Saudades de ler Annie Ernaux? Chegou a hora de mais um fabuloso livro que parte da sua história de vida.
Igual a si própria, a escritora francesa, galardoada com o prémio Nobel da Literatura em 2022 narra o drama de ser mulher, professora, mãe, dona de casa. Em suma, narra as agruras de ser mulher.
Chego á conclusão que sou como ela. Acho que nos íamos dar bem. Desprovidas de algum tipo de comportamento puramente feminino. É incrível o relato dela de como fingia interessar-se por coisas de mulheres. Eu nem me dava a esse trabalho. Era um desgaste psicológico imenso.
Aliás, a falta de tato feminino nota-se de bem cedo quando ela abomina os trabalhos domésticos, tal como eu, e brinca com bonecas tal como eu brincava. De um modo selvagem. Também ela curtia correr e brincar na rua.
Mas ela é da geração da minha mãe, não da minha e, para essas mulheres, embora na França, a vida não era fácil. Ela tem o exemplo de casa de a mãe trabalhar na loja e o pai cozinhar mas no resto das casas francesas estimava-se que as mulheres fossem prendadas, tivessem um certo esmero, recato, discrição, coisa que, como sabemos, Annie ernaux não tem e nunca terá.
Será por isso que eu gosto tanto desta senhora?
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