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Saturday, February 27, 2021

Mortes súbitas no Desporto em 2021

 

Estamos a acabar o mês de fevereiro e já registamos três casos de paragem cardiorrespiratória no Desporto de alta competição em Portugal que depois resultam em morte.

 

Algo está a acontecer. Duvido que isto seja apenas uma infeliz coincidência. Sendo o Desporto um espelho da sociedade, também nesta se verificam de há uns tempos para cá algumas mortes súbitas de pessoas aparentemente saudáveis. O que está a acontecer?

 

Vivemos numa época de pandemia. A covid19 mata diretamente muitas das suas vítimas, mas também se sabe que pode ser fatal para outras pessoas porque mobiliza os recursos da Saúde para o seu combate, negligenciando outros doentes e os cuidados primários essenciais a qualquer pessoa.

 

Quase sempre assintomáticos ou com sintomas ligeiros, os atletas não são imunes a esta doença. Os efeitos a longo prazo são desconhecidos, mas o que se sabe deixa-nos alarmados. O vírus poderá já ter feito estragos a nível neurológico e circulatório que só vão sendo percebidos ao longo de algum tempo. Sabe-se que o coração é particularmente afetado.

 

Estas mortes não se verificam no Futebol da primeira liga, talvez porque os testes são mais apertados e deteta-se sempre se um jogador esteve ou não infetado. E os atletas das divisões inferiores ou os praticantes de outras modalidades? Estiveram alguma vez infetados sem sintomas? Naquele tempo entre março e abril em que tudo esteve fechado e não se fizeram testes, terão contraído a doença sem se aperceberem? Terão ignorado sinais de alarme dados pelo seu corpo?

 

Estas e outras questões podem ser colocadas por quem como eu pensa que a pandemia não será alheia a estes casos que levam atletas aparentemente saudáveis a sucumbir durante jogos ou treinos. Será sem dúvida algo que requer uma investigação mais aprofundada. Antes do começo deste ano, os casos de morte súbita no Desporto de alta competição eram, felizmente muito raros. Este ano, em quase dois meses, já perderam a vida três atletas do Desporto de alta competição e um do Desporto amador.

 

Alfredo Quintana é a última vítima desta onda inexplicável de mortes no Desporto. Num dia está a fazer um bom jogo contra o Águas Santas, no outro luta pela vida no Hospital de São João. Nestas situações começo a questionar a volatilidade da vida. Num momento estamos bem a rir e a falar e no minuto seguinte já tombamos no chão com todas as mãos e os equipamentos a serem poucos para nos salvar.

 

Pressinto que algo muito alarmante está a acontecer. Deixo isto para os médicos e cientistas, mas continuo a atribuir estas mortes inexplicáveis à covid19. Direta ou indiretamente. Urge aprofundar mais esta situação para que os atletas não partam para as suas atividades desportivas ou mesmo vão dormir sem saber os cruéis desígnios que se albergam no seu corpo que, afinal de contas, é humano.

 

Friday, February 12, 2021

Chocou com o guarda-redes, ficou mal e…foi expulso

 

Sabe-se que a arbitragem portuguesa tem andado pelas bocas do Mundo nos últimos tempos. Tal realidade é transportada para o Mundo dos sonhos.

 

Têm havido algumas lesões mais complicadas e os árbitros portugueses não sabem como reagir. Tudo isto o meu subconsciente compilou e criou mais uma situação que prometeria se acontecesse horas e horas de aceso debate na CMTV. Questões éticas aqui até iriam ser levantadas. Isto para não falar das meras questões de risco para a saúde dos atletas e do mistério que prometia ser também o conteúdo de uma seringa enorme empunhada com orgulho e alguma sobranceria por um membro da equipa médica do Porto.

 

Eu assistia a um jogo entre o Porto e o Marítimo pela televisão. Estava a conseguir ver o jogo, distinguia perfeitamente os jogadores, apesar de não saber como são fisicamente alguns das duas equipas e vagamente me recordar de como eram outros.

 

Há um lance fortuito entre dois jogadores iranianos, curiosamente. O guarda-redes do Marítimo Amir e o Taremi tentaram disputar a mesma bola e o choque entre ambos foi inevitável.

 

Não sei quem era o árbitro da partida. Sei apenas que o Taremi imediatamente ficou em sérias dificuldades, enquanto que o guarda-redes do Marítimo ficou de pé, levando a mão à cabeça certamente dorida e imediatamente se apercebendo que o seu colega não estava bem.

 

Indiferente a isso, o árbitro corre para o local. Estava longe, o que não deveria ser. Em vez de perguntar ao Taremi se estava bem, já brandia o cartão vermelho na mão. Os comentadores ficaram atónitos. O cartão vermelho ali não tinha razão de ser, muito menos mostrado a um jogador que estava estendido no chão. Duvido sequer que ele distinguisse a cor de qualquer cartão. Dizem as leis que os cartões só devem ser mostrados quando o jogador se levantar e, no caso de este sair lesionado, devem ser exibidos quando ele está na maca, nunca no chão.

 

Via-se que o Taremi estava em sérias dificuldades. Ser expulso era o menos para ele. Dava para ver que ele definitivamente não estava bem. A pele dele brilhava com suor e mesmo os jogadores do Marítimo estavam apreensivos.

 

O árbitro, ainda de cartão encarnado em punho, deu autorização para a entrada da equipa médica dos azuis.

 

Estranhamente, um membro da equipa médica tirou-lhe a camisola do corpo com a ajuda de jogadores das duas equipas. Nunca antes se tinha visto algo igual. Dava para ver a dificuldade que sentiram. A camisola estava colada ao corpo e foi preciso muito esforço para a libertarem.

 

Depois veio a parte mais incrível. Um membro da equipa médica encheu uma enorme seringa com um líquido de um amarelo leitoso. Parecia aquele produto que se usa para livrar as videiras das pragas. Foi a vez de eu ficar muito apreensiva. Coitado do Taremi. Estar assim e ainda levar com aquela mistela injetada no corpo. A olhar pelo aspeto daquilo, parecia que não lhe ia fazer nenhum bem, mas eu não era médica.

 

Novamente com a ajuda de várias pessoas, ergueram-no um pouco e espetaram-lhe a enorme seringa com aquela coisa horrível na veia do braço direito. O que seria aquilo? Adrenalina não era de certeza!

 

Estava realmente preocupada com a saúde do meu craque. Já não é a primeira vez que sonho que algo lhe acontece, coisa que eu não queria.  Apesar de estar a jogar naquela coletividade, quero sempre que ele seja feliz e que esteja bem.