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Tuesday, April 28, 2026

Peripécias de uma tarde de descanso

 

Este fim de semana foi repleto de atividades e no domingo tive de me levantar de madrugada. Havia que descansar um pouco. Mas este momento de recarregar baterias teve um episódio inusitado.

 

Os episódios de paralisia do sono por vezes dão azo a estas coisas.

 

Notei que estava mais leve, não estava no meu corpo físico. Abri muito os olhos, levantei-me da cama e fui junto á janela. O objetivo era  passar através dela como tenho feito algumas vezes.

 

Aqui o pormenor é que não passei à primeira mas não desisti. Voltei a tentar e já estava na rua. E o que vou fazer hoje? Agarrar alguém que vá a passar pelo braço.

 

A rua estava movimentada. Era de dia e aqui temos de contar com mais gente neste mundo paralelo do que existe na realidade.

 

De forma aleatória, escolhi uma senhora que ia a passar. Peguei-lhe no braço. Em vez da descarga de energia que sinto habitualmente sempre que toco numa pessoa neste estado, senti mesmo o braço dela. Era sinal que escolhi uma pessoa que tinha mesmo um corpo físico e não pessoas que deixaram o corpo sei lá onde ou que já não tinham nenhum. Desta vez acertei.

 

Ela continuou a andar e não deu pela minha presença.

 

Wednesday, October 09, 2024

O inseto

 

Esta cena passa-se quase imediatamente antes de acordar, antes ainda de o despertador tocar.

 

Terá sido um episódio de paralisia do sono que também pode ocorrer quase ao amanhecer, justamente quando estamos prestes a acordar. Normalmente os meus episódios ocorrem no início da noite, sendo raros os que se dão  na última fase da noite de sono. Li que tem a ver com as fases do sono. A paralisia do sono dá-se no decorrer do sono R.E.M., nos primeiros ou nos últimos momentos.

 

Sonhava eu que ia voltar a estudar. O meu quarto estava igual. Estava virada para as janelas, onde a claridade das luzes passava pela frincha das janelas de madeira que sempre estão  fechadas.

 

Nisto, ouço qualquer coisa a voar pelo quarto, fazendo um barulho semelhante a um enorme moscardo.  Fiquei sem reação para me tapar e ele veio pousar no  meu pescoço para meu horror. Quando acordei, ainda sentia um certo formigueiro e uma certa impressão no sítio onde aquela coisa aparentemente aterrou para me ferrar.

 

Ainda escutei  por alguns minutos. O único som que ouvi foi a chuva a cair lá fora.

 

Mesmo assim, estava relutante em deixar a cabeça a descoberto. Ainda voltei a adormecer antes de enfrentar mais um dia.

 

Sunday, April 28, 2024

Um homem que passeava um cão

 

Logo vi que ia ter um episódio de paralisia do sono. Acordando depois de adormecer e estando algum tempo sem pegar no sono, é quase certo isto vir a acontecer.

 

O bom dessas situações, por vezes, é que podem dar origem a sonhos lúcidos, a experiências fora do corpo e a situações muito estranhas. Refira-se que o cérebro não está completamente a dormir, por vezes está mais ativo do que em vigília e isso dá origem a situações como estas.

 

vi-me a levantar da cama, a abrir a janela, desta vez a do meio, e a saltar para baixo. O dia era de sol, num universo paralelo, parece-me a mim. Toquei ao de leve no chão e comecei a subir, planando sobre casas com telhados característicos com telhas laranja. As casas eram todas brancas. Fui-me afastando, subindo cada vez mais.

 

Aterrei numa estrada rural, numa espécie de ruela onde não havia circulação de carros. Alguns estavam estacionados por ali. Não vi ninguém numa primeira instância. Não conhecia de todo o lugar onde eu estava.

 

Fiquei por ali um pouco. Reinava o silêncio. Nisto ouvi falar. Só depois avistei um homem de meia-idade, aí entre os quarenta e cinco e os cinquenta anos, a passear um cão de porte médio de uma tonalidade castanha muito clara.

 

Comecei a falar com ele e o cão veio ter comigo. Fiz festas no dorso do animal e constatei que o pelo era liso e bem cuidado. As sensações eram muito reais, até podia sentir o cheiro do champô do cão que tinha sido lavado há pouco tempo.

 

Este é o episódio de muitos que teve esta noite longa.