Showing posts with label Conto Erótico. Show all posts
Showing posts with label Conto Erótico. Show all posts

Tuesday, March 22, 2022

“uma paixão simples” (impressões pessoais)

 

Há dias alguém me disse que ultimamente tenho andado a ler uns livros muito estranhos, atendendo ás minhas habituais preferências literárias.

 

Eu sempre fui dizendo que estes livros vêm da biblioteca de Coimbra. Sendo livros mais pequenos, vou lendo no intervalo de livros maiores, mais agora que estou a ler uma longa série policial.

 

Entendia-se livros estranhos e manhosos estes livros mais eróticos.

 

Depois da estranha casa de alterne no japão, eis que surge mais uma obra que vou comentar com alguma malícia.

 

Começo por perguntar: mas por que é que os Franceses nas suas criações artísticas, seja no cinema, teatro ou literatura, têm sempre a mania do erotismo? Costuma-se até dizer que o Francês é a língua do amor por excelência. Parte dos romances eróticos que conheço ou são escritos por franceses ou se passam nessas paragens, tendo também como protagonistas muitas vezes pessoas dessas terras.

 

Segunda pergunta: mas são só os homens que pensam em sexo a toda a hora, como acusam as mulheres de acontecer?

 

Bem, a julgar pelo relato presente neste livro, esta senhora não saía de casa sem pensar em sexo e na hora de se encontrar com o seu amor que ainda por cima era um homem casado.

 

Ao ler isto, chego á conclusão que esta senhora (não sei se a própria autora deste pequeno livro) é no mínimo uma ninfomaníaca.

 

Ela não está só apaixonada. Ela sonha com prazeres proibidos ao lado do homem que lhe ocupa de uma forma obsessiva os atos e os pensamentos.

 

Ela não faz nada que não tenha a ver com o seu amado. Logo se imagina em prazeres proibidos. Até enquanto aguarda por vez na caixa do supermercado. Isto até dá vontade de observar melhor as pessoas que se encontram nas filas das caixas. Mesmo a respeitável avozinha que pergunta o preço da farinha pode ter ideias pecaminosas na cabeça. A respeitável mãe de família que coloca no tapete a papa do bebé pode ser uma depravada. Nunca se sabe. A mulher de meia idade que quase é atropelada na passadeira porque atravessou o semáforo vermelho podia estar a pensar na noite tórrida e de prazeres proibidos que teve na véspera ou que ainda vai ter quando escurecer e as cortinas do seu quarto forem corridas, se é que ela não queira partilhar com os vizinhos as loucuras que faz na cama.

 

Em suma, nunca se sabe o que é que pessoas que passam por nós, mulheres neste caso, andam a pensar. Os prazeres secretos já não são tão secretos assim. Pelo menos para esta senhora francesa.

 

Saturday, January 15, 2022

“Casei Com Uma Doida” (impressões pessoais)

 

Para descomprimir um pouco, leio agora um divertido conto escrito por uma autora brasileira.

 

Trata-se de uma espécie de conto erótico ou de uma  comédia romântica, se quiserem.

 

Apesar deste livro não fazer muito o meu género, não deixei de admirar a criatividade da autora para construir esta história. Se não vejamos:

 

Sérgio é filho de um empresário que é retrógrado e machista. Ele cedo incute no  filho essas ideias. Não deve deixar a mulher colocar o pé em ramo verde, por assim dizer. Aliás, Sérgio não teve voto na matéria quando se tratou de escolher com quem iria casar. Por motivos de negócios, Sérgio foi obrigado a casar com Rebeca que nem conhecia.

 

Pudera, a mãe de rebeca nem deixava a filha ser ela própria. Não a deixava sair de casa e era ela quem escolhia as suas roupas e a forma como se maquilhava. Diziam que Rebeca era uma rapariga prendada. Pior do que um fantasma. Aos olhos do pai de Sérgio, era a esposa perfeita para o filho. Ele podia pôr e dispor que ela nem abria o bico.

 

No entanto, não seria bem assim. Rebeca imaginava um mundo diferente. Tantas horas ficava fechada em casa por imposição da mãe, que começou a escrever romances. Mas não eram romances comuns. Por incrível que pareça, Rebeca escrevia romances eróticos mesmo nunca  tendo tido contacto com o sexo. É incrível como essas coisas não se ensinam.

 

A mãe de Rebeca não hesitou em bater na filha no dia do seu próprio casamento. Rebeca via nesta união com um homem que não conhecia um meio de se livrar das garras da mãe.

 

O incrível desta história é que Sérgio e Rebeca acabaram por se apaixonar perdidamente um pelo outro mesmo dentro da igreja. O amor tórrido entre os dois e a imprevisível desenvoltura de Rebeca nas questões do sexo deixaram sem palavras e sem argumentos tanto o pai de Sérgio, como a mãe de Rebeca. Unidos contra seus pais eram imbatíveis.

 

Sérgio e Rebeca acabaram por viver em extrema felicidade, concretizando os sonhos de qualquer casal que queira viver realizado no seu casamento.