Tuesday, November 13, 2012
Sarilho no trilho
Tivemos sorte. Depois do muito que choveu de madrugada, amanheceu um dia radiante de sol com uma temperatura agradável. Um dia perfeito para passar ao ar livre e, naturalmente, para fazer uma caminhada.
Cantanhede acolheu-nos. Começamos na antiga estação de comboios onde foram prestadas homenagens aos caminheiros já falecidos e onde aquecemos junto com os caminheiros locais.
Seguimos pelas vinhas que emprestavam à paisagem outonal umas cores bem agradáveis. Como havia chovido, era natural que os trilhos estivessem cobertos de lama que rapidamente se entranhou nos pés e na roupa. Todo o cuidado era pouco para não se escorregar ou não se enfiar os pés na água.
Entrámos depois num bosque bem agradável, cheio de árvores, plantas de diversas espécies e com uma interessante mistura de odores de ervas aromáticas. Havia imensa lama por lá e uma espécie de plataforma de madeira que estava molhada e escorregava muito. Pareceu-me ter ouvido alguém a cair lá mas não tenho a certeza.
O trilho com o sugestivo nome de Trilho do Sarilho (apelido do dono do terreno) tinha muitas encruzilhadas. Consta que houve quem se tivesse dispersado. Uma pequena distracção era fatal. Para não voltar a acontecer, houve que parar algumas vezes para esperar que o grupo estivesse novamente unido.
Ainda bem que levei bastão! Assim não caí de costas na lama. Sempre que escorregava (e não foram poucas as vezes) sempre tinha onde me apoiar.
Para o fim o percurso começou a endurecer um pouco mas à nossa espera havia castanhas assadas e jeropiga. A tarde seria de grande animação.
Saturday, November 10, 2012
“No Ver Está A Diferença” (impressões pessoais)
Ver também “Duas pequenas histórias envolvendo deficientes visuais e pessoas aparentemente normais”
Vendo este livro à venda no estabelecimento onde trabalho, logo me apressei a comprá-lo e a lê-lo, apesar das toneladas de livros que tenho para ler.
O nome do seu autor diz-me alguma coisa mas, neste mundo da deficiência visual, conhece-se sempre imensa gente, outros apenas me conhecem a mim devido ao Desporto e de outros simplesmente já não me lembro.
Dou os parabéns a Henrique Portugal por ter abordado a temática da deficiência visual de uma forma leve, mantendo uma atitude pedagógico e dando ao mesmo tempo a conhecer a problemática da deficiência visual a quem não vive nesse mundo.
Esta obra está simplesmente maravilhosa. Não há mais nada a dizer sobre ela. Está muito bem escrita, fácil de ler e de compreender, consegue captar o leitor, arrancar-lhe por vezes umas boas gargalhadas, interessá-lo até nos aspectos da nossa vida, do nosso quotidiano, dos nossos problemas.
Se cada deficiente visual começasse a narrar as suas peripécias quotidianas, teríamos certamente um compêndio enorme de histórias rocambolescas, cómicas, embaraçosas, engraçadas, emocionantes, hilariantes, épicas…basta sair-se para a rua e deparar com um mundo que não está feito à nossa medida. Há quem escreva um livro a narrar os episódios que vão surgindo e há quem como eu tenha um blog que inicialmente foi criado precisamente com o propósito de narrar o meu quotidiano, o que eu vivo, o que eu penso, como eu encarro o que me rodeia…Já aqui tenho narrado algumas das histórias que se passam na rua, especialmente nos autocarros que são uma fonte inesgotável de histórias hilariantes. O texto que coloquei acima é o exemplo mais gritante desses relatos.
As pessoas aqui em Coimbra, vendo um cego num autocarro que desce ou sobe os Combatentes, partem logo do princípio de que ele vai para a ACAPO. Mesmo que seja de noite, Domingo ou feriado. Tem sempre de ir para a ACAPO e ponto final.
Eu agora ando pouco de autocarro porque trabalho perto de onde estou a morar mas apanho o autocarro aos fins-de-semana para ir um pouco até ao Dolce Vita, especialmente. Outras vezes vou mesmo a pé. Depende das horas que são. Já me perguntaram várias vezes se eu queria sair na ACAPO. Respondo que vou para o Dolce Vita, que também sou filha de Deus. Se o comum dos mortais vai espairecer até ao centro comercial, eu também tenho esse direito. As pessoas desconhecem que a ACAPO ao Sábado normalmente está fechada, excepto quando há alguma actividade.
Foram colocadas duas paragens em frente à delegação da ACAPO em Coimbra mas eu raramente saio lá. Só lá saio quando vou com amigos meus na conversa e eles lá saem. É uma questão de não os deixar a falar sozinhos. Não custa nada segui-los. Agora devido aos compromissos profissionais estou muito pouco tempo com eles. Há que aproveitar cada momento. Já nem me lembro da última vez em que coloquei os pés na ACAPO, mesmo dentro das instalações. Talvez lá vá um dia destes quando for o magusto para me divertir um pouco.
Sendo amblíope congénita, ando ainda na rua sem problemas, apesar de ter só um décimo de visão apenas num olho. Enquanto que quem é cego total tem as mesmas necessidades ou praticamente as mesmas, na baixa visão não é bem assim. Talvez se houver mil e um amblíopes, haverá mil e uma formas de os abordar e de atender às suas necessidades. Mesmo ambíopes com a mesma patologia. É uma questão de hábito. Um dos comportamento mais comuns que se têm na presença de um amblíope é ampliarem-lhes as letras do que se lhes dá para ler. No meu caso, como tenho o campo visual muito apertado, não há necessidade de ampliar. Eu consigo ler letra normal, contando que não seja muito pequena, usando apenas auxiliares ópticos. Fomos desaconselhadas a usar documentos ampliados porque tal só nos ia limitar no nosso futuro. Tinham razão. Leio livros e revistas sem problemas e ler para mim é o maior dos prazeres que tenho.
No meu caso, habituei-me a fazer da cor um factor importante da minha vida. Isso talvez tenha a ver com a forma como fui estimulada ainda em tenra idade. As minhas referências na rua têm muito a ver com as cores. Como tenho problemas também com a lateralidade, se me derem indicações “para a esquerda” ou “para a direita” baralham-me um pouco. Se me disserem que eu devo cortar onde vir uma casa branca, uma casa amarela, uma casa com um toldo azul e por aí fora, assim eu já me oriento. Eu também devo baralhar um pouco as pessoas que me pedem indicações, fornecendo-lhas da mesma forma que eu as compreendo. Se acaso eu disser que deve seguir para a esquerda ou para a direita, o mais certo é eu estar-lhes a dar as indicações ao contrário porque a minha noção de esquerda e direita é muito estranha e isso não tem nada a ver com a deficiência visual, tem a ver com o facto mesmo de ser canhota. As pessoas apanham-se com as referências que eu lhes dou e muitas vezes ouço algo como isto:
- “Nem sabia que existia ali uma casa verde.”
Outra coisa que faz um pouco de confusão (tenho amigos cegos com o mesmo problema) é estarmos tão rotinados a fazer um dado percurso e, se vamos com alguém de carro e nos deixa a escassos centímetros até de onde queremos ir ou do local que conhecemos, ficamos baralhados. No meu caso, tenho muitas vezes de voltar para trás e refazer o caminho. Fico algo confusa mesmo. Por essa razão, quando alguém me dá boleia até casa, peço para parar ao pé das paragens do autocarro ou parar onde há um contentor do lixo (mesmo em frente à minha porta). Se param algures ali a meio, eu tenho mesmo de andar para trás até junto das paragens dos autocarros para me orientar.
Nas paragens dos autocarros e afins é que surgem as maiores confusões. As pessoas ficam um pouco confusas quando eu estou na paragem, digo que vem lá um autocarro quando ele ainda vem do outro lado da rua e depois pergunto o número dele. Elas ficam assim com cara sei lá de quê mas isso é fácil de explicar. Os autocarros são amarelos, normalmente, e dá para eu os ver bem mas alguns têm os números pequenos. Há autocarros como o sete, o vinte e nove, o onze e outros com os números grandes e luminosos. Esses dão para ver bem mas um dez, por exemplo, já não dá para ver muito bem. Fui um dia a uma feira de ajudas técnicas no Porto e experimentei uns telescópios que me davam jeito para esse fim. Mandei vir um e é com isso que eu por vezes vejo os números dos autocarros, mas quando está sol e bate nas placas onde estão os números, já tenho de perguntar os números de todos.
Estou na paragem com mais amigos meus. Sô eu é que vejo. Anuncio-lhes que vem um autocarro, por sorte vejo que é um sete, um onze ou um vinte e quatro. As pessoas ficam embasbacadas. Olham-me como se eu fosse de outro planeta. Isto acontece, na minha opinião, porque ainda há quem pense que existem cegos a cem por cento e pessoas com visão a cem por cento. Desconhecem que há pessoas com baixa visão. Basta a pessoa ver alguma coisa para já ver bem.
