Ver “Genealogia Da Ferocidade”.
Já há muito tempo que não fazia leitura cruzada. No outro dia peguei num livro sem saber que era um ensaio sobre este que é uma obra mais vasta.
Li algures que este livro é um dos mais difíceis de ler. Está entre os três mais desafiantes. Concordo. É preciso estar com muita atenção para perceber. Está contado em linguagem sertaneja, percebe-se bem mas implica estar com atenção redobrada.
Não sei se existe um filme, série ou novela adaptada deste livro. Seria interessante. EÉ daqueles livros que se está a ler e imagina-se o que está a acontecer, como eles se movimentam, até sentimos os cheiros e os sabores. Nem falo das paisagens. Uma autêntica viagem.
Um livro também á boa maneira dos westerns norte-americanos. Em suma, os personagens são pistoleiros, sempre com a morte no horizonte. Apesar disso, Riobaldo tem tempo de viver uma paixão proibida por um seu companheiro. Ele sente que o amor é retribuído mas o preconceito e o facto de estarem naquele mundo bem masculino impede ambos de se relacionarem. O fim do livro reserva uma enorme surpresa.
Há dias atrás, quando eu li o ensaio sobre este livro, tinha dúvidas se o tinha lido. Não o tinha lido antes. Li agora. Li alguns livros muito parecidos que tinham ação em sítios selvagens também. Este não tinha lido mesmo.
Apesar de ser difícil de ler, gostei deste livro. Só não dou uma nota mais alta por o livro ser longo e justamente por ser difícil de compreender.
Uma nota final, este livro foi eleito um dos cem livros mais importantes do Círculo do Livro da Noruega, imagine-se. Tenho curiosidade em perceber como é que o livro foi traduzido. Se nem quem tem o Português como língua tem facilidade em perceber este livro…E por que carga de água é que os noruegueses leem este livro? Será porque tem algumas poucas referências ao estado do tempo na Noruega ou terá Guimarães rosa alguma ligação com a Noruega? Estranho.