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Tuesday, August 04, 2026

“O Apanhador De Sonhos” (impressões pessoais)

 

Vamos a Stephen King e neste mês de agosto calhou a ser este livro que foi escrito enquanto o autor norte-americano recuperava do grave atropelamento que sofreu.

 

Confesso que este está longe de ser o meu livro favorito de Stephen King. Está muito confuso, frequentemente o leitor perde-se mas trata-se de uma grande história de amizade e inclusão em que quatro adolescentes sem qualquer tipo de deficiência protegem e ficam muito amigos de um menino com trissomia 21. Essa amizade acaba por mudar as suas vidas.

 

Não é a primeira vez que Stephen King atribui poderes a quem tem uma deficiência intelectual, neurodivergência, alterações cerebrais devido a tumores ou acidentes…a pergunta que se impõe é esta: ele, que também sofreu um acidente, também ficou com algum dom a mais?

 

Terá sido por causa desta tendência que eu também resolvi criar alguns contos tendo como ponto de partida, de certa forma, algum estado mental que não fosse o consciente ou em vigília. Mas aí eu exploro o medo, o subconsciente, o sonho, o efeito de drogas ou álcool, a premonição (algo que eu estou autorizada a escrever, uma vez que passo por experiências dessas), o desespero…No terror o que está na cabeça das pessoas é ainda mais horrível do que a realidade. E já me esquecia do velhote com demência que estava no lar e que não sabia sequer ir á casa de banho e era o autor dos crimes mais horrendos.

 

Há uma característica que acho engraçada de Stephen King. É a forma como ele descreve cheiros e principalmente sons. Uma vez andei uma bela temporada a rir porque ele comparou uma camisa de alguém a rasgar-se ao ronronar de um gato. Desta vez ele deu vários exemplos engraçados para descrever as ventosidades largadas por pessoas e animais que estavam infetadas por aquele vírus ou lá o que era que os extraterrestres trouxeram. Já não é a primeira vez que  Stephen King descreve o excesso de traques como um sintoma de radiatividade. Não sei onde é que ele leu isso.

 

Devo dizer que me fartei de rir com estas descrições incríveis  de flatulências. Eu só não sei como era o som da buzina da fábrica não sei de onde. Ele disse o nome de uma localidade. Por outra vez comparou um  traque de um personagem a um flautim desafinado tocado por uma criança. Outra vez ainda comparou outra ventosidade com o som de uma serra circular. Foi todo o livro assim, arrancou-me umas sonoras gargalhadas.

 

Apesar de ter achado o livro muito longo e muitas vezes me perder, dou nota positiva a este livro que considero um dos menos conseguidos do autor. Deve-se dar um desconto. Levou com um veículo em cima enquanto caminhava na estrada.

 

Monday, July 06, 2026

“As Cidades Invisíveis” (impressões pessoais)

 

O nosso Planeta é finito. Novos mundos já foram há muito explorados. Na nossa imaginação, cada um de nós pode inventar  quantos lugares quiser. Não há limites.

 

Italo Calvino traz-nos este fantástico livro em que a imaginação não tem limites. Marco Polo narra as suas viagens a um importante governador tártaro. Ele inventa cidades incríveis onde coisas estranhas acontecem. Muitas delas, por acaso, têm nome de mulheres. Temos Olinda, Fedora, Leandra, Clarisse, Berenice, Octávia…

 

A certa altura, o interlocutor do veneziano desconfia da veracidade das suas histórias e começa também a inventar. Algures entre o sonho e a imaginação, dentro de cada um de nós, existem lugares ainda por visitar e explorar. De repente ficamos com vontade de traçar rotas imaginárias para sítios onde jamais iremos fisicamente.

 

Como a mente humana é tão maravilhosa e tão surpreendente! Podemos viajar sem sair do lugar, a terras físicas e a terras que se perdem por aí no pensamento e na imaginação de cada um dos seres humanos que povoam a Terra.

 

Gostei bastante, até porque os livros são portais para a minha mente vaguear e para eu ainda conseguir ver o que os olhos não conseguem ver.

 

Friday, June 26, 2026

“Unidos além Da Morte” (impressões pessoais)

 

Eu julgo que esta escritora é portuguesa, seja como for, pegou num tema que muito tem dado que escrever: será que o espírito de quem está em morte cerebral ou mesmo morto comunica com quem ama?

 

Eu daria uma nota mais elevada a este livro, dei nota máxima há uns dias a outro relacionado com a mesma temática. Diferença? A forma como o outro livro abordava este tema era menos lamechas.

 

Eu gosto imenso de ler sobre estes temas de experiências fora do corpo,  consciência alterada, experiências de coma ou  quase morte…

 

Quando se pega nisto e se romantiza como forma de entretenimento, eu não acho lá muita piada. Aliás, não acho piada a romances. Só os leio nos intervalos de outros livros que me interessam mais. o típico relacionamento entre uma pessoa deste mundo e, aparentemente, um fantasma, não me diz nada. Até podiam ser duas pessoas de carne e osso, dois fantasmas, dois demónios, dois anjos…

 

E imaginem que este livro até tem cenas eróticas. Tudo dito!

 

Se não fossem estes  trejeitos de romance barato, dava nota 4 ou 5 a este livro.