A história mais cómica que me aconteceu num autocarro? Não sei se já contei isto no meu blog mas penso que na altura o meu blog andava um pouco em baixo. Como o comum dos mortais, o deficiente visual também tem o direito de festejar o Carnaval. Tinha comprado uma máscara mesmo muito feia que vi em Anadia . Como havia a festa de Carnaval na ACAPO, resolvi utilizá-la. Com uns adereços simples que já tinha em casa, faria uma vestimenta para me apresentar a concurso. Tinha tudo, menos um pau. Achava que um pau ficava ali bem. Se fosse o cabo de uma vassoura, melhor ainda. Nessa altura estava desempregada e estava em casa. Fui para Coimbra na véspera da festa, dormiria por lá e festejaria o Carnaval conforme aconteceu. Claro que fui para a ACAPO no autocarro e saí na paragem antes da ACAPO (nem sei se na altura já lá existiam as paragens em frente da delegação). O cabo da vassoira ia na mão, não havia nada onde ele pudesse caber. Dirigi-me para a porta de saída do autocarro. Foi então que ouvi os comentários de duas passageiras uma para a outra:
Passageira 1:- “Ai, faz-me tanta impressão como esta gente consegue andar assim na rua!”
Passageira 2:- “Olhe, estamos quase na Quaresma. É altura de pedir a Deus por eles. Reze!”
Elas pensavam que o pau que trazia era uma bengala branca. Tenho duas até mas só as uso quando vou para fora e quando não conheço os sítios. Em Coimbra não é necessário. Resumindo e concluindo, estive quase todo o dia a rir daquele episódio.
No trabalho, na escola e noutras situações, eu noto que as pessoas reagem de duas maneiras. A mais usada é a de pura e simplesmente nos cortarem as bases à partida. Infelizmente foi assim que se gorou o meu grande sonho de fazer rádio. Mais frustrada me sentia quando chegava lá qualquer pessoa e, ao fim de dois ou três dias, já trabalhava lá dentro no estúdio. Eu ficava ali a empatar à espera de uma oportunidade que nunca surgia. Mais tarde, quando essa oportunidade surgiu, o Destino impediu pura e simplesmente que eu prosseguisse. Estava a ter sucesso. Tinham-me dado a tão desejada oportunidade, estava feliz, apesar da época conturbada que vivia com o agravar do glaucoma. Foi esse agravar da doença que me empurrou dali para fora. Ainda hoje sinto tristeza quando me lembro de me terem implorado ali que ficasse mas não podia fazer nada. Tinha de me ir embora porque adivinhei de antemão o calvário que se seguiu com as operações aos olhos e tudo o que a elas estava associado.
Estive a fazer o estágio do meu curso numa rádio onde, para mal dos meus pecados, estava uma senhora que tem um certo rancor a deficientes, sejam eles físicos ou mentais. Eu via isso porque na altura também trabalhava lá um senhor deficiente motor e ela simplesmente o tratava igual a lixo. No início até tive ali algumas oportunidades mas ela terá começado a ver que eu era melhor do que ela e resolveu cortar-me as pernas antes que eu fosse uma ameaça. Começou também a tratar-me quase como tratava o colega. Estava mortinha por me vir dali embora e nunca mais lhe olhar para a cara. Certa tarde, como ela me proibiu de ir lá para dentro do estúdio, fiquei cá fora à entrada. Não tendo o que fazer, observava o andamento dela a gravar um programa que iria para o ar de madrugada. Uma hora para gravar meia dúzia de takes!!!! Vi ali colegas a gravarem-nos em cinco minutos. Depois ainda praguejava contra o computador. Um belo de um espectáculo! Um espectáculo mesmo triste! Até me estava a meter impressão. Para essa criatura, o computador era um bicho complicado mesmo. A Delegação da ACAPO de Águeda teve conhecimento de que essa desprezível personagem apanhou lá para divulgação um folheto com actividades da delegação, rasgou-o em mil pedacinhos e colocou no lixo. Eu ainda perguntei aos meus colegas se lhe queriam fazer uma espera à porta da rádio para ajustar contas. Eu ainda sabia o caminho para lá. Era por de mais humilhante para uma pessoa assim comer uma sova de meia dúzia de cegos. Isso é que era!
Depois mudei de ramo profissional e senti que, ao simplesmente fazer bem o meu trabalho, estava a frustrar as expectativas niveladas por baixo que tinham a meu respeito pela deficiência. Ao verem que eu executava as tarefas tão bem como elas, viam em mim talvez uma ameaça. Depois, qualquer errinho, qualquer inaptidão para fazer outras coisas (cortar, por exemplo) era o pretexto para exprimirem os seus sentimentos.
Eu até compreendo tais sentimentos e tais atitudes. Deve ser frustrante ver uma pessoa com uma deficiência fazer as coisas tão bem ou melhor do que elas. No caso da senhora da rádio, eu era muito melhor do que ela. Seguramente. Demoraria mais de cinco minutos a gravar um take mas não estava ali uma eternidade como ela. Das duas uma, ou não nos deixam trabalhar à partida, ou deixam-nos trabalhar e depois começam a ficar melindradas por gorarmos e desmistificarmos os seus preconceitos e essa frustração acaba por ser despejada contra nós.
Hoje por acaso trabalho num local sossegado onde ninguém me observa a trabalhar e não ficam ali pasmados a olhar para mim como acontecia dantes. Como isso era horrível! Trabalho à minha maneira, ao meu ritmo e…consigo competir com as minhas colegas que desempenham as mesmas funções que eu. Foi-me dada essa oportunidade, tive de me adaptar, não foi fácil nos primeiros tempos mas, depois de ter tudo ao meu jeito, faço sempre o meu melhor e tenho tido sucesso. Como trabalho à distância e não vejo as pessoas com quem trabalho, nem elas a mim, ainda há muita gente que desconhece que eu tenho apenas um décimo de visão num olho. Outras, quando há a oportunidade de estarem comigo frente a frente, ficam simplesmente embasbacadas. Pela minha parte só tenho de sentir orgulho e me sentir feliz por não se notar a diferença entre o meu trabalho e o de outra colega sem problemas. Isto é sinal de que todos os meus sacrifícios não estão a ser em vão e é um impulso para eu continuar.
E assim é a vida de cada um de nós que nasceu diferente ou a vida cavou as diferenças. Às pessoas que ficam impressionadas e questionam como nós vivemos, sempre digo que vivemos como toda a gente, simplesmente vivemos naquilo a que eu chamo o mundo-cão das deficiências, o mundo tão incompreendido e tão desvalorizado neste nosso Portugal, o mundo que está longe de ser feto à nossa medida, o mundo onde todos os dias temos de lutar pela sobrevivência.
Friday, November 09, 2012
A vitória fugiu por pouco
Quando já se pensava que era desta que o Sporting iria regressar aos triunfos, eis que os belgas doi Genk empatam o jogo a escassos minutos do fim. O Sporting conseguiu mais um de muitos empates que já leva esta época e vê comprometida a permanência na Liga Europa.
Vamos ao jogo, que mostrou um Sporting algo confuso, ainda a assimilar as ideias impostas pelo novo treinador, curiosamente, o antigo treinador do adversário do Sporting na noite de ontem.
O Genk começa por rematar por intermédio do Jogador Número Dezanove mas o remate vai por cima.
Viola vê já o primeiro cartão amarelo do jogo por falta dura sobre o Jogador Número Dezanove do Genk.
Rui Patrício faz uma primeira defesa. A remate de quem? Do Jogador Número Dezanove do Genk. Já repararam que, até ao momento, ele aparece em todos os lances aqui reportados. É incrível!
Nuno Luz da SIC sobre um árbitro auxiliar que estava a provocar forte irritação a muita gente:
- “…de vez em quando levanta o pau, outras vezes nem por isso.”
Sai um cartão amarelo para um jogador da equipa belga e é livre perigoso em zona frontal para o Sporting que não criou perigo algum.
Num curto espaço de tempo, Capel tira dois cartões amarelos aos adversários. Agora foi o Jogador Número Dezasseis a ver o cartão.
Agora também foi Schaars a ver o cartão amarelo por entrada dura sobre um adversário que rebola no relvado com grande intensidade, sinal que a entrada magoou mesmo.
Pensei que Dani Fernandez ia também ver o cartão amarelo por falta sobre Capel mas o jogador espanhol do Genk não viu qualquer cartão, apesar do grito lancinante do espanhol do Sporting que poderia ter sugestionado o árbitro a exibir mais este cartão.
Agora é Insua a ver amarelo. Fez uma falta e ainda protestou. Por este andar, o jogo não acabará com onze jogadores para cada lado.
Já se ouvem assobios em Alvalade porque o sporting troca a bola sem progredir no terreno. Chega o intervalo e o Sporting tem de fazer mais na segunda parte para vencer este encontro.
Já estamos na segunda parte e Van Wolfswinkel falha um golo quase certo.
De livre, Insua remata por cima.
Sai agora um remate perigoso de Elias que o guarda-redes defende para canto.
Schaars vê agora o segundo cartão amarelo…por falta sobre o Jogador Número Dezanove do Genk. Sempre ele! Estava bom de ver que este jogo não iria acabar com onze jogadores para cada lado, dada a quantidade de cartões que este árbitro sueco retira do bolso. Acertei.
