Thursday, August 27, 2026

Devastada

 

Estava a chover de manhã e assim fiquei mais tempo deitada na cama, apesar de ter muito que fazer. Nos últimos tempos, tanto o computador, como o telemóvel, mais o computador até, têm dado luta. É o que faz eu deixar as coisas andarem até á última.

 

Sonhei que eram as festas da minha terra. Realmente há dias fui até lá. Estava uma bela tarde de verão. Ao ouvir ao longe o inconfundível som dos gaiteiros, logo me apressei a preparar o telemóvel para gravar.

 

Ao chegar á rua, por qualquer motivo, o telemóvel saltou-me das mãos, bateu na estrada e saltou para a berma.

 

Quando o fui apanhar, verifiquei que ele estava todo partido mas…ainda conservava apenas o logotipo da Apple no ecrã. Imediatamente entrei numa crise incontrolável de choro. E agora? O que fazer? Nem cópia de segurança tinha.

 

A origem deste sonho tem a ver com o facto de o telemóvel estar com a bateria danificada. Eu devia saber que as coisas não duram para sempre e devem ser substituídas. Este telemóvel tem já quase sete anos e o computador quinze. Se eu estou a trabalhar assim, a culpa é minha mas sou assim e não sei ser de  outra forma.

 

Que bom foi acordar e perceber que estava na minha cama e lá fora chovia!

 

Wednesday, August 26, 2026

“Oh, que Pena!” (impressões pessoais)

 

Depois das emoções fortes, algo mais leve para depois retomar  á minha praia que são os thrillers e policiais.

 

Descobrindo também novos autores nacionais graças aos grupos de leitura. De outra maneira, não pegaria neste livro e noutros que tenho lido. Quando comprava livros, raramente comprava livros deste género.

 

Marta Santos é licenciada em Comunicação Social e escreveu este livro leve, uma espécie de comédia romântica que se passa na cidade de Aveiro que eu conheço razoavelmente.

 

 paisagens que eu conheço bem e por isso esta leitura não foi tão monótona quanto isso, apesar de eu não achar graça nem compreender histórias românticas. Esta até tem uma outra história de suspense no ar. Quem escrevia cartas a Amélia?

 

Nota positiva para este livro, mesmo eu não  apreciando histórias de amor.

 

Tuesday, August 25, 2026

“O filho perfeito” (impressões pessoais)

 

Mas afinal o miúdo sai ao pai ou ao avô?

 

Freida McFadden traz-nos aqui o seu mais recente  thriller editado em Portugal. Aqui ela já parece a  Samantha Hayes- pega numa família tradicional e imagina o pior enredo possível para tornar a harmonia familiar no caos.

 

O livro até começa como todos os da autora, vive-se o drama normal de uma família comum. Aos poucos, aquela família normal afinal vai tendo as suas coisas misteriosas.

 

A mãe sabe o filho perturbador que tem. O pai defende-o. A irmã não vê outra coisa, que não o seu irmão mais velho.

 

Depois acontecem os desaparecimentos. A mãe tenta afastar as hipotéticas namoradas do filho mas comete um terrível erro. O que fazer?

 

Eu leio estes livros e penso: será que as pessoas na vida real também não conhecem verdadeiramente os pais, os filhos, os maridos, as mulheres, até mesmo  os avós, como eu já li? Andamos assim tão ocupados que não atendemos ao comportamento dos outros, mesmo os que nos são mais próximos? No caso de familiares de sangue, o caso é ainda mais estranho. Não conhecer a verdadeira natureza de um cônjuge ainda aceito mas um filho, um pai, uma mãe…?

 

É por isso que eu adoro ler este  tipo de livros.

 

Mais uma vez um livro que não desiludiu.