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Saturday, September 26, 2026

“A Ansiedade É Uma Companheira Cruel” (impressões pessoais)

 

A quem o diz Milena Farias! Enquanto estou a escrever estas linhas, já sinto o  espírito alvoroçado por causa da prova de amanhã. É sempre assim comigo.

 

E por que será que o tema “Fix You” de Coldplay bule tanto com o  espírito de quem está ansioso.

 

Milena Farias traz na forma de poemas o que a ansiedade a faz sentir. De certa forma eu identifico-me, pois também sofro do mesmo mal. Ultimamente não posso sair á rua sem que sinta o coração acelerado. Já fui pior, também já estive melhor do que agora.

 

E aquela sensação de o cérebro sempre arranjar problemas onde, aparentemente, parece não haver? Eu, por exemplo, não me consigo lembrar de um só dia da minha vida em que não tive chatices, pensamentos desagradáveis, memórias dolorosas e problemas aparentemente irresolvíveis na minha vida. É incrível!

 

Aqui uma das minhas a tentar explicar o que vai na mente. Por vezes não é fácil.

 

Wednesday, September 09, 2026

“Dois cimbalinos Escaldados” (impressões pessoais)

 

De novo com a poesia portuguesa no feminino. Não conhecia Inês Lourenço.

 

Com sotaque do Norte, chega esta coletânea de poemas variados. Há dias tinha lido um livro também de poemas de Adília Lopes e lembrei-me desses poemas ao ler estes.

 

Aqui Inês Lourenço vai mais longe. Deve ser a primeira vez que leio um poema que fale sobre…mamografia.

 

Também achei delicioso o quotidiano ilustrado em alguns destes poemas. Volto a dizer o que disse no outro dia: eu pensava que os poemas eram feitos de linguagem só acessível ao mundo do poeta, mas tinha de ser no momento em que os escrevesse. Se os lesse uns dias depois, ia questionar  por que carga de água escreveu ele aquelas linhas.

 

No caso aqui de Inês Lourenço, ela chega a referir num dos seus escritos presentes neste livro o facto de haver mulheres que usavam saias compridas, não usavam roupa interior e aliviavam-se de pé. Um clássico tão lusitano.

 

Aprende-se a gostar de poesia lendo estas coisas bem simples.

 

Tuesday, September 01, 2026

“O Decote Da Dama De Espadas” (impressões pessoais)

 

De volta á poesia em Língua Portuguesa.

 

Neste conjunto de poemas de Adília Lopes, está presente sobretudo a infância e suas peripécias. Quem já não passou por todas estas situações?

 

Do quotidiano se faz poesia, não é preciso usar palavras difíceis e abstratas, nem invocar sentimentos complexos.