Tuesday, May 05, 2026

Andar em transportes públicos em sonhos é uma aventura

 

Quando o despertador tocou, ainda lutava com paragens, autocarros e percursos. Foi mesmo até ao  soar do despertador.

 

Num sábado á tarde, por volta das cinco horas, deslocava-me a pé até uma paragem. O autocarro já lá se encontrava. Entrei. Era uma mulher que estava ao volante e foi dizendo que tinha de ir lá bem para trás. Eu fiquei intrigada. Queria-me sentar o mais próximo possível para depois poder sair mais rápido e em segurança.

 

Já a ferver por dentro, uma vez que só via lugares vazios, indo uma imensa quantidade de gente nos bancos de trás,  perguntei o que vinha a ser aquilo agora. Já há muito que não ia de autocarro para casa e só o fiz daquela vez porque havia greve dos comboios ou algo assim.

 

A  condutora disse que aqueles lugares estavam reservados. Essa agora! O autocarro estava prestes a arrancar, ia passar por paragens onde não estaria ninguém…Que vinha a ser aquela palhaçada que já me estava a deixar doida de revolta? As outras pessoas que iam atrás também discutiam. Para se ter uma ideia, o autocarro ia todo vazio e somente o último banco e mais duas filas tinham gente. A condutora não deixou sentar ninguém, nem mesmo eu, nos lugares da frente.

 

Eu pensei que aqueles lugares estavam reservados para quem tinha comprado bilhetes online. Se assim fosse, o autocarro tinha aqueles passageiros e normalmente não existe mesmo assim aquela disparidade de distribuição de lugares.

 

Eu comecei a discutir, como não podia deixar de ser. Estava a dar Futebol e a condutora até estava a ouvir o relato inicialmente mas depois mudou o rádio de estação, submetendo-se aos protestos ruidosos dos passageiros concentrados comigo lá atrás.

 

Essas pessoas estavam muito indignadas, juntando-se a mim nos protestos. Estava a ser esquisito as pessoas bem espremidas no último banco e o autocarro cheio de lugares vazios. Cada vez falávamos mais alto.

 

Eu olhava pela janela a ver se já tinha ou não passado a paragem. Com a conversa tinha-me distraído.

 

Quando o autocarro parou, houve alguém que me foi levar ao sítio mas foi por um local menos seguro e que eu não conhecia de todo. Havia uma rampa muito íngreme, passando abruptamente para umas escadas irregulares…

 

Só chatices! Nem a dormir estou descansada.

 

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