Wednesday, July 01, 2026

Remando sempre para a frente

 

A Noruega deu um importante passo rumo a uma boa prestação no Mundial. Agora que venha o Brasil!

 

Haaland, o timoneiro do vigoroso barco viking, deu moral á tripulação dos bravos marinheiros do Norte. Quando o barco oscilava, ele seguiu em frente e levou a Noruega a bom porto.

 

Vamos ver se o barco viking  navega agora rumo á vitória.

 

Por falar em vikings, a suécia perdeu com a França. Eu digo mesmo que a França, para mim, é candidata a vencer o Mundial, especialmente pelas individualidades que compõem a sua equipa. É que não basta ter onze jogadores bons, no banco também tem qualidade. Dembelé e MBappé são uma mais-valia. Se cada um deles, numa outra seleção, faria a diferença, juntos no ataque francês são capazes de, praticamente sozinhos, deitar por terra a estratégia de qualquer seleção.

 

O México também se apurou ao vencer o Equador por 2-0. Dos países anfitriões, só falta mesmo os Estados Unidos se apurarem. Vão jogar com a Bósnia.

 

“Sete dias Em Junho” (impressões pessoais)

 

Tia Williams também será uma estreia nas minhas leituras. Um livro com um título semelhante ao que aqui trouxe anteriormente. Também trata de uma história de amor mas entre jovens escritores de raça negra. Pode-se dizer que há algo de autobiográfico nesta  história.

 

Para além da história de amor, este livro invoca as dificuldades que os norte-americanos de raça negra têm em se afirmarem na sociedade. Por mais talentosos que sejam, há uma barreira invisível que os impede de terem sucesso. Muitas vezes são os mais  frágeis e talentosos que se perdem. Vivem uma vida marginal, pautada pelos vícios e comportamentos destrutivos.

 

Estes dois personagens são disso exemplo. São duas pessoas com quem eu, de certa forma, me identifiquei. Pessoas com um riquíssimo mundo interior mas consideradas inadaptadas para a sociedade. Neste caso, a cor da pele de ambos faz com que eles sejam apenas reconhecidos na comunidade negra de escritores. A escrita é uma forma de a pessoa negra se afirmar mas não para o mundo dos brancos. Eva será um alter-ego de Tia. Ela também inventou uma série de vampiros em que ela e o seu eterno amor de adolescência são protagonistas. Por sua vez, Shane, o amor adolescente de Eva, também criou uma personagem baseada nela.

 

Para além da história de amor, este livro fala de racismo, de segregação, da importância da expressão artística para as vozes dos oprimidos se fazerem ouvir.

 

Dou nota positiva a este livro pelo que está para além do romance. Perdeu-se muito tempo com a história de amor, quando este livro tinha muito a desenvolver noutras áreas.

 

“Três Dias Em Junho” (impressões pessoais)

 

Nunca tinha lido nada de Anne Tyler. Esta é uma história de segundas oportunidades, uma história de amor entre pessoas na casa dos sessenta, ao contrário de noventa por cento das histórias de amor que leio por aqui. Se alguma vez gostei de romances, este livro é candidato a estar nas minhas preferências.

 

Gail tem um mau dia de trabalho. Ainda por cima a sua única filha, Debbie, vai casar no dia seguinte. Ela chega a casa e depara-se com Max, o seu ex-marido. Ele não vem sozinho, traz consigo uma encantadora gatinha. Gail passa-se.

 

A cerimónia de ensaio para o casamento é muito sensaborona. Algo ali não bate certo. Debbie tem dúvidas sobre a sinceridade do seu noivo. Gail começa a refletir sobre o que destruiu a sua relação com max. Ele, que ficou alguns dias em sua casa. Dá para perceber que, apesar de separados há anos, a cumplicidade entre eles jamais se rompeu.

 

Haverá uma segunda oportunidade de Gail e  Max serem felizes novamente?