância.
Digerido este desapontamento colectivo, continuámos a discutir pormenores do nosso passeio. Estavam ali praticamente todas as pessoas que comigo se cruzaram na passada segunda-feira. Era por esses elementos que era constituído o grupo. Tudo pessoas que existem na vida real.
Agora discutia-se qual era o champanhe melhor para se levar. Eu fui dizendo a uma colega que era o da Bairrada, indubitavelmente.
O despertador tocou. Eram horas de acordar e saltar de debaixo das cobertas para o frio.
Num local desconhecido, estávamos reunidos a ultimar os preparativos para uma excursão de dois dias a algures.
No local onde nos encontrávamos havia uma pequena exposição com algumas poucas obras de Arte. Eram quadros, esculturas, desenhos, cerâmica…De entre todos aqueles objectos, havia um quadro que me disseram ser bastante famoso e ser uma honra estar ali exposto. Esse quadro era da autoria de um artista dos Balcãs que também ali estava.
Volto a frisar, que isto é muito importante, era uma honra ter ali exposto tão ilustre quadro. Mas…se de facto o era, ao menos tivessem posto a obra numa posição destacada onde toda a gente a pudesse ver, não por detrás de outros objectos. Sim, porque nos sonhos parece que as coisas quando estão em destaque estão lá no fundo ou por detrás de quinquilharias e esculturas de péssima qualidade, tal como estava este quadro. Isso é que era um destaque!
Ora vamos cá então descrever a obra! O quadro intitulava-se “Os Três Anjos”. Quando todos os objectos foram arredados da frente do quadro, quando eu e os meus colegas nos queixámos que não o conseguíamos encontrar, ficou à mostra um pequeno desenho quase infantil pintado sobre um fundo laranja. Nele estavam representadas três figuras angelicais que pareciam saídas dos desenhos animados com os cabelos louros, pintadas em perspectiva de retracto. As figuras tocavam longas flautas de pan.
Toda a gente que ali estava presente ficou admirada e algo desiludida pelas pequenas dimensões de uma obra que fora apresentada com altas credenciais. Mal se via e os outros objectos realçavam ainda mais a sua pequenez e insignificância.
Digerido este desapontamento colectivo, continuámos a discutir pormenores do nosso passeio. Estavam ali praticamente todas as pessoas que comigo se cruzaram na passada segunda-feira. Era por esses elementos que era constituído o grupo. Tudo pessoas que existem na vida real.
Agora discutia-se qual era o champanhe melhor para se levar. Eu fui dizendo a uma colega que era o da Bairrada, indubitavelmente.
O despertador tocou. Eram horas de acordar e saltar de debaixo das cobertas para o frio.
Tuesday, February 14, 2012
Estou por aqui de frio
Sinceramente, já me começa a irritar tanto frio. Não se pode fazer nada, praticamente é chegar do trabalho e meter-me debaixo das cobertas porque rapidamente os pês me arrefecem e, com os pés frios, não consigo descansar.
Mas o que se passou nestes dias para além de estar a tiritar de frio e a praguejar contra ele? Nada de especial aconteceu.
A única coisa de que há registo é da passagem da Académica à final da Taça. De resto, mais nada se passou.
Mas o que se passou nestes dias para além de estar a tiritar de frio e a praguejar contra ele? Nada de especial aconteceu.
A única coisa de que há registo é da passagem da Académica à final da Taça. De resto, mais nada se passou.
Primeira caminhada
As temperaturas baixas não me intimidaram nem me demoveram de participar na caminhada em grupo por Castelo Viegas.
Estava ansiosa para que chegasse finalmente este dia para poder estar ao ar livre, em contacto com a Natureza, a confraternizar, a ver novas caras e, acima de tudo, a descomprimir da rotina de uma árdua semana de trabalho como tive.
Percorremos locais maravilhosos, andámos por trilhos, por matas, por quintas, por laranjais. Tudo isto me encheu de prazer e de uma energia renovada para enfrentar mais uma semana de intenso trabalho e com frio intenso.
Para mim as longas caminhadas não constituem problema. Estou habituada a fazê-las e com bastante carga às costas. Lamento agora não ter tanta disponibilidade. Quando começar a ser de dia às seis da tarde, quando aquecer mais o tempo e quando tiver os fins-de-semana que irei passar a casa mais livres, irei fazer longas caminhadas como fazia antes de começar a trabalhar. Neste Verão também caminhei pela cidade mas não é a mesma coisa que caminhar no campo.
No final desta caminhada, houve sopa quente com bastante carne que soube muito bem a quem tinha fome e frio.
Em Coimbra fazia um frio insuportável quando chegámos. Troquei de roupa e enfiei-me debaixo das cobertas para aquecer. Estava gelada. Estava ali tão bem, que até nem me levantei para ver o jogo do Glorioso na televisão, vejam lá. Não me estava a apetecer voltar a colocar os pés no frio depois de ter tido tanto trabalho a aquecê-los.
A próxima caminhada já está marcada para o próximo dia 19 de Fevereiro. Mal posso esperar. Enquanto isso, há que curar estas bolhas nos pés provocadas pelos sapatos novos de caminhada.
No próximo post colocarei as fotos que tirei com o telemóvel. Tirei imensas mas só vou colocar as minhas favoritas.
