Tuesday, April 27, 2021

“O Que É Amar Um País” (impressões pessoais)

 

Continuamos na não ficção. Desta vez o ensaio é o tipo de literatura abordado.

 

Foram muitos os livros que já se escreveram abordando mais de um ano de um Mundo em pandemia. José Tolentino Mendonça dá o seu contributo com este ensaio que é uma reflexão sobre os dias que enfrentamos.

 

Portugal, á semelhança de todas as nações do planeta, vive os efeitos de uma pandemia que não se sabe quando surge o seu final. Enquanto isso, as vidas de todos nós são condicionadas, liberdades são restringidas. O direito ao afeto e ao convívio social foi vedado, tendo efeitos devastadores nos cidadãos mais frágeis.

 

Também economicamente se vivem tempos difíceis e, mais uma vez, serão os mais vulneráveis a pagar a maior fatia da fatura. Novos desafios enfrentamos todos nós. Vivemos tempos novos e imprevisíveis. As alterações climáticas e a invasão do meio selvagem pelo Homem levarão no futuro a que surjam mais epidemias com efeitos imprevistos. Temos de nos preparar. Enquanto portugueses, tempos de enfrentar estes novos desafios com união e solidariedade para que possamos viver estes tempos difíceis com mais suavidade.

 

Um livro bem interessante que nos leva a refletir sobre a realidade dos nossos dias.

 

Uma semana muito positiva

 

Provavelmente, a última semana terá sido uma das mais positivas desde que estou assim. Consegui aliar todas as atividades de que gosto e ter sucesso em todas.

 

Estou a acabar a minha reabilitação e já preparo a apresentação do projeto final que naturalmente vai incidir nos livros e na importância da leitura para deficientes visuais. Falar sobre livros é uma das coisas que mais me agradam.

 

Também se comemorou no passado sábado o dia mundial do desporto para deficientes visuais. Na passada quarta-feira antecipámos aqui essa efeméride, como referi num dos meus textos anteriores. Foi também um momento bastante aprazível para mim.

 

Na passada quinta-feira tive outro dia incrível. Durante duas horas, estive a fazer testes para uma rádio online de amigos meus. O retorno desta atividade foi bastante positivo mas a felicidade que tenho a fazer rádio é impagável. Quando ali estou, esqueço tudo. Transfiguro-me. Já não fazia uma coisa destas há muitos anos e estou a ver se preparo material para continuar quando sair, que é já na próxima quinta-feira.

 

Por último, regressámos aos treinos de Futebol para cegos no passado sábado que foi realmente o dia mundial do Desporto para deficientes visuais. Foi um treino que até me correu bem, especialmente em contexto de jogo. Cometi a proeza de me esquivar a um jogador adversário e passar uma bola a um colega já longe da minha ´~área. É o lance que eu levo deste treino. Tenho o objetivo de em julho estar em Inglaterra nas melhores condições possíveis e muito trabalho me espera.

 

Em suma, no dia em que me deparei com esta realidade de perder a visão, jamais imaginei voltar a sorrir tantas vezes como aconteceu nesta semana.

 

“O Menino E O Cavalo” (impressões pessoais)

 

O livro mais votado para ler durante o mês de abril no nosso clube de leitura foi este impressionante relato verídico de um jornalista norte-americano na luta para curar o seu filho diagnosticado com autismo.

 

Quando se recebe o diagnostico de alguma deficiência ou de um problema de saúde grave, naturalmente os pais ficam sem chão. Estes não baixaram os braços e procuraram de tudo para dar qualidade de vida ao seu filho de tenra idade. As terapias convencionais não estavam a resultar e foi com espanto que o pai descobriu que a criança tinha uma relação muito especial com uma égua de um vizinho. Animal e criança alteravam positivamente o seu comportamento na presença um do outro.

 

Conhecedor das terapias alternativas, este pai teve uma ideia quase irrealizável- levar o filho até à Mongólia para usufruir da companhia de cavalos em estado quase selvagem e, ao mesmo tempo, tentar terapias alternativas. É sobretudo o relato desta viagem que aqui se encontra nesta obra.

 

No final, a criança registou visíveis melhoras. Continuaria a usufruir de medicina tradicional complementada com terapia convencional. É assim que no meu entender se deve proceder. Ambas as correntes se complementam. Quando se faz Reiki, por exemplo, ele tem resultados visíveis aliado aos tratamentos que se fazem com medicamentos e terapias.

 

É uma história de fé e superação. Sendo uma história verídica, é impressionante.