Vemos que a sociedade evoluiu quando cada vez mais pessoas da comunidade LGBT+ se fazem ouvir e dão a conhecer todo o seu mundo. São inúmeros os escritores que, a partir das suas obras, não se escondem e fintam o preconceito. Homofobia vai sempre haver mas há que ter coragem de escrever sobre o assunto.
Claire Lynch é homossexual, tem três filhas com a companheira, vive numa sociedade que ainda estranha haver uma família diferente mas, com a escrita deste livro, vem provar que muito bem estamos hoje em relação ao passado.
Ela aqui traz-nos a história de uma mulher casada, com uma filha pequena que comete o crime de se apaixonar por outra mulher. Comete o crime, disse bem. Ao longo da história, esta mulher, no processo de divórcio e de luta pela custódia da filha, é tratada como se fosse a pior das criminosas. A sua intimidade e a sua integridade enquanto pessoa responsável foi posta á prova apenas e só porque ela se apaixonou por outra mulher. Segundo os senhores do tribunal, aquilo ia fazer um mal terrível á criança que acaba entregue exclusivamente ao pai.
Esse pai nunca disse á filha o que se passou com a mãe. Com mais de quarenta anos, Maddie parte ao encontro da mãe e encontra uma mulher feliz ao lado da sua companheira. Apesar de ter sido feliz ao lado do pai, ela não compreende por que foi privada do contacto com a mãe e a sua companheira.
Hoje em dia, apesar da abertura legal para casamentos de pessoas do mesmo sexo, ainda há muito preconceito na sociedade. Estas pessoas pagam um preço moral ainda por serem diferentes, sem que disso tenham culpa. Muita gente pensa que ser homossexual é uma escolha ou uma doença. Não compreendem e pouco toleram a diferença.
Estas pessoas que escrevem livros, têm o condão de desmistificar estes preconceitos e provar que não é a orientação sexual que define um Ser Humano.
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