Lídia Jorge foi agraciada recentemente com o Prémio Camões de 2026. Mais uma oportunidade para ler uma das suas obras.
Desta vez a escolha recaiu neste livro que fala de Moçambique após a independência. Ainda se vivia um clima de guerrilha, de selvajaria, de desumanidade.
Fala-se de um envenenamento por álcool metílico. Um grande número de nativos aparece morto junto ao Mar. De início pensou-se que terão morrido afogados mas depois começam a haver intoxicações aocollicas por toda a cidade da Beira, especialmente num hotel. Há acusações de parte a parte sobre quem está por detrás destes mortos. Surgem garrafas aparentemente de vinho capazes de matar brancos e negros.
Uma obra bastante curiosa. Pode-se considerar um romance de época. Lídia Jorge escreveu este livro em 1988.
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