Tuesday, June 09, 2026

“O Meu Outro Marido” (impressões pessoais)

 

Dorothy Koomson É outra escritora inglesa de thrillers.

 

Ela tem a particularidade de ser negra e ter também personagens negras e mulheres como heroínas dos seus livros. Cleo é disso exemplo. Pode-se dizer que é um alter-ego da autora? Cleo é escritora de policiais e argumentista. A sua protagonista também é uma mulher negra que desvenda homicídios. Cleo deixa tudo  para trás de um dia para o outro sem dar explicações. Ela vai divorciar-se do seu marido sem motivo aparente.

 

Cleo está a assistir a um fenómeno inquietante: começam a aparecer pessoas mortas com os mesmos métodos que ela usou nos seus livros. A Polícia não a larga e ela tem de esconder um segredo que a pode arruinar. Mas a pessoa que está a cometer os crimes pode vir atrás de quem ela mais gosta e há que tomar decisões.

 

Este livro faz pensar em questões como a  ténue linha que separa amor, ódio, obsessão, loucura. Não se percebe onde começa uma coisa e acaba outra.

 

Há aqui um defeito que tenho de apontar neste livro e já há um tempo atrás disse o mesmo de outros livros: passa-se muito tempo a enquadrar os acontecimentos. Este livro não está tão confuso como outros mas, até chegar ao clímax, temos de aturar muitas linhas de romance barato. A nota só não é mais alta por causa disso.

 

“Um Romance De Geração” (impressões pessoais)

 

Fluxo criativo aqui muito afiado. Mais um livro que leio assim do nada. Normalmente faço isso enquanto pedalo.

 

Trata-se de uma peça de teatro apenas com dois atores num único ato. É da autoria de Sérgio Sant’Anna.

 

Uma jornalista desloca-se a casa de um escritor para o entrevistar. Carlos Santeiro é um escritor preguiçoso, alcoólico e viciado nas corridas de cavalos. Clea, a jornalista, foi incumbida de o entrevistar mas o diálogo é desconcertante.

 

Inicialmente a ideia do autor era fazer uma peça em vários atos mas o primeiro ato ficou tão longo, que ele resolveu deixar assim mesmo. Isto abre muitas possibilidades para o leitor e para quem queira trabalhar o texto para o encenar.

 

Eu já imaginava como pegava nisto. Os atores embebedavam-se mesmo, não precisavam de decorar as falas, iam improvisando, apenas tendo um guião com tópicos. Acho que era a forma mais   económica de trabalhar isto. Nos tempos que correm, podíamos abordar temas  da atualidade. Simplesmente nos deixarmos ir.

 

As outras ideias também estão boas. Eu fazia assim.

 

Monday, June 08, 2026

“O Livro dos dois Caminhos” (impressões pessoais)

 

Já há muito tempo que não lia na da de Jodi Picoult. É incrível o moroso trabalho de investigação que a autora norte-americana faz para escrever um livro. Aprendemos muito com os seus livros.

 

Já há muito que andava para ler este livro mas só agora me surgiu a oportunidade.

 

Uma história que aborda a morte e o morrer.  Partindo dos ensinamentos dos antigos egípcios até aos dias de hoje em que os avanços científicos nos levantam a ponta do véu sobre o que vamos encontrar do outro lado, esta é uma obra excelente, como sempre muito bem escrita e com algo que nos leva a refletir.

 

Será a Morte o fim de tudo? Haverá algo do outro lado. Hoje os avanços científicos, nomeadamente na Física  Quântica, também abordada neste livro, estimam que sim, que estamos ligados e que a nossa consciência existe fora do nosso corpo físico.

 

Passado, presente e futuro aqui abordados nesta obra sobre como encarámos o fim da nossa existência terrena.

 

Para ler e refletir.