Portugal deu mais um passo decisivo rumo ao Europeu de 2012 ao vencer a Islândia no Estádio do Dragão por 5-3.
Nani marcou os dois golos iniciais e tranquilizou as hostes nacionais. O segundo golo foi um majestoso passe…do Jogador Número Dois da Islândia que pressentiu que, mais uma vez, Cristiano Ronaldo não iria jogar nada que se visse e resolveu ser ele a fazer uma assistência para golo.
Os restantes três golos foram apontados por Hélder Postiga, João Moutinho e Eliseu que fez um excelente jogo.
Pelo meio ainda houve tempo para enormes sustos com dois golos quase de rajada e ambos na sequência de bolas paradas apontados pelo Jogador Número Vinte da Islândia…com o Jogador Número Dois da Islândia a colaborar e muito, redimindo-se do erro no primeiro golo de Portugal.
Portugal ainda teve ânimo para marcar mais dois golos e para deixar que fosse assinalada uma grande penalidade a favor dos islandeses.
Na próxima terça-feira não se esperarão facilidades em Copenhaga.
Tuesday, November 01, 2011
Monday, October 31, 2011
Vinho derramado
Sonhei com muitas coisas, das quais destaco este pequeno episódio. Afinal de contas, é esta a imagem que fica da noite.
Havia qualquer evento lá na aldeia. Eu passava pelo lugar, o que é raro na vida real. Junto ao café cheirava intensamente a vinho.
Pela estrada caminhava uma jovem desconhecida. Trajando mesmo à trabalhadora rural, com roupas floridas de chita, ela carregava aos ombros um recipiente quase a transbordar de vinho. Parecia ter dificuldade em o transportar. Seria peso a mais para o seu frágil porte.
Ela praguejava, queixando-se da dureza do trabalho, mas cá para mim ela ia bebendo à medida que ia transportando o vinho. Parecia entrelaçar as pernas uma na outra e o seu passo era oscilante. Estava-se mesmo a ver o desfecho deste número!
A certa altura, a vasilha do vinho escorregou-lhe dos ombros e rolou para o meio da estrada. O líquido avermelhado misturou-se com o que ela havia entornado antes e o odor forte a vinho quase que dava para embriagar quem por ali passava. Estavam ali litros e litros de vinho derramado no asfalto.
Havia qualquer evento lá na aldeia. Eu passava pelo lugar, o que é raro na vida real. Junto ao café cheirava intensamente a vinho.
Pela estrada caminhava uma jovem desconhecida. Trajando mesmo à trabalhadora rural, com roupas floridas de chita, ela carregava aos ombros um recipiente quase a transbordar de vinho. Parecia ter dificuldade em o transportar. Seria peso a mais para o seu frágil porte.
Ela praguejava, queixando-se da dureza do trabalho, mas cá para mim ela ia bebendo à medida que ia transportando o vinho. Parecia entrelaçar as pernas uma na outra e o seu passo era oscilante. Estava-se mesmo a ver o desfecho deste número!
A certa altura, a vasilha do vinho escorregou-lhe dos ombros e rolou para o meio da estrada. O líquido avermelhado misturou-se com o que ela havia entornado antes e o odor forte a vinho quase que dava para embriagar quem por ali passava. Estavam ali litros e litros de vinho derramado no asfalto.
Teimosamente a bola não quis entrar
Em jogo a contar para o apuramento para o Europeu de sub-21, Portugal recebeu e empatou com a Polónia a uma bola em Rio Maior.
Antes de passar á crónica deste jogo propriamente dita, devo dizer que toda a sua envolvência me fez recordar com saudade uma fase da minha vida muito especial. Talvez tenha sido a fase mais feliz da minha curta existência.
Para além de o jogo se disputar mais uma vez em Rio Maior- uma localidade que visitava uma vez por ano, pelo menos, quando praticava Desporto e que, desde que abandonei a prática desportiva, nunca mais sequer cheguei perto, ainda me arrepiei por ouvir…o hino da Polónia.
Dez anos passados sobre o dia do encerramento dos Europeus de Atletismo para Deficientes Visuais em que se fechou a competição como se abriu- com o hino nacional do País organizador, ainda recordo a emoção que senti naquele momento. Um arrepio percorre o meu corpo e sinto uma lágrima teimosa a formar-se. São coisas que eu jamais esquecerei e que nunca mais terei oportunidade de viver.
Deixemo-nos de saudosismos. Está um jogo a decorrer e Mário Rui já cruza com perigo mas a bola é desviada para canto.
Estamos com oito minutos de jogo. É nessa altura que surge o golo de Portugal marcado de cabeça pelo central Pedro Mendes na sequência de um canto.
Wilson Eduardo tenta a sua sorte mas o remate sai um tudo nada ao lado. Depois é a vez de André Almeida rematar com perigo.
Há uma jogada perigosa agora para a equipa da Polónia. Os jogadores portugueses pararam todos a pedir fora de jogo.
O guarda-redes polaco faz um disparate tremendo. Wilson Eduardo não consegue aproveitar a oferta.
Remate do Jogador Número Dez da Polónia mas saiu à figura de Mika que hoje é titular.
André Martins- o meia-leca- corresponde …de cabeça a um cruzamento de Mário Rui.
O Jogador Número Seis da Polónia vê o primeiro cartão amarelo do jogo. Parece que foi por protestos.
Há golo da Polónia marcado pelo Jogador Número Sete. Estamos com mais de meia hora de jogo.
Reclama-se agora grande penalidade num lance que envolveu o Jogador Número Onze da Polónia e Mário Rui.
Um pouco sem querer, o central Pedro Mendes quase marcava o segundo golo de Portugal que era também o seu segundo tento neste jogo.
Já em tempo de descontos, é assinalada grande penalidade a favor de Portugal e é expulso o guarda-redes polaco. O autor do golo da Polónia sai lavado em lágrimas para entrar o guarda-redes suplente. Wilson Eduardo falha a grande penalidade. Incrivelmente a bola não entra na baliza dos polacos.
O intervalo chega com uma igualdade a uma bola.
Já há um canto nesta segunda parte do qual não resultou nada de especial.
Sai um cartão amarelo para o Jogador Número Cinco da Polónia por rasteirar André Almeida.
É servida uma ameixa por parte de Wilson Eduardo mas não causou perigo. De livre, Josué não cria tanto perigo quanto aparentava o lance.
Ena! Que coisa fofa acaba de entrar em campo para a equipa da Polónia!
A Polónia agora está muito recuada. Parece ter enviado o autocarro para dentro do relvado.
Jogada perigosa de Wilson Eduardo que se lesiona e terá de ser substituído. Portugal agora massacra fortemente a Polónia e o público aplaude de forma ruidosa.
O Jogador Número Onze da Polónia aproveitou o facto de a equipa portuguesa estar toda balanceada no ataque para, sozinho, encetar um contra-ataque bem venenoso.
De livre, Diogo Viana coloca em apuros o guarda-redes polaco.
O Jogador Número Quatro da Polónia quase marcava na própria baliza. No seguimento do lance, André Almeida cabeceia ao poste.
Por pouco não é golo para Portugal. O jogo chega ao fim com um empate a uma bola conseguido ainda nos primeiros quarenta e cinco minutos. A jogar toda a segunda parte com mais um jogador e a dominar por completo o jogo, só por azar Portugal não conseguiu os três pontos neste jogo que lhe dariam uma maior tranquilidade para a viagem a Moscovo na próxima terça-feira.
Antes de passar á crónica deste jogo propriamente dita, devo dizer que toda a sua envolvência me fez recordar com saudade uma fase da minha vida muito especial. Talvez tenha sido a fase mais feliz da minha curta existência.
Para além de o jogo se disputar mais uma vez em Rio Maior- uma localidade que visitava uma vez por ano, pelo menos, quando praticava Desporto e que, desde que abandonei a prática desportiva, nunca mais sequer cheguei perto, ainda me arrepiei por ouvir…o hino da Polónia.
Dez anos passados sobre o dia do encerramento dos Europeus de Atletismo para Deficientes Visuais em que se fechou a competição como se abriu- com o hino nacional do País organizador, ainda recordo a emoção que senti naquele momento. Um arrepio percorre o meu corpo e sinto uma lágrima teimosa a formar-se. São coisas que eu jamais esquecerei e que nunca mais terei oportunidade de viver.
Deixemo-nos de saudosismos. Está um jogo a decorrer e Mário Rui já cruza com perigo mas a bola é desviada para canto.
Estamos com oito minutos de jogo. É nessa altura que surge o golo de Portugal marcado de cabeça pelo central Pedro Mendes na sequência de um canto.
Wilson Eduardo tenta a sua sorte mas o remate sai um tudo nada ao lado. Depois é a vez de André Almeida rematar com perigo.
Há uma jogada perigosa agora para a equipa da Polónia. Os jogadores portugueses pararam todos a pedir fora de jogo.
O guarda-redes polaco faz um disparate tremendo. Wilson Eduardo não consegue aproveitar a oferta.
Remate do Jogador Número Dez da Polónia mas saiu à figura de Mika que hoje é titular.
André Martins- o meia-leca- corresponde …de cabeça a um cruzamento de Mário Rui.
O Jogador Número Seis da Polónia vê o primeiro cartão amarelo do jogo. Parece que foi por protestos.
Há golo da Polónia marcado pelo Jogador Número Sete. Estamos com mais de meia hora de jogo.
Reclama-se agora grande penalidade num lance que envolveu o Jogador Número Onze da Polónia e Mário Rui.
Um pouco sem querer, o central Pedro Mendes quase marcava o segundo golo de Portugal que era também o seu segundo tento neste jogo.
