Ou “Um Homem em Declínio”.
É muito desafiante ler algo de autores japoneses, especialmente pela diferença de costumes e de cultura. Já aqui tenho dito muitas vezes que por vezes me estranham algumas coisas que vejo retratadas em obras de autores japoneses. Por serem tão diferentes, gosto de ler.
Para mim a maior estranheza prende-se com os relacionamentos sociais. Há coisas que ainda não entendo. Eu diria que, no ponto de vista ocidental, os japoneses são todos doidos mas depois penso que os cérebros deles estão programados para outro tipo de situações muito diferentes do que temos por aqui.
A forma de cometerem suicídio, de viverem os problemas psicológicos é muito diferente. Ou cometem suicídios rituais como o haraquíri ou se vão atirar ao Mar. nada de estoirar os miolos, não vão estragar a casa. E veneno também não se usa para aqueles lados. Aliás, quando os japoneses se tentam matar assim, por qualquer motivo, acabam sempre por sobreviver. Nada melhor do que o Mar os levar para longe.
Pode-se dizer que este romance é muito autobiográfico, uma vez que osamu Dazai também se suicidou atirando-se ao mar.
Não se tratem, não!