Estava ansiosa para que chegasse finalmente este dia para poder estar ao ar livre, em contacto com a Natureza, a confraternizar, a ver novas caras e, acima de tudo, a descomprimir da rotina de uma árdua semana de trabalho como tive.
Percorremos locais maravilhosos, andámos por trilhos, por matas, por quintas, por laranjais. Tudo isto me encheu de prazer e de uma energia renovada para enfrentar mais uma semana de intenso trabalho e com frio intenso.
Para mim as longas caminhadas não constituem problema. Estou habituada a fazê-las e com bastante carga às costas. Lamento agora não ter tanta disponibilidade. Quando começar a ser de dia às seis da tarde, quando aquecer mais o tempo e quando tiver os fins-de-semana que irei passar a casa mais livres, irei fazer longas caminhadas como fazia antes de começar a trabalhar. Neste Verão também caminhei pela cidade mas não é a mesma coisa que caminhar no campo.
No final desta caminhada, houve sopa quente com bastante carne que soube muito bem a quem tinha fome e frio.
Em Coimbra fazia um frio insuportável quando chegámos. Troquei de roupa e enfiei-me debaixo das cobertas para aquecer. Estava gelada. Estava ali tão bem, que até nem me levantei para ver o jogo do Glorioso na televisão, vejam lá. Não me estava a apetecer voltar a colocar os pés no frio depois de ter tido tanto trabalho a aquecê-los.
A próxima caminhada já está marcada para o próximo dia 19 de Fevereiro. Mal posso esperar. Enquanto isso, há que curar estas bolhas nos pés provocadas pelos sapatos novos de caminhada.
No próximo post colocarei as fotos que tirei com o telemóvel. Tirei imensas mas só vou colocar as minhas favoritas.
Monday, February 13, 2012
Coisas que sô se passam em sonhos
Nesta noite sonhei com muita coisa mas recordo com mais nitidez o episódio do encontro que não se viria a verificar entre mim e uma velha amiga que já não vejo há imensos anos.
Ela acabou por não comparecer ao encontro que eu aguardava com grande entusiasmo e expectativa, enviando uma amiga em seu lugar. A amiga disse-me que a minha velha amiga não me iria reencontrar porque, pura e simplesmente, não queria saber de mim ou da minha irmã para nada. Fiquei completamente destroçada.
Cheguei a casa um dia e reparei que as grades e os portões tinham sido pintados de vermelho e amarelo. Nem soube o que dizer, apenas disse que a casa ficava um tanto ou quanto esquisita assim. Realmente assim era.
Também me lembro de sonhar com fichas médicas e algo relacionado com o trabalho.
Ela acabou por não comparecer ao encontro que eu aguardava com grande entusiasmo e expectativa, enviando uma amiga em seu lugar. A amiga disse-me que a minha velha amiga não me iria reencontrar porque, pura e simplesmente, não queria saber de mim ou da minha irmã para nada. Fiquei completamente destroçada.
Cheguei a casa um dia e reparei que as grades e os portões tinham sido pintados de vermelho e amarelo. Nem soube o que dizer, apenas disse que a casa ficava um tanto ou quanto esquisita assim. Realmente assim era.
Também me lembro de sonhar com fichas médicas e algo relacionado com o trabalho.
Despesas
Depois de ter ficado a dormir até bastante tarde, meti pés ao caminho até lá acima ao Dolce Vita.
Claro que aproveitei para ir à SportZone para comprar umas sapatilhas especiais para a caminhada de amanhã. Depois andei a dar uma vista de olhos em algo de que gostasse e que estivesse em saldos. Comprei três camisolas às riscas para vestir na Primavera.
Desci um nível e fui à Box mas parece que lá havia menos livros do que das outras vezes. Não havia lá mesmo nada de jeito. Mesmo assim acabei por comprar dois livros.
Como vinha com sede, ainda entrei no Jumbo para comprar uma garrafa de água.
Sou uma gastadora.
Claro que aproveitei para ir à SportZone para comprar umas sapatilhas especiais para a caminhada de amanhã. Depois andei a dar uma vista de olhos em algo de que gostasse e que estivesse em saldos. Comprei três camisolas às riscas para vestir na Primavera.
Desci um nível e fui à Box mas parece que lá havia menos livros do que das outras vezes. Não havia lá mesmo nada de jeito. Mesmo assim acabei por comprar dois livros.
Como vinha com sede, ainda entrei no Jumbo para comprar uma garrafa de água.
Sou uma gastadora.
Friday, February 10, 2012
Sonhos de uma noite de Inverno
Estava uma noite bem fria. Por essa razão, meti-me debaixo das cobertas bem cedo, quase logo depois de ter saído do trabalho.
De entre muitas coisas que sonhei nesta noite, destaco um episódio onírico bastante apropriado para esta realidade que temos agora de temperaturas baixas.
Sonhei que folheava um jornal e via as temperaturas para os próximos dias. Nos próximos dois dias, as temperaturas atingiriam valores bastante negativos, nunca antes vistos em Portugal. Lá para meio da semana, os termómetros subiriam vertiginosamente até uns insuportáveis quarenta e quatro graus nada apropriados para esta época do ano.
Adoro estes sonhos que têm como tema as condições climatéricas e os fenómenos atmosféricos raros. Aqui tenho mais um para juntar à extensa colecção que inclui um sonho completamente contrário a este que eu tive em pleno Verão. Ah, e lembro-me de ter sonhado que haveria pouca ou nenhuma precipitação em 2012. Até à data, esta profecia está a cumprir-se.
