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Wednesday, June 24, 2026

“Santiago” (impressões pessoais)

 

Leio agora uma crónica de viagens escrita por Ruth Mattos.

 

Depois de mais de trinta anos de casamento que culminaram em divórcio, esta brasileira sentiu um enorme vazio e  resolveu dar sentido à sua vida.

 

Ela partiu para a Europa e propôs-se a fazer um dos  percursos dos caminhos de Santiago. Ao longo de mais de duas semanas, enfrentando as agruras do caminho e o cansaço, apesar de não ser muito religiosa, Ruth chegou ao seu destino. Ao longo destas páginas, a brasileira conta-nos o que sentiu, os amigos e companheiros de viagem que encontrou, a excelente comida que teve o prazer de degustar…

 

Conheço muita gente que já fez esse percurso. Eu já fiz alguns dos troços mas nunca cheguei a Santiago, embora já tenha visitado a  catedral.

 

Já me convidaram para ir a Fátima a pé. Um dia destes eu aceito. Gosto de caminhar e andar ao ar livre no meio da Natureza, daí eu curtir trilhos. Seria uma agradável experiência.

 

Saturday, October 12, 2024

“O Livro Branco” (impressões pessoais)

 

E foi conhecida a vencedora do prémio Nobel Da Literatura de 2024. A sul-coreana Han Kang foi a galardoada.

 

Escolhi desta escritora esta pequena obra. Nunca tinha lido nada dela e  a impressão com que fiquei deste livro foi boa. Há que ler outros para confirmar esta primeira impressão.

 

A originalidade com que está escrito este livro é incrível.

 

A autora pensa em coisas brancas e depois conta uma história, um episódio da sua vida em que esse objeto branco estivesse presente.

 

Fala da irmãzinha que nasceu antes dela e não sobreviveu. Também ela lhe faz lembrar a cor branca.

 

Muito bom mesmo.

 

Wednesday, September 25, 2024

Sem Minha filha Não Vou” (impressões pessoais)

 

Livro também chamado de “Rapto Em Teerão”.

 

Já aqui tinha trazido o livro da filha desta cidadã norte-americana, a menina que é o centro desta impressionante história da vida real de loucura e fanatismo. Neste caso, mais loucura de alguém completamente desequilibrado e fora da realidade. A prova é que depois até a família dele se colocou ao lado da mulher, coisa que antes não acontecia.

 

Na altura a filha de Betty era muito pequena e acabou por escrever já adulta as suas memórias do mesmo assunto. Ver “Sobreviver A Teerão”.

 

Tanto a mãe como a filha fazem questão de sublinhar que nem todos os iranianos são os maus da fita. Mais do que fanático religioso, o pai e marido era uma pessoa instável mentalmente e poderia estar a sofrer de transtorno bipolar. Daí elas não saberem que homem tinham pela frente na maioria das vezes.

 

Já tenho lido muitos livros sobre  a vida das mulheres nos países muçulmanos mas, em todos os livros, aparecem pessoas desses países, por vezes outros homens, como neste caso e noutro livro que li sobre paquistaneses, que salvam as mulheres do jogo de maridos déspotas e fanáticos.

 

Não vamos mais longe. Portugal não é um país muçulmano e a violência doméstica está muito presente. Também aqui tem ou teve em tempos um cunho religioso, fruto de mais de quarenta anos de Estado Novo.

 

Betty e a filha tiveram o azar de enfrentar também a guerra. Quanto ao regime iraniano, parece que ainda não mudou grande coisa. Ainda ontem li a notícia de um pugilista que foi condenado á morte simplesmente por ter uma opinião contrária. Quem luta muito pela liberdade no irão é o meu craque- o Mehdi Taremi. Por falar nisso, fiquei a perceber por que é que há muitos Mehdis no Irão. É o nome de um imã.

 

O que dizer disto? Já conhecia a história mas a mãe lembra-se de mais factos chocantes do que a filha. A filha, mesmo depois de adulta, continuava a ter medo que o pai a viesse buscar para a criar naquele regime muito diferente do seu mundo.