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Monday, October 18, 2021

Profissional do prazer feminino

 

Ele há com cada uma…

 

Eis um sonho muito intimista, digamos assim. Pornográfico, pode dizer-se.

 

Por onde começar a narrar este episódio onírico bem curioso e embaraçoso para mim, sem dúvida? Freud precisa-se…

 

Alguém para me ajudar recomendou-me que consultasse uma pessoa bem especial. Diria que se tratava de uma prostituta, de uma profissional do sexo. Mas não era uma profissional do sexo qualquer. Digamos que ela era uma prostituta de mulheres, ou seja, uma prostituta lésbica. ela não só atendia mulheres já assumidas, como aquelas que fantasiavam experimentar sexo com outra mulher. Assim, recorriam sem culpas a uma profissional que estava ali mesmo para lhes mostrar o caminho.

 

Não sei por que carga de água, alguém me indicou que deveria requisitar os serviços de tal profissional. Eu lá fui sem saber no que me metia.

 

Entrei numa espécie de consultório. A profissional já se encontrava com pouca roupa e mandou-me deitar numa marquesa comum. Era como se estivesse numa consulta. Nada de ambiente romântico, em tons de rosa e com flores ou corações. Apenas um frio e impessoal consultório com lâmpadas fluorescentes, uma marquesa e pouco mais.

 

Ela mandou-me despir antes de me deitar na marquesa. Ela já estava nua há tempo, como referi. Eu disse que não percebia nada daquilo. Ela disse que não me preocupasse, ela mesmo tomaria o comando. Eu estava ali para desfrutar dos prazeres.

 

Ela começou a percorrer com dedos ágeis o meu corpo. De início senti apenas dedos frios a tocar-me. Depois já não era com frio que me arrepiava. Descobri com assombro que era de prazer. Ela sabia como chegar ás zonas mais sensíveis.

 

Cada vez sentia ondas mais fortes de prazer, até que ela chegou onde queria. A certa altura, em vez de usar os dedos, usou a língua. Aí, com horror e estupefação, apercebi-me que estava a atingir o clímax. Desejei que tal prazer fosse prolongado pelo infinito. Parecia que voava na direção do paraíso. Ondas vibrantes percorriam o meu corpo.

 

Era já outro dia e eu tinha de me encontrar com alguém num local desconhecido. A profissional do sexo foi comigo. A minha preocupação agora era o que iria dizer aos meus amigos e familiares. Como iria eu apresentar a desconhecida que me fazia companhia? Juntas percorríamos um trilho com campos muito verdes de um lado e de outro. As outras pessoas encontravam-se mais adiante.

 

Em breve teria de dar explicações. Não as cheguei a dar porque acordei.

 

Tuesday, May 04, 2021

“Guia Do Politicamente Incorreto Do Sexo” (impressões pessoais)

 

Por vezes há que variar um pouco os temas da leitura. Desta vez escolho um livro que não passa de uma reflexão sobre os dias de hoje levada a cabo pelo brasileiro Luiz Felipe Pondé.

 

Nesta pequena obra, o seu autor reflete sobre o caminho que o sexo tem levado nos nossos dias em que o politicamente correto está a arruinar as relações.

 

Hoje em dia, o assédio e o simples piropo são considerados atos de machismo. Vivemos, na opinião do autor, numa sociedade em que se dá a entender que gostar de mulheres é ser-se um violador e um machista.

 

Pondé antevê uma sociedade a caminhar para lado nenhum. Uma sociedade em que parece que ser gay é que é chique. No cinema e na literatura, como que se inverteu o papel do homem e da mulher. Isto para não se entrar no politicamente incorreto.

 

Estava a ler esta obra e estava-me a lembrar que hoje em dia, qualquer coisa que se escreva ou que se realize, é logo minuciosamente escrutinado pelos puritanos das redes sociais. Não só no que respeita ao machismo, feminismo, homofobia ou violência de género. Também no que respeita ao racismo, à deficiência e demais questões fraturantes, vemos que hoje caminhamos sobre cacos de vidro para não ferir suscetibilidades.

 

Luiz Felipe Pondé decidiu neste livro abordar as questões do sexo na sociedade moderna. Assiste-se a um novo puritanismo. As mulheres nossas antepassadas eram mais livres e disponíveis sexualmente do que as suas netas hoje em dia. Isto apesar de todas as conquistas femininas.

 

O autor, na minha modesta opinião de membro da sociedade atual, chega a chocar com aquilo a que chama emancipação masculina que permite, entre outras coisas, albergar o direito do homem a não aceitar um filho como seu.

 

Por último, Luiz Felipe pondé questiona o que seria de nós se os nossos antepassados tivessem adquirido os comportamentos sociais a que hoje assistimos. Provavelmente já nem existiriam seres humanos.

 

Discutível, no mínimo.