Thursday, August 06, 2026

“O Roseiral De Henriqueta” (impressões pessoais)

 

Leio agora um conjunto de textos de um autor brasileiro  chamado Tarciso Filgueiras. Também é uma estreia.

 

Neste livro, o autor dá a conhecer um Brasil mais rural, um Brasil de gente simples como a maioria dos  brasileiros.

 

Estão aqui contos muito engraçados, muito desconcertantes, alguns arrancam-nos gargalhadas, outros dão que pensar, por exemplo, na lealdade dos animais, na preocupação com o próximo, no menosprezo dos valores materiais em detrimento do valor sentimental das coisas.

 

Lendo no intervalo de um livro maior.

 

Wednesday, August 05, 2026

Descalça e não segura

 

Mais um daqueles sonhos em que eu sou humilhada, destratada, desprovida das minhas necessidades e dos meus quereres…

 

Fomos numa caminhada ou numa excursão. Tivemos de parar um pouco para esticar as pernas ou tomar alguma coisa. Já não é a primeira vez que um sonho se passa naquele  preciso local.

 

Quando cheguei ao autocarro, reparei que estava descalça, com os pés cheios de terra e todos molhados. Não me lembro agora se tinha perdido as duas botas ou apenas uma.

 

Imediatamente entrei em parafuso. Era de  manhã e tinha de andar o dia todo assim. Pedi que fossem comigo á procura do meu calçado, pois não sabia onde o tinha deixado. Disseram que estavam com pressa porque o autocarro tinha de chegar a horas.

 

Estava visivelmente desconfortável quando acordei. Ainda bem que era apenas um sonho.

 

“A Herança” (impressões pessoais)

 

Aí está o livro que recebeu nota máxima esta semana. Andava há tempo para ler este livro mas só agora o consegui encaixar. Ainda bem que o fiz porque  precisava de dar conta de outros livros maiores, de não ficção e que já estão há anos á espera.

 

Para mim, neste momento, Samantha Hayes é a melhor escritora de Thrillers da  atualidade. Para mim ela é muito melhor do que a Freida. Consegue prender o leitor mesmo até á última página. Não sei se ela será a resposta inglesa á Freida, até porque eu conheço muitas outras escritoras inglesas com a mesma qualidade. A  Alice Feeney, as Claires…na Escócia e na irlanda existem autoras de  thrillers igualmente muito boas.  Esqueci-me da  Paula Hawkins.

 

Falando da Samantha Hayes e deste livro em concreto, esta família mais parece um conjunto de concorrentes da “Casa Dos Segredos”. Toda a gente tem algo a esconder. É mesmo a dinâmica familiar que Samantha Hayes explora. Dentro de uma família aparentemente normal, com as suas coisas, como acontece em qualquer família, pode acontecer algo, normalmente vindo do passado de alguém, para assombrar e influenciar os acontecimentos presentes.

 

No caso deste livro, o ponto de  rotura dá-se com a morte de Ray. É hora de dar a  conhecer o testamento ás filhas. Connie vive a chegada da família com apreensão. Como dizer a uma das suas filhas que não foi contemplada em testamento? A partir daqui, as coisas precipitam-se. Segredos do passado ameaçam irromper. Esta família não será mais a mesma.

 

Muito bom mesmo. Esta escritora esteve presente aqui em Portugal numa das feiras do livro. Tive pena de não a conhecer. É uma das autoras que mais admiro no momento.