Wednesday, April 15, 2026

O que vai entrar pela porta?

 

Bem, a noite decorria sem sobressaltos. Sonhava com prateleiras no supermercado de onde tentava escolher produtos de higiene, nomeadamente, desodorizantes.

 

De repente e sem aviso, vejo-me em casa dos meus pais, sentada na cama do quarto que noutros tempos partilhei com a minha irmã e a minha avó. Todas as portas estavam abertas.

 

A luz do quarto estava acesa mas as restantes luzes da casa estavam apagadas. A porta que dá do corredor para a cozinha era um mero buraco negro.

 

Ouvi barulho. Tive a sensação que alguém vinha a chegar. Olhei para o negrume que vinha lá  de fora e senti medo. Ainda agora me estou a arrepiar com a sensação.

 

De referir que não vi ninguém. Apenas uma energia desagradável e assustadora por detrás do negrume da casa.

 

Acordei assustada.

 

“Sua Posse” (impressões pessoais)

 

Enquanto pedalava, lia este pequeno livro. Uma espécie de dark romance.

 

É um livro tendo como pano de fundo os negócios da Máfia em Nova Iorque.

 

Uns modestos  merceeiros russos tinham uma filha e deviam dinheiro a um senhor da Máfia que era conhecido por ser implacável. Para salvar os pais, a jovem oferece-se para ser penhorada, digamos assim, enquanto os pais não saldarem a dívida. Podiam ser mortos.

 

O mafioso entrega a jovem a um dos seus filhos para ele se entreter. Mas o jovem acaba por se apaixonar pela sua prisioneira. Ela, por sua vez, também se apaixona por ele. Vivem um romance tórrido.

 

No final tudo acaba bem.

 

Tuesday, April 14, 2026

Ahmed ou António

 

Diz Freud que os desconhecidos com quem sonhamos são uma mistura de todas as pessoas que se cruzaram connosco ao longo da nossa vida.

 

Os protagonistas deste sonho são dois desconhecidos que me acompanharam no final da jornada onírica numa caminhada alegadamente até casa dos meus pais. Este sonho é algo recorrente.

 

Aqui os factos são confusos. Este indivíduo apareceu nas imediações de minha casa primeiramente á procura do meu  vizinho. Acabou a travar conversa com a minha irmã. De referir que no sonho ainda éramos jovens e vivíamos todos por ali.

 

Foi uma parca vermelha que despoletou esta situação. Não sei  porquê, a minha irmã tinha trazido essa parca vestida de casa desse indivíduo. Ele chamava-se Ahmed mas era português. Que estranho!

 

Nós acabámos por voltar a casa dele. De referir que ele tinha carro. Como explicar o que se passou a seguir?

 

Já era final de tarde e eu resolvi regressar a casa. Volto a lembrar que fomos para lá de carro. Agora quem vestia a parca vermelha era eu e estava muito admirada de ver claramente. Nos meus sonhos eu ainda vejo. Talvez por ser tarde, o tal do Ahmed acompanhou-me. Não estava sozinho. Outra mulher que eu não conhecia acompanhou-nos. Ela chamava-se Luísa. Conheço muitas   Luís as mas nenhuma era aquela.

 

Pelo caminho fomos conversando. Estava a gostar da companhia. Inicialmente fiquei de pé atrás com o tal do Ahmed mas depois fui conhecendo melhor. Era um tipo simpático. A sua amiga também era.

 

Ele foi contando que, na verdade, nasceu António mas converteu-se ao islamismo e passou a chamar-se Ahmed. Estava desfeito o mistério. Ele era bem português.

 

Houve uma altura em que o Ahmed ficou para traz para urinar e eu e a Luísa seguimos á frente. Já andávamos perdidos. Eu conhecia o caminho, e ao mesmo tempo,  não conhecia. Eu dizia que, se cortasse algures, ia dar ao caminho certo mas não era isso que acontecia.

 

Estava já a ficar noite e nós sem encontrarmos o caminho  certo.

 

Estávamos a decidir por onde ir desta vez quando o despertador tocou.