De entre muitas coisas que sonhei nesta noite, destaco um episódio onírico bastante apropriado para esta realidade que temos agora de temperaturas baixas.
Sonhei que folheava um jornal e via as temperaturas para os próximos dias. Nos próximos dois dias, as temperaturas atingiriam valores bastante negativos, nunca antes vistos em Portugal. Lá para meio da semana, os termómetros subiriam vertiginosamente até uns insuportáveis quarenta e quatro graus nada apropriados para esta época do ano.
Adoro estes sonhos que têm como tema as condições climatéricas e os fenómenos atmosféricos raros. Aqui tenho mais um para juntar à extensa colecção que inclui um sonho completamente contrário a este que eu tive em pleno Verão. Ah, e lembro-me de ter sonhado que haveria pouca ou nenhuma precipitação em 2012. Até à data, esta profecia está a cumprir-se.
Wednesday, February 08, 2012
O caderno
Foi uma noite em que até dormi bastante bem, talvez por ter sido um dia de trabalho bastante intenso que me deixou bastante cansada. De facto, não me posso gabar de ter muitas noites assim bem dormidas sem uma única interrupção em que acendo o candeeiro e vejo as horas. Isso esta note não aconteceu.
Dos inúmeros sonos que tive, destaco esta história que recordo mais intensamente. Tinha comprado um daqueles cadernos normais A4 pretos para apontar as minhas aventuras e desventuras para depois serem dadas a conhecer no meu blog. Deixei o caderno em casa quando lá fui passar o fim-de-semana.
Quando regressei a casa no fim-de-semana seguinte, fiquei furiosa porque o caderno aparecia rabiscado em todas as folhas. Para me irritar, a minha irmã resolveu encher todas as folhas do meu caderno novo com rabiscos e desenhos daqueles que fazia quando era criança. Daqueles do calibre dos que fez numa caixa de sapatos…que eram para devolver à loja na Moita. Quando me lembro disso, não posso deixar de me rir. Ela pensava que estava a desenhar nas caixas dos sapatos que eram para ficar para nós e desenhou nas caixas dos sapatos que eram para devolver. Ainda hoje veijo a cara da minha mãe na loja com as duas caixas de sapatos, cada uma com uma boneca em tons de laranja e preto.
Desta vez não achei a mais pequena piada às “obras de arte” e nem lhe perguntei o que é que ela queria como castigo. Os dois pés e as duas mãos trabalhavam intensamente para a punir por ter bulido com o meu caderno novo. Estava realmente furiosa, enraivecida, fora de mim, possessa mesmo.
Lembro-me ainda de sonhar que uns fios eléctricos me perseguiam por a corrente eléctrica os atrair até mim. Nem com a minha imaginação a trabalhar a quinhentos por cento me lembraria de tal coisa para um texto de terror daqueles que gosto de escrever mas agradeço ao meu subconsciente pela dica.
Fugia desesperadamente dos fios que ameaçavam electrocutar-me, fechei-me a toda a pressa na casa de banho mas mesmo assim eles passaram por debaixo da porta. Onde me enfiar? Para onde fugir agora? Estava encurralada.
Mais tarde apercebi-me de que esses mesmos dois fios estavam entranhados no rabo de um pequeno gato preto. Enchi-me de coragem e arranquei-lhos de um só esticão. Nunca mais me importunaram.
Acordei apenas e só quando o despertador tocou.
Dos inúmeros sonos que tive, destaco esta história que recordo mais intensamente. Tinha comprado um daqueles cadernos normais A4 pretos para apontar as minhas aventuras e desventuras para depois serem dadas a conhecer no meu blog. Deixei o caderno em casa quando lá fui passar o fim-de-semana.
Quando regressei a casa no fim-de-semana seguinte, fiquei furiosa porque o caderno aparecia rabiscado em todas as folhas. Para me irritar, a minha irmã resolveu encher todas as folhas do meu caderno novo com rabiscos e desenhos daqueles que fazia quando era criança. Daqueles do calibre dos que fez numa caixa de sapatos…que eram para devolver à loja na Moita. Quando me lembro disso, não posso deixar de me rir. Ela pensava que estava a desenhar nas caixas dos sapatos que eram para ficar para nós e desenhou nas caixas dos sapatos que eram para devolver. Ainda hoje veijo a cara da minha mãe na loja com as duas caixas de sapatos, cada uma com uma boneca em tons de laranja e preto.
Desta vez não achei a mais pequena piada às “obras de arte” e nem lhe perguntei o que é que ela queria como castigo. Os dois pés e as duas mãos trabalhavam intensamente para a punir por ter bulido com o meu caderno novo. Estava realmente furiosa, enraivecida, fora de mim, possessa mesmo.
Lembro-me ainda de sonhar que uns fios eléctricos me perseguiam por a corrente eléctrica os atrair até mim. Nem com a minha imaginação a trabalhar a quinhentos por cento me lembraria de tal coisa para um texto de terror daqueles que gosto de escrever mas agradeço ao meu subconsciente pela dica.
Fugia desesperadamente dos fios que ameaçavam electrocutar-me, fechei-me a toda a pressa na casa de banho mas mesmo assim eles passaram por debaixo da porta. Onde me enfiar? Para onde fugir agora? Estava encurralada.
