Saturday, April 18, 2026

“Primavera” (impressões pessoais)

 

Leio agora mais um livro de uma escritora norueguesa que também foi prémio Nobel Da Literatura  nos anos 20.

 

Sigrid Undset foi á  data apenas a terceira mulher a conquistar este galardão. Neste romance ela traz a história de dois irmãos que estão apaixonados pela mesma mulher.

 

Sentimentos reprimidos, falta de comunicação, coisas  que ficam por dizer, tudo  isto contribui para uma infelicidade quase dramática dos personagens.

 

Questiona-se a instituição casamento e se é ou não é importante para consolidar relações.

 

Gostei também  das descrições de paisagens. Naquela altura a geografia da Noruega era muito diferente. Acho que a Noruega não era mesmo independente á data em que se situa esta história.

 

Não deixa de ser interessante.

 

Guerreiros resistem

 

Temos uma equipa portuguesa nas competições europeias.

 

O sporting De Braga realizou em Sevilha uma exibição  memorável e conseguiu vencer o Bétis.

 

O Sporting não foi além de um empate a zero em Londres depois de ter perdido com o Arsenal em alvalade. De tudo os verdes fizeram para ainda seguirem em frente mas simplesmente a bola não quis entrar.

 

Como eu disse, o Braga é a única equipa que segue em frente e está nas meias-finais da Liga Europa. Os arsenalistas até começaram a perder desde cedo, tudo apontando para a eliminação. Mas uma segunda parte de luxo resultou num 2-4 com que acabou a partida.

 

Finalmente o Porto perdeu com o Nottingham Forest por 1-0 depois do empate no Dragão. Cedo os azuis se viram com menos um jogador em campo mas mesmo assim lutaram por um desfecho diferente.

 

Regressa a nossa Liga com o dérbi entre Benfica e Sporting a apimentar o fim de semana que pode já ditar decisões.

 

Thursday, April 16, 2026

“Grande Sertão: Veredas” (impressões pessoais)

 

Ver “Genealogia Da Ferocidade”.

 

Já há muito tempo que não fazia leitura cruzada. No outro dia peguei num livro sem saber que era um ensaio sobre este que é uma obra mais vasta.

 

Li algures que este livro é um dos mais difíceis de ler. Está entre os três mais desafiantes. Concordo. É preciso estar com muita atenção para perceber. Está contado em linguagem sertaneja, percebe-se bem mas implica estar com atenção redobrada.

 

Não sei se existe um filme, série ou novela adaptada deste livro. Seria interessante. EÉ daqueles livros que se está a ler e imagina-se o que está a acontecer, como eles se movimentam, até sentimos os cheiros e os sabores. Nem falo das paisagens. Uma autêntica viagem.

 

Um livro também á boa maneira dos westerns norte-americanos. Em suma, os personagens são pistoleiros, sempre com a morte no horizonte. Apesar disso, Riobaldo tem tempo de viver uma paixão proibida por um seu companheiro. Ele sente que o amor é retribuído mas o preconceito e o facto de estarem naquele mundo bem masculino impede ambos de se relacionarem. O fim do livro reserva uma enorme surpresa.

 

Há dias atrás, quando eu li o ensaio sobre este livro, tinha dúvidas se o tinha lido. Não o tinha lido antes. Li agora. Li alguns livros muito parecidos que tinham ação em sítios selvagens também. Este não tinha lido mesmo.

 

Apesar de ser difícil de ler, gostei deste livro. Só  não dou uma nota mais alta por o livro ser longo e justamente por ser difícil de compreender.

 

Uma nota final, este livro foi eleito um  dos cem livros mais importantes do Círculo do Livro da  Noruega, imagine-se. Tenho curiosidade em perceber como é que o livro foi traduzido. Se nem quem tem o Português como língua tem facilidade em perceber este livro…E por que carga de água é que os noruegueses leem este livro? Será porque tem algumas poucas   referências ao estado do tempo na Noruega ou terá Guimarães rosa alguma ligação com a Noruega? Estranho.