Séneca foi um homem
multifacetado. As suas influências abrangem a Política, a filosofia, a
Dramaturgia…viveu no século primeiro e terá escrito este texto por volta do ano
56 depois de Cristo. Ele, que teve uma vida conturbada, acabando por cometer
suicídio após matar a mãe de nero, de quem foi conselheiro. Aquele nero que mandou
incendiar Roma? Acho que só conheço
esse. Sendo assim, os conselhos de Séneca neste livro de pouco lhe valeram.
O filósofo, nascido em Córdoba, disserta sobre as vantagens
da clemência e da virtuosidade á tirania para governadores. No meu entender,
este texto é intemporal, já que regimes autoritários existem em todo o lado,
mesmo nos dias de hoje.
Séneca fala das vantagens em estar de bem com o povo e com
quem rodeia o governador. Se o estilo
for mais autoritário, imposto pelo medo e a força, esse governador não
terá sossego, pois, de entre os seus homens, haverá sempre algum ou um conjunto
deles que se vão livrar dele e conspirarão secretamente para o derrubar. O
governador viverá sempre preocupado com a sua segurança. Lembro-me de Hitler
ter uma pessoa que lhe provava a comida para se certificar que não estava envenenada.
Nos tempos de hoje, fica a dúvida quando ouvimos dizer que
um político déspota morreu. Mesmo que ele seja velho e morra de causas
naturais, vão sempre dizer que ele foi envenenado ou assassinado de certa
forma. A História está cheia de casos desses.
Achei interessante estes exemplos que Séneca dá aqui,
recorrendo á natureza. Fiquei a saber que as abelhas rainhas não possuem
ferrão. Com isto ele quer dizer que elas não usam a força. O seu poder está no
saber governar a sua colmeia.
Mais á frente dá o exemplo da reação das pessoas quando veem
uma cobra pequena e uma cobra grande. A cobra pequena podem deixar ir, ao passo
que a cobra grande, até reúnem um grupo para a exterminar.
Governar pelo carisma sempre foi preferível. Muito
interessante.