Por vezes o meu subconsciente transporta-me a memórias de quando era criança. Eis um estranho sonho que exemplifica isso mesmo.
Estou deitada no meu quarto de infância. Na altura a janela dava para a rua, para o quintal. Nessa noite do meu sonho eu estou doente.
Era início de mais um dia. Não estava escuro nem claro. Deviam ser aí umas cinco ou seis horas da madrugada. Sentia um medo inexplicável mas não estava sozinha.
A fazer companhia ao meu lado estava um gato de cor indefinida. Talvez uma mistura de todos os gatos que passaram pela minha vida. Sentia um certo conforto na sua companhia, a meio da inquietação crescente que me assolava.
A certa altura, comecei mesmo a gritar por alguém. A sensação era inexplicável. Uma mistura de medo com angústia e inquietação.
Acordei. O despertador ainda não tinha tocado. Voltei a adormecer.
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