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Friday, October 02, 2026

“A Consciência Não Morre” (impressões pessoais)

 

Já li imensos livros  sobre experiências fora do corpo e similares. Quem costuma acompanhar os meus escritos sabe que tenho especial predileção e curiosidade por estas temáticas que tanto me fascinam.

 

Aqui a novidade é que este não é apenas mais um dos muitos livros que leio sobre este tema. Este livro é da autoria de um português e traz relatos e testemunhos de portugueses, algo que eu nunca tinha encontrado.

 

Mário simões traz-nos aqui uma abordagem mais ampla sobre o estudo da consciência e das experiências de quase morte em particular.

 

O cientista aborda esta temática de uma forma mais ampla, apontando os prós e os contras das várias perspetivas: científicas e espirituais.

 

A partir desta leitura, cabe ao leitor formar a sua opinião sobre uma temática que permanece um mistério e continua a despertar enorme curiosidade entre a comunidade científica e o cidadão  comum que sempre se entusiasmou com este tema. Tanto que li este livro de uma só penada e a ele atribuí nota máxima.

 

Sunday, August 23, 2026

“Guia Para compreensão e manejo do TDAH” (impressões pessoais)

 

Debruçando-me, como toda a gente sabe por aqui nos últimos tempos, sobre  as neurodivergências.

 

Este livro da autoria de Luis augusto rohde debruça-se nesta temática mas  não aborda tanto o diagnóstico do TDAH nos adultos e é isso que me interessa. Normalmente estas situações são mais detetadas em crianças, cada vez mais mas adultos que nasceram nos anos setenta ou antes estão sem diagnósticos e chegam a uma certa idade e não dá mais para continuar assim.

 

Eu tenho alguns livros que lerei mais á frente que podem abordar estes diagnósticos em adultos e sobretudo em mulheres que foramsendo pouco   diagnosticadas para TDAH e autismo. Continuo a dizer, eu quando era pequena, estando eu longo tempo (para mim parece que foram anos) no Hospital de Aveiro, abrindo portas normalmente fechadas, mexendo em coisas que não eram para mexer (até para a lavandaria ia) devia acender logo o alarme.

 

Eu mexia em tudo, não pedia para mexer isso deu-me alguns dissabores. Olhem no meu primeiro dia de aulas logo! Comecei a levar porrada por mexer no dossier. Nunca mais me esqueci. Não tinha filtro também. Dizia mal dos professores à frente deles! Isso é que era coragem!

 

E assim foi mais uma leitura para me tentar descobrir melhor.

 

Saturday, August 22, 2026

“O Cérebro autista” (impressões pessoais)

 

Mais um livro da autoria de Temple grandin, desta vez destrinçando como funciona realmente o cérebro autista.

 

A norte-americana oferece-se  para participar em tudo o que seja estudos sobre o autismo que ainda permanece um mistério, pois cada pessoa é diferente e o cérebro não se comporta da mesma maneira.

 

Ela aqui vai tendo a ajuda de outro cientista para  enumerar o que se vai passando no cérebro e suas transmissões. A certa altura eu perdi-me. Busco efeitos, não causas.

 

Apesar disso, temple grandin vai trazendo algumas das suas dificuldades. Destaco duas que eu partilho. Também eu não consigo estar sossegada quando pessoas falam num quarto ao lado, numa divisão ao lado ou mesmo na rua. fico algo desconfortável. Quando chega o mês de maio, fico apreensiva porque vai haver uma noite em que as pessoas vão enfeitar as ruas de Coimbra para a “Festa Da Planta E Da Flor”. Aquilo para mim é pior do que a tortura. Em tempos a minha rua foi sossegada mas agora, cada pessoa que passa, cada grupo que passa, acorda-me, impedindo-me de dormir. Talvez aqui, á noite, fosse aconselhado usar protetores de ruído. Não me lembro de uma noite em que não acordei com gente a passar na rua. mesmo os seus pés a tocarem o chão me incomodam.

 

Ela volta a falar das dificuldades que tem no que diz respeito a atividades físicas. Eu tenho a mesma sensação, embora eu adore Desporto e, para mim, o desporto seja a melhor terapia. Talvez eu tenha regredido um pouco por agora não estar no ginásio. Ela relata aquilo que eu me  farto de refletir que acontece comigo. Eu posso andar há anos no Desporto e sinto que nunca evoluí. Por mais que esteja ou não esteja em forma, não passo de determinados valores na corrida, por exemplo. Chega lá uma pessoa, deficiente visual como eu, ao fim de duas ou três semanas, já me consegue igualar ou até ultrapassar. Sinto-me uma fraude, uma perda de tempo. Sinto que não vale a pena apostar em mim e, se as pessoas me descartam, eu ainda me sinto pior, pois a prática desportiva é ainda algo que me liga á sociedade, que faz com que, por exemplo, eu saia de casa e conviva.

 

Em suma, vou descobrindo pessoas iguais a mim de certa forma, não me sentindo tão estranha e deslocada.