Dorothy Koomson É outra escritora inglesa de thrillers.
Ela tem a particularidade de ser negra e ter também personagens negras e mulheres como heroínas dos seus livros. Cleo é disso exemplo. Pode-se dizer que é um alter-ego da autora? Cleo é escritora de policiais e argumentista. A sua protagonista também é uma mulher negra que desvenda homicídios. Cleo deixa tudo para trás de um dia para o outro sem dar explicações. Ela vai divorciar-se do seu marido sem motivo aparente.
Cleo está a assistir a um fenómeno inquietante: começam a aparecer pessoas mortas com os mesmos métodos que ela usou nos seus livros. A Polícia não a larga e ela tem de esconder um segredo que a pode arruinar. Mas a pessoa que está a cometer os crimes pode vir atrás de quem ela mais gosta e há que tomar decisões.
Este livro faz pensar em questões como a ténue linha que separa amor, ódio, obsessão, loucura. Não se percebe onde começa uma coisa e acaba outra.
Há aqui um defeito que tenho de apontar neste livro e já há um tempo atrás disse o mesmo de outros livros: passa-se muito tempo a enquadrar os acontecimentos. Este livro não está tão confuso como outros mas, até chegar ao clímax, temos de aturar muitas linhas de romance barato. A nota só não é mais alta por causa disso.