Thursday, February 12, 2026

“Introdução À Pintura rupestre” (impressões pessoais)

 

Continuando com os autores portugueses, desta vez, com José Tolentino Mendonça  e com a poesia.

 

Neste livro, o agora cardeal invoca a sua infância no Lobito. As paisagens, os sentimentos, as figuras que povoaram os primeiros anos da sua vida, tal como a sua avó, estão em destaque.

 

Sobretudo estes poemas são apontamentos íntimos de memórias.

 

Destaque para a sua avó que parece ter sido uma figura importante na vida do autor madeirense.

 

Uma ótima sugestão de leitura antes de dormir.

 

“Todas As Famílias Felizes” (impressões pessoais)

 

Cada vez mais surgem autores portugueses a escrever bem policiais, thrillers e suspense. Não conhecia este autor e temos aqui outro grande escritor de policiais.

 

Miguel d’alte é um escritor nascido no Porto em 1990 e está aprovado na escrita de policiais. Conta a história do desaparecimento de uma menina de 12 anos que vivia com o pai. Uma inspetora da Polícia Judiciária e um jornalista são os investigadores deste caso.

 

A detetive Beatriz Peixoto tem algumas fragilidades psicológicas. O Jornalista Ademar Leal já investigou outros casos no passado. Juntos vão descobrir algo maior do que um crime isolado.

 

Apesar de ter gostado deste livro,  há aqui algumas coisas a apontar. Os nomes dos personagens muitas vezes estão parecidos, o que pode gerar confusão.  Se não se estiver atento…

 

Depois  gostaria de ver esta dupla trabalhar em outros casos. Fazer uma série só com eles a investigar os crimes, tal como fazem outros autores de policiais, inclusive, Lourenço Seruya.

 

Por muito tempo eu achei que faltava algo aos autores portugueses que se aventuravam a escrever policiais. Hoje essa barreira está cada vez mais ténue.

 

Temos aqui um livro muito bem escrito, capaz de prender o leitor.

 

Wednesday, February 11, 2026

“alchemised” (impressões pessoais)

 

O que dizer disto? Como classificar? Alguém sugeriu este livro para o nosso clube de leitura ainda em dezembro mas nem toda a gente tem paciência hoje em dia de ler um livro com esta extensão. De resto,  já nem se usa escrever um livro tão longo.

 

Já li piores, devo dizer, mas este livro tem a particularidade de ser muito recente.

 

Quanto ao género, é um cruzamento de dark, fantasia, terror, ficção científica,  mitologia…Cruza várias coisas, bebe aqui e ali.

 

Inicialmente eu pensei até que este livro teria por base a guerra de troia- e se calhar até tem. Passa-se no século dezoito, na altura das guildas que, segundo aprendi em História, eram ligas de artesãos e outros operários que trabalhavam os metais. Ou será que estou a fazer confusão?

 

Falamos aqui de imortalidade através do manuseamento de metais, de guerra, de Poder, até de amor.

 

Continuo a dizer que seria mais sensato este livro ter sido escrito numa trilogia, por exemplo. Demorei algum tempo a concluir esta leitura.