Thursday, March 19, 2026

“provérbios de Kant” (impressões pessoais)

 

Mais um grupo de frases para pensar e refletir, desta vez atribuídas a Kant e compiladas por William Castro.

 

Eis as que eu escolhi:

Não se pode aprender Filosofia, só se pode aprender a filosofar

A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação

Acredite em milagres mas não dependa deles

Belo é tudo quanto agrada desinteressadamente

Experiência é a  perceção compreendida

Não somos ricos pelo que temos mas sim pelo que não precisamos ter

O Homem é o único animal que precisa de trabalhar

Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais

Quem não sabe o que busca, não identifica o que acha

Se o Homem faz de si mesmo um verme, não se deve  queixar quando é pisado

 

Para aquecer a   massa cinzenta!

 

“A Mulher de Pés Descalços” (impressões pessoais)

 

Vamos até ao Ruanda. É a primeira vez. Mais uma história tendo como protagonista uma mulher. Uma mulher  forte, abnegada, um pilar da comunidade. A mãe da autora deste livro- Scholastique Mukasonga.

 

Um testemunho impressionante sobre uma mulher que acabou por ser vítima da guerra civil que deflagrou no Ruanda em 1994 e que vitimou esta mulher. Foi uma das primeiras vezes em que se ouviu falar em genocídio e neste livro está presente o clima de terror que as famílias viviam.

 

Também achei curiosos e até repugnantes alguns hábitos destes povos. Uma outra forma de viver. O nosso Planeta é rico em povos e culturas e só temos de respeitar as tradições dos outros, olhar com assombro mas nunca julgar. Acho  incrível como é que estas pessoas conseguem viver mas não conheceram outra realidade.

 

Têm rituais curiosos. Imaginem a complexidade da sementeira e da colheita das terras? Impressionante!

 

Gostei de ler.

 

“A Mulher Suspensa” (impressões pessoais)

 

Saudades de ler Annie Ernaux? Chegou a  hora de mais um fabuloso livro que parte da sua história de vida.

 

Igual a si  própria, a escritora francesa, galardoada com o prémio Nobel da Literatura em 2022 narra o drama de ser mulher, professora, mãe, dona de casa. Em suma, narra as agruras de ser mulher.

 

Chego á conclusão que sou como ela. Acho que nos íamos dar bem.  Desprovidas de algum tipo de comportamento puramente feminino. É incrível o relato dela de como fingia interessar-se por coisas de mulheres. Eu nem me dava a esse trabalho. Era um desgaste psicológico imenso.

 

Aliás, a falta de tato feminino nota-se de bem cedo quando ela abomina os trabalhos domésticos, tal como eu, e brinca com bonecas tal como eu brincava. De um modo selvagem.  Também ela curtia correr e brincar na rua.

 

Mas ela é da geração da minha mãe, não da minha e, para essas mulheres, embora na França, a vida não era fácil. Ela tem o exemplo de casa de a mãe trabalhar na loja e o pai cozinhar mas no resto das casas francesas estimava-se que as mulheres fossem prendadas, tivessem um certo esmero, recato, discrição, coisa que, como sabemos, Annie ernaux não tem e nunca terá.

 

Será por isso que eu gosto tanto desta senhora?