Thursday, June 25, 2026

Primeiras decisões

 

Terceira jornada da fase de grupos. Três grupos já estão arrumados ou quase.

 

Nos primeiros jogos, a Suíça venceu o Canadá por escassos 2-1, com os canadianos a venderem cara a derrota. Acabam por passar os dois. A Bósnia venceu o Qatar por 3-1 também e fica em terceiro lugar no grupo.

 

No grupo do Brasil, o escrete venceu a Escócia por 3-0 num jogo em que Vini Júnior marcou dois golos e Neymar se estreou nesta edição. No outro jogo que foi bem animado, Marrocos teve de suar para vencer o Haiti por 4-2.

 

No grupo do México, passaram os anfitriões que venceram a República Checa por 3-0. A áfrica do Sul passou também com uma vitória sobre a Coreia (também do Sul) por 1-0. É a primeira vez que os sul-africanos passam da fase de grupos.

 

Para hoje mais jogos, mais emoções.

 

“O divórcio” (impressões pessoais)

 

Mais um livro de Freida  McFadden. Desta vez a protagonista é Naomi, médica, quarenta anos, mãe de um filho de cinco anos.

 

Ela é casada e aparentemente tem um  casamento feliz. Até ao dia em que o seu marido troca as fechaduras de casa e, sob pretexto de remodelações, força Naomi a abandonar o lar.  Dias depois, o marido pede o  divórcio. Começa aqui uma história vertiginosa que tamb´ ´em tem Veronica como oponente de Naomi.

 

Mas quem aqui é o mau da fita? Com Freida nunca se sabe e este livro volta a surpreender, apesar de começar algo sensaborão. Já tenho ouvido opinião idêntica. É uma espécie de aquecimento. O azar é que este livro, de início, parece uma vulgar história de amor e, para essas, tenho muito pouca paciência.

 

“Roube Como Um Artista” (impressões pessoais)

Austin Kleon traz-nos esta obra indispensável para desenvolver a criatividade. Eu acho que a criatividade já é algo que nasceu connosco, no meu caso, comecei a ter criatividade e imaginação, ainda mal andava.

 

Normalmente lemos um livro, ouvimos uma música, vemos um quadro e pensamos: de onde é que eu conheço isto? Já têm havido acusações de plágio de obras que muitas vezes os autores nem sequer conheciam as originais. Isto porque a arte vem de todo o lado e não vem de lado nenhum ao mesmo tempo.

 

O  indivíduo, vivendo em sociedade, está sempre sujeito ao que o rodeia. Como criativo que é, serve-se do quotidiano para criar arte. Uma música vem de um simples som aleatório, de outra musica que ouviu, de alguém que cantarolava á toa enquanto apanhava o metro…

 

Um conto ou um livro, que para o meu caso é o que interessa, pode vir de uma simples frase, de uma ideia, de uma imagem física ou mental, de um sonho, de outro livro, uma ideia que se queira ver mais desenvolvida…Stephen King, que para mim, é uma das minhas grandes referências, nos seus livros, especialmente os de contos, explica como surgiram as ideias para os escrever. Se alguns tiveram origem em ideias e acontecimentos simples, outros tiveram origem em algo mais rebuscado e profundo. Eu  já escrevi um conto baseado numa imagem que criei enquanto ouvia uma música de Ana Moura. A cena que tinha à minha frente era de conforto, de calma, de relaxamento. Então eu pensei: como desmontar isto e criar o caos e o sofrimento a partir daqui?

 

Já aconteceu também eu criar um conto a partir de uma imagem num sonho. Já escrevi a partir de personagens de outros livros e, recentemente, fiquei a saber que isso é um género literário aparte. Não estava a fazer excentricidade nenhuma. Sou fã do Flagg criado por Stephen King e que aparece em algumas das suas obras, resolvi pedi-lo emprestado.

 

O mais comum que eu faço é pegar num acontecimento que tenha presenciado e desmontar aquilo de tal forma que, se eu for a ler o conto anos depois, tenho de fazer algum esforço para me lembrar de onde aquilo saiu. Muitas vezes esse conto é código secreto para uma situação que me deixou sensações desagradáveis ou menos positivas.

 

Ainda não vi um livro ou um conto parecido com o que eu escrevo mas, se escrevesse mais, mais tarde ou mais cedo, isso acabaria por acontecer.

 

Termino esta minha reflexão com esta frase: “copiar de uma só fonte é plágio, copiar de várias fontes é pesquisa”.