Já em tempo de descontos, é assinalada grande penalidade a favor de Portugal e é expulso o guarda-redes polaco. O autor do golo da Polónia sai lavado em lágrimas para entrar o guarda-redes suplente. Wilson Eduardo falha a grande penalidade. Incrivelmente a bola não entra na baliza dos polacos.
O intervalo chega com uma igualdade a uma bola.
Já há um canto nesta segunda parte do qual não resultou nada de especial.
Sai um cartão amarelo para o Jogador Número Cinco da Polónia por rasteirar André Almeida.
É servida uma ameixa por parte de Wilson Eduardo mas não causou perigo. De livre, Josué não cria tanto perigo quanto aparentava o lance.
Ena! Que coisa fofa acaba de entrar em campo para a equipa da Polónia!
A Polónia agora está muito recuada. Parece ter enviado o autocarro para dentro do relvado.
Jogada perigosa de Wilson Eduardo que se lesiona e terá de ser substituído. Portugal agora massacra fortemente a Polónia e o público aplaude de forma ruidosa.
O Jogador Número Onze da Polónia aproveitou o facto de a equipa portuguesa estar toda balanceada no ataque para, sozinho, encetar um contra-ataque bem venenoso.
De livre, Diogo Viana coloca em apuros o guarda-redes polaco.
O Jogador Número Quatro da Polónia quase marcava na própria baliza. No seguimento do lance, André Almeida cabeceia ao poste.
Por pouco não é golo para Portugal. O jogo chega ao fim com um empate a uma bola conseguido ainda nos primeiros quarenta e cinco minutos. A jogar toda a segunda parte com mais um jogador e a dominar por completo o jogo, só por azar Portugal não conseguiu os três pontos neste jogo que lhe dariam uma maior tranquilidade para a viagem a Moscovo na próxima terça-feira.
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Thursday, October 27, 2011
“A Trilogia De Nova Iorque” (impressões pessoais)

Está assim concluída a leitura de mais uma obra. Nem gostei nem desgostei de a ler. Teve alguma emoção e foi interessante em certos aspectos.
Nesta obra clássica do norte-americano Paul Auster estão presentes três histórias independentes umas das outras mas afinal, e segundo o autor, são a mesma história.
As três histórias de facto têm muito em comum. Desde logo, em minha opinião, terá sido usado um mesmo tema para as elaborar- o que por si só já foi uma brilhante ideia. Qual terá sido o tema? A perda de identidade? Mudança de identidade? Encarnar a vida do outro?
Nas três histórias temos três homens que investigam outros três homens. O primeiro recebe um telefonema estranho e persegue um homem até cair em desgraça sem saber mais quem é. O segundo recebe uma proposta choruda para investigar também um homem com uma vida monótona. No final descobre que o homem que o contratou é o mesmo que queria que seguisse e, ele próprio ,estava-lhe a seguir os passos. Na terceira história, um romancista é levado pela mulher do seu melhor amigo a publicar o que ele deixou escrito quando desapareceu. O escritor deixa-se levar e é embrenhado na vida do outro até cair em desgraça.
Nas três histórias há uma perda de identidade, uma degradação social inerente a essa mesma perda de identidade, a confusão…
A ilação que tiramos da leitura desta obra é a de que as coisas são o que lhes queremos chamar e que existem independentemente do nome que lhes damos.
Esta narrativa está muito bem conseguida, bem fluente. É uma forma de manter a atenção do leitor, mesmo que nada de interessante se esteja a passar.
Destaco dois episódios que li neste livro e que me saltaram à vista. O primeiro prendeu-se com o facto de, a certa altura, o personagem referir que, quando estava a fazer algo que não fosse escrever, sentia uma enorme inspiração para a escrita. Quando finalmente se sentava com o propósito de escrever, surgia um vazio de ideias. Isso às vezes também me acontece. Quantas vezes ando eu pela rua e sinto uma vontade irresistível de escrever sobre tudo e mais alguma coisa? Muitas vezes chego a casa, ligo o computador para escrever e a inspiração esfuma-se num ápice. Por que é que isto acontece?
O segundo episódio que destaco é o que eu referi no texto anterior e que deu origem a parte do sonho nele descrito. Que bela ideia, a do personagem da terceira história! As pessoas não queriam responder aos questionários e eles tinham de ser feitos? Toca de inventar uns nomezitos e umas moradas. Deve ser interessante, não haja dúvidas!
Já que adorei ler “Anjos E Demónios” de Dan Brown, vou ler mais uma obra do mesmo autorr. Espero que seja tão ou mais interessante do que esta.
Sonhos em dia feriado
Este dia foi aproveitado para descansar das agruras dos dias anteriores. Dormir até mais não poder era do que eu precisava para acalmar.
Como dormi mais horas, naturalmente que as aventuras oníricas foram mais que muitas. É mesmo uma longa jornada de acontecimentos, cada um mais estranho do que o outro.
Sonhei que estava aqui na minha cama. No meu sonho eram dez da manhã mas, na realidade, não sei precisar a que horas se deu o sonho. Sei que ouvia imenso barulho nos corredores da residencial.
Quando saí para ir a casa de banho, estava um casal já de certa idade a conversar com a senhoria.
Quando estava muito descansada na casa de banho, aqueles dois elementos desconhecidos, não sei como, abriram-me a porta de rompante. Que descaramento! Eu fechei-lhes imediatamente a porta na cara sem mais rodeios. Fechei-a a pontapé mesmo, tal era a minha indignação por me terem invadido a privacidade. Ia protestando e mandando-os mesmo para locais onde eles não gostariam mesmo nada de ir.
Enquanto resmungava e me preparava para tomar banho, a velha ia também tecendo o seu discurso do lado de fora da porta. Acusava esta juventude de agora de ser uma cambada de malandros, que a uma hora destas eu ainda me estava a levantar em vez de já estar quase com meio dia de trabalho. Enfim…eu não estava a gostar nem um pedacinho daquela conversa.
Quando acabei de tomar banho e vim para fora, a minha senhoria informou-me que aqueles senhores eram os verdadeiros donos da residencial. Fiquei boquiaberta porque sempre pensei que era ela a dona daquilo. Afinal só era uma simples funcionária deles. Explicou-me também que eles iam subir a renda em onze euros e, dali em diante, havia que comprar um brinquedo e entregar-lho. Essa era boa! Em troca receberia um jornal com notícias de associações de solidariedade social que deveria ajudar com esses brinquedos. Em segredo, a minha senhoria foi buscar uma pequena bola branca de borracha, daquelas que saltam imenso, e entregou-ma para oferecer àquele casal de quem eu não estava a gostar mesmo nada. Cambada de mexeriqueiros que não têm mais que fazer e chateiam quem anda farto de trabalhar e quer paz e sossego.
Mudemos de cenário onírico. Agora o sonho passa-se numa rádio nova onde a minha amiga Cristina que eu já não vejo há anos se encontrava a trabalhar. Que diferente ela estava! Havia casado novamente e a voz estava diferente, mais madura.
Ela apresentou-me um rapaz que fazia a técnica do seu programa. Chamava-se Bruno. Era bom rapaz e muito bonito mas…tinha um mau hálito que ninguém aguentava.
Estava la também um colega nosso que conhecemos na ACAPO e que eu não vejo também há imenso tempo. Ele é advogado. Ficou célebre entre a comunidade deficiente visual por ter entrado em campo para jogar Futebol com a bengala branca.
Ele e Cristina preenchiam formulários, tipo censos. Já sei de onde veio esta parte. Veio do livro que ando a ler. Eu disse aos meus companheiros que fizessem exactamente a mesma coisa que o personagem criado por Paul Auster, que inventassem pessoas para preencher os formulários. Com a criatividade e bom humor que se lhe reconheciam, Cristina faria ali um trabalho memorável.
Quando cheguei a casa, fui confrontada com a notícia de um surto de papeira que alastrava por Anadia e arredores. Muita gente já havia adoecido de um momento para o outro. Eu também poderia adoecer. Nunca tive nada daquelas doenças infantis em criança.
Acordei. O dia estava mesmo quente. Tive de sair para a rua. Havia que estar presente na assembleia da ACAPO. Lembrar-me ia do da parte do preenchimento dos questionários que atribuí à leitura. O psicólogo também preenchia formulários naquela tarde. Que engraçado!
Como dormi mais horas, naturalmente que as aventuras oníricas foram mais que muitas. É mesmo uma longa jornada de acontecimentos, cada um mais estranho do que o outro.
Sonhei que estava aqui na minha cama. No meu sonho eram dez da manhã mas, na realidade, não sei precisar a que horas se deu o sonho. Sei que ouvia imenso barulho nos corredores da residencial.
Quando saí para ir a casa de banho, estava um casal já de certa idade a conversar com a senhoria.
Quando estava muito descansada na casa de banho, aqueles dois elementos desconhecidos, não sei como, abriram-me a porta de rompante. Que descaramento! Eu fechei-lhes imediatamente a porta na cara sem mais rodeios. Fechei-a a pontapé mesmo, tal era a minha indignação por me terem invadido a privacidade. Ia protestando e mandando-os mesmo para locais onde eles não gostariam mesmo nada de ir.
Enquanto resmungava e me preparava para tomar banho, a velha ia também tecendo o seu discurso do lado de fora da porta. Acusava esta juventude de agora de ser uma cambada de malandros, que a uma hora destas eu ainda me estava a levantar em vez de já estar quase com meio dia de trabalho. Enfim…eu não estava a gostar nem um pedacinho daquela conversa.
