Saturday, January 03, 2026

Primeiros apontamentos oníricos de 2026

 

De regresso a casa, uma noite bem movimentada e repleta de peripécias.

 

Acordei com o coração a galopar. Mais uma versão daquele sonho que tive há uns anos atrás em que um número invariavelmente e preocupantemente elevado de veículos de emergência médica desfilavam num local pouco percorrido por veículos. Os mesmos gritos aflitivos, a  mesma urgência. Com a televisão ligada em canais de notícias, havendo grande aparato lá fora pela calada da noite, não sabíamos o que se passava.

 

Agora a situação é diferente. Um clube norueguês visita a casa do porto. Lá vou eu de novo ao Estádio do Dragão- local em que, por acaso, estive bastantes vezes já, apesar de não ser adepta dos azuis e brancos.

 

Travei conhecimento com duas adeptas do clube adversário. Uma delas era alta, forte e espadaúda- uma autêntica mulher viking. De certeza absoluta que ela não era a Merethe.

 

Ela entregou-me um pacote de batatas fritas igual aos que se vendem com os menus dos frangos no Pingo doce. Ela disse-me que não o abrisse antes de ela chegar mas eu…logo o abri assim que ela virou costas. Depois tentava esconder que a desautorizei colocando a mão por cima da abertura. Acordei desse sonho antes de levar uma monumental descompostura.

 

Depois vem ainda um sonho do qual eu me lembro com bastante nitidez. Estava em casa dos meus pais e ouvia de madrugada as corujas bastante alvoroçadas. Explicando aqui para quem só neste ano que agora começa tem a resolução de ler religiosamente todos os meus escritos, antigamente os quartos davam para a rua, coisa que hoje não acontece. No meu sonho, o quarto ainda dá para a rua e é o que, em tempos partilhei com a minha irmã e com a minha avó. O quarto em frentedos meus pais.

 

Ao abrir a janela, constatei algo muito estranho e muito errado. Não estava escuro mas também ainda não tinha amanhecido. Notei ao longe uma mancha negra no Céu. De início não identifiquei o que era mas depois essa mancha negra alastrou e dividiu-se em manchas mais pequenas. Depreendi que era fumo mas, numa primeira fase, não vi chama alguma.

 

O fumo começou a alastrar e finalmente o clarão laranja vivo da chama alastrou rapidamente. Atingiu uma altura incrível em poucos minutos. Corri a chamar os meus pais, gritando que havia fogo. Eles demoraram a acordar. Chegando junto á janela, constatei que as chamas cada vez se aproximavam mais da casa.

 

Acabei também por acordar.

 

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