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Thursday, August 27, 2026

Devastada

 

Estava a chover de manhã e assim fiquei mais tempo deitada na cama, apesar de ter muito que fazer. Nos últimos tempos, tanto o computador, como o telemóvel, mais o computador até, têm dado luta. É o que faz eu deixar as coisas andarem até á última.

 

Sonhei que eram as festas da minha terra. Realmente há dias fui até lá. Estava uma bela tarde de verão. Ao ouvir ao longe o inconfundível som dos gaiteiros, logo me apressei a preparar o telemóvel para gravar.

 

Ao chegar á rua, por qualquer motivo, o telemóvel saltou-me das mãos, bateu na estrada e saltou para a berma.

 

Quando o fui apanhar, verifiquei que ele estava todo partido mas…ainda conservava apenas o logotipo da Apple no ecrã. Imediatamente entrei numa crise incontrolável de choro. E agora? O que fazer? Nem cópia de segurança tinha.

 

A origem deste sonho tem a ver com o facto de o telemóvel estar com a bateria danificada. Eu devia saber que as coisas não duram para sempre e devem ser substituídas. Este telemóvel tem já quase sete anos e o computador quinze. Se eu estou a trabalhar assim, a culpa é minha mas sou assim e não sei ser de  outra forma.

 

Que bom foi acordar e perceber que estava na minha cama e lá fora chovia!

 

Tuesday, August 11, 2026

Uma pequena multidão no meu quarto

 

Já é um sonho recorrente também.

 

Carla, Rafaela, jacinto…todos no meu quarto a repartirem aquele exíguo espaço comigo. A invadirem a minha privacidade, a fazerem barulho, a falarem, a ressonarem, a entrarem e a saírem…

 

Uma das mulheres ainda sugeriu duas dessas pessoas irem para outro quarto mas…ficaria sempre com o jacinto comigo, embora separado por um frágil biombo.

 

Nem imaginam o alívio que foi quando acordei sozinha e sossegada na minha cama.

 

Wednesday, August 05, 2026

Descalça e não segura

 

Mais um daqueles sonhos em que eu sou humilhada, destratada, desprovida das minhas necessidades e dos meus quereres…

 

Fomos numa caminhada ou numa excursão. Tivemos de parar um pouco para esticar as pernas ou tomar alguma coisa. Já não é a primeira vez que um sonho se passa naquele  preciso local.

 

Quando cheguei ao autocarro, reparei que estava descalça, com os pés cheios de terra e todos molhados. Não me lembro agora se tinha perdido as duas botas ou apenas uma.

 

Imediatamente entrei em parafuso. Era de  manhã e tinha de andar o dia todo assim. Pedi que fossem comigo á procura do meu calçado, pois não sabia onde o tinha deixado. Disseram que estavam com pressa porque o autocarro tinha de chegar a horas.

 

Estava visivelmente desconfortável quando acordei. Ainda bem que era apenas um sonho.