Quando acabei de tomar banho e vim para fora, a minha senhoria informou-me que aqueles senhores eram os verdadeiros donos da residencial. Fiquei boquiaberta porque sempre pensei que era ela a dona daquilo. Afinal só era uma simples funcionária deles. Explicou-me também que eles iam subir a renda em onze euros e, dali em diante, havia que comprar um brinquedo e entregar-lho. Essa era boa! Em troca receberia um jornal com notícias de associações de solidariedade social que deveria ajudar com esses brinquedos. Em segredo, a minha senhoria foi buscar uma pequena bola branca de borracha, daquelas que saltam imenso, e entregou-ma para oferecer àquele casal de quem eu não estava a gostar mesmo nada. Cambada de mexeriqueiros que não têm mais que fazer e chateiam quem anda farto de trabalhar e quer paz e sossego.
Mudemos de cenário onírico. Agora o sonho passa-se numa rádio nova onde a minha amiga Cristina que eu já não vejo há anos se encontrava a trabalhar. Que diferente ela estava! Havia casado novamente e a voz estava diferente, mais madura.
Ela apresentou-me um rapaz que fazia a técnica do seu programa. Chamava-se Bruno. Era bom rapaz e muito bonito mas…tinha um mau hálito que ninguém aguentava.
Estava la também um colega nosso que conhecemos na ACAPO e que eu não vejo também há imenso tempo. Ele é advogado. Ficou célebre entre a comunidade deficiente visual por ter entrado em campo para jogar Futebol com a bengala branca.
Ele e Cristina preenchiam formulários, tipo censos. Já sei de onde veio esta parte. Veio do livro que ando a ler. Eu disse aos meus companheiros que fizessem exactamente a mesma coisa que o personagem criado por Paul Auster, que inventassem pessoas para preencher os formulários. Com a criatividade e bom humor que se lhe reconheciam, Cristina faria ali um trabalho memorável.
Quando cheguei a casa, fui confrontada com a notícia de um surto de papeira que alastrava por Anadia e arredores. Muita gente já havia adoecido de um momento para o outro. Eu também poderia adoecer. Nunca tive nada daquelas doenças infantis em criança.
Acordei. O dia estava mesmo quente. Tive de sair para a rua. Havia que estar presente na assembleia da ACAPO. Lembrar-me ia do da parte do preenchimento dos questionários que atribuí à leitura. O psicólogo também preenchia formulários naquela tarde. Que engraçado!
Wednesday, October 26, 2011
“Coming Around Again”- Carly Simon (Música com Memórias)
Há uns dias atrás recordei a música “De Volta Pro Aconchego” de Elba Ramalho. São sensivelmente da mesma época as memórias que esta música me traz.
A história é simples e conta-se em poucas palavras. Não é de agora que tenho pesadelos. Em criança também acordava vergada ao seu reinado e não conseguia dormir mais porque as imagens me assolavam o espírito. Naquela altura não tinha o hábito de apontar os sonhos. Era ainda uma criança aí com uns nove ou dez anos de idade e por isso o conteúdo deste pesadelo apagou-se com o tempo.
Naquela noite acordei sobressaltada depois de um sonho indesejável. Para apagar as lembranças desse sonho, tentei pensar noutra coisa a ver se resultava. Naquela longínqua madrugada, o que me veio à cabeça foi o som desta musica. Era uma música de que eu já gostava muito na altura e ainda gosto.
Foi ouvindo esta melodia mentalmente que consegui adormecer novamente. Não consta que houvessem réplicas ou continuações do pesadelo, com ás vezes acontecem.
A história é simples e conta-se em poucas palavras. Não é de agora que tenho pesadelos. Em criança também acordava vergada ao seu reinado e não conseguia dormir mais porque as imagens me assolavam o espírito. Naquela altura não tinha o hábito de apontar os sonhos. Era ainda uma criança aí com uns nove ou dez anos de idade e por isso o conteúdo deste pesadelo apagou-se com o tempo.
Naquela noite acordei sobressaltada depois de um sonho indesejável. Para apagar as lembranças desse sonho, tentei pensar noutra coisa a ver se resultava. Naquela longínqua madrugada, o que me veio à cabeça foi o som desta musica. Era uma música de que eu já gostava muito na altura e ainda gosto.
Foi ouvindo esta melodia mentalmente que consegui adormecer novamente. Não consta que houvessem réplicas ou continuações do pesadelo, com ás vezes acontecem.
Ida ao dentista
Mal dormi durante aquela noite. Os acontecimentos que se deram lá em casa deixaram-me completamente destroçada.
Tinha uma consulta marcada na dentista para esse sábado de manhã. Levantei-me bem cedo e meti pés ao caminho. Uma boa caminhada era tudo o que eu necessitava para desanuviar um pouco. Não encontrei boleia. Tive sorte em percorrer a pé todo o caminho. Caminhei com fúria para descarregar toda a minha revolta.
Cheguei exactamente à hora marcada. Nem mais um minuto. Depois de examinar um dente que sempre me costuma doer, a dentista achou que não seria necessário extraí-lo. Apenas havia que o reparar. Foi isso que aconteceu.
Estive longos minutos de boca aberta. Já me doíam os maxilares.
A minha irmã veio ao meu encontro. Tinha combinado com a nossa colega que iríamos tomar café. Como fiz anos, tive de pagar o café a elas duas.
Ainda com a boca anestesiada, cheguei a casa. A minha irmã foi colocada ao corrente de tudo o que se estava a passar mas nada se pode fazer.
Tinha uma consulta marcada na dentista para esse sábado de manhã. Levantei-me bem cedo e meti pés ao caminho. Uma boa caminhada era tudo o que eu necessitava para desanuviar um pouco. Não encontrei boleia. Tive sorte em percorrer a pé todo o caminho. Caminhei com fúria para descarregar toda a minha revolta.
Cheguei exactamente à hora marcada. Nem mais um minuto. Depois de examinar um dente que sempre me costuma doer, a dentista achou que não seria necessário extraí-lo. Apenas havia que o reparar. Foi isso que aconteceu.
Estive longos minutos de boca aberta. Já me doíam os maxilares.
A minha irmã veio ao meu encontro. Tinha combinado com a nossa colega que iríamos tomar café. Como fiz anos, tive de pagar o café a elas duas.
Ainda com a boca anestesiada, cheguei a casa. A minha irmã foi colocada ao corrente de tudo o que se estava a passar mas nada se pode fazer.
Que mau ambiente lá em casa!
Vem uma pessoa farta de trabalhar durante a semana, a pensar que vai descansar para casa e recarregar baterias para nova semana de trabalho e depara-se com o pandemónio que encontrei.
Ainda por cima vim a pé até uma senhora da minha terra me dar boleia até casa. Estava até uma noite agradável para se caminhar. De repente a noite esplêndida transformou-se em noite de pesadelo.
Mal cheguei a casa, verifiquei que o meu pai andava pela rua de um lado para o outro. De semblantes carregados a minha mãe e a minha vizinha estavam em silêncio à porta da sala. As coisas entre a minha mãe e o meu pai estavam péssimas.
O motivo destas discussões bem acesas prende-se com as cabras que o meu pai faz questão em manter mas pouco ou nada faz para cuidar delas, deixando essa tarefa para a minha mãe que trabalha quase de sol a sol sem necessidade nenhuma disso. Custa ouvir o meu pai a acusar a minha mãe de não fazer nada, quando ele, depois da hora do almoço, se estende no sofá da sala a ver todas as novelas que passem na televisão enquanto a minha mãe se arrisca pelas terras e pelos pinhais a apanhar comida para os animais.
Temo que um dia a minha mãe, com baixa visão e diabética, tenha um acidente numa terra ou num pinhal e ninguém saiba sequer onde ela está para a socorrer. O meu pai não compreende que a idade vai avançando e que a capacidade de trabalhar diminui. Cada um com a sua reforma, poderiam viver descansadamente sem sobressaltos. Apenas cultivariam uns produtos hortícolas nos quintais à volta de casa e gozariam a velhice descansados.
Não, o meu pai resolveu agora arranjar trabalho extraordinário à minha mãe e ainda a acusa, no meio de uma torrente de palavrões e insultos do pior que há, de não querer trabalhar.
Para agravar as coisas, dava-me a sensação de o meu pai já estar embriagado. Continuava a andar como louco às voltas pela rua a praguejar bem alto e, inclusive, a insultar quem já morreu. Mas para que é que eu vim para casa? Para me chatear? Para chorar amargamente e me preocupar com a iminência de uma tragédia? Malditas sejam as cabras!
Completamente fora de si, o meu pai ameaçou ir-se embora. A minha mãe fechou os portões todos de casa e tirou as chaves. Pediu à minha vizinha que as guardasse no bolso. Ele procurou-as como um louco. Já de há muito que eu, a minha irmã e até o meu vizinho achamos que o meu pai não anda lá muito bem em termos mentais. Não anda mesmo bom da cabeça. Quando o vi a correr pela casa a procurar as chaves, passou-me pela cabeça chamar os Bombeiros para o deterem e o mandarem directo para a Psiquiatria com um cocktail de calmantes. Às vezes não o podemos aturar. A minha irmã diria no dia seguinte que faria isso se acaso tivesse assistido à lamentável cena da véspera.
Fiquei completamente destroçada com tal recepção. Quando chego a casa, quero que tudo esteja em paz e sossego, não com aquele clima carregado. Mas o que é isto agora? Se as coisas continuarem assim, deixo simplesmente de ir a casa até que tudo acalme.
Não há palavras para descrever a tristeza que sinto com tudo isto. Não há mesmo necessidade nenhuma de isto estar a acontecer.
É muito triste mesmo!
Ainda por cima vim a pé até uma senhora da minha terra me dar boleia até casa. Estava até uma noite agradável para se caminhar. De repente a noite esplêndida transformou-se em noite de pesadelo.