Mais um remate…do Jogador Número Dezanove do Genk. Sempre ele! É o Capel lá do sítio. Saca cartões para os adversários, remata, tira cruzamentos perigosos, aparece em todo o lado do campo…
Rui Patrício agora sai a punhos e evita o golo do Genk. Na resposta, Van Wolfswinkel faz o golo do Sporting. Alvalade explode mas o avançado holandês não festeja o golo. É estranho. Talvez por os adeptos o crucificarem por falhar tanto e o culparem, de certa forma, pelos mais resultados. Mas que pode ele fazer também? Está ali plantado na área sozinho.
O avançado do Genk, Jelle Vossen cria perigo agora.
Rui Patrício volta a negar o golo aos belgas.
Sai um remate muito perigoso agora do Jogador Número Dez do Genk.
Rui Patrício defende agora um remate cruzado que ia bem tenso e era muito perigoso.
Alvalade gela agora. O Jogador Número Catorze do Genk faz o golo do empate a poucos minutos de terminar o jogo…a cruzamento do Jogador Número Dezanove. Sempre ele! O mesmíssimo jogador há pouco caíra na área num lance com Cedric que deixou muitas dívidas…ou não deixou nenhumas. Foi mesmo carregado e o árbitro não assinalou a grande penalidade. Que sorte para o Sporting! Refira-se que o jogador que marcou o golo se chama Plet e é holandês. Os dois golos foram holandeses neste jogo.
Ainda hã tempo para um derradeiro cartão amarelo exibido ao Jogador Número Nove do Genk, ao Vossen, por estar em fora de jogo e ter prosseguido com o lance depois de o árbitro apitar.
É mais um jogo que o Sporting passa sem vencer. As contas ficam muito complicadas agora.
Refira-se que o Marítimo também está praticamente arredado da Liga Europa. Perdeu em França com o Bordéus por 1-0. Surpreendente foi o resultado da Briosa com o Atlético de Madrid. Houve festa aqui em Coimbra e todos nós sentimos orgulho de sermos adeptos deste clube. Ganhámos por 2-0 ao detentor do troféu. Não é para todos. Apesar de a equipa espanhola ter deixado alguns jogadores de fora, jogou com outros com outro grau de notoriedade que os jogadores da Académica ainda não têm. Refira-se que os dois golos foram ambos apontados por Wilson Eduardo.
Vamos ao jogo, que mostrou um Sporting algo confuso, ainda a assimilar as ideias impostas pelo novo treinador, curiosamente, o antigo treinador do adversário do Sporting na noite de ontem.
O Genk começa por rematar por intermédio do Jogador Número Dezanove mas o remate vai por cima.
Viola vê já o primeiro cartão amarelo do jogo por falta dura sobre o Jogador Número Dezanove do Genk.
Rui Patrício faz uma primeira defesa. A remate de quem? Do Jogador Número Dezanove do Genk. Já repararam que, até ao momento, ele aparece em todos os lances aqui reportados. É incrível!
Nuno Luz da SIC sobre um árbitro auxiliar que estava a provocar forte irritação a muita gente:
- “…de vez em quando levanta o pau, outras vezes nem por isso.”
Sai um cartão amarelo para um jogador da equipa belga e é livre perigoso em zona frontal para o Sporting que não criou perigo algum.
Num curto espaço de tempo, Capel tira dois cartões amarelos aos adversários. Agora foi o Jogador Número Dezasseis a ver o cartão.
Agora também foi Schaars a ver o cartão amarelo por entrada dura sobre um adversário que rebola no relvado com grande intensidade, sinal que a entrada magoou mesmo.
Pensei que Dani Fernandez ia também ver o cartão amarelo por falta sobre Capel mas o jogador espanhol do Genk não viu qualquer cartão, apesar do grito lancinante do espanhol do Sporting que poderia ter sugestionado o árbitro a exibir mais este cartão.
Agora é Insua a ver amarelo. Fez uma falta e ainda protestou. Por este andar, o jogo não acabará com onze jogadores para cada lado.
Já se ouvem assobios em Alvalade porque o sporting troca a bola sem progredir no terreno. Chega o intervalo e o Sporting tem de fazer mais na segunda parte para vencer este encontro.
Já estamos na segunda parte e Van Wolfswinkel falha um golo quase certo.
De livre, Insua remata por cima.
Sai agora um remate perigoso de Elias que o guarda-redes defende para canto.
Schaars vê agora o segundo cartão amarelo…por falta sobre o Jogador Número Dezanove do Genk. Sempre ele! Estava bom de ver que este jogo não iria acabar com onze jogadores para cada lado, dada a quantidade de cartões que este árbitro sueco retira do bolso. Acertei.
Mais um remate…do Jogador Número Dezanove do Genk. Sempre ele! É o Capel lá do sítio. Saca cartões para os adversários, remata, tira cruzamentos perigosos, aparece em todo o lado do campo…
Rui Patrício agora sai a punhos e evita o golo do Genk. Na resposta, Van Wolfswinkel faz o golo do Sporting. Alvalade explode mas o avançado holandês não festeja o golo. É estranho. Talvez por os adeptos o crucificarem por falhar tanto e o culparem, de certa forma, pelos mais resultados. Mas que pode ele fazer também? Está ali plantado na área sozinho.
O avançado do Genk, Jelle Vossen cria perigo agora.
Rui Patrício volta a negar o golo aos belgas.
Sai um remate muito perigoso agora do Jogador Número Dez do Genk.
Rui Patrício defende agora um remate cruzado que ia bem tenso e era muito perigoso.
Alvalade gela agora. O Jogador Número Catorze do Genk faz o golo do empate a poucos minutos de terminar o jogo…a cruzamento do Jogador Número Dezanove. Sempre ele! O mesmíssimo jogador há pouco caíra na área num lance com Cedric que deixou muitas dívidas…ou não deixou nenhumas. Foi mesmo carregado e o árbitro não assinalou a grande penalidade. Que sorte para o Sporting! Refira-se que o jogador que marcou o golo se chama Plet e é holandês. Os dois golos foram holandeses neste jogo.
Ainda hã tempo para um derradeiro cartão amarelo exibido ao Jogador Número Nove do Genk, ao Vossen, por estar em fora de jogo e ter prosseguido com o lance depois de o árbitro apitar.
É mais um jogo que o Sporting passa sem vencer. As contas ficam muito complicadas agora.
Refira-se que o Marítimo também está praticamente arredado da Liga Europa. Perdeu em França com o Bordéus por 1-0. Surpreendente foi o resultado da Briosa com o Atlético de Madrid. Houve festa aqui em Coimbra e todos nós sentimos orgulho de sermos adeptos deste clube. Ganhámos por 2-0 ao detentor do troféu. Não é para todos. Apesar de a equipa espanhola ter deixado alguns jogadores de fora, jogou com outros com outro grau de notoriedade que os jogadores da Académica ainda não têm. Refira-se que os dois golos foram ambos apontados por Wilson Eduardo.
Thursday, November 08, 2012
Objectivo conseguido
O meio-fundista Humberto Verde conquistou ontem a medalha de bronze nos 1500 metros nos Europeus de juniores do Maxithlon que decorreram em Itália.
Com o tempo de 4.25.92, o nosso atleta conquista assim o seu objectivo de chegar à medalha. O quarto tempo com que partia para esta prova fazia-o sonhar com esse desiderato. Esta prova foi ganha pelo sérvio Milivoje Trivic com 4.18.89.
Esta medalha de bronze viria a dar um novo alento ao nosso atleta para encarar os 800 metros onde conseguiu um décimo lugar com 2.16.76 que é a sua melhor marca da época. Nesta prova esteve igualmente presente Óscar Aleixo que não foi além de um penúltimo lugar com 2.19.70, sô atrás ficou o espanhol Didac Tello. O primeiro classificado desta prova foi outro espanhol- Juan Manuel Baraja que havia sido prata nos 1500 metros.
Com o tempo de 4.25.92, o nosso atleta conquista assim o seu objectivo de chegar à medalha. O quarto tempo com que partia para esta prova fazia-o sonhar com esse desiderato. Esta prova foi ganha pelo sérvio Milivoje Trivic com 4.18.89.
Esta medalha de bronze viria a dar um novo alento ao nosso atleta para encarar os 800 metros onde conseguiu um décimo lugar com 2.16.76 que é a sua melhor marca da época. Nesta prova esteve igualmente presente Óscar Aleixo que não foi além de um penúltimo lugar com 2.19.70, sô atrás ficou o espanhol Didac Tello. O primeiro classificado desta prova foi outro espanhol- Juan Manuel Baraja que havia sido prata nos 1500 metros.
Noutra dimensão
Acordei confusa e intrigada por volta das três da madrugada. Pensava que já havia dormido muito mas ainda a noite ia a meio.
Estava algo intrigada com o sonho que tinha tido e que já não era a primeira vez que tinha um sonho semelhante. Não sei o que estes sonhos querem dizer. Eles distam décadas até entre si mas deixam um rasto de confusão e intriga.
Depois de ter sonhado com uma rua movimentada e com pessoas amigas e conhecidas, sonhei que estava num local muito pacífico onde se ouvia música agradável. Não conhecia ninguém que ali estava. Tudo era estranho ali mas não conseguia perceber o que causava tal estranheza.
Foi então que tive conhecimento de que todos ali tinham já morrido, inclusive eu. Fiquei admirada. Não me lembrava de haver partido para outra dimensão. Ora uma destas!