Mais tarde apercebi-me de que esses mesmos dois fios estavam entranhados no rabo de um pequeno gato preto. Enchi-me de coragem e arranquei-lhos de um só esticão. Nunca mais me importunaram.
Acordei apenas e só quando o despertador tocou.
Tuesday, February 07, 2012
O homem das calças azuis e o homem da camisola verde
Sonhei que esperava transporte numa mal iluminada estação da Rodoviária ou de comboios. Um indivíduo que não primava pelo esmero em termos de higiene pessoal e que aparentava estar bastante embriagado abordou-me com propostas obscenas.
Eu ferrei-lhe um pontapé na canela da perna direita Ele continuou a chatear-me e eu fui-lhe à cara com um directo bem no meio daquele nariz bem sujo. Ele deixou-me em paz, foi tentar a sorte noutro lado mas voltaram-lhe a bater.
O homem que vestia umas velhas calças azuis de fato de treino quase a caírem-lhe aos pés de tão largo que já estava aquele elástico foi, finalmente, capturado por uma imensa multidão que lhe deu uma monumental tareia.
A outra parte de que me lembro nesta noite de sonhos tem como tema central um jogo de Futebol em que o Sporting jogava para as competições europeias….com o Panathinaikos da Grécia que também veste de verde. Não sei onde fui eu buscar isto.
O ambiente nas bancadas estava animado. Adeptos sportinguistas faziam a hola, apesar de o jogo ser fora. O que aconteceu a seguir, só mesmo em sonhos pode acontecer…e mais não sei…às invenções em termos de arbitragem que andam por aí, não seria de admirar uma coisa destas.
O árbitro dirigiu-se às bancadas onde se estava pura e simplesmente a festejar. Nem insultos estavam a ser dirigidos fosse a quem fosse. Fazia-se a hola, entoavam-se cânticos e mais nada. Isso vale cartão amarelo? Bem, se já há a estupidez de se mostrar cartão amarelo por se festejar um golo tirando a camisola ou saltando as bancadas, qualquer dia teremos cartões amarelos do calibre deste mostrado a um jogador que tinha ficado de fora da convocatória na bancada misturado com os adeptos da sua equipa a vibrar com o jogo tal como eles.
Toda a gente ficou embasbacada por o árbitro ter tido o trabalho de se dirigir à bancada e ter mostrado o cartão amarelo. Nunca antes se tinha visto tal coisa. Segundo as novas regras, podiam-se mostrar cartões a jogadores que estivessem nas bancadas a assistir a jogos. Essa era boa! Quando não se jogasse, não se ia então ao estádio ver o jogo da sua equipa. Ficava-se no sofá de pantufinhas calçadas a assistir ao jogo pela televisão. Isto enquanto não inventam um meio tecnológico que permita aos árbitros vislumbrarem quantos nomes o jogador sentado no sofá de sua casa lhes chama e não carregarem num botão com a cor amarela ou vermelha. Dado o conservadorismo dos dirigentes do Futebol Mundial, isso nunca iria acontecer, estejam descansados.
O jogador…do Sporting que tinha visto o insólito cartão amarelo foi…o Kaz (por onde anda esse jogador? A última vez que soube dele, alinhava no Vitória de setúbal que, por acaso também equipa de verde). Ele estava algo diferente, agora que era suplente do Sporting. Já não usava o cabelo tão curto.
Foi um sonho bem engraçado e bem estúpido. Aquela de se mostrarem cartões amarelos a jogadores nas bancadas partiu tudo.
Eu ferrei-lhe um pontapé na canela da perna direita Ele continuou a chatear-me e eu fui-lhe à cara com um directo bem no meio daquele nariz bem sujo. Ele deixou-me em paz, foi tentar a sorte noutro lado mas voltaram-lhe a bater.
O homem que vestia umas velhas calças azuis de fato de treino quase a caírem-lhe aos pés de tão largo que já estava aquele elástico foi, finalmente, capturado por uma imensa multidão que lhe deu uma monumental tareia.
A outra parte de que me lembro nesta noite de sonhos tem como tema central um jogo de Futebol em que o Sporting jogava para as competições europeias….com o Panathinaikos da Grécia que também veste de verde. Não sei onde fui eu buscar isto.
O ambiente nas bancadas estava animado. Adeptos sportinguistas faziam a hola, apesar de o jogo ser fora. O que aconteceu a seguir, só mesmo em sonhos pode acontecer…e mais não sei…às invenções em termos de arbitragem que andam por aí, não seria de admirar uma coisa destas.
O árbitro dirigiu-se às bancadas onde se estava pura e simplesmente a festejar. Nem insultos estavam a ser dirigidos fosse a quem fosse. Fazia-se a hola, entoavam-se cânticos e mais nada. Isso vale cartão amarelo? Bem, se já há a estupidez de se mostrar cartão amarelo por se festejar um golo tirando a camisola ou saltando as bancadas, qualquer dia teremos cartões amarelos do calibre deste mostrado a um jogador que tinha ficado de fora da convocatória na bancada misturado com os adeptos da sua equipa a vibrar com o jogo tal como eles.