Mal cheguei a casa, verifiquei que o meu pai andava pela rua de um lado para o outro. De semblantes carregados a minha mãe e a minha vizinha estavam em silêncio à porta da sala. As coisas entre a minha mãe e o meu pai estavam péssimas.
O motivo destas discussões bem acesas prende-se com as cabras que o meu pai faz questão em manter mas pouco ou nada faz para cuidar delas, deixando essa tarefa para a minha mãe que trabalha quase de sol a sol sem necessidade nenhuma disso. Custa ouvir o meu pai a acusar a minha mãe de não fazer nada, quando ele, depois da hora do almoço, se estende no sofá da sala a ver todas as novelas que passem na televisão enquanto a minha mãe se arrisca pelas terras e pelos pinhais a apanhar comida para os animais.
Temo que um dia a minha mãe, com baixa visão e diabética, tenha um acidente numa terra ou num pinhal e ninguém saiba sequer onde ela está para a socorrer. O meu pai não compreende que a idade vai avançando e que a capacidade de trabalhar diminui. Cada um com a sua reforma, poderiam viver descansadamente sem sobressaltos. Apenas cultivariam uns produtos hortícolas nos quintais à volta de casa e gozariam a velhice descansados.
Não, o meu pai resolveu agora arranjar trabalho extraordinário à minha mãe e ainda a acusa, no meio de uma torrente de palavrões e insultos do pior que há, de não querer trabalhar.
Para agravar as coisas, dava-me a sensação de o meu pai já estar embriagado. Continuava a andar como louco às voltas pela rua a praguejar bem alto e, inclusive, a insultar quem já morreu. Mas para que é que eu vim para casa? Para me chatear? Para chorar amargamente e me preocupar com a iminência de uma tragédia? Malditas sejam as cabras!
Completamente fora de si, o meu pai ameaçou ir-se embora. A minha mãe fechou os portões todos de casa e tirou as chaves. Pediu à minha vizinha que as guardasse no bolso. Ele procurou-as como um louco. Já de há muito que eu, a minha irmã e até o meu vizinho achamos que o meu pai não anda lá muito bem em termos mentais. Não anda mesmo bom da cabeça. Quando o vi a correr pela casa a procurar as chaves, passou-me pela cabeça chamar os Bombeiros para o deterem e o mandarem directo para a Psiquiatria com um cocktail de calmantes. Às vezes não o podemos aturar. A minha irmã diria no dia seguinte que faria isso se acaso tivesse assistido à lamentável cena da véspera.
Fiquei completamente destroçada com tal recepção. Quando chego a casa, quero que tudo esteja em paz e sossego, não com aquele clima carregado. Mas o que é isto agora? Se as coisas continuarem assim, deixo simplesmente de ir a casa até que tudo acalme.
Não há palavras para descrever a tristeza que sinto com tudo isto. Não há mesmo necessidade nenhuma de isto estar a acontecer.
É muito triste mesmo!
Jogo de sorte e de sacrifício
O Sporting entra em campo para defrontar a Lazio de Roma depois de ser conhecida a derrota do braga em casa com os belgas do Bruges por 1-2. Está em andamento mais uma quinta-feira europeia em que a Liga Europa conhece mais uma jornada- a segunda.
Preparemos tudo bem cedo porque o Sporting já nos habituou a marcar golos, mal os espectadores têm tempo de se sentarem.
No ataque da Lazio pontifica o sempre temido Miroslaw Klose que já remata à baliza mas o lance é invalidado porque o alemão jogou a bola com a mão. No lance seguinte, Klose volta a tentar a sua sorte, desta vez com mais perigo. Que pesadelo vai ser esta noite com este jogador!
É sempre ele! Agora estava fora de jogo mas já se sabe como ele é. Já o deviam conhecer. Já repararam que eu só estou a dar conta dos lances do Klose? Ele não está a jogar sozinho. Estão mais vinte e um elementos em campo, obviamente.
O protagonista agora muda. Há uma jogada perigosa do argentino Insua que é cortada por um jogador da Lazio. Ainda no seguimento dessa jogada, o peruano Carrillo remata por cima.
O Sporting chega ao golo marcado pelo avançado holandês Van Wolfswinkel.
Polga, cuja finalização não é o seu forte, tenta um remate após a marcação de um canto mas o guarda-redes da Lazio defende. De muito longe remata Carrillo mas o remate é bem perigoso, apesar de nada de grave para a Lazio ter resultado dali.
A cinco minutos do intervalo, a Lazio marca o golo do empate. Autor do golo? Esse mesmo que estão a pensar. Klose. Empolgados com o golo, os italianos tentam mais um remate.
Tenho a impressão de que Rinaudo viu um cartão amarelo.
O Sporting vai novamente para cima da Lazio e consegue apontar ainda antes do intervalo o segundo golo por intermédio de Insua. É com a vitória parcial do Sporting por 2-1 que se atinge o intervalo.
Vai entrar o incorrigível avançado francês Cissé. Estranhamente quem sai é…Klose. Que estranho! Terá sido por lesão ou qualquer outro problema físico. Melhor para o Sporting! O problema de Cissé é que coloca em risco a integridade física dos adversários, mais nada. É espantoso como do avançado francês está sempre pronta a sair uma bofetada, um pontapé, um murro, uma cabeçada…
O guarda-redes da Lazio agora comete a proeza de chutar uma bola contra a mão do avançado Van Wolfswinkel do Sporting.
O Sporting fica agora reduzido a dez jogadores porque Insua é expulso por acumulação de amarelos. O primeiro cartão amarelo visto pelo lateral esquerdo argentino ocorreu quando ele pontapeou a bola para longe aquando dos festejos do seu golo. Seja como for, o jogador Número Quarenta E Oito do Sporting poderia ter sido expulso por vermelho directo por assentar a mão na cara de Alvaro Gonzalez.
Com esta expulsão, Domingos Paciência tem de remendar a defesa. Sacrifica Carrillo e faz entrar Evaldo para ocupar o corredor esquerdo.
Este árbitro belga tem a mão leve a mostrar cartões. Já parece um árbitro português há uns dias atrás a apitar um jogo da Liga de Honra no estádio do Penafiel. Bem…não exageremos! Até agora ainda só foi um tomar banho mais cedo. E é se ele não ficou sentado num banco por lá a ler o jornal e a esperar pelos colegas para tomar banho ao mesmo tempo que eles.
Cissé vê o cartão amarelo. Que novidade! Deve ser o primeiro que ele vê na carreira…porque está acostumado a ver vermelhos directos. Realmente ver amarelos deve ser raro. Entretanto os cartões de há pouco estavam errados. Com tanta amostragem de cartões, até os senhores das estatísticas da UEFA ficam baralhados.
A Lazio faz pela vida. Cissé remata perigosamente e o Jogador Número Sete da Lazio remata por cima.
Agora há um lance de pura sorte para o Sporting. Quando esta não entrou….Foram três tentativas seguidas no mesmo lance para a equipa da Lazio. Incrivelmente ninguém finalizou com sucesso.
Sai uma espécie de remate de um jogador da Lazio. A perder, a Lazio agora está a sufocar o Sporting.
O capitão de equipa da Lazio falha agora de forma incrível.
Saem dois cartões amarelos de rajada para dois jogadores da equipa italiana.
Com todas estas incidências de jogo, o Sporting consegue uma vitória sofrida e com alguma sorte. Soube mostrar um enorme espírito de união e sacrifício quando se viu reduzida a dez unidades durante toda a segunda parte. Aquele lance de extremo perigo que não entrou quase por interferência de forças superiores acabou por ser decisivo. Foi muita sorte mesmo aquela bola não entrar!
Preparemos tudo bem cedo porque o Sporting já nos habituou a marcar golos, mal os espectadores têm tempo de se sentarem.
No ataque da Lazio pontifica o sempre temido Miroslaw Klose que já remata à baliza mas o lance é invalidado porque o alemão jogou a bola com a mão. No lance seguinte, Klose volta a tentar a sua sorte, desta vez com mais perigo. Que pesadelo vai ser esta noite com este jogador!
É sempre ele! Agora estava fora de jogo mas já se sabe como ele é. Já o deviam conhecer. Já repararam que eu só estou a dar conta dos lances do Klose? Ele não está a jogar sozinho. Estão mais vinte e um elementos em campo, obviamente.
O protagonista agora muda. Há uma jogada perigosa do argentino Insua que é cortada por um jogador da Lazio. Ainda no seguimento dessa jogada, o peruano Carrillo remata por cima.
O Sporting chega ao golo marcado pelo avançado holandês Van Wolfswinkel.
Polga, cuja finalização não é o seu forte, tenta um remate após a marcação de um canto mas o guarda-redes da Lazio defende. De muito longe remata Carrillo mas o remate é bem perigoso, apesar de nada de grave para a Lazio ter resultado dali.
A cinco minutos do intervalo, a Lazio marca o golo do empate. Autor do golo? Esse mesmo que estão a pensar. Klose. Empolgados com o golo, os italianos tentam mais um remate.
Tenho a impressão de que Rinaudo viu um cartão amarelo.
O Sporting vai novamente para cima da Lazio e consegue apontar ainda antes do intervalo o segundo golo por intermédio de Insua. É com a vitória parcial do Sporting por 2-1 que se atinge o intervalo.
Vai entrar o incorrigível avançado francês Cissé. Estranhamente quem sai é…Klose. Que estranho! Terá sido por lesão ou qualquer outro problema físico. Melhor para o Sporting! O problema de Cissé é que coloca em risco a integridade física dos adversários, mais nada. É espantoso como do avançado francês está sempre pronta a sair uma bofetada, um pontapé, um murro, uma cabeçada…
O guarda-redes da Lazio agora comete a proeza de chutar uma bola contra a mão do avançado Van Wolfswinkel do Sporting.