Havia álbuns digitais afixados, alguns com imagens de festas, outros de flores e restantes elementos da Natureza…e havia um cuja imagem de capa mostrava-me a mim sentada em cima de um muro alto. Envergava uns corsários e uma t-shirt amarela. Trazia um saco ao regaço. Apontando para essa foto, alguém que não conhecia disse-me que eu havia morrido porque caí para trás enquanto estava sentada nesse muro. A surpresa da minha parte foi grande.
Estava calma ali ao som daquela música agradável. Todos estávamos em paz e confraternizávamos sem os problemas da vida terrena, por assim dizer.
Na segunda parte da noite, sonhei que procurava roupa para ir a uma festa qualquer ou para sair pura e simplesmente.
Sonhei que tinha um carro vermelho que me tinham dado mas não tinha carta para o conduzir. Precisava de o tirar de uma zona difícil. Para piorar ainda mais as coisas, o carro transformou-se em moto. Ainda era mais complicado de conduzir.
O despertador tocou quando me tentava equilibrar em cima do veículo de duas rodas que inicialmente era de quatro.
Estava algo intrigada com o sonho que tinha tido e que já não era a primeira vez que tinha um sonho semelhante. Não sei o que estes sonhos querem dizer. Eles distam décadas até entre si mas deixam um rasto de confusão e intriga.
Depois de ter sonhado com uma rua movimentada e com pessoas amigas e conhecidas, sonhei que estava num local muito pacífico onde se ouvia música agradável. Não conhecia ninguém que ali estava. Tudo era estranho ali mas não conseguia perceber o que causava tal estranheza.
Foi então que tive conhecimento de que todos ali tinham já morrido, inclusive eu. Fiquei admirada. Não me lembrava de haver partido para outra dimensão. Ora uma destas!
Havia álbuns digitais afixados, alguns com imagens de festas, outros de flores e restantes elementos da Natureza…e havia um cuja imagem de capa mostrava-me a mim sentada em cima de um muro alto. Envergava uns corsários e uma t-shirt amarela. Trazia um saco ao regaço. Apontando para essa foto, alguém que não conhecia disse-me que eu havia morrido porque caí para trás enquanto estava sentada nesse muro. A surpresa da minha parte foi grande.
Estava calma ali ao som daquela música agradável. Todos estávamos em paz e confraternizávamos sem os problemas da vida terrena, por assim dizer.
Na segunda parte da noite, sonhei que procurava roupa para ir a uma festa qualquer ou para sair pura e simplesmente.
Sonhei que tinha um carro vermelho que me tinham dado mas não tinha carta para o conduzir. Precisava de o tirar de uma zona difícil. Para piorar ainda mais as coisas, o carro transformou-se em moto. Ainda era mais complicado de conduzir.
O despertador tocou quando me tentava equilibrar em cima do veículo de duas rodas que inicialmente era de quatro.
Wednesday, November 07, 2012
Empate chegou para o apuramento
O Porto empatou em Kiev a zero com o Dínamo local e segue em frente na Liga dos Campeões juntamente com o Paris Saint Germain.
Como habitualmente, passo a transcrever para aqui os meus apontamentos desta partida.
O Dínamo de Kiev cria perigo. O Porto vai-se ver e desejar neste jogo. Estou mesmo a ver.
E o caceteiro Jogador Número Vinte E Três do Porto, a quem agora chamam Ba, e que deixou muita vez a Briosa reduzida a dez unidades na época passada, espalha já o seu charme sobre Gusev. O árbitro avisa-o.
Varela encara este jogo com umas cuecas brancas vestidas. Vi agora quando ele se rebolava no chão depois de um lance mais duro com um adversário.
Sai o primeiro cartão amarelo para Vukojevic por falta sobre James. Na minha opinião, também ficou por mostrar há pouco um cartão amarelo a Danilo por travar o Jogador Número Dez do Dínamo de Kiev que saía perigosamente em contra-ataque.
O Porto está-se a movimentar bem no ataque. Com isso confunde as marcações dos adversários.
Apesar de aparentemente ter sido empurrado, Jackson Martinez ainda cria perigo.
Milevski vê o cartão amarelo por falta sobre o argentino Otamendi. O intervalo chega com um nulo a verificar-se no marcador.
No início já da segunda parte, Varela falha uma clamorosa oportunidade de golo.
O Dínamo de Kiev responde e Helton tem de se aplicar perante o Jogador Número Nove.
Haruna é agora completamente ceifado pelo sempre impetuoso Jogador Número Vinte E Três do Porto que passou a ser conhecido apenas e só por Ba a partir de hoje. Cheira-me que o central tripeiro não descansa enquanto não rebentar com um tornozelo de um adversário.
Parece-me que o Porto agora se está a ver mais em apuros. Aqueles dois jogadores nigerianos que entraram para o ataque do Dínamo de Kiev estão a animar isto. Entretanto Helton tem de se aplicar mais uma vez.
Lucho remata de longe mas o remate sai ao lado.
Defour agora está lesionado. Mais uma lesão a juntar às que o Porto sofreu no jogo contra o Marítimo na passada sexta-feira? O jogador belga vai mesmo sair e entra Castro para o seu lugar.
Rodeado por adversários, Lucho ainda remata ao lado.
Entra agora um streaker em campo quando o Dínamo de Kiev atacava com perigo. O jogo está quase no fim.
O empate a zero com que terminou este jogo acabou por ser justo pelo que as duas equipas fizeram em campo. Para o Porto foi quanto bastou para seguir em frente na Liga dos Campeões. Aparentemente, o Dínamo de Kiev transitará para a Liga Europa.
Como habitualmente, passo a transcrever para aqui os meus apontamentos desta partida.
O Dínamo de Kiev cria perigo. O Porto vai-se ver e desejar neste jogo. Estou mesmo a ver.
E o caceteiro Jogador Número Vinte E Três do Porto, a quem agora chamam Ba, e que deixou muita vez a Briosa reduzida a dez unidades na época passada, espalha já o seu charme sobre Gusev. O árbitro avisa-o.
Varela encara este jogo com umas cuecas brancas vestidas. Vi agora quando ele se rebolava no chão depois de um lance mais duro com um adversário.
Sai o primeiro cartão amarelo para Vukojevic por falta sobre James. Na minha opinião, também ficou por mostrar há pouco um cartão amarelo a Danilo por travar o Jogador Número Dez do Dínamo de Kiev que saía perigosamente em contra-ataque.
O Porto está-se a movimentar bem no ataque. Com isso confunde as marcações dos adversários.
Apesar de aparentemente ter sido empurrado, Jackson Martinez ainda cria perigo.
Milevski vê o cartão amarelo por falta sobre o argentino Otamendi. O intervalo chega com um nulo a verificar-se no marcador.
No início já da segunda parte, Varela falha uma clamorosa oportunidade de golo.
O Dínamo de Kiev responde e Helton tem de se aplicar perante o Jogador Número Nove.
Haruna é agora completamente ceifado pelo sempre impetuoso Jogador Número Vinte E Três do Porto que passou a ser conhecido apenas e só por Ba a partir de hoje. Cheira-me que o central tripeiro não descansa enquanto não rebentar com um tornozelo de um adversário.
Parece-me que o Porto agora se está a ver mais em apuros. Aqueles dois jogadores nigerianos que entraram para o ataque do Dínamo de Kiev estão a animar isto. Entretanto Helton tem de se aplicar mais uma vez.
Lucho remata de longe mas o remate sai ao lado.
Defour agora está lesionado. Mais uma lesão a juntar às que o Porto sofreu no jogo contra o Marítimo na passada sexta-feira? O jogador belga vai mesmo sair e entra Castro para o seu lugar.
Rodeado por adversários, Lucho ainda remata ao lado.
Entra agora um streaker em campo quando o Dínamo de Kiev atacava com perigo. O jogo está quase no fim.
O empate a zero com que terminou este jogo acabou por ser justo pelo que as duas equipas fizeram em campo. Para o Porto foi quanto bastou para seguir em frente na Liga dos Campeões. Aparentemente, o Dínamo de Kiev transitará para a Liga Europa.
Tuesday, November 06, 2012
“As Ligações Perigosas” (impressões pessoais)
Chega ao fim a leitura de um clássico da literatura mundial, três vezes adaptado ao cinema, se bem que eu não encontre nenhum dos filmes para ver como conseguiram adaptar esta obra tão originalmente escrita para o grande ecrã.
Tratando-se aparentemente de um romance erótico, claro que o seu autor tinha de ser francês. Alias, isto até pode ser um preconceito meu mas eu associo muito a França ao erotismo, ao romantismo, à sedução, à voluptuosidade, à tentação…
Para romance erótico, esta obra deixa um pouco a desejar. Poderá ter realmente provocado escândalo mas tal se deveu ao facto de partir de factos reais de pessoas altamente influentes na alta sociedade parisiense. As cartas existem mesmo e as pessoas também existiram e eram muito respeitadas na época, isto é, antes da Revolução Francesa.
As pessoas pertencentes à alta sociedade tinham de possuir virtudes e não se comportarem como meros mortais. Pelos vistos, ainda se portavam pior que meros mortais, especialmente a Marquesa e o Visconde que são os personagens mais importantes desta história.