Toda a gente ficou embasbacada por o árbitro ter tido o trabalho de se dirigir à bancada e ter mostrado o cartão amarelo. Nunca antes se tinha visto tal coisa. Segundo as novas regras, podiam-se mostrar cartões a jogadores que estivessem nas bancadas a assistir a jogos. Essa era boa! Quando não se jogasse, não se ia então ao estádio ver o jogo da sua equipa. Ficava-se no sofá de pantufinhas calçadas a assistir ao jogo pela televisão. Isto enquanto não inventam um meio tecnológico que permita aos árbitros vislumbrarem quantos nomes o jogador sentado no sofá de sua casa lhes chama e não carregarem num botão com a cor amarela ou vermelha. Dado o conservadorismo dos dirigentes do Futebol Mundial, isso nunca iria acontecer, estejam descansados.
O jogador…do Sporting que tinha visto o insólito cartão amarelo foi…o Kaz (por onde anda esse jogador? A última vez que soube dele, alinhava no Vitória de setúbal que, por acaso também equipa de verde). Ele estava algo diferente, agora que era suplente do Sporting. Já não usava o cabelo tão curto.
Foi um sonho bem engraçado e bem estúpido. Aquela de se mostrarem cartões amarelos a jogadores nas bancadas partiu tudo.
Varela marcou dois golos mas o Feirense perdeu o jogo
Em Santa Maria da Feira, o Benfica venceu o Feirense com alguma dificuldade por 1-2.
Figura do jogo? Fernando Varela que neste encontro alinhou como central. Um jogador que está nos três golos que se marquem num jogo só pode ser mesmo o homem do jogo. Primeiro marcou contra o Glorioso e colocou a sua equipa em vantagem. Na baliza contrária, o mesmo jogador marcou o primeiro golo do Benfica na própria baliza. Para terminar em beleza, Varela fez uma falta para grande penalidade sobre Nolito, salvo erro. Cardozo, que esta época até tem andado a falhar menos grandes penalidades que nas épocas anteriores, converteu-a no segundo golo.
Este jogo fica marcado pelas reduzidas dimensões do relvado do campo do Feirense que não permitiam ao Glorioso explanar as suas habituais jogadas de fino recorte técnico. Foi com alguma dificuldade e alguma sorte que aconteceu esta vitória tangencial.
No dia seguinte, o Porto viria a ser derrotado sem apelo nem agravo pelo Gil Vicente por 3-1 e deixou fugir o Benfica. Ninguém nos pára!
Figura do jogo? Fernando Varela que neste encontro alinhou como central. Um jogador que está nos três golos que se marquem num jogo só pode ser mesmo o homem do jogo. Primeiro marcou contra o Glorioso e colocou a sua equipa em vantagem. Na baliza contrária, o mesmo jogador marcou o primeiro golo do Benfica na própria baliza. Para terminar em beleza, Varela fez uma falta para grande penalidade sobre Nolito, salvo erro. Cardozo, que esta época até tem andado a falhar menos grandes penalidades que nas épocas anteriores, converteu-a no segundo golo.
Este jogo fica marcado pelas reduzidas dimensões do relvado do campo do Feirense que não permitiam ao Glorioso explanar as suas habituais jogadas de fino recorte técnico. Foi com alguma dificuldade e alguma sorte que aconteceu esta vitória tangencial.
No dia seguinte, o Porto viria a ser derrotado sem apelo nem agravo pelo Gil Vicente por 3-1 e deixou fugir o Benfica. Ninguém nos pára!
Monday, February 06, 2012
Maus marinheiros
Sonhei com imensas peripécias nesta noite mais fria do que as anteriores. A noite terá sido tão agitada, que nem um cobertor estava preso ao fundo da cama de manhã quando acordei. Talvez esse facto nem se deva à intensidade dos sonhos. Estava uma noite muito fria e eu tentava puxar a roupa mais para cima, de modo a cobrir até a cara para me proteger do frio.
Começo a descrever este sonho a partir do momento em que entram em cena uns incrivelmente grossos e estranhos balões verdes. Fiz um esforço tremendo para encher um mas lá consegui. Afinal de contas, toda a gente gaba o meu fôlego para encher balões. Apesar das dificuldades, lá o consegui encher e andava a brincar com ele e com a gata da minha irmã na cozinha de minha casa.
A gata espetou uma unha no balão e, devido à sua espessura, começou a esvaziar muito lentamente. Recordo-me vagamente de estar a tentar filmar estas brincadeiras com o telemóvel.
Encontramo-nos agora num recinto com muitas semelhanças com a Estação de Coimbra mas sem linhas. Realizava-se ali uma espécie de festa que tinha como objectivo exaltar tudo quanto fosse português. Havia palanques montados onde se cantava sobretudo o fado e se exaltavam os nossos gloriosos feitos aquando dos Descobrimentos.
Chegados do Alto Mar, ancoravam imensos barcos e navios naquele porto onírico. Os tripulantes, envergando roupas civis, iam saindo dos seus barcos. Eram homens de todas as idades. Havia indivíduos para cima dos setenta anos e havia jovens que mal tinham completado dezoito anos.
A minha irmã acompanhava-me na visita a este evento. Não sei se ali estava mais alguém naquele final de tarde chuvoso que prometia ser animado. O fado cantado com alma por uma voz feminina ecoava por todo o recinto. O chão estava molhado e escorregadio devido à chuva intensa que terá caído ao longo de todo aquele dia.