O Sporting fica agora reduzido a dez jogadores porque Insua é expulso por acumulação de amarelos. O primeiro cartão amarelo visto pelo lateral esquerdo argentino ocorreu quando ele pontapeou a bola para longe aquando dos festejos do seu golo. Seja como for, o jogador Número Quarenta E Oito do Sporting poderia ter sido expulso por vermelho directo por assentar a mão na cara de Alvaro Gonzalez.
Com esta expulsão, Domingos Paciência tem de remendar a defesa. Sacrifica Carrillo e faz entrar Evaldo para ocupar o corredor esquerdo.
Este árbitro belga tem a mão leve a mostrar cartões. Já parece um árbitro português há uns dias atrás a apitar um jogo da Liga de Honra no estádio do Penafiel. Bem…não exageremos! Até agora ainda só foi um tomar banho mais cedo. E é se ele não ficou sentado num banco por lá a ler o jornal e a esperar pelos colegas para tomar banho ao mesmo tempo que eles.
Cissé vê o cartão amarelo. Que novidade! Deve ser o primeiro que ele vê na carreira…porque está acostumado a ver vermelhos directos. Realmente ver amarelos deve ser raro. Entretanto os cartões de há pouco estavam errados. Com tanta amostragem de cartões, até os senhores das estatísticas da UEFA ficam baralhados.
A Lazio faz pela vida. Cissé remata perigosamente e o Jogador Número Sete da Lazio remata por cima.
Agora há um lance de pura sorte para o Sporting. Quando esta não entrou….Foram três tentativas seguidas no mesmo lance para a equipa da Lazio. Incrivelmente ninguém finalizou com sucesso.
Sai uma espécie de remate de um jogador da Lazio. A perder, a Lazio agora está a sufocar o Sporting.
O capitão de equipa da Lazio falha agora de forma incrível.
Saem dois cartões amarelos de rajada para dois jogadores da equipa italiana.
Com todas estas incidências de jogo, o Sporting consegue uma vitória sofrida e com alguma sorte. Soube mostrar um enorme espírito de união e sacrifício quando se viu reduzida a dez unidades durante toda a segunda parte. Aquele lance de extremo perigo que não entrou quase por interferência de forças superiores acabou por ser decisivo. Foi muita sorte mesmo aquela bola não entrar!
Tuesday, October 25, 2011
Deixaram-me em casa
A história deste sonho é simples. Numas férias passadas fora, simplesmente me deixaram ficar. Nada mais angustiante. Ainda bem que isto não passou de um sonho que passo a narrar já de seguida.
Estávamos numa colónia de férias que durava há mais de uma semana e que estava deveras aborrecida.
Enquanto me ausentei para ir à casa de banho, os meus colegas aproveitaram para se irem embora para a praia.
Quando regressei e vi que já tinham partido, fiquei desolada. Tentei ir para cima, para o meu quarto descansar um pouco, mas a dona da estalagem onde estávamos hospedados não me deixou. O que fazer?
Não me restou outra alternativa que não ficar cá em baixo, sentada num sofá, enquanto a dona da pousada via televisão. Notava-se que ela não estava a gostar nada da minha presença ali e eu também não estava a apreciar o facto de estar ali sem nada para fazer.
Foi então que começou na televisão um estranho evento desportivo onde apenas participavam atletas portugueses, romenos e búlgaros. Era uma espécie de Torneio Das Três Nações, portanto. Refira-se que este evento se realizava cá em Portugal.
O torneio era para atletas de todas as idades e os atletas portadores de deficiência não eram esquecidos. Até Boccia se praticava.
Seria um dia em que o Desporto estaria em destaque mas nada de torneios utópicos.
Estávamos numa colónia de férias que durava há mais de uma semana e que estava deveras aborrecida.
Enquanto me ausentei para ir à casa de banho, os meus colegas aproveitaram para se irem embora para a praia.
Quando regressei e vi que já tinham partido, fiquei desolada. Tentei ir para cima, para o meu quarto descansar um pouco, mas a dona da estalagem onde estávamos hospedados não me deixou. O que fazer?
Não me restou outra alternativa que não ficar cá em baixo, sentada num sofá, enquanto a dona da pousada via televisão. Notava-se que ela não estava a gostar nada da minha presença ali e eu também não estava a apreciar o facto de estar ali sem nada para fazer.
Foi então que começou na televisão um estranho evento desportivo onde apenas participavam atletas portugueses, romenos e búlgaros. Era uma espécie de Torneio Das Três Nações, portanto. Refira-se que este evento se realizava cá em Portugal.
O torneio era para atletas de todas as idades e os atletas portadores de deficiência não eram esquecidos. Até Boccia se praticava.
Seria um dia em que o Desporto estaria em destaque mas nada de torneios utópicos.
Um dia especial
Neste dia do meu trigésimo quinto aniversário resolvi fazer algo diferente. Para os saudosos dos meus antigos posts neste blog, vou fazer um diário à antiga.
Está uma manhã anormalmente quente para a época do ano. Acordo ensonada mas pronta para seguir a rotina normal antes de ir trabalhar. Para vestir, escolho uma camisa aos quadros.
Estou de muito bom humor, com a pica toda, como se costuma dizer. Ligo o computador e escrevo duas entradas para o blog.
Saio de casa. Apesar de o Ceu estar algo cinzento, está uma manhã bastante agradável. Na rua está uma maravilha. Se tinha calor quando acordei, é porque a casa ainda está quente.
Depois de tomar um café, e antes de ir trabalhar, faço umas compras. Tinha de comprar um livro no dia de hoje.
Subo para o meu gabinete para um normal dia de trabalho que prevejo ser calmo.
A minha irmã ligou-me depois de eu ter activado as mensagens gratuitas que me ofereceram neste dia especial.
Cantando e assobiando, lá ia enviando uns mails. Estava muito bem-disposta.
Saio para a rua. A jornada matinal do trabalho ficava para trás. Caem uns pingos grossos de chuva na minha cabeça mas não será nada que me incomode por aí além.
O almoço consiste em entrecosto com esparguete e macedónia de legumes. Que maravilha! Adoro entrecosto! Nada poderia ser mais perfeito para este dia.
A tarde de trabalho decorre sem aflições de maior. Parece que toda a gente adivinhou que eu fazia anos e ninguém me aborreceu.
Também em dia de aniversário, o Porto perdeu em San Petersburgo com o Zenit por 3-1. Fucile foi expulso ainda durante a primeira parte e Kleber saiu lesionado sem que o Porto tivesse no banco outro ponta de lança disponível. Quem mandou não inscreverem o Walter!
Quando cheguei a casa, tentei escrever um texto que não ficou concluído porque os amigos ligavam constantemente a felicitar-me. No Facebook também choveram mensagens no meu mural vindas de todos os quadrantes.
Uma das conversas com amigos durou mais de uma hora. Enquanto conversávamos, dava na televisão “O Elo Mais Fraco”.
Terminei o dia de forma normal. Ouvir a informação desportiva e ler um pouco são sempre as últimas coisas que faço antes de me deitar. Neste dia especial não foi diferente.
Está uma manhã anormalmente quente para a época do ano. Acordo ensonada mas pronta para seguir a rotina normal antes de ir trabalhar. Para vestir, escolho uma camisa aos quadros.
Estou de muito bom humor, com a pica toda, como se costuma dizer. Ligo o computador e escrevo duas entradas para o blog.
Saio de casa. Apesar de o Ceu estar algo cinzento, está uma manhã bastante agradável. Na rua está uma maravilha. Se tinha calor quando acordei, é porque a casa ainda está quente.
Depois de tomar um café, e antes de ir trabalhar, faço umas compras. Tinha de comprar um livro no dia de hoje.
Subo para o meu gabinete para um normal dia de trabalho que prevejo ser calmo.
A minha irmã ligou-me depois de eu ter activado as mensagens gratuitas que me ofereceram neste dia especial.
Cantando e assobiando, lá ia enviando uns mails. Estava muito bem-disposta.
Saio para a rua. A jornada matinal do trabalho ficava para trás. Caem uns pingos grossos de chuva na minha cabeça mas não será nada que me incomode por aí além.
O almoço consiste em entrecosto com esparguete e macedónia de legumes. Que maravilha! Adoro entrecosto! Nada poderia ser mais perfeito para este dia.
A tarde de trabalho decorre sem aflições de maior. Parece que toda a gente adivinhou que eu fazia anos e ninguém me aborreceu.
Também em dia de aniversário, o Porto perdeu em San Petersburgo com o Zenit por 3-1. Fucile foi expulso ainda durante a primeira parte e Kleber saiu lesionado sem que o Porto tivesse no banco outro ponta de lança disponível. Quem mandou não inscreverem o Walter!
Quando cheguei a casa, tentei escrever um texto que não ficou concluído porque os amigos ligavam constantemente a felicitar-me. No Facebook também choveram mensagens no meu mural vindas de todos os quadrantes.
Uma das conversas com amigos durou mais de uma hora. Enquanto conversávamos, dava na televisão “O Elo Mais Fraco”.
Terminei o dia de forma normal. Ouvir a informação desportiva e ler um pouco são sempre as últimas coisas que faço antes de me deitar. Neste dia especial não foi diferente.
Só nos instantes finais houve emoção
Num jogo morno, o Benfica venceu em Bucareste os desconhecidos do Otelul Galati por 1-0. Bruno César apontou o golo.
A crónica desta partida começa a ser escrita apenas com oito minutos de jogo quando Gaitan ensaia o primeiro remate para fora.
