O nosso Planeta é finito. Novos mundos já foram há muito explorados. Na nossa imaginação, cada um de nós pode inventar quantos lugares quiser. Não há limites.
Italo Calvino traz-nos este fantástico livro em que a imaginação não tem limites. Marco Polo narra as suas viagens a um importante governador tártaro. Ele inventa cidades incríveis onde coisas estranhas acontecem. Muitas delas, por acaso, têm nome de mulheres. Temos Olinda, Fedora, Leandra, Clarisse, Berenice, Octávia…
A certa altura, o interlocutor do veneziano desconfia da veracidade das suas histórias e começa também a inventar. Algures entre o sonho e a imaginação, dentro de cada um de nós, existem lugares ainda por visitar e explorar. De repente ficamos com vontade de traçar rotas imaginárias para sítios onde jamais iremos fisicamente.
Como a mente humana é tão maravilhosa e tão surpreendente! Podemos viajar sem sair do lugar, a terras físicas e a terras que se perdem por aí no pensamento e na imaginação de cada um dos seres humanos que povoam a Terra.
Gostei bastante, até porque os livros são portais para a minha mente vaguear e para eu ainda conseguir ver o que os olhos não conseguem ver.
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