Sunday, March 22, 2026

A pressão

 

 

Realizou-se este sábado o torneio de primavera na delegação da ACAPO de Coimbra. Foi o torneio mais concorrido de sempre de Showdown. Contou com mais de vinte participantes- vinte e um para sermos mais precisos.

 

Estava algo ansiosa porque, como estão lembrados, tive azar no torneio da semana passada. Sinceramente, prefiro este formato com a fase normal de grupos e depois passarem dois classificados de cada grupo. No meu entender, como se fez no passado sábado é confuso para mim e acabei por me dar mal porque tive uma derrota normal com o  Fortunato e  depois também perdi com a Paula Cotrim naquele jogo que é  claramente de tripla e daquela vez caiu para o lado dela.

 

Meti na cabeça que me tinha de redimir. Esta pressão colocada sobre mim mesma podia ter corrido mal mas não correu e ainda bem.

 

No meu grupo estavam Aida Santos, com quem comecei logo por jogar, Rosa Esteves e Nazaré barata.

 

Tinha de entrar a ganhar. Se perdesse este jogo, podia ficar em baixo psicologicamente. Entrei desde logo pressionada por mim mesma. Vi na semana passada que  a Aida joga muito bem e evoluiu bastante. Esperava-nos um embate duro e foi isso que acabou por acontecer. Tinha de estar muito atenta e cometer o menor deslize possível. O resultado  foi um jogo rasgadinho logo a abrir o torneio.

 

Venci igualmente os outros dois jogos com Nazaré barata e rosa Esteves. Fui a primeira classificada do meu grupo e iria defrontar a segunda classificada do outro grupo onde estava a  Paula cotrim.

 

Surpreendentemente, a minha adversária Foi  Elisabete Soares da ACAPO de Aveiro que era a primeira vez que participava num torneio. É uma jogadora  interessante. Para quem está a começar, já  demonstra segurança a defender e tem como ponto forte o contra-ataque. Eu percebi logo que  aquelas bolas rematadas de primeira e com força iam ser objeto de atenção. Sobretudo, alguém com agilidade na defesa como eu, tinha de anular aquele tipo de jogo.

 

Foi também um jogo muito duro. Como eu disse, ela defende bem e contra-ataca ainda melhor. Foi um jogo que durou bastante porque ambas defendemos bem. A bola teimava em não entrar. Tive de recorrer a diagonais e outros recortes técnicos. Talvez também através dos serviços.

 

A outra meia-final foi entre a  Aida que ficou em segundo lugar no meu grupo e a Paula Cotrim. Um grande, jogo, portanto. Elas jogaram até antes de mim. Quando joguei com a Elisabete, já sabia que voltava a ter a Paula à minha espera para mais um daqueles jogos com vitória imprevisível.

 

Na minha mente ainda bailavam recordações do que falhou no sábado passado. Houve remates dela que simplesmente não consegui anular. Passei a semana toda a pensar em como anular esses remates e os serviços dela que são uma mais-valia. Sobretudo, tinha de estar o mais calma possível e pensar que aquele era um novo jogo. Um jogo que valia um título. Tudo podia acontecer. Tinha também de ter cuidado com erros e com faltas. No sábado passado cometi algumas. A falta que eu mais cometo é o arremesso de bolas para fora. No sábado passado até bolas na placa central da mesa coloquei e raramente faço isso. O resultado foi ter perdido.

 

Uma coisa é certa. Se fosse um jogo como aquele do torneio de novembro…impróprio para cardíacos…

 

Sim, houve espetáculo, como sempre, incerteza no marcador. Tinha eu vencido o primeiro set. o segundo iria ser duro porque ela iria ripostar. E foi. Foi um jogo muito semelhante ao que nós fizemos no torneio da Eslováquia em 2024.

 

Nem sabem o peso que me saiu das costas. Mas tenho a convicção que, se eu tenho perdido aquele primeiro jogo com a Aida, as coisas podiam ter sido muito más. Aquela vitória, conseguida com muito suor acabou por me galvanizar para a jornada sem derrotas. Nem um set perdi. Às vezes é preciso as coisas não correrem bem num dia para ficarmos mais atentos no outro.

 

Por fim ficam os resultados. Nas mulheres, eu fiquei em primeiro, em segundo ficou Paula Cotrim e em terceiro ficou Aida Santos.

 

Surpresa houve no torneio masculino. Fortunato dias acabou por disputar apenas o terceiro e quarto lugar, pois perdeu com Daniel Cardoso. Há dias assim. Tal como eu tive um dia de azar no passado sábado, desta vez as coisas não lhe correram bem. Jorge Oliveira acabaria por vencer, ficando Daniel Cardoso em segundo e Fortunato Dias em terceiro.

 

O Showdown regressa dia 20 de junho. Aí quero ver se tenho mais sorte. Tenho mesmo de reverter aquela situação do outro dia.

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