Depois é Witsel quem tenta a sua sorte. A bola só não entra porque bate num adversário.
Com meia hora de jogo, Bruno César faz um remate que se veja mas a bola vai para fora.
Perto do intervalo, Saviola remata à figura do guarda-redes adversário. O jogo só não chega ao intervalo com um nulo no marcador porque Bruno César executa um belo remate de pé direito. O Benfica vai para os balneários a vencer por 0-1.
Na segunda parte os romenos mostraram, nos minutos iniciais , que pretendiam dar um ar de sua graça. A perder, tinham de fazer algo para alterar o rumo dos acontecimentos. Começaram logo por rematar mas sem perigo.
Saem mais dois remates de rajada dos pés dos jogadores do Otelul. Que perigo! Eles parece que não estiveram cá durante a primeira parte.
Bruno César volta a rematar com perigo à baliza da equipa da casa. O guarda-redes executa uma grande defesa. O guarda-redes do Otelul volta a brilhar para se opor a um cabeceamento de Cardozo.
Este jogo dá para tudo de tão morno e monótono que está. Até para o Futebol cómico. Nolito faz falta…sobre Luisão, imagine-se.
Sai um remate perigoso do Jogador Número Dezanove do Otelul. Artur defende brilhantemente e segura para já o resultado.
Tentativa de remate de Rodrigo que sai um tudo nada ao lado. O resultado não se alterou, apesar do forcing final da equipa da casa.
Foi, sem dúvida, um excelente resultado para o Glorioso que agora terá de vencer os próximos confrontos com o Basileia para ter o apuramento garantido para a próxima fase da Liga dos Campeões.
A crónica desta partida começa a ser escrita apenas com oito minutos de jogo quando Gaitan ensaia o primeiro remate para fora.
Depois é Witsel quem tenta a sua sorte. A bola só não entra porque bate num adversário.
Com meia hora de jogo, Bruno César faz um remate que se veja mas a bola vai para fora.
Perto do intervalo, Saviola remata à figura do guarda-redes adversário. O jogo só não chega ao intervalo com um nulo no marcador porque Bruno César executa um belo remate de pé direito. O Benfica vai para os balneários a vencer por 0-1.
Na segunda parte os romenos mostraram, nos minutos iniciais , que pretendiam dar um ar de sua graça. A perder, tinham de fazer algo para alterar o rumo dos acontecimentos. Começaram logo por rematar mas sem perigo.
Saem mais dois remates de rajada dos pés dos jogadores do Otelul. Que perigo! Eles parece que não estiveram cá durante a primeira parte.
Bruno César volta a rematar com perigo à baliza da equipa da casa. O guarda-redes executa uma grande defesa. O guarda-redes do Otelul volta a brilhar para se opor a um cabeceamento de Cardozo.
Este jogo dá para tudo de tão morno e monótono que está. Até para o Futebol cómico. Nolito faz falta…sobre Luisão, imagine-se.
Sai um remate perigoso do Jogador Número Dezanove do Otelul. Artur defende brilhantemente e segura para já o resultado.
Tentativa de remate de Rodrigo que sai um tudo nada ao lado. O resultado não se alterou, apesar do forcing final da equipa da casa.
Foi, sem dúvida, um excelente resultado para o Glorioso que agora terá de vencer os próximos confrontos com o Basileia para ter o apuramento garantido para a próxima fase da Liga dos Campeões.
Wednesday, October 19, 2011
Vieram para assaltar e acabaram a amassar bolos
Há sonhos bem curiosos e estranhos. Acordamos e ficamos admirados com a capacidade que o nosso subconsciente possui para inventar cenas dignas de terror ou de uma comédia pura.
Este sonho é deveras curioso. Se um dia eu for em frente com a ideia de compilar os melhores sonhos que tive, com toda a certeza que este terá entrada directa nessa obra.
Foi uma noite em que até sonhei com bastantes coisas diferentes mas é este o episódio que recordo mais nitidamente.
Estávamos no nosso quarto. Nos meus sonhos aparece sempre o quarto onde agora dorme apenas a minha irmã e, nos sonhos, aparece ainda com as janelas a dar para a rua. Hoje a janela do quarto da minha irmã dá para outra divisão da casa. A explicação que eu encontro para ainda sonhar com o quarto como ele era antigamente é a de que o meu subconsciente busca factos do passado, mais propriamente da infância. Na infância o quarto era assim e nele dormia eu, a minha irmã e a minha avó.
Parecia estar uma noite fria. Encontrava-me sentada na cama da minha irmã, debaixo de espessos cobertores e com a luz acesa. De repente, um movimento estranho na janela chamou-me a atenção e logo alertei o resto da família.
O medo apoderou-se de mim. Claro que eram assaltantes. Tinha receio de que eles fossem muitos, fossem extremamente violentos e que viessem fortemente armados.
Saímos todos para a rua e o meu pai encetou uma caça ao homem naquele momento, mesmo ignorando com o que podia contar. Acabou por encontrar o ladrão no quintal, junto às ameixieiras, com uma enorme saca plástica a abarrotar de ameixas. Espera aí, não era Inverno? Bem, da maneira como o clima anda, isso não interessa nada. Também isto é um sonho e podem perfeitamente haver ameixas no Inverno…e um assaltante como este também.
Afinal o meu pai apanhou só um elemento da “quadrilha” que era composta por um casal de Leste. A mulher chamava-se Olga. Estavam ali a assaltar porque tinham fome. Apenas e só. Nada de armas ou de resistência.
A minha mãe convidou o casal a entrar. Em cima da mesa estava um alguidar de massa para bolos caseiros que a minha mãe amassava quando foi interrompida pelo rebuliço do assalto.
Apesar de trazer umas mãos muito encardidas, Olga resolveu ajudar a minha mãe a amassar os bolos. Um carrinho de bebé encontrava-se estacionado à porta da casa de forno. Não tendo comida para dar à criança de tenra idade, o jovem casal da Moldávia aventurou-se no roubo de fruta. Nada de fazer mal.
Acordei espantada com a bela história digna de romance policial e comédia ao mesmo tempo que o meu subconsciente me preparou.
Este sonho é deveras curioso. Se um dia eu for em frente com a ideia de compilar os melhores sonhos que tive, com toda a certeza que este terá entrada directa nessa obra.
Foi uma noite em que até sonhei com bastantes coisas diferentes mas é este o episódio que recordo mais nitidamente.
Estávamos no nosso quarto. Nos meus sonhos aparece sempre o quarto onde agora dorme apenas a minha irmã e, nos sonhos, aparece ainda com as janelas a dar para a rua. Hoje a janela do quarto da minha irmã dá para outra divisão da casa. A explicação que eu encontro para ainda sonhar com o quarto como ele era antigamente é a de que o meu subconsciente busca factos do passado, mais propriamente da infância. Na infância o quarto era assim e nele dormia eu, a minha irmã e a minha avó.
Parecia estar uma noite fria. Encontrava-me sentada na cama da minha irmã, debaixo de espessos cobertores e com a luz acesa. De repente, um movimento estranho na janela chamou-me a atenção e logo alertei o resto da família.
O medo apoderou-se de mim. Claro que eram assaltantes. Tinha receio de que eles fossem muitos, fossem extremamente violentos e que viessem fortemente armados.
Saímos todos para a rua e o meu pai encetou uma caça ao homem naquele momento, mesmo ignorando com o que podia contar. Acabou por encontrar o ladrão no quintal, junto às ameixieiras, com uma enorme saca plástica a abarrotar de ameixas. Espera aí, não era Inverno? Bem, da maneira como o clima anda, isso não interessa nada. Também isto é um sonho e podem perfeitamente haver ameixas no Inverno…e um assaltante como este também.
Afinal o meu pai apanhou só um elemento da “quadrilha” que era composta por um casal de Leste. A mulher chamava-se Olga. Estavam ali a assaltar porque tinham fome. Apenas e só. Nada de armas ou de resistência.
A minha mãe convidou o casal a entrar. Em cima da mesa estava um alguidar de massa para bolos caseiros que a minha mãe amassava quando foi interrompida pelo rebuliço do assalto.
Apesar de trazer umas mãos muito encardidas, Olga resolveu ajudar a minha mãe a amassar os bolos. Um carrinho de bebé encontrava-se estacionado à porta da casa de forno. Não tendo comida para dar à criança de tenra idade, o jovem casal da Moldávia aventurou-se no roubo de fruta. Nada de fazer mal.
Acordei espantada com a bela história digna de romance policial e comédia ao mesmo tempo que o meu subconsciente me preparou.
Tudo correu bem…ou quase
Não fosse o facto de o meu mp3 inexplicavelmente ter aparecido com um botão partido, este dia teria corrido na perfeição.
Como acontece todas as segundas-feiras, o dia começa bem de madrugada. Meti pés ao caminho e lã fui mesmo sem música. Medo do escuro? Que se teme no escuro? Almas penadas? Não tenho medo disso.
No trabalho o dia ficou marcado pelo aparente regresso à normalidade depois da intensa actividade que se viveu nas últimas três semanas. Estava de muito bom humor e muito bem-disposta, vá lá saber-se porquê. Nem parecia o meu estado habitual numa segunda-feira.
Cheguei a casa cedo. Resolvi ligar o mp3 danificado ao computador e consegui coloca-lo a funcionar, o que foi uma maravilha.
O dia chegou ao fim com a vitória da Briosa em casa por 4-0 ante o Feirense a que eu assisti pela Internet. O resultado começou a ser construído ainda na primeira parte e o caminho ficou mais facilitado quando Paulo Lopes, guarda-redes do Feirense, foi expulso ainda aos vinte minutos da primeira parte.
