De novo com a poesia portuguesa no feminino. Não conhecia Inês Lourenço.
Com sotaque do Norte, chega esta coletânea de poemas variados. Há dias tinha lido um livro também de poemas de Adília Lopes e lembrei-me desses poemas ao ler estes.
Aqui Inês Lourenço vai mais longe. Deve ser a primeira vez que leio um poema que fale sobre…mamografia.
Também achei delicioso o quotidiano ilustrado em alguns destes poemas. Volto a dizer o que disse no outro dia: eu pensava que os poemas eram feitos de linguagem só acessível ao mundo do poeta, mas tinha de ser no momento em que os escrevesse. Se os lesse uns dias depois, ia questionar por que carga de água escreveu ele aquelas linhas.
No caso aqui de Inês Lourenço, ela chega a referir num dos seus escritos presentes neste livro o facto de haver mulheres que usavam saias compridas, não usavam roupa interior e aliviavam-se de pé. Um clássico tão lusitano.
Aprende-se a gostar de poesia lendo estas coisas bem simples.