Tuesday, November 25, 2025

“O Adversário” (impressões pessoais)

 

Chega-nos de França este livro de crime real. É a história de J.c.R. que foi acusado de matar a mulher e os filhos bem como os seus próprios pais a cinquenta quilómetros da sua  residência.

 

O escritor francês emmanuel Carrere contactou o assassino e traçou o perfil de um homem que levou toda a sua vida a mentir, a enganar, a trapacear…

 

Jean-claude dizia a toda a gente que ocupava um importante cargo na OMS mas ninguém  lá o viu. Aliás, ele chegou a matricular-se em medicina mas faltou a um exame dando explicações esfarrapadas, a última das quais teve a ver com o suicídio de uma amiga.

 

Ele também extorquia dinheiro a familiares e idosos que se viam a braços com doenças crónicas, especialmente cancro. Também tinha uma amante a quem pediu dinheiro numa quantia avultada. Os crimes terão sido cometidos por medo que todas as suas mentiras e fraudes financeiras viessem ao de cima.

 

Mas o que leva afinal um  indivíduo aparentemente normal a cometer crimes hediondos contra a sua própria família? No tribunal apresenta-se um homem destroçado. Há dúvidas que ele seja uma pessoa sã de mente.

 

Inventa que tem cancro para que as pessoas o ajudem financeiramente. Serve-se da vulnerabilidade e do desespero de quem tem uma doença fatal para extorquir dinheiro em troca de comprimidos manhosos…Por fim mata a sangue frio e coloca fogo na própria casa á hora que passa o carro de recolha do lixo, começando no sótão para as labaredas se verem da rua. Inventa um assalto em casa que correu mal.

 

Este homem não é doente, é diabólico. Volto a dizer, a realidade ainda é mais cruel do que a ficção e, por mais que inventem nos livros ou filmes crimes macabros e assassinos diabólicos, eles não são nada ao lado do que os de carne e osso conseguem fazer.

 

Monday, November 24, 2025

Lembranças confusas

 

Mais uma agitada noite de sonhos!

 

Por onde começar? Isto mete explosivos, ameaças, coelhos, piolhos, gente muito chata…

 

A primeira parte é dedicada a uma ameaça real. Alguém queria colocar explosivos perto de minha casa para matar outra pessoa. Eu queria ir dali embora mas também queria ficar, graças àquela curiosidade mórbida para ver o que se ia passar. Afinal a tremenda explosão não passou de um foguito muito confinado a um espaço e fácil de dominar. Quase nem houve danos materiais.

 

Estava a ouvir rádio em casa e tocava a canção que representou o Luxemburgo no Festival Eurovisão deste ano. Eu fiquei admirada, pois nunca tinha ouvido a canção tocar fora da Eurovisão, ao contrário de outras.

 

E por falar em Luxemburgo, estava agendada uma viagem de alguém para esse destino. Alguém matou um coelho à paulada, como a minha avó fazia antigamente, para essa pessoa levar mesmo com a pele e tudo.

 

Agora vem a parte mais confusa do sonho. Estou na entrada do liceu de Anadia, como tantas horas fiquei quando lá estudava. Havia sempre quem levasse para lá livros para vender e era isso que também acontecia.

 

Depois de ter tocado, assisti á azáfama da saída. Os professores desciam as escadas. Reinava a confusão. A cabeça mordia-me. Retirei um gordo piolho que me fugiu.  Logo depois tirei outro e outro ainda. Que vida a minha!

 

Uma aluna  chamada Rita veio ter comigo. Eu não gostava dela. Era muito chata. Ela disse que ia fugir para o…Luxemburgo e desafiou-me para eu ir com ela. Eu recusei.

 

Apareceram depois uns senhores a perguntarem por ela. Ela tinha feito alguma para fugir assim. Os senhores pareciam do tribunal ou algo do género.  Ela tinha deixado todas as suas coisas junto ao local onde me encontrava.

 

E assim decorreu mais uma noite normal do meu subconsciente.

 

Sunday, November 23, 2025

O alarme que não despertou

 

Estes sonhos são muito reais e fazem-me acordar de um salto para constatar que ainda me restam algumas horas de sono. O mais curioso desta vez é que,  por mais vezes que acordasse, voltava ao mesmo.

 

Da primeira vez o telemóvel não tinha despertado e eu não sabia que horas eram. Tinha ficado de estar ás oito e meia na “Briosa” para me encontrar com a Helena para mais um treino e via que a manhã já ia alta.

 

Para complicar as coisas, o telemóvel estava completamente desligado, já aconteceu uma vez, por acaso.

 

Quando o fui a ligar, o software de voz não estava a funcionar e tentei ver os números. Foi com horror que tive a impressão que eram mais de oito horas e tinha de estar na “Briosa” ás oito e meia. Tinha colocado o alarme para as sete…

 

Acordei e vi tudo silencioso. Toca de virar para o outro lado e  adormecer mas…

 

Voltei a sonhar que tirava o telemóvel de cima da mesa de cabeceira e logo ele se partiu em dois. Estava inchado e não funcionava mais.  Quando uni as duas partes, vi que eram mais de oito da manhã. Que vida a minha!

 

E finalmente, ás sete horas, o alarme tocou.