Dos barcos continuavam a sair os marinheiros, ilustres descendentes dos heróis da nossa História (com marinheiros como estes, Vasco da Gama daria cambalhotas no túmulo e cobria a caveira de vergonha). A maioria deles aparentava um estado deplorável de embriaguez, não usava a farda da Marinha, dizia palavrões e obscenidades a cada duas palavras, e, como se tudo isso não bastasse, os modernos marinheiros lusitanos ainda escarravam e vomitavam descaradamente no recinto que já de si estava escorregadio e se começava a encher de gente.
Vimos um jovem de estatura média e aí com uns vinte anos de idade, envergando umas calças de ganga e uma camisola castanha, que vomitava copiosamente no chão. A minha irmã puxou-me para que nos afastássemos dali mas, do outro lado, havia dois indivíduos a fazer a mesma coisa ou pior.
Virámo-nos novamente para o lado onde se encontrava o jovem marinheiro a dar azo ao seu enjoo. Era incrível como a mesma pessoa se encontrava ali há já longos minutos sempre a vomitar. A minha irmã exclamou:
- “Irra, que ele vomita David, vomita Golias…”
Mas onde fui eu ou o meu subconsciente buscar isto? Nunca tal ouvi!
Arredámo-nos. O recinto já estava uma lástima, uma porcaria, um nojo. Já nem sabíamos onde colocar os pés.
Lembro-me também de ter sonhado com carne e com peixe já em muito mau estado e com uma chamada de telemóvel que até estava a ser interessante mas acabou-se a bateria. Penso que isso até foi antes dos balões porque já não tinha bateria para filmar as tropelias com os balões. Agora lembro-me.
Refira-se que, enquanto eu aponto este sonho no meu caderno de apontamentos, mesmo a propósito, toca na rádio a música que tinha pensado para banda sonora deste sonho e que não poderia ser outra que não esta dos Sitiados.
Começo a descrever este sonho a partir do momento em que entram em cena uns incrivelmente grossos e estranhos balões verdes. Fiz um esforço tremendo para encher um mas lá consegui. Afinal de contas, toda a gente gaba o meu fôlego para encher balões. Apesar das dificuldades, lá o consegui encher e andava a brincar com ele e com a gata da minha irmã na cozinha de minha casa.
A gata espetou uma unha no balão e, devido à sua espessura, começou a esvaziar muito lentamente. Recordo-me vagamente de estar a tentar filmar estas brincadeiras com o telemóvel.
Encontramo-nos agora num recinto com muitas semelhanças com a Estação de Coimbra mas sem linhas. Realizava-se ali uma espécie de festa que tinha como objectivo exaltar tudo quanto fosse português. Havia palanques montados onde se cantava sobretudo o fado e se exaltavam os nossos gloriosos feitos aquando dos Descobrimentos.
Chegados do Alto Mar, ancoravam imensos barcos e navios naquele porto onírico. Os tripulantes, envergando roupas civis, iam saindo dos seus barcos. Eram homens de todas as idades. Havia indivíduos para cima dos setenta anos e havia jovens que mal tinham completado dezoito anos.
A minha irmã acompanhava-me na visita a este evento. Não sei se ali estava mais alguém naquele final de tarde chuvoso que prometia ser animado. O fado cantado com alma por uma voz feminina ecoava por todo o recinto. O chão estava molhado e escorregadio devido à chuva intensa que terá caído ao longo de todo aquele dia.
Dos barcos continuavam a sair os marinheiros, ilustres descendentes dos heróis da nossa História (com marinheiros como estes, Vasco da Gama daria cambalhotas no túmulo e cobria a caveira de vergonha). A maioria deles aparentava um estado deplorável de embriaguez, não usava a farda da Marinha, dizia palavrões e obscenidades a cada duas palavras, e, como se tudo isso não bastasse, os modernos marinheiros lusitanos ainda escarravam e vomitavam descaradamente no recinto que já de si estava escorregadio e se começava a encher de gente.
Vimos um jovem de estatura média e aí com uns vinte anos de idade, envergando umas calças de ganga e uma camisola castanha, que vomitava copiosamente no chão. A minha irmã puxou-me para que nos afastássemos dali mas, do outro lado, havia dois indivíduos a fazer a mesma coisa ou pior.
Virámo-nos novamente para o lado onde se encontrava o jovem marinheiro a dar azo ao seu enjoo. Era incrível como a mesma pessoa se encontrava ali há já longos minutos sempre a vomitar. A minha irmã exclamou:
- “Irra, que ele vomita David, vomita Golias…”
Mas onde fui eu ou o meu subconsciente buscar isto? Nunca tal ouvi!
Arredámo-nos. O recinto já estava uma lástima, uma porcaria, um nojo. Já nem sabíamos onde colocar os pés.
Lembro-me também de ter sonhado com carne e com peixe já em muito mau estado e com uma chamada de telemóvel que até estava a ser interessante mas acabou-se a bateria. Penso que isso até foi antes dos balões porque já não tinha bateria para filmar as tropelias com os balões. Agora lembro-me.
Refira-se que, enquanto eu aponto este sonho no meu caderno de apontamentos, mesmo a propósito, toca na rádio a música que tinha pensado para banda sonora deste sonho e que não poderia ser outra que não esta dos Sitiados.
Por que carga de água sonho eu tanto com marroquinos?
Foi uma noite de sono interrompida por volta das cinco menos um quarto da madrugada quando acordei sobressaltada devido a uma lancinante dor do lado direito da minha cabeça que durou escassos minutos.
