Wednesday, September 02, 2026

“Memórias De Um Craque” (impressões pessoais)

 

De volta à escrita desconcertante do jornalista Fernando Assis Pacheco. Eu nem sabia que ele tinha nascido e passado a infância em Coimbra. Também foi especial ler este livro por causa disso.

 

Em forma de crónicas, Assis Pacheco, escreveu estes textos no jornal “record” por volta de 1972. Pelo que me dá a perceber, ele viveu a infância nos anos quarenta. É toda uma outra cidade de Coimbra que ele descreve, com os carris do elétrico. Agora, se ele fosse vivo, presenciava o canal do metro sem carris. É a  loucura!

 

Todos temos peripécias da nossa infância. Com bolas então eu também tenho muitas. Acertei com as bolas em antenas de carros quando as bolas iam no sentido descendente, acertei num ninho de vespas lá em casa, tendo de fechar a porta á pressa para nenhuma entrar, que elas estavam furiosas…

 

Há sempre aquela pessoa que não gosta que joguemos a bola. No caso de Assis Pacheco era o senhor do talho que escondia as bolas. No meu caso era o meu primo policarpo, mais conhecido por “Pitá”. Ele não gostava de ver raparigas a jogar a bola e, para azar dele, era o que eu mais gostava de fazer. Um dia chegou a cortar uma bola de borracha. Depois teve de me dar uma da minha prima Ângela, sobrinha dele.

 

Também ainda no nosso tempo havia rebuçados com jogadores de Futebol, cujo prémio era  uma bola. No nosso caso, os rebuçados tinham figuras de jogadores de plástico em várias posições de remate. Eram também bons para jogar com berlindes…ou com botões, como Assis Pacheco fazia também. Naquela altura tinha de se inventar tudo. Não havia PES  nem FIFA.

 

A bola calhou á minha irmã. era grande e colorida. Claro que eu fui jogar com ela e ela furou logo nas silvas. A minha irmã ficou desolada. Ficou uma bola muito mais pequena. Não ficou inutilizada de todo. Eu ainda jogava com ela.

 

Brincadeiras com fisgas, a atirar a gatos, era normal nessa época. Eu é que não acho piada a esse tipo de brincadeiras. A minha variação disso era fazer pontaria a objetos ou, no nosso caso quando íamos para o campo com os nossos pais, atirar as pedras para o poço, ouvindo o barulho que elas faziam a cair na água. Passavam-se assim tardes inteiras. Quanto maiores fossem as pedras, mais barulho faziam, obviamente.

 

Outros tempos.

 

Tuesday, September 01, 2026

Suarez pede desculpa

 

A jornada 4 da nossa Liga teve lugar este fim de semana sem surpresas. Os quatro grandes venceram os seus jogos com menor ou maior dificuldade.

 

O sporting deslocou-se fora a Vila do Conde. Foi a única equipa dos grandes a sair. Foi um passeio, pois os leões venceram por 0-4 com Luis Suarez a marcar dois golos e, de certa forma, a amenizar o mal-estar vigente perante a sua pessoa nas hostes leoninas. É que  ninguém o atura, pelos vistos.

 

O Porto segue  tranquilo na frente. Desta vez venceu em casa o académico de Viseu por 3-0.

 

Tendo participado nas competições Europeias, Benfica e braga fecharam ontem a jornada. Ambas as equipas venceram pela margem de um golo.

 

O Benfica recebeu e venceu em casa o Estoril por 2-1. Este jogo marcou a estreia de João Palhinha com o manto Sagrado.

 

No sempre escaldante dérbi minhoto, o Braga levou a melhor sobre o Vitória De Guimarães por 1-0. Diego rodrigues fez a diferença.

 

No entanto, o destaque individual vai para Francisco Domingues ou Kiko. Ele terá marcado o golo da época ante o Casa Pia.

 

Esta semana será mais sossegada. Não há Competições europeias.

 

“O Decote Da Dama De Espadas” (impressões pessoais)

 

De volta á poesia em Língua Portuguesa.

 

Neste conjunto de poemas de Adília Lopes, está presente sobretudo a infância e suas peripécias. Quem já não passou por todas estas situações?

 

Do quotidiano se faz poesia, não é preciso usar palavras difíceis e abstratas, nem invocar sentimentos complexos.