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Wednesday, February 21, 2024

“Estrela Da tarde” (impressões pessoais)

 

Quem não conhece este  poema de José Carlos Ary dos Santos e imortalizado na voz de Carlos do Carmo!

 

Eu cresci a ouvir a música. Houve um ano em que Carlos do Carmo cantou todas as músicas propostas para a eurovisão, logo, sabia-se quem ia, só não se sabia com que música. Não sei se esta era alguma dessas porque ary Dos Santos foi um dos grandes autores de músicas do Festival Da Canção.

 

A novidade aqui é que eu nunca tinha lido o poema sem a música e nem pareceu a mesma composição. Depois fui ouvir a música na voz de  Carlos Do  Carmo.

 

Uma sensação um pouco diferente.

 

Friday, May 07, 2021

“Batida Perfeita” (impressões pessoais)

 

Tenho saído um pouco da minha zona de conforto ultimamente. Tenho lido alguns romances que não possuiria se os tivesse de ler a tinta.  Além disso, tenho de despachar alguns livros deste género que tinha aqui.

 

Falando um pouco deste livro, mais uma vez da autoria de uma escritora brasileira, trata-se da história de dois jovens que se conhecem numa escola de artes em Nova Iorque. Já são vários os livros que leio este ano de autoras brasileiras a enquadrar as suas histórias nos Estados unidos. Mas no Brasil não se passa nada???

 

Mais do que um entediante romance com uma história de amor por trás, este livro salva-se por ter uma mensagem forte. Nunca devemos desistir dos nossos sonhos, por mais duras que sejam as adversidades.

 

Noah e Saint encontram-se na mesma escola e sonham fazer carreira na dança clássica e na música respetivamente. Inicialmente eles embirram um com o outro mas acabam por viver uma história de amor, como não podia deixar de ser. Ou isto não fosse um romance.

 

Eles são colocados a trabalhar juntos, apesar das diferenças de personalidade e de estilo. Ensaiam para um importante festival que pode valer uma avultada bolsa de estudo e, quem sabe, um contrato profissional.

 

Noah tem um acidente numa pista de gelo e fica para sempre impossibilitada de dançar profissionalmente. Naturalmente ela fica destroçada.

 

Saint apresenta-se no festival e acaba por vencer. Á sua espera tem um contrato para a sua banda com uma editora. Pensando em Noah, ele acaba por recusar.

 

Não satisfeita com a sua condição, Noah vai tentar recuperar para uma escola de balé. Ela cai mas logo se levanta. A sua persistência é incrível.

 

Na minha opinião, este livro só se salva pela forte mensagem de esperança associada. Se assim não fosse, figuraria na galeria de piores livros que li a juntar-se a um que li há pouco tempo. Este ao menos tem uma história por trás que vai muito além do o mero engate.

 

Tuesday, March 30, 2021

“o Contrabaixo” (impressões pessoais)

 

Costuma-se dizer que aqueles que se dedicam ás artes são seres muito estranhos. São tão fora da caixa, que não possuem vida social, muito menos vida amorosa.

 

Este livro faz disso tema. Um músico de uma grande orquestra narra os seus dias fechado no seu quarto, tendo como única companhia o seu instrumento- o contrabaixo.

 

Imprescindível tanto na sua vida, como na orquestra, o seu instrumento molda a sua existência para o bem e para o mal.

 

O músico vive apaixonado por uma cantora de ópera mas a sua paixão não é materializada em encontros românticos entre ambos porque o contrabaixo não o permite. Ele observa-o continuamente no seu quarto. Chega a ser indiscreto mas sem ele não consegue viver.

 

É assim a arte. De tanto nos pegarmos ao nosso dom, esquecemos o básico da vida. Li algures que todos os artistas são pessoas infelizes e, dessa infelicidade e dessa incapacidade de se adaptarem ao mundo que os rodeia surge a inspiração. Eu penso que é um pouco ao contrário. Um artista tem uma forma muito peculiar de viver a sua existência que não é alcançável pelos outros. Pode-se dizer que o artista vive com alma, enquanto os outros vivem exclusivamente com o corpo.

 

Ser artista não é para qualquer um, é para aqueles que vivenciam o Mundo para além dos cinco sentidos do corpo.