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Saturday, July 25, 2026

“A Descoberta do Mundo Interior” (impressões pessoais)

 

Sincronicidade, eis o termo que descreve alguns dos fenómenos que se têm passado comigo ao longo da minha vida e que eu atribuía a alguma mediunidade.

 

Cada vez que leio algo sobre o funcionamento da mente humana, vou conhecendo mais um bocadinho de mim, embora fique ainda com mais dúvidas do que certezas. Acabo por dar nota máxima a esta obra porque vem nomear um dos fenómenos que se passam no meu interior. Esses episódios deram origem a relatos neste meu espaço onde vou confessando por vezes as estranhas coisas que se passam comigo.

 

Episódios de Sincronicidade ocorreram não só como sonhos premonitórios ou que se realizaram (por aqui há alguns exemplos), as mortes de David bowey ou Chris cornell U(este episódio é, de longe o mais espetacular de todos), o Abdallah Gomaa (outro episódio de alguma espetacularidade) ou mesmo a viagem no tempo que eu fui forçada a fazer até ao cenário hediondo de um crime público.

 

Ingrid Riedel, seguidora de Jung, atribui ao psicanalista suíço a paternidade deste conceito que se reveste de alguma perplexidade e de algumas questões. É o mesmo fenómeno que vem explicar o uivo dos cães quando se sabe que os donos vão morrer ou a presença das aves de mau agoiro junto á casa dos moribundos. Sinceramente, eu nem estava a ver a ligação destes fenómenos com os que acima descrevi e que se passaram comigo. Sobre esta situação dos animais que pressagiam morte, encontrei há uns tempos atrás num livro de corrente espírita.  Aí a tese era de que os animais pressentiam a presença de espíritos que se aglomeravam nas imediações das casas dos moribundos para os encaminharem ao outro lado. Aqui a explicação prende-se com certo tipo de energias e ligações invisíveis.

 

Agora fica a  questão, pegando no exemplo do David Bowey que ainda estava vivo quando eu  tive o pensamento persistente que ele já estava morto, como é que eu, de forma inconsciente, sabia que ele ia morrer? Porquê eu, se não tinha qualquer  ligação ao senhor, para além de ouvir as suas músicas?  Alguém mais teve essa sensação ou essa  convicção algures no Mundo? Porque é que eu tenho  tendência a experimentar estas coisas estranhas, uma vez que esta nem foi a primeira e muito menos a última? Há alguma característica que faça com que eu seja suscetível de atrair este tipo de vivências? Por exemplo, dá para relacionar isso a um certo tipo de mediunidade ou entrada inconsciente no mundo do oculto?

 

Pior ainda foi o caso de um sonho que tive já há muito tempo com um ciclista morto na estrada durante uma prova. Também está aqui documentada estas história e na altura eu fui buscar a descrição do sonho e cruzei com o que realmente aconteceu.   Andei uns dias muito incomodada com aquilo porque a imagem que apareceu no meu sonho foi a mesma imagem do ciclista morto. Era aquele e o sítio onde ele estava caído era também aquele mesmo. Não me lembro quantos dias passaram desse sonho á realização do mesmo. De  referir que eu nunca tinha ouvido falar desse ciclista até ao dia da queda fatal. Lembro-me que era um ciclista belga. Haveria forma de eu, tendo a identidade dele, ou sabendo quem era, de o avisar de modo a evitar aquela tragédia? Que conhecimento é este que nos mostra imagens tão reais de acontecimentos futuros, mas oculta quem vai sofrer esse acontecimento e, como foi aqui o caso, perder a vida?

 

Já aqui falei há uns anos atrás, também falando de outro livro, de pessoas que sonham recorrentemente com acidentes e, perante o mesmo cenário na estrada, um dia na vida real, conseguem evitar o desfecho que viram em sonhos. Que estranhas energias movem a mente humana para pressagiar acontecimentos ou até se ligar a quem não conhece?

 

Ficam mais dúvidas do que certezas. O que é certo é que este tipo de situações não é assim tão invulgar como aparenta ser á partida. O que eu questiono aqui é por que razão isso tem vindo a acontecer comigo.

 

Tuesday, March 31, 2026

“Sobre Os Sonhos” (impressões pessoais)

 

Quantas vezes é que eu já não disse aqui que Freud precisa-se para analisar alguns dos meus sonhos mais rocambolescos?

 

Aqui está ele justamente a dissertar sobre esse mundo tão fascinante e tão misterioso que nos leva por vezes a questionar como são possíveis algumas vivências enquanto dormimos.

 

Mas nem Freud tinha certezas quanto á interpretação dos seus próprios sonhos, mesmo os mais simples. De uma coisa ele tem a certeza: muitos dos nossos sonhos, para não dizer a maioria, têm origem em factos ou pensamentos ocorridos durante a vigília. Concordo. Ainda há dias disse aqui para quem me quis ler que sonhei com alguma coisa porque tinha lido algo. Não foi há tanto tempo assim.

 

Depois Freud tem aqui um capítulo curioso sobre as especificidades dos sonhos das crianças. Estes sonhos manifestam desejos. Se foi negado algo à criança, ela vai sonhar invariavelmente que realizou esse desejo. Esses sonhos ainda podem ocorrer na idade adulta mas são mais raros.

 

Bem tenho aqui uma ferramenta útil para prestar atenção daqui para a frente nos meus sonhos. A inteligência artificial também poderá imitar o divã de Freud e fazer isso, tal como aconteceu há dias.

 

Tuesday, March 03, 2026

“Luto E melancolia” (impressões pessoais)

 

Sandra edler traz-nos aqui uma abordagem a um dos trabalhos de Freud publicado em 1917. Esta autora propõe-se a abordar as temáticas do pai da psicanálise, comemorando os noventa anos da publicação deste trabalho.

 

Melancolia aqui é idêntico ao que chamamos hoje de depressão. O luto pode dar lugar á melancolia nas suas variantes mais patológicas.

 

Freud e os antigos criam que os estados de espírito estavam ligados a quatro humores do corpo: o sangue, a linfa, a bile amarela e a bile negra, esta última responsável pelos estados depressivos e pela melancolia. Por isso vem a expressão: “estou de bom humor” ou ainda “Fulano tem maus fígados”.

 

Aqui distingue-se luto de melancolia. O luto é a perda de algo externo: um familiar, um amigo, uma condição de Saúde, o emprego, uma casa…

 

A melancolia, por seu turno, não terá por vezes uma causa aparente. Pode ser desencadeada pelo luto mas, na maioria das vezes, é interna ao próprio indivíduo. Manifesta-se por uma tristeza profunda e perda de interesse pelo que rodeia o indivíduo.

 

Foi uma leitura muito interessante.