Nessa altura já levava muito para contar em termos de sonhos. Ora vejam!
Sonhei que a minha irmã tinha ido para um local exótico, cheio de areia, onde chovia uma chuva morna, onde havia festa e comida abundante. Esse local exótico foi identificado pelo meu subconsciente como sendo Marrocos.
Certa vez desloquei-me até lá para visitar a minha irmã. A areia estava toda suja de restos de comida e espinhas de peixe que nos picavam e se entranhavam nos nossos pés descalços.
Comia-se uma piza com excelente aspecto. E eu que ainda não tinha comido e estava bastante esfomeada! Deram-me um pedaço daquela piza mas, como sabiam que eu não me contentava só com aquela ração de combate, deram-me outro pedaço ainda maior para o caminho antes de me ir embora. Refira-se que estava a chover mas fazia imenso calor.
Na rádio passava um programa em que estava em destaque a vida de um jogador marroquino que tinha sido…professor de Filosofia. Até podia ser o Faouzi. Começo a depreender que sonho com marroquinos depois de ver um jogo do Guimarães. Será, se não estou em erro, a única equipa portuguesa que conta no seu plantel jogadores dessas paragens. E logo dois.
Agora encontro-me numa espécie de centro comercial num local não identificado. Era cá em Portugal. Comprei marcadores para desenhar e, incrivelmente, havia lá à venda lápis de cor desaparelhados das caixas, usados, de diferentes marcas e calibres, com os bicos partidos ou por afiar e…alguns deles estavam mesmo afiados nas duas extremidades. Quando eu andava na escola primária, para me armar em engraçadinha, tinha o hábito de fazer isso. Assim, se um bico se partia ou não estava afiado, tinha ainda a outra ponta para escrever.
Ali também havia imensos livros que me poderiam interessar.
Através de uma rede social, tinha entretanto chegado a notícia da morte de uma jovem de nome Guida que morava na minha terra. Na realidade, não há lá ninguém com esse nome. Onde raio fui buscar isto? Foram chegando fotos da sua última homenagem em que estudantes de Coimbra estavam rigorosamente trajados com as suas capas negras e os seus emblemas.
Tinha de ir. Tinha de estar no trabalho às duas em ponto. A minha irmã queria-me acompanhar até ao local onde iria apanhar transporte mas eu sempre fui dizendo que sabia onde era.
Fiquei extremamente transtornada por saber que apenas tinha transporte às quatro horas da tarde. De nada valeu termos corrido a toda a pressa a pensar que tínhamos transporte à uma da tarde.
Como eu estava zangada por não ir trabalhar a horas! Como odeio atrasos! Felizmente tudo não passava de um sonho e o despertador tocou. Não chegaria ao trabalho atrasada.
Nessa altura já levava muito para contar em termos de sonhos. Ora vejam!
Sonhei que a minha irmã tinha ido para um local exótico, cheio de areia, onde chovia uma chuva morna, onde havia festa e comida abundante. Esse local exótico foi identificado pelo meu subconsciente como sendo Marrocos.
Certa vez desloquei-me até lá para visitar a minha irmã. A areia estava toda suja de restos de comida e espinhas de peixe que nos picavam e se entranhavam nos nossos pés descalços.
Comia-se uma piza com excelente aspecto. E eu que ainda não tinha comido e estava bastante esfomeada! Deram-me um pedaço daquela piza mas, como sabiam que eu não me contentava só com aquela ração de combate, deram-me outro pedaço ainda maior para o caminho antes de me ir embora. Refira-se que estava a chover mas fazia imenso calor.
Na rádio passava um programa em que estava em destaque a vida de um jogador marroquino que tinha sido…professor de Filosofia. Até podia ser o Faouzi. Começo a depreender que sonho com marroquinos depois de ver um jogo do Guimarães. Será, se não estou em erro, a única equipa portuguesa que conta no seu plantel jogadores dessas paragens. E logo dois.
Agora encontro-me numa espécie de centro comercial num local não identificado. Era cá em Portugal. Comprei marcadores para desenhar e, incrivelmente, havia lá à venda lápis de cor desaparelhados das caixas, usados, de diferentes marcas e calibres, com os bicos partidos ou por afiar e…alguns deles estavam mesmo afiados nas duas extremidades. Quando eu andava na escola primária, para me armar em engraçadinha, tinha o hábito de fazer isso. Assim, se um bico se partia ou não estava afiado, tinha ainda a outra ponta para escrever.
Ali também havia imensos livros que me poderiam interessar.
Através de uma rede social, tinha entretanto chegado a notícia da morte de uma jovem de nome Guida que morava na minha terra. Na realidade, não há lá ninguém com esse nome. Onde raio fui buscar isto? Foram chegando fotos da sua última homenagem em que estudantes de Coimbra estavam rigorosamente trajados com as suas capas negras e os seus emblemas.
Tinha de ir. Tinha de estar no trabalho às duas em ponto. A minha irmã queria-me acompanhar até ao local onde iria apanhar transporte mas eu sempre fui dizendo que sabia onde era.
Fiquei extremamente transtornada por saber que apenas tinha transporte às quatro horas da tarde. De nada valeu termos corrido a toda a pressa a pensar que tínhamos transporte à uma da tarde.