Só no final do livro (lendo as notas) é que eu percebi por que razão os dois personagens se queriam vingar de Gercourt. Simplesmente ele trocou a Marquesa pela amante do Visconde. Tendo sido ambos traídos, uniram-se para se vingarem dele, usando meios pouco convencionais e sacrificando aquilo que na época era muito importante- a honra da jovem que estava prometida em casamento a Gercourt. Ambos quiseram fazer dela uma devassa aos olhos dos usos e costumes da época.
Nota-se bem aqui que, felizmente, a sociedade evoluiu. Eu seria incapaz de viver naquele tempo em que não havia liberdade nenhuma. Havia que sacrificar sentimentos, gostos pessoais, e a própria felicidade sempre com medo de parecer bem ou mal à sociedade. Hoje em dia ainda se vive assim, especialmente no meio rural, mas não se nota tanto como naquela época. Muito desgraçadas eram as pessoas, apesar do dinheiro que pudessem ter!
Voltando aos nossos personagens, é incrível o trabalho rasteiro a que ambos se prestam apenas e só para irem para a cama com o homem ou a mulher que querem. Muito complicado e o Ser Humano! Segundo dizem as Escrituras, tudo começou quando Eva deu a comer a Adão a maçã. Se a culpa não fosse de quem já não está entre nós para se defender, hoje não haveria tanto escândalo, tanta intriga, tanto rodeio, apenas e só por algo que é dado ao Homem pela Mãe Natureza, tal como deu aos restantes seres vivos.
Hoje em dia, escândalos rebentam todos os dias nos jornais, carreiras auspiciosas se destroem, pessoas caem no desespero. Porquê? Porque essas pessoas apenas se limitaram a seguir os seus instintos animais.
Atribuo nota positiva a esta obra. A ideia que o autor teve em reunir todas aquelas cartas e lhes dar um seguimento lógico de forma a constituírem uma história é de louvar. Como romance erótico propriamente dito, fica muito aquém mas sempre tem o interesse de se tratar de um romance de época.
De seguida vou ler um pequeno livro que diz muito aos deficientes visuais e que promete uma reflexão mais aprofundada da minha parte.
Velhotes fogosos na excursão
Conta-se por aí que um casal bem idoso foi certo dia a uma excursão para um local distante onde ninguém os conhecia de lado nenhum.
O seu anormalmente tórrido romance fazia furor na vizinhança e era visível o ar de troça que toda a gene fazia sempre que com eles se cruzava na rua.
Os pombinhos foram então à excursão com um numeroso grupo de pessoas das aldeias vizinhas que já sabiam do romance. Houve uma ocasião em que se deixou de ver o casalinho maravilha mas ninguém ligou ao facto. Era tão intenso o seu amor…
Eis que uma senhora teve necessidade de ir a uma casa de banho. Estava algo aflita. Disseram-lhe onde ficava uma casa de banho mas também disseram que alguém tinha entrado lá para dentro e que se estava a demorar. Como a necessidade era urgente, a boa da senhora entrou.
O que foi encontrar? O casal protagonista desta história a dar lagas ao amor intenso que lhes aviva a chama de corpos já gastos pelo passar dos anos. Correndo, a senhora saiu dali com ar escandalizado. Depressa perdeu a vontade de se aliviar.
Agora o gozo e a troça para com estes dois senhores que já tinham idade para terem juízo aumentou e de que maneira. Rapidamente se espalhou a novidade e já se fazem planos para não os deixarem em paz.
Friday, November 02, 2012
Atletas a caminho de Itália
Os meio-fundistas Óscar Aleixo e Humberto Verde preparam-se para rumarem até Itália para disputarem provas no Campeonato Europeu de Juniores do Maxithlon.
Óscar Aleixo conseguiu mínimos nos oitocentos metros com a marca de 2.17.05. Refira-se que o mesmo atleta ficou de fora por muito pouco de ter disputado os Mundiais na época passada.
A esses Mundiais foi Humberto Verde mas não conseguiu obter grandes resultados. Este ano espera até uma medalha nos 1500 metros, onde é um dos favoritos com o tempo de inscrição de 4.31.29. O atleta estará também presente nos oitocentos metros mas a sua marca não melhorou em relação à época passada por o atleta se estar a dedicar mais à distância mais longa.
Os Europeus decorrerão na próxima quarta-feira, 7 de Novembro. Veremos se haverá uma medalha mais para as nossas cores depois da prata conquistada por Irina Cláudio num Mundial de Juniores de há umas épocas atrás.
Óscar Aleixo conseguiu mínimos nos oitocentos metros com a marca de 2.17.05. Refira-se que o mesmo atleta ficou de fora por muito pouco de ter disputado os Mundiais na época passada.
A esses Mundiais foi Humberto Verde mas não conseguiu obter grandes resultados. Este ano espera até uma medalha nos 1500 metros, onde é um dos favoritos com o tempo de inscrição de 4.31.29. O atleta estará também presente nos oitocentos metros mas a sua marca não melhorou em relação à época passada por o atleta se estar a dedicar mais à distância mais longa.
Os Europeus decorrerão na próxima quarta-feira, 7 de Novembro. Veremos se haverá uma medalha mais para as nossas cores depois da prata conquistada por Irina Cláudio num Mundial de Juniores de há umas épocas atrás.
Véspera da partida
Dormi extremamente bem nesta noite, por isso só me recordo dos sonhos que tive imediatamente antes de acordar.
Era Verão no meu sonho. As idas à praia povoavam o quotidiano das pessoas que me eram mais próximas. Também era o Domingo da festa lá na aldeia e a véspera dos filhos do meu vizinho partirem juntamente com a mãe para o Luxemburgo.
Na televisão dava um programa de captação de novos talentos musicais e a seguir daria um outro programa que eu não quereria perder. Por essa razão, não iria ao arraial.
Os filhos do meu vizinho esperaram o regresso da avó que tinha ido até Mira na camioneta e estava prestes a chegar. Estava a anoitecer e nós preparávamos algo para todos comermos.
As gatas foram postas na rua. A noite já tinha caído completamente nessa altura mas estava luar. Dava para ver a rua perfeitamente. Teka havia saído pela porta da sala junto ao meu quarto. Ouvindo movimento, corri para recuperar a gata novamente para dentro mas ela já tinha atravessado a estrada na direcção da vinha.
Estava desesperada. Não poderia mandar parar um carro, caso ela resolvesse atravessar, porque estava do lado de dentro da eira e o pequeno portão estava fechado à chave. Ela atravessou e só não foi atropelada por mero acaso.
Veio uma sucessão de carros que me estava a meter nervos. Teka aguardava voltar a atravessar de novo na berma da estrada do lado da eira. Estiquei a mão pela grade e apanhei-a. Ela não queria vir para dentro mas teve que ser.
Estava toda a gente à mesa da sala a comer as sobras do almoço. Era intenso, o movimento na rua. A minha vizinha afirmou que tinha medo de ir para casa com todo este movimento.
À mesa falava-se da partida dos filhos do nosso vizinho para o Luxemburgo. Toda a gente ficou calada e pensativa pelo facto de estarmos longo tempo sem os ver. Anos, até. Quando regressassem, não iriam sequer falar Português e não conheceriam ninguém.
Enquanto conjecturava na vida dali em diante, mastigava lentamente uma sandes de leitão. O despertador tocou. Admirei-me de não me lembrar de ter acordado uma única vez durante toda a noite.
Era Verão no meu sonho. As idas à praia povoavam o quotidiano das pessoas que me eram mais próximas. Também era o Domingo da festa lá na aldeia e a véspera dos filhos do meu vizinho partirem juntamente com a mãe para o Luxemburgo.
Na televisão dava um programa de captação de novos talentos musicais e a seguir daria um outro programa que eu não quereria perder. Por essa razão, não iria ao arraial.
Os filhos do meu vizinho esperaram o regresso da avó que tinha ido até Mira na camioneta e estava prestes a chegar. Estava a anoitecer e nós preparávamos algo para todos comermos.
As gatas foram postas na rua. A noite já tinha caído completamente nessa altura mas estava luar. Dava para ver a rua perfeitamente. Teka havia saído pela porta da sala junto ao meu quarto. Ouvindo movimento, corri para recuperar a gata novamente para dentro mas ela já tinha atravessado a estrada na direcção da vinha.
Estava desesperada. Não poderia mandar parar um carro, caso ela resolvesse atravessar, porque estava do lado de dentro da eira e o pequeno portão estava fechado à chave. Ela atravessou e só não foi atropelada por mero acaso.
Veio uma sucessão de carros que me estava a meter nervos. Teka aguardava voltar a atravessar de novo na berma da estrada do lado da eira. Estiquei a mão pela grade e apanhei-a. Ela não queria vir para dentro mas teve que ser.
Estava toda a gente à mesa da sala a comer as sobras do almoço. Era intenso, o movimento na rua. A minha vizinha afirmou que tinha medo de ir para casa com todo este movimento.
À mesa falava-se da partida dos filhos do nosso vizinho para o Luxemburgo. Toda a gente ficou calada e pensativa pelo facto de estarmos longo tempo sem os ver. Anos, até. Quando regressassem, não iriam sequer falar Português e não conheceriam ninguém.
Enquanto conjecturava na vida dali em diante, mastigava lentamente uma sandes de leitão. O despertador tocou. Admirei-me de não me lembrar de ter acordado uma única vez durante toda a noite.
