Sabe-se que a arbitragem portuguesa tem andado pelas bocas
do Mundo nos últimos tempos. Tal realidade é transportada para o Mundo dos
sonhos.
Têm havido algumas lesões mais complicadas e os árbitros
portugueses não sabem como reagir. Tudo isto o meu subconsciente compilou e
criou mais uma situação que prometeria se acontecesse horas e horas de aceso
debate na CMTV. Questões éticas aqui até iriam ser levantadas. Isto para não
falar das meras questões de risco para a saúde dos atletas e do mistério que
prometia ser também o conteúdo de uma seringa enorme empunhada com orgulho e
alguma sobranceria por um membro da equipa médica do Porto.
Eu assistia a um jogo entre o Porto e o Marítimo pela
televisão. Estava a conseguir ver o jogo, distinguia perfeitamente os
jogadores, apesar de não saber como são fisicamente alguns das duas equipas e
vagamente me recordar de como eram outros.
Há um lance fortuito entre dois jogadores iranianos,
curiosamente. O guarda-redes do Marítimo Amir e o Taremi tentaram disputar a
mesma bola e o choque entre ambos foi inevitável.
Não sei quem era o árbitro da partida. Sei apenas que o
Taremi imediatamente ficou em sérias dificuldades, enquanto que o guarda-redes
do Marítimo ficou de pé, levando a mão à cabeça certamente dorida e
imediatamente se apercebendo que o seu colega não estava bem.
Indiferente a isso, o árbitro corre para o local. Estava
longe, o que não deveria ser. Em vez de perguntar ao Taremi se estava bem, já
brandia o cartão vermelho na mão. Os comentadores ficaram atónitos. O cartão
vermelho ali não tinha razão de ser, muito menos mostrado a um jogador que
estava estendido no chão. Duvido sequer que ele distinguisse a cor de qualquer
cartão. Dizem as leis que os cartões só devem ser mostrados quando o jogador se
levantar e, no caso de este sair lesionado, devem ser exibidos quando ele está
na maca, nunca no chão.
Via-se que o Taremi estava em sérias dificuldades. Ser
expulso era o menos para ele. Dava para ver que ele definitivamente não estava
bem. A pele dele brilhava com suor e mesmo os jogadores do Marítimo estavam
apreensivos.
O árbitro, ainda de cartão encarnado em punho, deu
autorização para a entrada da equipa médica dos azuis.
Estranhamente, um membro da equipa médica tirou-lhe a
camisola do corpo com a ajuda de jogadores das duas equipas. Nunca antes se
tinha visto algo igual. Dava para ver a dificuldade que sentiram. A camisola
estava colada ao corpo e foi preciso muito esforço para a libertarem.
Depois veio a parte mais incrível. Um membro da equipa
médica encheu uma enorme seringa com um líquido de um amarelo leitoso. Parecia aquele
produto que se usa para livrar as videiras das pragas. Foi a vez de eu ficar
muito apreensiva. Coitado do Taremi. Estar assim e ainda levar com aquela
mistela injetada no corpo. A olhar pelo aspeto daquilo, parecia que não lhe ia
fazer nenhum bem, mas eu não era médica.
Novamente com a ajuda de várias pessoas, ergueram-no um
pouco e espetaram-lhe a enorme seringa com aquela coisa horrível na veia do
braço direito. O que seria aquilo? Adrenalina não era de certeza!
Estava realmente preocupada com a saúde do meu craque. Já
não é a primeira vez que sonho que algo lhe acontece, coisa que eu não queria. Apesar de estar a jogar naquela coletividade,
quero sempre que ele seja feliz e que esteja bem.