Assim se viveu um dia quase perfeito.
Como acontece todas as segundas-feiras, o dia começa bem de madrugada. Meti pés ao caminho e lã fui mesmo sem música. Medo do escuro? Que se teme no escuro? Almas penadas? Não tenho medo disso.
No trabalho o dia ficou marcado pelo aparente regresso à normalidade depois da intensa actividade que se viveu nas últimas três semanas. Estava de muito bom humor e muito bem-disposta, vá lá saber-se porquê. Nem parecia o meu estado habitual numa segunda-feira.
Cheguei a casa cedo. Resolvi ligar o mp3 danificado ao computador e consegui coloca-lo a funcionar, o que foi uma maravilha.
O dia chegou ao fim com a vitória da Briosa em casa por 4-0 ante o Feirense a que eu assisti pela Internet. O resultado começou a ser construído ainda na primeira parte e o caminho ficou mais facilitado quando Paulo Lopes, guarda-redes do Feirense, foi expulso ainda aos vinte minutos da primeira parte.
Assim se viveu um dia quase perfeito.
Tuesday, October 18, 2011
“Hannibal” (impressões pessoais)
Este foi mais um daqueles livros que eu li num abrir e fechar de olhos. Quando a obra me interessa e me empolga, o tempo que demoro na sua leitura é claramente menor.
Com esta obra viajámos até ao interior da mente de um criminoso muito frio que atingiu o estado puro da maldade ao ver a sua família ser massacrada durante a Segunda Guerra Mundial. Até aqui, Hannnibal e a sua irmã que ele adorava viviam felizes e confortáveis com a sua família no castelo onde nada lhes faltava.
A guerra chegou e a família teve de se refugiar num velho pavilhão de caça. Mais tarde foram encontrados e massacrados. As duas crianças ficaram a mercê de um grupo de malfeitores que sempre aparecia a seguir aos massacres para pilhar as casas das vítimas.
Este grupo de indivíduos cuidou sempre das duas crianças até ao dia em que lhes faltou a comida. A morrer de fome, o grupo não teve escolha e resolveu caçar algumas crianças para se alimentar. Quase a morrer de fome, a irmã de Hannibal foi morta também e comida pelo grupo.
Traumatizado com o fim triste da irmã que tanto amava, Hannibal era frequentemente visitado em sonhos por aquela lembrança e não descansou enquanto não encontrou os indivíduos que tinham vivido no pavilhão com ele.
Quando o castelo da família Lecter se transformou num orfanato, Hannibal foi dali resgatado pelo seu tio e foi viver para França onde se iniciou no mundo do crime ao matar um carniceiro do mercado por o achar parecido com um dos seus raptores. Não satisfeito com a morte do homem, Hannnibal decapitou-o e alimentou-se das suas bochechas.
Ao lonuo da obra vamos assistindo á perseguição e eliminação de todos os elementos do grupo de saqueadores que viveram no pavilhão. Ao primeiro que encontra, Hannibal também lhe dilacera as faces e assa-as num fogo improvisado. Um a um, os outros vão-se seguindo.
Ninguém que conhece Hannibal dirá que, por detrás do aluno exemplar que é um prodígio na Medicina, se esconde um criminoso sem escrúpulos. Hannibal é o mais temido dos psicopatas.
Ao longo da obra, na luta entre Hannibal e os seus oponentes, eu sempre torci por Hannibal porque eles foram os culpados de a personalidade dele ter sido formada assim. Criaram o monstro, agora são vítimas dele.
Para o fim ficou o saqueador de que Hannibal lembrava com mais nitidez. Antes de sucumbir aos tratos implacáveis de Hannibal, conseguiu chocá-lo ao lhe dar conhecimento de que também ele havia comido a sua própria irmã juntamente com o caldo que os raptores lhe deram para poder continuar vivo. Hannibal ficou transtornado e aplicou toda a sua fúria a eliminar o malfeitor.
Com o desgosto de ver partir para o Japão a ex-mulher do seu falecido tio, Hannibal inicia um périplo pela América com escala no Canadá onde vai assassinar o último dos seus raptores e o único deles que ganha a vida honestamente e abandonou a vida de criminoso. Apesar disso, Hannibal não o poupou.
Estou tentada a adquirir os restantes livros da saga de Hannibal. Quero ver como é que ele agora vai escolher as suas vítimas.
Com esta obra viajámos até ao interior da mente de um criminoso muito frio que atingiu o estado puro da maldade ao ver a sua família ser massacrada durante a Segunda Guerra Mundial. Até aqui, Hannnibal e a sua irmã que ele adorava viviam felizes e confortáveis com a sua família no castelo onde nada lhes faltava.
A guerra chegou e a família teve de se refugiar num velho pavilhão de caça. Mais tarde foram encontrados e massacrados. As duas crianças ficaram a mercê de um grupo de malfeitores que sempre aparecia a seguir aos massacres para pilhar as casas das vítimas.
Este grupo de indivíduos cuidou sempre das duas crianças até ao dia em que lhes faltou a comida. A morrer de fome, o grupo não teve escolha e resolveu caçar algumas crianças para se alimentar. Quase a morrer de fome, a irmã de Hannibal foi morta também e comida pelo grupo.
Traumatizado com o fim triste da irmã que tanto amava, Hannibal era frequentemente visitado em sonhos por aquela lembrança e não descansou enquanto não encontrou os indivíduos que tinham vivido no pavilhão com ele.
Quando o castelo da família Lecter se transformou num orfanato, Hannibal foi dali resgatado pelo seu tio e foi viver para França onde se iniciou no mundo do crime ao matar um carniceiro do mercado por o achar parecido com um dos seus raptores. Não satisfeito com a morte do homem, Hannnibal decapitou-o e alimentou-se das suas bochechas.
Ao lonuo da obra vamos assistindo á perseguição e eliminação de todos os elementos do grupo de saqueadores que viveram no pavilhão. Ao primeiro que encontra, Hannibal também lhe dilacera as faces e assa-as num fogo improvisado. Um a um, os outros vão-se seguindo.
Ninguém que conhece Hannibal dirá que, por detrás do aluno exemplar que é um prodígio na Medicina, se esconde um criminoso sem escrúpulos. Hannibal é o mais temido dos psicopatas.
Ao longo da obra, na luta entre Hannibal e os seus oponentes, eu sempre torci por Hannibal porque eles foram os culpados de a personalidade dele ter sido formada assim. Criaram o monstro, agora são vítimas dele.
Para o fim ficou o saqueador de que Hannibal lembrava com mais nitidez. Antes de sucumbir aos tratos implacáveis de Hannibal, conseguiu chocá-lo ao lhe dar conhecimento de que também ele havia comido a sua própria irmã juntamente com o caldo que os raptores lhe deram para poder continuar vivo. Hannibal ficou transtornado e aplicou toda a sua fúria a eliminar o malfeitor.
Com o desgosto de ver partir para o Japão a ex-mulher do seu falecido tio, Hannibal inicia um périplo pela América com escala no Canadá onde vai assassinar o último dos seus raptores e o único deles que ganha a vida honestamente e abandonou a vida de criminoso. Apesar disso, Hannibal não o poupou.
Estou tentada a adquirir os restantes livros da saga de Hannibal. Quero ver como é que ele agora vai escolher as suas vítimas.
Saídas fortaleceram Sporting
O Sporting conseguiu, provavelmente, a sua melhor exibição da época 2011/2012 frente ao Vitória de Setúbal. O indiscutível triunfo por 3-0 conseguido logo bem cedo catapultou os leões para uma noite tranquila.
Ultimamente a imagem do Sporting tem sido apontar golos nos primeiros segundos de jogo. Assim aconteceu desta vez. A dupla holandesa tem imensas responsabilidades nestes golos madrugadores e na ascensão do Sporting.
Por incrível que pareça, a impressão com que eu e muitos adeptos ficam é que o Sporting começou a melhorar e a partir para excelentes exibições e resultados desde que Postiga e Yannick rumaram a outras paragens.
Postiga era titular indiscutível mas estava a falhar imensos golos. Van Wolfswinkel estava no banco, na sombra do avançado português, e não podia mostrar o seu valor. Nas hostes leoninas já se comentava mais um fracasso nas contratações. Tudo mudou. Postiga rumou ao Saragoça deixando em aberto a possibilidade de o avançado holandês ser titular. Assim aconteceu e ele não desperdiçou. Já lá vão imensos golos em muito poucos jogos. Já existem até grandes colossos europeus a seguir o jovem avançado.
Diego Capel- outra das figuras da ascensão leonina- também tinha o seu lugar tapado por um inofensivo Yannick que, devido ao atraso na sua inscrição pelo Nice, está agora sem jogar.
Outro factor decisivo para esta ascensão do Sporting foi a contratação do brasileiro Elias, um jogador que inexplicavelmente foi dispensado pelo Atlético de Madrid. O elevado valor que o Sporting pagou pela sua aquisição está a ser fortemente compensado com as exibições decisivas que o brasileiro consegue em campo.
O problema do Sporting, no entanto, continua a ser o seu sector defensivo mas também aí se registou uma melhoria no sector esquerdo com a contratação recente do argentino Insua que é um primor a assistir os companheiros para golos e a marcar os seus próprios tentos.
Os simpatizantes do Sporting já vibram com as exibições e os resultados conseguidos agora pela equipa e dão graças a Deus por Postiga e Yannick terem rumado a outras paragens. Com a teimosia em lhes dar a titularidade, outros jogadores passariam ao lado do sucesso em Alvalade sem honra nem glória.
