Thursday, April 30, 2026

“A Festa De Vargas” (impressões pessoais)

 

De regresso aos contos, temos este de um autor brasileiro chamado  Edney Silvestre.

 

Getúlio Vargas prepara-se para dar uma glamorosa festa. Não se fala de outra coisa. O Mundo está em guerra e Maria Helena só ouve falar da festa do Vargas.

 

O seu marido trabalha para Getúlio Vargas e é obrigatório que vá á festa. Naquele intervalo, o pai de maria Helena fala com ela. O que tem a lhe dizer  vai deixá-la sem chão. Como ao longo de dezoito anos ela não gerou um filho, o seu casamento vai ser anulado. O seu marido não pode exibir uma mulher sem filhos, logo agora que engravidou a sua amante, por acaso familiar de Getúlio vargas.

 

Maria Helena pensa em se suicidar mas, ao ver na cozinha uma refugiada polaca judia, tem uma ideia genial. Vai, sem dúvida, atrair para si as atenções da famigerada festa do Vargas.

 

Muito interessante!

 

“A Bailarina De Auschwitz” (impressões pessoais)

 

Soube que faleceu Edith Eger- autora deste livro. Se ela nasceu em 1927 e faleceu em 2026, tinha já uma idade muito avançada.

 

Ela tinha apenas 16 anos quando foi levada para os campos de concentração com a sua família judia da Hungria. Nunca mais viu os seus pais, permanecendo sempre com a sua irmã até ao fim dos dias de ambas. Depois  partem ambas para os Estados Unidos.

 

Edith formou-se em psicologia e ajudou outros a viverem os seus traumas. Ajudou muitos militares que vinham destroçados de cenários de guerra, ajudou famílias disfuncionais, ajudou pessoas com comportamentos aditivos ou destrutivos, pessoas com distúrbios alimentares…Digamos que ela curou-se a ela própria curando os outros.

 

Uma longa vida que chega ao fim. Fica aqui o seu testemunho.

 

“Os Ciganos” (impressões pessoais)

 

Sophia De Mello Breyner Andresen deixou este conto inacabado e o seu neto Pedro Sousa Tavares concluiu-o.

 

Um conto infantil que realça a importância da partilha, da amizade, do respeito pelo outro, pelas suas diferenças, pela sua cultura…

 

Numa altura em que parece que retrocedemos em matéria de respeito e tolerância, crescendo cada vez mais os discursos de ódio para quem é diferente ou pensa de outra forma, este tipo de contos é útil para os mais novos não se deixarem levar por esta toxicidade.

 

Rui é uma criança cheia de rotinas. Sonhava em ser mais livre, fugir por um pouco das amarras dos familiares. Um dia, passeava ele no quintal, ouviu ao longe o rufar de tambores. Vinha lá ao longe uma família de ciganos. Curioso, ele foi ver o que se passava e arranjou ali amigos para a vida. Os ciganos ensinaram-lhe os costumes deles e ele, em contrapartida, ensinou a sua amiga cigana a ler.

 

Uma bonita história. Por acaso, e não foi de propósito, leio este conto depois de ter lido o livro “Por Dentro Do Chega”.