Sunday, July 19, 2026

Que loucura de jogo

 

Apetece perguntar: por onde andou esta Inglaterra ao longo de todo o Mundial? E a esta França? O que aconteceu? Nomeadamente na primeira parte em que se viram a perder por 3-0?

 

Para quem acha que é uma perda de tempo um jogo de disputa de terceiro e quarto lugar num Mundial, fiquem-se com um jogo louco, trepidante, emocionante, imprevisível, com dez golos…Com MBappé a levar a  França ainda a acreditar que era possível virar o jogo, com a Inglaterra a marcar um penálti quando o jogo estava balanceado para a França empatar e ir a prolongamento, com golos ainda nos instantes finais…

 

Querem mais? Logo há a final. Messi tem de responder a MBappé que o ultrapassou como melhor marcador de sempre em mundiais.

 

Eu sempre acreditei que a França fosse a vencedora. Não tendo chegado á final, acreditei que fosse terceira, pois achava que teria melhor coletivo do que a Inglaterra que estava a ser até muito criticada internamente. Nem em terceiro fica. E a Inglaterra que estava até mais desgastada, tendo tido jogos disputados ao pormenor e com prolongamentos.

 

É por isso que amamos Futebol!

 

Capoeira inclusiva

 

Decorreu este sábado nas instalações da ACAPO de  Coimbra um workshop de Capoeira que é o culminar de aulas da modalidade ministradas por Fortunato Dias – o professor Desconfiado- que dá a conhecer esta arte a alunos com e sem deficiência visual todos os sábados.

 

Todos puderam experimentar um pouco desta arte muito exigente e que requer grande dedicação. Eu já tinha tido algum contacto com Capoeira noutras ocasiões e confesso que não é muito a minha praia. Para já, ando com uma sensibilidade doentia ao barulho e custou-me muito chegar ao fim. Depois não gosto muito de desportos com contacto físico constante como as lutas corpo a corpo. Simplesmente não me sinto á vontade. Venha uma corrida ou um jogo de Showdown!

 

Não deixou de ser um dia repleto de convívio e partilha.

 

“Rosshalde” (impressões pessoais)

 

Em homenagem à minha recente visita á Alemanha, leio este clássico de Hermann Hesse.

 

Este livro, tal como outros do mesmo autor, narram o conflito entre talento artístico e vida familiar. O protagonista tem de se mudar para um anexo para poder pintar. A mulher vive na casa principal com o filho mais novo de apenas sete anos. É esse filho o elo de ligação entre os dois mundos do pintor. O casal tem um filho mais velho que também não se dá com o pai.

 

Apesar de ele amar o seu filho, não lhe dá muita atenção, sempre absorto no seu trabalho. Um dia ele apercebe-se que é tarde demais para dar ao filho todo o carinho que ele lhe negou.

 

Uma obra que dá que pensar. Nem sempre as pessoas talentosas têm aptidões sociais e eu compreendo perfeitamente este pintor porque também não gosto de ser incomodada quando estou focada em alguma coisa, sobretudo quando estou a ler ou a ouvir música.