Ultimamente a imagem do Sporting tem sido apontar golos nos primeiros segundos de jogo. Assim aconteceu desta vez. A dupla holandesa tem imensas responsabilidades nestes golos madrugadores e na ascensão do Sporting.
Por incrível que pareça, a impressão com que eu e muitos adeptos ficam é que o Sporting começou a melhorar e a partir para excelentes exibições e resultados desde que Postiga e Yannick rumaram a outras paragens.
Postiga era titular indiscutível mas estava a falhar imensos golos. Van Wolfswinkel estava no banco, na sombra do avançado português, e não podia mostrar o seu valor. Nas hostes leoninas já se comentava mais um fracasso nas contratações. Tudo mudou. Postiga rumou ao Saragoça deixando em aberto a possibilidade de o avançado holandês ser titular. Assim aconteceu e ele não desperdiçou. Já lá vão imensos golos em muito poucos jogos. Já existem até grandes colossos europeus a seguir o jovem avançado.
Diego Capel- outra das figuras da ascensão leonina- também tinha o seu lugar tapado por um inofensivo Yannick que, devido ao atraso na sua inscrição pelo Nice, está agora sem jogar.
Outro factor decisivo para esta ascensão do Sporting foi a contratação do brasileiro Elias, um jogador que inexplicavelmente foi dispensado pelo Atlético de Madrid. O elevado valor que o Sporting pagou pela sua aquisição está a ser fortemente compensado com as exibições decisivas que o brasileiro consegue em campo.
O problema do Sporting, no entanto, continua a ser o seu sector defensivo mas também aí se registou uma melhoria no sector esquerdo com a contratação recente do argentino Insua que é um primor a assistir os companheiros para golos e a marcar os seus próprios tentos.
Os simpatizantes do Sporting já vibram com as exibições e os resultados conseguidos agora pela equipa e dão graças a Deus por Postiga e Yannick terem rumado a outras paragens. Com a teimosia em lhes dar a titularidade, outros jogadores passariam ao lado do sucesso em Alvalade sem honra nem glória.
Como me senti infeliz!
Quando acordei na minha cama lá em casa, fiquei aliviada por nada daquelas chatices terem acontecido e de tudo continuar a correr dentro da normalidade em termos laborais.
Certo dia, estava eu normalmente no meu local de trabalho, que estava irreconhecível devido a muita maquilhagem onírica. Apareceu o meu superior hierárquico no meu gabinete mas isso e normal acontecer.
Desta vez não vinha sozinho. Trazia uma outra colega vinda de Lisboa que envergava umas calças vermelhas e uma camisola preta.
Ela veio de propósito para me dar um sermão que me deixou completamente de rastos em termos anímicos. Cada palavra que ela dizia, magoava-me como se eu tivesse sido espetada por um punhal que ia entrando lentamente no meu corpo e me dilacerava a carne.
A certa altura já eram os dois a tecerem comentários negativos ao meu trabalho e a mim própria. Quando se aperceberam que eu já estava em ponto de rebuçado em termos de humilhação, afastaram-se pura e simplesmente e deixaram-me ali sozinho com a minha dor, a remoer cada palavra pejorativa que haviam proferido sobre mim e o meu trabalho.
Houve uma catástrofe qualquer no edifício. Ninguém me estava a ligar nenhuma. As pessoas, pura e simplesmente haviam deixado de me falar. Tive de me salvar pelos meus próprios meios, uma vez que ninguém se dignou a ajudar-me.
Certo dia, estava eu normalmente no meu local de trabalho, que estava irreconhecível devido a muita maquilhagem onírica. Apareceu o meu superior hierárquico no meu gabinete mas isso e normal acontecer.
Desta vez não vinha sozinho. Trazia uma outra colega vinda de Lisboa que envergava umas calças vermelhas e uma camisola preta.
Ela veio de propósito para me dar um sermão que me deixou completamente de rastos em termos anímicos. Cada palavra que ela dizia, magoava-me como se eu tivesse sido espetada por um punhal que ia entrando lentamente no meu corpo e me dilacerava a carne.
A certa altura já eram os dois a tecerem comentários negativos ao meu trabalho e a mim própria. Quando se aperceberam que eu já estava em ponto de rebuçado em termos de humilhação, afastaram-se pura e simplesmente e deixaram-me ali sozinho com a minha dor, a remoer cada palavra pejorativa que haviam proferido sobre mim e o meu trabalho.
Houve uma catástrofe qualquer no edifício. Ninguém me estava a ligar nenhuma. As pessoas, pura e simplesmente haviam deixado de me falar. Tive de me salvar pelos meus próprios meios, uma vez que ninguém se dignou a ajudar-me.
Thursday, October 13, 2011
“Alive And Kicking” – Simple Minds- (Música Com Memórias)
Este post vale pela procura do videoclip original que eu via na altura em que este tema andava pelas tabelas nacionais de vendas de discos. Agora que o consegui encontrar, não pude deixar de esboçar um sorriso e de reflectir como a nossa percepção daquilo que vemos vai mudando consideravelmente à medida que vamos ficando mais velhos.
Na altura eu assistia a este vídeo com um pouco de receio de que as árvores caíssem em cima da banda, imagine-se.
Este videoclip passava quase todas as semanas. Eu lembro-me e todas as semanas vivia com a expectativa da catástrofe
Depois, como passei a ouvir rádio, sempre que tocava esta música, não me podia esquecer do videoclip. Hoje ao ouvi-la na rádio, lembrei-me de a trazer para aqui e de contar este pequeno episódio a ela associado.
Na altura eu assistia a este vídeo com um pouco de receio de que as árvores caíssem em cima da banda, imagine-se.
Este videoclip passava quase todas as semanas. Eu lembro-me e todas as semanas vivia com a expectativa da catástrofe
Depois, como passei a ouvir rádio, sempre que tocava esta música, não me podia esquecer do videoclip. Hoje ao ouvi-la na rádio, lembrei-me de a trazer para aqui e de contar este pequeno episódio a ela associado.
Wednesday, October 12, 2011
“A História Da Minha Vida” (impressões pessoais)

“Hoje é tudo uma pouca vergonha. No meu tempo não era nada assim”. Estas sábias palavras são proferidas pela minha mãe sempre que se afigura uma oportunidade para tecer comentários sobre episódios mais picantes sobre pessoas lá da terra.
Isso não é verdade. Casanova viveu numa época em que nenhum dos nossos familiares viveu e, no entanto, já havia as poucas vergonhas. O que acontece é que os intervenientes faziam de tudo para esconder o que se passava porque os valores vigentes eram de uma índole mais conservadora do que aquilo que são hoje.
Com a emancipação feminina e com as descobertas científicas, hoje não é crime ter-se uma relação mais íntima fora do casamento. A mulher já não é vista como uma libertina sempre que troca de parceiro, pelo menos em meios urbanos.
O que me espanta nesta obra que não é mais do que uma autobiografia de Casanova, é o facto de os conventos em Itália terem uma reputação tão baixa. A certa altura, provavelmente quando estava a ler esta obra com ar ensonado, fiquei na dúvida se se estava a falar de um convento ou de uma casa de alterne. Como andava perdido o clero nessa altura! Ou será que sempre andou e as pessoas altamente crentes é que fechavam os olhos. Que os padres não cumprem os votos de castidade, toda a vida se ouviu falar disso pelas aldeias. Sempre julguei que as freiras fossem mais recatadas mas estava enganada.
A julgar pelos relatos de Casanova, as freiras conseguem ter uma instrução no que diz respeito ao sexo de fazer inveja a muita profissional desse ofício. Sim senhor.
Achei piada a este livro porque Casanova era uma personagem bastante singular. Houve episódios muito engraçados resultantes do excelente aproveitamento que o protagonista fazia das situações para possuir a mulher que desejava. Estou-me a lembrar de uma cena nos capítulos iniciais em que ele se aproveita do medo que uma acompanhante sua tem da trovoada pra a possuir ali mesmo na estrada.
O último capítulo em que é descrito um ritual feito para uma marquesa também é cómico. Foi um ritual inventado por Casanova, fruto da sua imaginação.
De seguida vou ler um livro que se lê muito bem. O assunto tratado será totalmente diferente. Tal como Casanova, também o personagem da próxima obra ficou na História pelo seu comportamento bem singular.
Lá pelas três da manhã
Sonhei que havia um evento qualquer a que se tinha de assistir de madrugada. Não sei se era um evento desportivo ou outro tipo de evento.
Depois de ter dormido algum tempo, fui para a sala e liguei a televisão. O computador também estava ligado e preparei-me para estar ali sossegada.
Na rua havia um movimento anormal de veículos. Os estores das janelas estavam corridos. Mesmo assim, apesar de também manter o olhar fixo na televisão, conseguia ver os faróis dos carros. Este é um sonho muito recorrente.
Mesmo quando fechava os olhos, não podia deixar de ver os faróis dos carros que passavam lá fora.
O barulho do tráfego também me estava a incomodar bastante. Aquilo estava-me realmente a enervar e de que maneira.
Acordei. Ironicamente comemorava-se...o Dia Europeu Sem Carros.
Depois de ter dormido algum tempo, fui para a sala e liguei a televisão. O computador também estava ligado e preparei-me para estar ali sossegada.
Na rua havia um movimento anormal de veículos. Os estores das janelas estavam corridos. Mesmo assim, apesar de também manter o olhar fixo na televisão, conseguia ver os faróis dos carros. Este é um sonho muito recorrente.
Mesmo quando fechava os olhos, não podia deixar de ver os faróis dos carros que passavam lá fora.
O barulho do tráfego também me estava a incomodar bastante. Aquilo estava-me realmente a enervar e de que maneira.
Acordei. Ironicamente comemorava-se...o Dia Europeu Sem Carros.
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