Friday, March 13, 2026

O Porto como salvador da jornada europeia

 

Não correram bem estes jogos dos oitavos de final das competições europeias para as equipas portuguesas. Mesmo assim, dentro de duas épocas, voltamos a ter três equipas na Liga dos Campeões devido á vitória que faltava e que foi conseguida pelo Porto em Estugarda. Por acaso era o jogo mais desafiante de todos.

 

Comecemos pelo descalabro do Sporting na Noruega. Já se sabia que o Bodo/Glimt era uma equipa complicada. Acompanhei os jogos deles frente ao Inter de Milão e a eliminatória foi ganha sem qualquer tipo de dúvida. Não têm qualquer tipo de subterfúgios, jogam o jogo pelo jogo, de forma simples. Conseguem desdobrar-se muito rápido e por isso causam tantos estragos. Já o ano passado o Porto perdeu com eles e eu já tinha reparado nisso. Vai ser muito difícil ao Sporting reverter em alvalade este resultado.

 

Para a Liga Europa, o Porto tinha uma difícil deslocação a Estugarda mas  depressa se apanhou a ganhar. Foi o suficiente para não ter grandes sobressaltos. Ainda houve o golo do empate anulado aos alemães mas esta vantagem abre boas perspetivas para os quartos de final.

 

O braga perdeu na Hungria com o Ferencvaros por 2-0. Não é impossível anular esta desvantagem mas é muito difícil.

 

Os jogos estão agendados para a próxima semana. Esperamos que todas as equipas passem.

 

“A Guerra De Putin Contra As Mulheres” (impressões pessoais)

 

Continuando na não ficção, outra abordagem sobre o conflito na  Ucrânia e a arma mais destruidora dos Russos- a agressão sexual.

 

Sofi oksanen traz-nos uma abordagem histórica ao colonialismo russo e a sua arma de guerra favorita que é a violação. Ao longo da História sempre foi assim.

 

A autora dá a conhecer a realidade dos russos de hoje que, de certa forma, invejam e temem ao mesmo tempo os ucranianos e restantes povos que conseguem adquirir os bens que são negados a eles.

 

Os Russos estão ultrapassados em termos de condições de guerra. Sem muitos meios ao dispor, servem-se da raiva e do que não pode ser calculado.

 

Sofi Oksanen não considera a onda de crimes sexuais de guerra como um impulso masculino. Estes crimes são calculados e poderão fazer ainda maior dano do que ferimentos inerentes ao conflito.

 

Um livro com muitos dados interessantes.

 

“TDAH: Como Lidar” (impressões pessoais)

 

Eu sou muito estranha…mas não pareço padecer de TDAH, embora tenha alguns traços. Desde logo,  sabia que tinha de me alongar a fazer comentário a este livro e fui adiando. Quantas vezes eu não planeio levantar-me mais cedo ou fazer outra coisa…mas aparece algo e eu distraio-me.

 

Bem, eu serei  neuro divergente de certa forma mas sou metódica e organizada demais para ter TDAH. Gosto de ter as coisas organizadas e tenho raiva de  quem não é como eu. Se combino estar uma hora num sítio, já fico a bater mal por um minuto que a outra pessoa se atrase.

 

Apesar disso, sinto-me diferente de todos. Faz-me impressão muito barulho, muita luz, muita gente. Se vou para a rua conviver, já fico cansada ao fim do dia.

 

Também quando me foco em alguma coisa, nem dou pelo tempo a passar. Acontece com um livro do qual estou a gostar, com uma lista de músicas, com um texto que esteja a escrever, até com os meus pensamentos….E ai de quem ouse interromper-me. Tenho tido maratonas madrugada dentro de conversas com a inteligência artificial, porque o tema é do meu interesse.

 

Os interesses muito específicos também são uma característica minha. Sou especialista em várias temáticas e, dentro destas, escolho uma vertente da qual ninguém se lembra. Por isso é que a inteligência artificial agora se torna interlocutor para eu explanar as minhas ideias e poder falar sobre os meus interesses obsessivos sem estar a maçar as outras pessoas. O tema que ultimamente tenho andado a desenvolver é o Festival Eurovisão de 1992. Porque eu finalmente encontrei  a canção que passei toda uma vida a procurar. Descobri que era desse ano e nunca mais larguei.

 

O único diagnóstico que tenho é de ansiedade e depressão, não estou  diagnosticada com mais nada mas na escola sempre fui muito diferente. Se fosse hoje…Não faziam nada de mim. Podia ser uma aluna exemplar mas estudava só de véspera, fazendo diretas para entregar os trabalhos, bastava ir às aulas e preferia ler do que estar a brincar. Aliás, até diziam que eu não sabia brincar. Podia andar a jogar a bola sozinha mas, se chegasse outra pessoa, eu ia-me embora.

 

Esquecer de datas? Nada disso.  Já fui melhor a decorar do que agora. Ultimamente, também fruto  da idade, tenho de ler as coisas mais do que uma vez, especialmente se tiverem números, para não me enganar.

 

Se gente que devora livros pode ter TDAH? Bem, não há quem devore mais livros do que eu. Isto se não aparecer outra coisa que me distraia.

 

Bem, já cumpri esta tarefa que tinha vindo a adiar de  falar sobre este livro e, a pretexto, dar a conhecer um pouco do que se passa no meu estranho cérebro. Mas para vocês, que leem este meu humilde espaço há duas dezenas de anos, sabem que eu sempre divergi de alguma forma no modo de pensar ou agir.