Tuesday, April 07, 2026

Toalha atirada ao chão com força

 

Foi amarga esta jornada de Páscoa. Nem as amêndoas e os ovos de Páscoa conseguiram limpar da boca aquele desagradável sabor do fel dos empates.

 

Sabendo que o sporting já tinha aberto a jornada a vencer, o Porto não podia vacilar frente ao Famalicão e foi isso que aconteceu. A igualdade a duas bolas aproximou os leões.

 

Cabia ao Benfica não perder a corrida ao título, já que o líder havia perdido dois pontos. Mas o Benfica acabaria por escorregar em Rio Maior ante o Casa Pia e empatar a uma bola. Assim sendo, será muito difícil ao Glorioso SLB aproximar-se dos lugares da frente. Não estou a ver o Benfica a melhorar vertiginosamente até final.

 

O Braga cimentou o quarto lugar com a   vitória ante o Moreirense pela margem mínima.

 

Gustavo Varela, jogador do Benfica emprestado ao  Gil Vicente foi a figura desta jornada ao apontar dois golos ante o AFS.

 

As competições europeias estão de regresso com o sporting já a entrar em campo frente ao Arsenal.

 

Thursday, April 02, 2026

“”Declínio De Um Homem”” (impressões pessoais)

 

Ou “Um Homem em Declínio”.

 

É muito desafiante ler algo de autores japoneses, especialmente pela diferença de costumes e de cultura. Já aqui tenho dito muitas vezes que por vezes me estranham algumas coisas que vejo retratadas em obras de autores japoneses. Por serem tão diferentes, gosto de ler.

 

Para mim a maior estranheza prende-se com os relacionamentos sociais. Há coisas que ainda não entendo. Eu diria que, no ponto de vista ocidental, os japoneses são todos doidos mas depois penso que os cérebros deles estão programados para outro tipo de situações muito diferentes do que temos por aqui.

 

A forma de cometerem suicídio, de viverem os problemas psicológicos é muito diferente. Ou cometem suicídios rituais como o haraquíri ou se vão atirar ao Mar. nada de estoirar os miolos, não vão estragar a casa. E veneno também não se usa para aqueles lados. Aliás, quando os japoneses se tentam matar assim, por qualquer motivo, acabam sempre por sobreviver. Nada  melhor do que o Mar os levar para longe.

 

Pode-se dizer que este romance é muito autobiográfico, uma vez que osamu Dazai também se suicidou atirando-se ao mar.

 

Não se tratem, não!

 

“A Herança” (impressões pessoais)

 

Ouvi falar deste livro e então decidi lê-lo. É também uma estreia. Mais um nome a acrescentar a uma extensa lista de autores que já li.

 

Trisha Sakhlecha é indiana mas vivem em Londres e traz-nos este thriller com um certo drama familiar.

 

A família está reunida numa remota ilha na Escócia onde não se passa nada. Todos estão em pulgas para perceber o que é que o patriarca, a atravessar alguns problemas de saúde, vai fazer com a empresa e com os seus bens. Estas  revelações vão ser feitas por ocasião dos quarenta anos de casamento dos pais de três irmãos que se encontram expetantes. Como é que o seu pai vai dividir as suas posses?

 

Cada elemento da família possui os seus segredos e ambições que podem colidir também com os interesses dos outros. Uma tragédia familiar passada molda o comportamento de quase todos os membros desta família que também tem raízes indianas como a autora do livro. Mais propriamente: o pai é indiano mas a mãe é inglesa.

 

Algo curioso que também tinha lido em comentários de outros leitores: este livro desenrola-se como uma vulgar saga familiar, com os fantasmas da família, o mistério, o suspense…Nos últimos capítulos, a ação começa a desenrolar-se vertiginosamente, culminando num final inesperado. Digamos que o livro esteve a cozinhar em lume brando para depois explodir. Uma forma de escrever invulgar.

 

Estive tentada a dar mais do que rating de 4 a este livro.