Wednesday, October 31, 2012
Futebol de doze
E siga a música! Norueguesa, com certeza, que por este andar, com as ideias peregrinas que lhes estão a assolar as suas mentes, como ficaram em último no Festival Eurovisão deste ano, os Noruegueses estarão a pedir à Eurovisão para em 2013 apresentarem duas músicas a concurso.
Então não é que os Noruegueses estão a ponderar uma situação em que uma equipa jogue com doze jogadores? Doze. Não estou a falar do árbitro que, com as suas decisões tendenciosas, por vezes mais parece um décimo segundo jogador de uma equipa. Estou mesmo a falar de doze jogadores da própria equipa. Estes Noruegueses enlouqueceram! É o frio que já lhes coalha a massa cinzenta.
Segundo esses iluminados da bola lá dos fiordes, sempre que uma equipa esteja a perder por mais de quatro golos, terá direito à entrada de um jogador suplementar. Espantoso! A equipa é tão fraca, já perde por muitos, onze daqueles não lhes chegam e ainda tem de entrar mais um igualzinho, ou, estando no banco de suplentes, ainda será pior do que os outros. A menos que esse jogador seja o Maradona ou o Pelé que, com a sua idade avançada, não deixariam de fazer a diferença com o seu talento inato e ainda mostravam a esses pés de chumbo como se trata com amor a redondinha.
Bem, presumo que o jogador suplementar seja avançado para tentar ao menos fazer superioridade numérica lá à frente. De outra forma, não se justificava a entrada de mais este jogador. A perder por mais de quatro já eles estavam, não se justificava entrar um defesa e muito menos um guarda-redes.
Provavelmente esta ideia não irá por diante, até porque levanta muitas questões pouco claras. Ao ser necessária a entrada de mais um jogador para fazer face à humilhante derrota, já se assume que a equipa não tem capacidade de lutar com armas iguais contra o seu adversário. E que pensarão os onze jogadores que estão em campo ao verem mais um para entrar? Pensam logo que são uns falhados, uns pés de chumbo, que estariam melhor na pesca ou na costura e não no relvado.
E as bocas que seriam dirigidas a essa equipa: “Vocês perderam por 0-8? A jogar com doze? Arrumem as botas e dediquem-se a qualquer coisa mais séria e não envergonhem mais os adeptos que estiveram ao frio a aplaudir o vosso fracasso.”
Bem, estamos a falar de nórdicos, que não são tão aproveitadores como os latinos em matéria de contornar as leis. Se isto se passasse cá no nosso Portugal, estaria agora a haver uma revolução e, se a ideia vingasse, não faltariam clubes que se deixassem perder para depois sacarem da sua arma secreta que estava no banco.
Se os Lusitanos um dia vissem a sua equipa do coração, fosse ela da Primeira Liga ou dos solteiros-casados lá da aldeia, a jogar com doze por a derrota já ser pesada, nem quero imaginar as bocas, sempre acompanhadas com um gole de tintol e umas cascas de tremoço arremessadas contra o banco do seu treinador.
Aguardam-se pois, novos desenvolvimentos desta incrível história que nos chega da terra do bacalhau. Para animar os meses frios que se avizinham.
Então não é que os Noruegueses estão a ponderar uma situação em que uma equipa jogue com doze jogadores? Doze. Não estou a falar do árbitro que, com as suas decisões tendenciosas, por vezes mais parece um décimo segundo jogador de uma equipa. Estou mesmo a falar de doze jogadores da própria equipa. Estes Noruegueses enlouqueceram! É o frio que já lhes coalha a massa cinzenta.
Segundo esses iluminados da bola lá dos fiordes, sempre que uma equipa esteja a perder por mais de quatro golos, terá direito à entrada de um jogador suplementar. Espantoso! A equipa é tão fraca, já perde por muitos, onze daqueles não lhes chegam e ainda tem de entrar mais um igualzinho, ou, estando no banco de suplentes, ainda será pior do que os outros. A menos que esse jogador seja o Maradona ou o Pelé que, com a sua idade avançada, não deixariam de fazer a diferença com o seu talento inato e ainda mostravam a esses pés de chumbo como se trata com amor a redondinha.
Bem, presumo que o jogador suplementar seja avançado para tentar ao menos fazer superioridade numérica lá à frente. De outra forma, não se justificava a entrada de mais este jogador. A perder por mais de quatro já eles estavam, não se justificava entrar um defesa e muito menos um guarda-redes.
Provavelmente esta ideia não irá por diante, até porque levanta muitas questões pouco claras. Ao ser necessária a entrada de mais um jogador para fazer face à humilhante derrota, já se assume que a equipa não tem capacidade de lutar com armas iguais contra o seu adversário. E que pensarão os onze jogadores que estão em campo ao verem mais um para entrar? Pensam logo que são uns falhados, uns pés de chumbo, que estariam melhor na pesca ou na costura e não no relvado.
E as bocas que seriam dirigidas a essa equipa: “Vocês perderam por 0-8? A jogar com doze? Arrumem as botas e dediquem-se a qualquer coisa mais séria e não envergonhem mais os adeptos que estiveram ao frio a aplaudir o vosso fracasso.”
Bem, estamos a falar de nórdicos, que não são tão aproveitadores como os latinos em matéria de contornar as leis. Se isto se passasse cá no nosso Portugal, estaria agora a haver uma revolução e, se a ideia vingasse, não faltariam clubes que se deixassem perder para depois sacarem da sua arma secreta que estava no banco.
Se os Lusitanos um dia vissem a sua equipa do coração, fosse ela da Primeira Liga ou dos solteiros-casados lá da aldeia, a jogar com doze por a derrota já ser pesada, nem quero imaginar as bocas, sempre acompanhadas com um gole de tintol e umas cascas de tremoço arremessadas contra o banco do seu treinador.
Aguardam-se pois, novos desenvolvimentos desta incrível história que nos chega da terra do bacalhau. Para animar os meses frios que se avizinham.
Tuesday, October 30, 2012
“Os Mares Do Sul” (impressões pessoais)
Para romance policial, este livro deixa um pouco a desejar pela ausência de suspense e de emoção. Faz-me lembrar um pouco um livro que li há tempos de um escritor português que contava a história de um líder de um bairro social que foi assassinado. Até os gostos requintados do detective eram semelhantes. Fraco mesmo para o género.
Esta obra do escritor espanhol Manuel Vazquez Montalbán foi escrita em 1979, numa altura em que a Espanha acabava de sair do regime ditatorial de Franco e vivia algumas convulsões politicas e ideológicas que estão excessivamente aqui presentes nesta obra e também a tornam um pouco enfadonha.
Na minha opinião, os escritores latinos são maus escritores de romances policiais. Pecam muito pelos rodeios descritivos e dão pouco movimento aos seus personagens no que a desvendar crimes diz respeito. No entanto, penso que em Espanha já se deu o salto qualitativo que ainda não se deu (ou se está a dar mais lentamente) em Portugal. Tenho lido obras muito recentes de escritores espanhóis e nada têm a ver com esta. Aliás, uma das obras de que mais gostei, é da autoria de um espanhol.
Não acertei no criminoso. Pensava que tinham sido os sócios da vítima a elimina-la mas foi tudo muito diferente.
A história acaba com os bandidos a vingarem-se matando a pequena cadela do detective, imagine-se. A outra morte que há num romance dito policial é a morte de um cão.
Apesar de ter achado que faltou um pouco do sal e da pimenta que caracterizam um romance policial digno desse nome, dou nota positiva a este livro. Vale apenas e só como um romance de época.
“Canção Da Manhã”- Rao Kyao (Música Com Memórias)
Quando pensei em escrever este texto, não me lembrava do título deste tema, e muito menos do nome da série de que ia falar e que povoa a minha memória.
Eu lembrava-me apenas e só desta série que passou na televisão, ainda andava eu na escola primária. Pelo que me lembro, alguém que se chamava Vasco andava por um sótão e apareceu-lhe o espírito de um velho que lhe indicou onde estava um anel.
A partir daí já não me recordo de mais nada, apenas da música. Vejo agora aqui que esta série foi escrita por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada -as mesmas escritoras que me puseram o bichinho da leitura alguns anos mais tarde.
Nessa altura tinha muito medo do escuro. Só deixei de ter medo de dormir num quarto escuro há uns seis ou sete anos. Até aí, se o quarto estivesse muito escuro ou a noite não tivesse lua, seria certamente uma noite mal dormida.
Numa noite algures perdida na minha infância, estava um luar esplendoroso, tal como se fosse de dia. Eu estava feliz por não estar escuro. Gostava imenso das noites de Lua. A certa altura, passou uma nuvem mais espessa e tapou a Lua. Arrepiei-me de medo porque, ao mesmo tempo, me lembrei da voz cavernosa do velho que apareceu no sótão.
Agora, que conto isto, não posso deixar de me rir. É que, nos dias de hoje, eu devoro tudo o que tenha a ver com o Além, com fantasmas, almas penadas, sobrenatural e afins. Sinto grande atracção e curiosidade por essas coisas. Na época a que remontam estes acontecimentos, a simples alusão a essas temáticas tirava-me o sono.
Monday, October 29, 2012
Caminhada fez-se na cama
O tempo frio, as mudanças de horário e tudo mais que me possa afectar física e psicologicamente já está a fazer das suas.
