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Tuesday, September 19, 2023

Trail

 

E começa a faina. Voltei a sonhar com trilhos, qual deles o mais engenhoso.

 

No meu sonho ainda via por onde andava, algo que já não acontece nos dias de hoje, como bem sabem. É por isso que  eu concluo que, hoje em dia,  é mais fácil eu embrenhar-me por estes caminhos nem sempre retos.

 

Ia um grupo enorme de pessoas e   comentava-se ainda aquela jornada em Penacova. Diziam que este trilho que agora percorríamos era facílimo mas…

 

Primeiro advertiram para lama no chão. Em alguns sítios havia mesmo água. Era uma terra muito negra e cheirava fortemente a lama. Eu andava com cuidado para não molhar os pés. Estava quase a gabar-me que consegui passar  quase sem sujar o calçado quando a vala da água ficou mais funda e enterrei os pés quase até aos tornozelos.

 

Mas o pior ainda estava para vir. Tínhamos de subir uns degraus manhosos que culminavam no topo de uma enorme árvore. Depois havia outra árvore com degraus como aqueles mas a descer para o outro lado. Não é a primeira vez que sonho com uma coisa destas mas, descansem, É impossível, digo eu, haver uma coisa destas na vida real.

 

E agora chegar ao outro lado? Que medo! Tínhamos de subir por um elástico, imagine-se. Aquilo nem era uma corda.

 

Com mãos trémulas  e escorregadias, eu balançava no vazio. E se eu caía dali? Por mais que me gritassem de baixo para continuar, estava completamente paralisada.

 

Felizmente acordei e estava em terra firme.

 

Tuesday, June 07, 2022

“A Longa Marcha” (impressões pessoais)

    

 

Curiosamente,  deu-se o caso de eu ter lido este livro no dia em que regressei ás caminhadas.

 

Só mesmo Stephen King para ter uma ideia tão brilhante! Mesmo que assine  a obra com outro nome…

 

Imagine-se que nos Estados unidos se realizava um evento organizado pelo exército. Jovens rapazes aí com os seus dezasseis ou dezassete anos inscreviam-se numa caminhada letal – a longa marcha.

 

Mediante inscrição e posteriores provas de aptidão, estes jovens ficariam colados á televisão para verem se eram um dos cem escolhidos para iniciar esta caminhada sem fim…ou talvez não.

 

Esta obra conta a história destes jovens que se fizeram à estrada, mesmo sabendo que só um viveria. ´ É focada a atenção em Ray, que todos nós já sabemos de antemão que vai ser o vencedor.

 

Os participantes caminharão sem cessar ou mesmo abrandar. Não podem parar se se sentirem cansados, doentes ou se os músculos cederem. Ao fim de um certo tempo, serão simplesmente fuzilados na estrada e abatidos como cães.

 

Ao longo da obra assistimos a execuções pelos mais variados motivos, grande parte deles porque estes jovens são simplesmente humanos e têm necessidades básicas que os obrigam a parar ou a abrandar.

 

Outros simplesmente não sabem que morrem. Vagueiam sem rumo pela estrada, até que sucumbem.

 

Mas afinal quem no seu perfeito juízo se inscreve numa coisa dessas? Quem teria coragem? Só um por cento de probabilidade de sobreviver…isto seria quase um suicídio. Não percebo: estes jovens tinham vidas normais. Tinham pais, amigos, namoradas, um deles tinha até mulher e um filho a caminho. O que daria na cabeça desta gente?

 

É claro que tal evento não existe mas ponho-me a pensar que há gente para tudo. Se calhar uma prova destas teria uns quantos malucos a quererem participar, digo eu. Já vi de tudo naquelas paragens. Distraem-se com cada coisa…

 

Um livro recomendado a quem gosta de caminhar.

 

 

Monday, June 06, 2022

Como assim não resultou?

 

Num dia em que regressei ás caminhadas, houve depois que relaxar imediatamente antes de ir dormir.

 

Sempre que posso, costumo ouvir frequências e experimento todo o tipo de meditações guiadas, especialmente para sonhos lúcidos e projeção astral.

 

Resolvi experimentar uma nova meditação que dava para as duas coisas. Estava já a descartar o áudio. Para a próxima iria experimentar outro ou procurar um que tinha há uns tempos que quase resultou, não fosse eu assustar-me na hora em que ia sair do meu corpo. Esse episódio está aqui relatado neste meu humilde espaço.

 

Depois das palavras de uma senhora brasileira que estava a guiar a meditação, surgiu um longo trecho de música. Eu acabei por desligar a coluna e virar para o outro lado.

 

Passado um tempo, dei por mim a sair da cama em direção á casa de banho. Atravessei a cozinha sem acender a luz e fui. Havia, no entanto algo estranho. Sentia-me a flutuar, como se não estivesse no meu corpo.

 

Acabei por chegar à casa de banho mas reparei que ali tudo estava diferente. Há muito que a luz da minha casa de banho queimou e eu não a substituí para ela não ficar esquecida quando saio de casa. Foi assim que ela queimou da última vez.

 

Pois bem, noutra dimensão, chamemos-lhe assim, a casa de banho tinha uma linda luz forte e dourada. Eu estava mesmo convencida que aquilo era real.

 

Foi quando acordei virada de lado.

 

Afinal a meditação guiada tinha resultado mesmo. Tinha ido aos outros compartimentos da minha casa, nada mais.

 

Se tiver tempo, hoje voltarei a fazer a mesma coisa. Quem sabe onde tudo isto me leva…