Wednesday, July 31, 2024

“O bazar Dos Sonhos ruins” (impressões pessoais)

 

Mais um impressionante livro de contos mais recentes de Stephen King com a mestria que tanto admiro.

 

Algo que me agrada muito em Stephen King é o seu caráter pedagógico nos seus livros, apresentando-nos o making off de cada texto, como surgiu, o que levou a ser daquela maneira e não de outra. Em suma, contextualiza o texto. Ou não fosse ele professor também. Dá aqui autênticas aulas de Escrita Criativa e eu não quero outro professor. Aprendo muito por aqui.

 

Neste livro estão presentes alguns contos que eu já li noutras coletâneas como esta. “UR”, “Indisposta”, “o Deus Verde”…

 

Há ainda outros contos que eu não conhecia. O do jornalista que mata pessoas escrevendo os seus obituários, o conto dos fogos de artifício está brutal. Não é um conto de Terror, é de arrancar genuínas gargalhadas. Os bêbados a competirem com os mafiosos para ver quem deitava os mais  brilhantes e estridentes fogos de artifício. Brutal!

 

Existe muito mais neste livro. Palavras  para quê? É Stephen King no seu melhor…

 

“A Galinha Dos ovos De Ouro” (impressões pessoais)

 

Agora, desta idade, é que eu preciso de histórias destas antes de dormir…

 

Gozem á vontade. Até sabe bem pegar nestes clássicos e recordar a nossa infância. Se eu agora estou a relembrar estas histórias, é porque calha. Daqui a nada, quando esgotar o manancial de livros mais pequenos, vou ler outras coisas ao adormecer.

 

Eu lembro-me do “ Sítio Do Picapau Amarelo” que recriou estas histórias juntamente com outras.

 

A moral que fica daqui é que não se pode ter tudo. Muitas vezes a ganância pode levar a que não se raciocine como deve ser.

 

O casal matou a galinha porque queria receber o ouro todo de uma vez e ficou sem nada. Tal como na vida, as coisas fazem-se passo a passo. Ovo a ovo. É preciso trabalhar, ter resiliência para construir as coisas com bases sólidas.

 

Ser paciente, saber esperar, é uma virtude. Nem que se tenha de trabalhar uma vida  inteira. Querer tudo de uma vez por vezes leva a resultados ruinosos, como mostra esta história.

 

Tuesday, July 30, 2024

“Como tomar Conta De Uma Avó” (impressões pessoais)

 

Um livro muito engraçado. Normalmente costuma ser ao contrário, as avós é que tomam conta dos netos.

 

Este pequeno livrinho é dedicado aos netos. Tudo o que deveria ser feito pelas avós para tomarem conta dos netos quando os pais vão a qualquer lado, é transferido para os avós. Ler histórias, passear no parque, fazer doces…

 

Eu não sei o que é ir passar uns tempos a casa de uma avó, visto que a nossa avó materna viveu lá em casa até falecer em 1989. Ela era cega total e as histórias eram o ponto forte dela, especialmente antes de adormecermos.

 

Para alem de histórias da Bíblia, ela contava histórias de animais, especialmente de lobos.

 

Também cantava. E como cantava bem. Não cantava propriamente cantigas infantis. Conheço uma ou outra música mais antiga portuguesa que ouvi muito na minha infância na sua voz. Eu nem sabia quem cantava as  originais até há bem pouco tempo.

 

Da minha avó paterna não me recordo de muito. Tenho uma  recordação muito vaga dela junto  a um portão azul. Nem sequer me lembro como ela era.

 

A minha avó materna era para mim uma referência. Também guardo algumas histórias de mediunidade que tinha. Diz ela que chorou dentro da barriga da mãe e o meu bisavô contou a alguém e não podia. Superstições…

 

Apesar de ser crente, ela estava aberta á paranormalidade, uma vez que  tinha experiências extrasensoriais.

 

Como eu disse, ver os avós de vez em quando não fez parte da minha vida, ambas as minhas avós viviam perto e a minha avó materna fazia parte do agregado familiar.