Como eu estava zangada por não ir trabalhar a horas! Como odeio atrasos! Felizmente tudo não passava de um sonho e o despertador tocou. Não chegaria ao trabalho atrasada.
Thursday, February 02, 2012
“O Amante Do Vulcão” (impressões pessoais)

Esta é mais uma incursão por romances clássicos da literatura mundial. Desta vez faço uma viagem até á época da Revolução Francesa e aproveito para avivar a memoria um pouco mais sobre essa época histórica.
Nesta obra, Susan Sontag traz-nos através de uma viagem no tempo, a história de vida do diplomata inglês em Nápoles. Apesar de viver rodeado de luxos e, aparentemente, poder comprar tudo o que lhe apetecesse para a sua colecção de objectos de arte, nutria grande admiração pelo Vesúvio em erupção. Passava grandes momentos a observá-lo da sua janela privilegiada que mandou construir no seu gabinete e escalava muitas vezes a montanha para o observar mais de perto ou recolher rochas para a sua colecção.
A temática do coleccionismo esteve sempre presente nesta obra. Eu, que também adoro coleccionar, embora não concordando com muitas das coisas que li, não deixei de achar curioso.
Achei particularmente divertidas as cenas iniciais que tinham como protagonista o Rei de Nápoles que era alguém que, apesar de ter nascido no seio da família real, deixava transparecer que descia ao nível do povo ou talvez mais baixo ainda. Havia um contraste bem vincado entre ele e a sua esposa que era bastante racional. Naquela altura não se podia afirmar convictamente que era ela quem mandava mas era isso que acontecia na prática. O Rei só pensava em comer, ir à caça, tinha divertimentos um tanto ou quanto estranhos para a sua condição social e não sabia comportar-se razoavelmente. Todas as gargalhadas que esta obra me conseguiu arrancar tiveram como protagonista o Rei de Nápoles.
Um facto marcante nesta obra tem a ver com os casamentos do embaixador. Ambas as suas esposas são o oposto uma da outra. Literalmente. A primeira é mais reservada, frágil, sensível, delicada, enquanto que a segunda já é mais sociável, calculista, com alguma desonestidade…até as origens são diferentes.
Chegam os ventos da Revolução Francesa a Nápoles e com eles toda a instabilidade e o drama que se vive. Pessoas são torturadas ou condenadas a enforcamento e guilhotina. A liderar esta onda de morte estão os protagonistas desta história. Muitos inocentes perderam a vida injustamente e os nossos protagonistas caem em desgraça, mesmo o herói britânico que venceu as batalhas contra Napoleão. Todos morrem sem honra nem glória.
Foi interessante a ideia de colocar os mortos a falar na última parte do livro, a darem a sua versão dos acontecimentos que todos viveram em comum. Ficou ali a faltar o Rei de Nápoles. Devia ser engraçado. Eu não percebo por que razão se fala tanto de uma republicana chamada Leonor Fonseca Pimentel que é quem fecha a obra. Talvez a escritora se identifique com ela ou talvez ela simbolize uma viragem na forma como a participação feminina na sociedade seria vista dali em diante. Esta poetiza da Revolução morreu enforcada em Nápoles e aparece para dizer mal de todos os restantes personagens desta obra. Com isto, também me leva a pensar que a presença do seu testemunho talvez queira dar um cunho imparcial e desinteressado ao que se é dito sobre os protagonistas. As pessoas que haviam deixado o seu testemunho postumamente tinham laços afectivos umas com as outras e Leonor estava algo distanciada delas.
Foi uma leitura agradável e extremamente positiva. Deu para recuar às aulas de Historia que ficaram lá bem para trás e recordar o essencial da Revolução Francesa.
De Nápoles, viajamos através da leitura até Nova Iorque e entramos na mente de um depravado psicopata americano. “Psicopata Americano” é o nome do livro que estou a ler.
Wednesday, February 01, 2012
Teka calça um carro

Sonhei que estávamos à lareira num final de tarde de Inverno em que fazia imenso frio e estava bastante escuro já na rua.
Por acaso eu até ouvi parar um carro à minha porta mas não liguei. Pancadas fortes e angustiadas fizeram-se ouvir no vidro da porta da sala. Era a minha vizinha. A minha irmã foi abrir para ver o que é que ela queria. Parecia desesperada. O veículo continuava estacionado à minha porta com os faróis ligados.
Muito aflita e a soluçar, a minha vizinha disse-nos que aquele carro tinha atropelado uma das nossas gatas. De noite não dava para distinguir qual delas era. Olhei para dentro e não vi nenhuma das duas à lareira.
Já sem saber para onde me virar, regressei à eira. Ouvi o tossir de uma gata. Era a que estava precisamente junto ao carro. Era a Teka. Quando a minha vizinha lhe pegou, verificou que ela tinha uma das patas traseiras em muito mau estado.
Afinal a Feijoa até estava dentro de casa. Eu não a tinha visto antes. Estava enroscada numa cadeira que se encontra junto aos sofás. Na realidade essas cadeiras estão aí mesmo. Aliás, este sonho quase pareceu real. Poucos ou nenhuns traços oníricos são visíveis. Tudo o que aqui aparece, existe ou poderia muito bem acontecer na realidade.
Apoiando-se somente em três patas, Teka corria pela casa tão velozmente como se tivesse as suas quatro patas todas em condições.
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