Uma versão de um sonho recorrente.
Sonhei que íamos numa excursão a Fátima. Ia eu e os meus pais. A paragem era onde habitualmente se apanha o autocarro escolar e o veículo era grande e cinzento como o Metrobus.
Esperava eu na paragem quando me apercebo…que não me calcei. Bem, podia ser pior. Trazia umas sapatas azuis com que costumo andar em casa no inverno. Comprei aquilo para usar no trabalho numa altura em que ainda não tinha aquecimento no meu gabinete. Como ia andar eu assim o dia inteiro? Bem, podia ser que em Fátima vendessem calçado. Vendem lá tanta coisa…
Chega a minha mãe com o cesto do farnel. O autocarro tinha estado na paragem, o meu pai foi nessa primeira leva mas tinha de aviar uma receita médica em Anadia ou lá o que era e o autocarro apanhava-o no caminho.
Reparámos quando entrámos que o autocarro era de dois andares. O andar de baixo estava completamente cheio e fomos para cima. Em cima o autocarro era uma nuvem de assentos azuis vazios. Sentámo-nos á frente. Para que é que íamos para trás? O problema era eu descer com aquelas coisas calçadas.
Parámos algures para comer alguma coisa. Havia gente com enormes sacos de pipocas e também me apetecia um. Ir lá abaixo, descer os degraus praticamente descalça era o desafio.
Estava eu a tentar descer quando acordei.