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Monday, September 14, 2026

“Sob A Redoma” (impressões pessoais)

 

Stephen King assumiu: os livros dele têm sempre de ter muitas personagens. Este então…

 

Esta é mais uma história catastrófica, tal como são muitas do autor norte-americano. De repente, uma cidade do  Maine, para não variar, perto de Casttle rock, viu-se envolta numa espécie de redoma que causou a desordem, a morte, a destruição e o caos.

 

Big Jim é um homem sanguinário, sedento de Poder. Apesar de o governo federal ter nomeado o coronel Barbara para gerir esta crise, Jim tratou logo de o afastar, acusando-o de ter morto quatro pessoas que ele e o seu filho Junior tinham assassinado. Jim forma uma espécie de polícia ou exército popular que usa da extrema violência para impor a ordem. Que raiva eu tenho de Jim e do seu filho!

 

Junto á redoma, o caos e a morte imperam. Aviões despenham-se, a radiação é perigosa e as pessoas morrem de todas as maneiras e feitios. Julia- uma  jornalista e o referido coronel Barbara acabam por ser fundamentais. Eles que sobrevivem ás maldades e artimanhas do big Jim.

 

Precisamente por ser muito longo e ter muitas personagens, algumas com o mesmo nome, não dou nota tão alta a este livro. Mesmo assim está uma ideia interessante. De referir que  Stephen King pensou no primeiro esboço para este livro em 1976 mas só o concluiu em 2009, tendo-o começado a escrever em 2007.

 

Tuesday, August 04, 2026

“O Apanhador De Sonhos” (impressões pessoais)

 

Vamos a Stephen King e neste mês de agosto calhou a ser este livro que foi escrito enquanto o autor norte-americano recuperava do grave atropelamento que sofreu.

 

Confesso que este está longe de ser o meu livro favorito de Stephen King. Está muito confuso, frequentemente o leitor perde-se mas trata-se de uma grande história de amizade e inclusão em que quatro adolescentes sem qualquer tipo de deficiência protegem e ficam muito amigos de um menino com trissomia 21. Essa amizade acaba por mudar as suas vidas.

 

Não é a primeira vez que Stephen King atribui poderes a quem tem uma deficiência intelectual, neurodivergência, alterações cerebrais devido a tumores ou acidentes…a pergunta que se impõe é esta: ele, que também sofreu um acidente, também ficou com algum dom a mais?

 

Terá sido por causa desta tendência que eu também resolvi criar alguns contos tendo como ponto de partida, de certa forma, algum estado mental que não fosse o consciente ou em vigília. Mas aí eu exploro o medo, o subconsciente, o sonho, o efeito de drogas ou álcool, a premonição (algo que eu estou autorizada a escrever, uma vez que passo por experiências dessas), o desespero…No terror o que está na cabeça das pessoas é ainda mais horrível do que a realidade. E já me esquecia do velhote com demência que estava no lar e que não sabia sequer ir á casa de banho e era o autor dos crimes mais horrendos.

 

Há uma característica que acho engraçada de Stephen King. É a forma como ele descreve cheiros e principalmente sons. Uma vez andei uma bela temporada a rir porque ele comparou uma camisa de alguém a rasgar-se ao ronronar de um gato. Desta vez ele deu vários exemplos engraçados para descrever as ventosidades largadas por pessoas e animais que estavam infetadas por aquele vírus ou lá o que era que os extraterrestres trouxeram. Já não é a primeira vez que  Stephen King descreve o excesso de traques como um sintoma de radiatividade. Não sei onde é que ele leu isso.

 

Devo dizer que me fartei de rir com estas descrições incríveis  de flatulências. Eu só não sei como era o som da buzina da fábrica não sei de onde. Ele disse o nome de uma localidade. Por outra vez comparou um  traque de um personagem a um flautim desafinado tocado por uma criança. Outra vez ainda comparou outra ventosidade com o som de uma serra circular. Foi todo o livro assim, arrancou-me umas sonoras gargalhadas.

 

Apesar de ter achado o livro muito longo e muitas vezes me perder, dou nota positiva a este livro que considero um dos menos conseguidos do autor. Deve-se dar um desconto. Levou com um veículo em cima enquanto caminhava na estrada.

 

Sunday, June 28, 2026

“O Último Degrau Da Escada” (impressões pessoais)

 

Há dias percorria o feed do Facebook e encontrei um post a refletir  sobre este conto de Stephen King.

 

Eu julgo que este conto remonta aos tempos em que o mestre do terror ainda dava aulas e sobrevivia enviando os seus modestos  escritos para  publicações manhosas. Assim ganhava ele a vida nesses idos tempos. Alguns dos contos foram depois recuperados e incluídos nas muitas antologias de contos que existem. Por acaso eu já li muitas e é a primeira vez que leio este conto. Para dizer a verdade, se não tivessem falado nele no Facebook, teria passado despercebido. Já que estavam a falar nisto, e já que eu tinha de ler algo do Stephen King antes do mês acabar…

 

Este conto é muito simples. Fala da camaradagem que existia entre os irmãos Larry e Kitty. Em como a irmã mais nova confiava no irmão mais velho e o seguia. Em como não entrou em pânico porque sabia que, embora presa no último degrau da escada, o irmão iria  colocar o feno no chão para ela não se magoar.

 

Ambos tornaram-se adultos e os afazeres da vida acabaram por os levar em direções diferentes, como acontece com a maioria de nós. Kitty queria estar com o irmão mas o irmão declarava-se ocupado de mais para um simples encontro. Até que foi tarde demais. Farta de pedir ajuda, Kitty cometeu suicídio e Larry agora arrependia-se de não a ter ajudado como aconteceu quando ambos eram pequenos.

 

Para ler e refletir.