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Friday, October 02, 2026

Depois do fim do reinado

 

Para quem julgava que ia ser o fim da  Seleção nacional depois de Ronaldo, eis que em campo a resposta é contundente. Uma vitória por 2-4 na sempre difícil deslocação á Dinamarca.

 

Lembro-me de aqui ter trazido noutros tempos crónicas de jogos em que Portugal ali perdeu. Se bem me lembro,  Cristiano Ronaldo jogou.

 

Uma catástrofe! As redes sociais de Portugal estão a perder seguidores, o número de adeptos á porta dos centros de estágio da nossa Seleção ficou reduzido a um mero grupo de crianças da escola local, os patrocínios vão á vida…

 

Para alguns, parece que só isso interessa. Estes sabem quem marcou os golos de ontem? Não foi Cristiano Ronaldo, que já lá não estava e já parecia não estar á muito tempo. Só não via essa gente que só se interessa pelo que se passa fora de campo. Os seguidores, os patrocínios e o passado não entram em campo. Na qualidade de portuguesa e adepta de Futebol, agradeço a Cristiano Ronaldo o legado que deixou mas tudo na vida tem um fim e ninguém é eterno, muito menos um atleta que entra em declínio e tem naturalmente de dar lugar a outros mais jovens que estão neste momento a dar rendimento.

 

Há quem acuse de falta de patriotismo quem queria ver Cristiano Ronaldo fora das contas da Seleção. Pelo contrário, verdadeiros portugueses, no meu entender, são aqueles que querem ver a nossa Seleção jogar bom Futebol e ganhar, como aconteceu ontem. Com Ronaldo em campo, dava para ver que o coletivo ficava preso. No inconsciente dos jogadores havia a ânsia de jogar sempre para Ronaldo e isso acabava por tornar o nosso jogo previsível. Ronaldo, por muito que custe a aceitar, hoje em dia, não passa de um avançado vulgar. Para traz ficou o seu fulgor, a sua magia, a sua capacidade de resolver o que o coletivo não conseguia.

 

Assume-se uma nova era. Não temos um jogador que se destaque mas temos vários que formam uma grande equipa. Isso é que Importa.

 

Para os que ainda se interessam pelo jogo jogado, João cancelo, Gonçalo ramos, Vitinha e João Félix foram os autores dos golos portugueses.

 

No próximo domingo, no Dragão, Portugal volta a defrontar a Noruega. Novo duelo á vista entre Haaland e Diogo costa.

 

Wednesday, September 02, 2026

“Memórias De Um Craque” (impressões pessoais)

 

De volta à escrita desconcertante do jornalista Fernando Assis Pacheco. Eu nem sabia que ele tinha nascido e passado a infância em Coimbra. Também foi especial ler este livro por causa disso.

 

Em forma de crónicas, Assis Pacheco, escreveu estes textos no jornal “record” por volta de 1972. Pelo que me dá a perceber, ele viveu a infância nos anos quarenta. É toda uma outra cidade de Coimbra que ele descreve, com os carris do elétrico. Agora, se ele fosse vivo, presenciava o canal do metro sem carris. É a  loucura!

 

Todos temos peripécias da nossa infância. Com bolas então eu também tenho muitas. Acertei com as bolas em antenas de carros quando as bolas iam no sentido descendente, acertei num ninho de vespas lá em casa, tendo de fechar a porta á pressa para nenhuma entrar, que elas estavam furiosas…

 

Há sempre aquela pessoa que não gosta que joguemos a bola. No caso de Assis Pacheco era o senhor do talho que escondia as bolas. No meu caso era o meu primo policarpo, mais conhecido por “Pitá”. Ele não gostava de ver raparigas a jogar a bola e, para azar dele, era o que eu mais gostava de fazer. Um dia chegou a cortar uma bola de borracha. Depois teve de me dar uma da minha prima Ângela, sobrinha dele.

 

Também ainda no nosso tempo havia rebuçados com jogadores de Futebol, cujo prémio era  uma bola. No nosso caso, os rebuçados tinham figuras de jogadores de plástico em várias posições de remate. Eram também bons para jogar com berlindes…ou com botões, como Assis Pacheco fazia também. Naquela altura tinha de se inventar tudo. Não havia PES  nem FIFA.

 

A bola calhou á minha irmã. era grande e colorida. Claro que eu fui jogar com ela e ela furou logo nas silvas. A minha irmã ficou desolada. Ficou uma bola muito mais pequena. Não ficou inutilizada de todo. Eu ainda jogava com ela.

 

Brincadeiras com fisgas, a atirar a gatos, era normal nessa época. Eu é que não acho piada a esse tipo de brincadeiras. A minha variação disso era fazer pontaria a objetos ou, no nosso caso quando íamos para o campo com os nossos pais, atirar as pedras para o poço, ouvindo o barulho que elas faziam a cair na água. Passavam-se assim tardes inteiras. Quanto maiores fossem as pedras, mais barulho faziam, obviamente.

 

Outros tempos.

 

Tuesday, September 01, 2026

“O Decote Da Dama De Espadas” (impressões pessoais)

 

De volta á poesia em Língua Portuguesa.

 

Neste conjunto de poemas de Adília Lopes, está presente sobretudo a infância e suas peripécias. Quem já não passou por todas estas situações?

 

Do quotidiano se faz poesia, não é preciso usar palavras difíceis e abstratas, nem invocar sentimentos complexos.