Friday, February 07, 2014

Sanguessugas e cobras de água na piscina






Foi uma noite agitada em que eu consegui dominar a paralisia do sono e aproveitá-la a meu bel-prazer.

Antes de acordar, ainda sonhei que estávamos num hotel ou numa casa de férias a participar num evento com iniciativas variadas. Recordavam-se músicas antigas, vestiam-se roupas de teatro e colocavam-se adereços. Cantávamos, representávamos e, nos intervalos apanhávamos um pouco de sol.

Havia uma piscina, pois havia. Essa piscina mais parecia um tanque de lavar roupa de grandes dimensões mas o problema até nem era esse. Na água habitavam cobras de água negras e sanguessugas das quais tinha bastante medo que me ferrassem.

Ainda tentei mergulhar uma vez mas logo aquelas criaturas lustrosas e bem nutridas vinham de ventosas coladas às minhas mãos. Desisti e nem à beira da água a apanhar sol podia estar descansada.

Havia um colega nosso que se arma em valentão sempre e gosta tanto de ir para a água, no mar ou em piscina, que eu até apostava que, se um dia houvesse um lago de água estagnada ou um pântano cheio desses e de outros seres repugnantes, ele mergulharia sem problemas e ainda suspirava de satisfação.

Mas é que a ele aqueles seres que estavam na água não lhe faziam mal nenhum. Ele até os agarrava com as mãos e eles não se prendiam. Já eu nem à beira da piscina podia estar, que logo eles saltavam e se agarravam.

O despertador tocou. Constatei que está frio demais para ir a banhos e o Sol parece uma miragem nos dias que correm.

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