Na passada sexta-feira de manhã comecei a sentir a garganta a picar ligeiramente. No Sábado já picava um pouco mais mas pensei que ia estar operacional no Domingo para a caminhada.
Esperei para mudar o horário aos relógios e comecei a sentir-me pior. Além disso, já se faziam sentir alguns problemas digestivos que normalmente aparecem vindos do nada, fruto da ansiedade. Estas mudanças de horário dão cabo de mim.
Não consegui dormir. A garganta ardia-me de cada vez que respirava. Era complicado descansar assim. Como iria eu assim para a caminhada? Estaria frio, arrefeceria e ficaria pior ainda. Levantei-me e avisei que não iria devido ao facto de me encontrar engripada.
Passei o Domingo a descansar e a ouvir Futebol na cama. Agora vou trabalhar, apesar de ainda se fazerem sentir os sinais da ligeira mas incomodativa constipação. Há no entanto uma coisa boa- a cabeça já não me lateja tanto. Ontem nem a conseguia erguer, apesar de não ter febre.
Na passada sexta-feira de manhã comecei a sentir a garganta a picar ligeiramente. No Sábado já picava um pouco mais mas pensei que ia estar operacional no Domingo para a caminhada.
Esperei para mudar o horário aos relógios e comecei a sentir-me pior. Além disso, já se faziam sentir alguns problemas digestivos que normalmente aparecem vindos do nada, fruto da ansiedade. Estas mudanças de horário dão cabo de mim.
Não consegui dormir. A garganta ardia-me de cada vez que respirava. Era complicado descansar assim. Como iria eu assim para a caminhada? Estaria frio, arrefeceria e ficaria pior ainda. Levantei-me e avisei que não iria devido ao facto de me encontrar engripada.
Passei o Domingo a descansar e a ouvir Futebol na cama. Agora vou trabalhar, apesar de ainda se fazerem sentir os sinais da ligeira mas incomodativa constipação. Há no entanto uma coisa boa- a cabeça já não me lateja tanto. Ontem nem a conseguia erguer, apesar de não ter febre.
Wednesday, October 24, 2012
Queria mandar abater o gato por causa dos cães
Sonhei que tinha chegado certa tarde a casa e a minha mãe anunciou que chegava de tantos animais por la. O Léo- um gato que na realidade desapareceu de lá de casa há anos por ter fugido para o lugar-tinha de ser abatido.
Ainda calma, perguntei a que se devia isso enquanto olhava para o gato a ronronar em cima da cama da minha irmã. Na realidade ele nunca ia para lá. Ela disse que era muita despesa, que havia os cães, que assim não podia ser…
Vim para a rua. O Sol brilhava no terraço que se encontrava em desalinho, com o carro de mão estacionado com uma carrada de comida para os animais. A minha ira crescia. Já levantava a voz e tecia impropérios e ameaças.
Se eu chegasse e não visse o gato da próxima vez que viesse a casa, iriam haver consequências para todos. Partimos para a discussão. Eu falava cada vez mais alto, com o discurso cada vez mais inflamado e mais carregado de impropérios. Já pontapeava objectos com força. Dois bancos de madeira voaram e quase acertaram na minha mãe que também ainda discutia.
Fui outra vez para dentro lavada em lágrimas. A raiva invadia-me. Abracei o gato que ronronava calmamente em cima da cama, alheio à discussão que tinha havido lá fora por sua causa.
Amaldiçoava o facto de não ter espaço em casa e de a casa não ser minha parra levar eu própria o gato e assim salvá-lo do seu destino. Na realidade, quando tiver um dia um apartamento só meu, arranjarei um gato ou dois para me fazer companhia. Sempre que chego a casa e simplesmente passo a mão por cima de uma das minhas gatas, é uma sensação de paz de espírito incrível. Estudos comprovam que fazer festas a um gato alivia o stress e ameniza a depressão e a ansiedade.
Na realidade, a minha mãe sempre chorou a partida desse gato. Agora temos um parecido, da mesma cor e tudo, mas é uma gata pequena que lá colocaram à porta. Essa sim, vai para cima das camas e ronrona bem alto.
Houve também um tempo no passado, quando eu estava ainda em Miranda do Corvo, em que havia imensos gatos lá em casa e a minha mãe ameaçava fazê-los desaparecer. Não foi necessário. Foram sendo atropelados e a minha mãe por todos eles chorou.
Ainda calma, perguntei a que se devia isso enquanto olhava para o gato a ronronar em cima da cama da minha irmã. Na realidade ele nunca ia para lá. Ela disse que era muita despesa, que havia os cães, que assim não podia ser…
Vim para a rua. O Sol brilhava no terraço que se encontrava em desalinho, com o carro de mão estacionado com uma carrada de comida para os animais. A minha ira crescia. Já levantava a voz e tecia impropérios e ameaças.
Se eu chegasse e não visse o gato da próxima vez que viesse a casa, iriam haver consequências para todos. Partimos para a discussão. Eu falava cada vez mais alto, com o discurso cada vez mais inflamado e mais carregado de impropérios. Já pontapeava objectos com força. Dois bancos de madeira voaram e quase acertaram na minha mãe que também ainda discutia.
Fui outra vez para dentro lavada em lágrimas. A raiva invadia-me. Abracei o gato que ronronava calmamente em cima da cama, alheio à discussão que tinha havido lá fora por sua causa.
Amaldiçoava o facto de não ter espaço em casa e de a casa não ser minha parra levar eu própria o gato e assim salvá-lo do seu destino. Na realidade, quando tiver um dia um apartamento só meu, arranjarei um gato ou dois para me fazer companhia. Sempre que chego a casa e simplesmente passo a mão por cima de uma das minhas gatas, é uma sensação de paz de espírito incrível. Estudos comprovam que fazer festas a um gato alivia o stress e ameniza a depressão e a ansiedade.
Na realidade, a minha mãe sempre chorou a partida desse gato. Agora temos um parecido, da mesma cor e tudo, mas é uma gata pequena que lá colocaram à porta. Essa sim, vai para cima das camas e ronrona bem alto.
Houve também um tempo no passado, quando eu estava ainda em Miranda do Corvo, em que havia imensos gatos lá em casa e a minha mãe ameaçava fazê-los desaparecer. Não foi necessário. Foram sendo atropelados e a minha mãe por todos eles chorou.
Tuesday, October 23, 2012
Reencontros
Este é um sonho que se tem vindo a repetir ao longo dos anos mas, infelizmente, por mais que se repita, sei que é impossível de se realizar.
Sonhei que havia um evento desportivo em Coimbra para atletas deficientes visuais de todo o Mundo. Eu já não era atleta mas fui até lá na esperança de ver os meus amigos. Estava a ficar tarde. Tinha de ir trabalhar mas também não queria perder a oportunidade de ver e voltar a abraçar pessoas que me diziam muito, com quem fui bastante feliz e que perdi para sempre. De forma irremediável.
Estava a ficar tarde. Tinha de ir trabalhar. Que importava isso? Eu sabia que os amigos que perdi ali estavam e havia que os reencontrar.Se perdesse essa oportunidade, seguramente que não teria outra.
Já anoitecia quando encontrei ali mesmo na rua o rapaz que nunca mais vi desde Agosto de 2001. Parecia que o tempo não tinha passado. Envergava o mesmo fato de treino que usava no dia em que o conheci. Era incrível. Até o abordei da mesma maneira e tudo. A diferença? A diferença é que já o podia abraçar efusivamente. Naturalmente que na primeira vez que o encontrei não fiz isso.
Senti uma enorme felicidade. Sentia-me completa, uma sensação agradável que é impossível de explicar por palavras. Por mais que eu tente explicar o que senti naquele momento, ficará muito por dizer ou por exprimir. É algo que é tão complexo, que prefiro apenas experimentar a agradável sensação que me provoca.
Mais adiante encontrei outros amigos que havia deixado também. Senti-me a regressar ao meu glorioso passado, ao tempo em que encontrar os meus amigos depois de longo tempo sem os ver era a razão de eu treinar e trabalhar arduamente toos os dias. Não era por dinheiro que andava no Desporto. Aqui não ganhávamos nada…ou ganhávamos muito. Disse eu aos meus colegas, apontando para o meu saco que abarrotava de recordações que trouxe e objectos trocados com os meus amigos, que levava ali as minhas medalhas. Era verdade. Hoje são as únicas coisas que me restam. Esses objectos e as fotos.
Voltando ao sonho, procurei a Catherine, ela ali estava. Por ela o tempo tinha passado. Estava sentada num muro com o cabelo pintado de escuro. Sentei-me lá e conversei um pouco com ela, como nos velhos tempos. Estava realmente feliz.
Mas por que é que se tem de acordar de sonhos como estes? Para apanhar uma desilusão ao vermos que afinal tudo não passou de um sonho e que nunca mais irei ver os meus amigos que fui obrigada a deixar há muitos anos atrás?
Sonhei que havia um evento desportivo em Coimbra para atletas deficientes visuais de todo o Mundo. Eu já não era atleta mas fui até lá na esperança de ver os meus amigos. Estava a ficar tarde. Tinha de ir trabalhar mas também não queria perder a oportunidade de ver e voltar a abraçar pessoas que me diziam muito, com quem fui bastante feliz e que perdi para sempre. De forma irremediável.
Estava a ficar tarde. Tinha de ir trabalhar. Que importava isso? Eu sabia que os amigos que perdi ali estavam e havia que os reencontrar.Se perdesse essa oportunidade, seguramente que não teria outra.
Já anoitecia quando encontrei ali mesmo na rua o rapaz que nunca mais vi desde Agosto de 2001. Parecia que o tempo não tinha passado. Envergava o mesmo fato de treino que usava no dia em que o conheci. Era incrível. Até o abordei da mesma maneira e tudo. A diferença? A diferença é que já o podia abraçar efusivamente. Naturalmente que na primeira vez que o encontrei não fiz isso.
Senti uma enorme felicidade. Sentia-me completa, uma sensação agradável que é impossível de explicar por palavras. Por mais que eu tente explicar o que senti naquele momento, ficará muito por dizer ou por exprimir. É algo que é tão complexo, que prefiro apenas experimentar a agradável sensação que me provoca.
Mais adiante encontrei outros amigos que havia deixado também. Senti-me a regressar ao meu glorioso passado, ao tempo em que encontrar os meus amigos depois de longo tempo sem os ver era a razão de eu treinar e trabalhar arduamente toos os dias. Não era por dinheiro que andava no Desporto. Aqui não ganhávamos nada…ou ganhávamos muito. Disse eu aos meus colegas, apontando para o meu saco que abarrotava de recordações que trouxe e objectos trocados com os meus amigos, que levava ali as minhas medalhas. Era verdade. Hoje são as únicas coisas que me restam. Esses objectos e as fotos.
Voltando ao sonho, procurei a Catherine, ela ali estava. Por ela o tempo tinha passado. Estava sentada num muro com o cabelo pintado de escuro. Sentei-me lá e conversei um pouco com ela, como nos velhos tempos. Estava realmente feliz.
Mas por que é que se tem de acordar de sonhos como estes? Para apanhar uma desilusão ao vermos que afinal tudo não passou de um sonho e que nunca mais irei ver os meus amigos que fui obrigada a deixar há muitos anos atrás?
A guru
Este é um sonho muito curioso que me estava a suscitar grande intriga e preocupação enquanto o estava a ter. Quando acordei, fiquei simplesmente embasbacada face à sua singularidade.
Sonhei que uma desconhecida de um país exótico lá no Oriente me tinha pedido amizade no Facebook. Apesar de não a conhecer, aceitei-a por ela também ser amiga de duas amigas minhas de confiança que conheço pessoalmente e que me são muito próximas.
Eu fiquei sempre de pé atrás em relação a essa pessoa, não sei explicar porquê. De onde é que elas a conheciam? Ela abordava assuntos estranhos sobre o sobrenatural, a religião e afins.
Chegou o dia em que nos íamos encontrar. O local escolhido era despido de qualquer espécie de mobiliário ou quadro numa parede branca completamente nua. Ali estava eu apreensiva sem saber oque ia fazer a mulher desconhecida comigo. Estávamos ali só nós as duas.
Ela aproximou-se de mim e fez-me imensas perguntas sobre religião, sobre as minhas crenças, as minhas expectativas. Não sei o que fez ela mas senti o espaço a mudar e senti que flutuava. A parede branca apresentava agora figuras brilhantes e sentia que o espaço tinha ficado mais escuro, apesar de não ser noite. Provavelmente, a guru, guia espiritual ou lá o que era tinha-me drogado.
Estava apreensiva, pois não sei até onde estas experiências me iam levar. Falei com as minhas amigas que também eram amigas dela. Elas seguiam-na fielmente, deixando para trás todas as suas anteriores crenças. Isto estava-me a deixar intrigada.
Foi, sem dúvida um sonho bem curioso, daqueles que davam um bom tema e uma incrível história para escrever. Não sei a que propósito veio isto agora.
Friday, October 19, 2012
Raúl Solnado faria hoje anos
Para comemorar a data do nascimento deste excelente humorista português que já nos deixou, apresento aqui para partilhar com todos o meu sketch favorito dele.Vou ás lagrimas de tanto me rir.
Mortes súbitas e a demora da minha mãe
Sonhei que pairava um clima um pouco estranho. Era como se uma maldição pairasse pelas imediações de minha casa.
Cheguei a casa numa sexta-feira, como de costume, e deparei-me com a morte por causas naturais e desconhecidas da Teka. Agora já não sonho com atropelamentos de gatos ou de cães.
No dia seguinte, fomos busca outro gato desconhecido de cor amarela a uma propriedade próxima. Eu levava um saco plástico azul para colocar o pequeno gato já sem vida e lamentava o facto de quase não termos gatos em casa. Já não é a primeira vez que sonho que digo isto. Sentia o corpo inerte do gato através da saca. Era uma sensação quase real.
Lia uma revista ou um jornal desportivo enquanto o meu pai e a minha irmã estavam a ver televisão. A minha mãe tinha ido a uma consulta no Centro de Saúde.
Estava a anoitecer e a minha mãe ainda não tinha chegado a casa. Ela tinha saído de casa bem cedo. Digamos que eram aí umas seis da tarde. Estranhando a demora, o meu pai pediu à minha irmã que ligasse para o Centro de Saúde para ver se ela já tinha sido atendida. Caiu-nos o coração aos pés quando nos foi dito que a minha mãe ainda não tinha ido à consulta. Mas por onde andava ela? Começámos a ficar preocupados.
Eu ia vendo uma foto antiga de um pódio de Ciclismo. Dois dos três atletas que ali estavam tinham morrido de forma súbita. Isto e a incerteza quanto ao paradeiro da minha mãe deixou-me angustiada.
Ouvi umas pancadas leves no vidro da porta da sala que se encontrava fechada. Envergando uma espécie de manta cinzenta pelos ombros, entrava a minha mãe em casa satisfeita da vida e sem uma única beliscadela. Como sempre, começou a relatar ao pormenor o que tinha feito. Ficámos todos aliviados.
Cheguei a casa numa sexta-feira, como de costume, e deparei-me com a morte por causas naturais e desconhecidas da Teka. Agora já não sonho com atropelamentos de gatos ou de cães.
No dia seguinte, fomos busca outro gato desconhecido de cor amarela a uma propriedade próxima. Eu levava um saco plástico azul para colocar o pequeno gato já sem vida e lamentava o facto de quase não termos gatos em casa. Já não é a primeira vez que sonho que digo isto. Sentia o corpo inerte do gato através da saca. Era uma sensação quase real.
Lia uma revista ou um jornal desportivo enquanto o meu pai e a minha irmã estavam a ver televisão. A minha mãe tinha ido a uma consulta no Centro de Saúde.
Estava a anoitecer e a minha mãe ainda não tinha chegado a casa. Ela tinha saído de casa bem cedo. Digamos que eram aí umas seis da tarde. Estranhando a demora, o meu pai pediu à minha irmã que ligasse para o Centro de Saúde para ver se ela já tinha sido atendida. Caiu-nos o coração aos pés quando nos foi dito que a minha mãe ainda não tinha ido à consulta. Mas por onde andava ela? Começámos a ficar preocupados.
Eu ia vendo uma foto antiga de um pódio de Ciclismo. Dois dos três atletas que ali estavam tinham morrido de forma súbita. Isto e a incerteza quanto ao paradeiro da minha mãe deixou-me angustiada.
Ouvi umas pancadas leves no vidro da porta da sala que se encontrava fechada. Envergando uma espécie de manta cinzenta pelos ombros, entrava a minha mãe em casa satisfeita da vida e sem uma única beliscadela. Como sempre, começou a relatar ao pormenor o que tinha feito. Ficámos todos aliviados.
De repente chega o Inverno
Foi assim, de forma abrupta e inesperada que chegou o Inverno. O dia está cinzento e escuro, a chuva cai já com grande intensidade e o frio já se sente de forma bem pronunciada.
Ainda há escassos três dias atrás se registavam temperaturas bem acima dos vinte graus, andávamos pela rua ainda com as roupas de Verão, dávamos passeios pela cidade e curtiamos o belo dia que estava e agora tudo muda de repente.
Tiraram-se à pressa os grossos casacos de Inverno dos armários, as camisolas quentes saíram do fundo das malas e ensaiou-se acender a lareira ou o aquecimento. O frio chegou mesmo em força!
Há notícias da queda dos primeiros flocos de neve na Serra da Estrela. Já há cortes de estradas na zona. A situação parece manter-se ainda amanhã. Palavras para quê? Passámos quase do Verão para o Inverno sem passarmos pelo Outono.
Ainda há escassos três dias atrás se registavam temperaturas bem acima dos vinte graus, andávamos pela rua ainda com as roupas de Verão, dávamos passeios pela cidade e curtiamos o belo dia que estava e agora tudo muda de repente.
Tiraram-se à pressa os grossos casacos de Inverno dos armários, as camisolas quentes saíram do fundo das malas e ensaiou-se acender a lareira ou o aquecimento. O frio chegou mesmo em força!
Há notícias da queda dos primeiros flocos de neve na Serra da Estrela. Já há cortes de estradas na zona. A situação parece manter-se ainda amanhã. Palavras para quê? Passámos quase do Verão para o Inverno sem passarmos pelo Outono.
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