Monday, December 09, 2019

Primeiros passos em Lourosa



Mais de seis meses depois da minha última caminhada, dezembro começa com o meu retorno a esta atividade que tanto prazer me dá.

Numa manhã de chuva, ainda era noite quando meti pés ao caminho rumo à Rodoviária. Por precaução, saí de casa bem cedo para percorrer as ruas escuras e desertas. Podia haver algum percalço.

Acabei por chegar ao meu destino sem incidentes de maior. Já no autocarro, os meus companheiros saudaram o meu regresso- o que me deixou um pouco emocionada.

Chegámos a Lourosa e foi aí que recomecei. Agora tenho de ser acompanhada por alguém sempre.

Fizemos um trecho dos caminhos de Santiago. A primeira parte teve catorze quilómetros. A segunda parte era mais difícil. Por precaução não fiz essa parte do percurso.

Estava feliz com o meu regresso. Mais um passo rumo â normalidade!

Saturday, November 30, 2019

Uma casa para a Isabel



Nos meus sonhos, a velha carrinha azul da ACAPO ainda faz viagens intermináveis…nem que seja ao quinto dos infernos.

E precisava de ir tanta gente ver uma casa para uma amiga nossa???!!! Em vez de a aconselharmos, provavelmente ainda a baralhávamos mais.

A carrinha tinha nove lugares mas ainda iam pessoas de pé, quando não iam ao colo umas das outras. Que aventura!

A viagem era por ruas desconhecidas de Coimbra. Eu ia questionando se já não iríamos em Lisboa ou no Porto. Eu já não estava a conhecer as ruas e aquela viagem já me estava a enfadar.

Para a própria Isabel que andava à procura de casa nova, a viagem já a deixava enjoada. Parámos para ela sair um pouco e apareceu alguém a dizer que era proibido uma viatura tão velha estar ali parada. Aquele era um local de turismo.

Já estava preocupada com as horas. Fazia-se tarde e eu tinha horários a cumprir.

Blocos de partida



De vez em quando ainda sonho com provas de Atletismo.

Desta vez havia uma prova numa espécie de pista coberta. Apesar de eu não estar a treinar, ofereci-me para participar. Iria marcar presença nos cem, duzentos, quatrocentos metros, no lançamento do peso e do disco.

A primeira prova que tinha era a dos cem metros. Os blocos de partida já se encontravam na pista para os ajustarmos. Eu partia da pista um.

Ainda andava às voltas com os blocos quando soou o tiro de partida. Que vergonha! Já não mexia em blocos há muitos anos e não me lembrava como se regulavam. Quando julgava que estavam ajustados, eis que não estava confortável em partir assim.

O resultado foi desastroso. Devo ter batido o record de lentidão dos cem metros. Por incrível que pareça, demorei mais de sete minutos! Nem aos mil e quinhentos metros fazia tempo tão mau.

Sempre tinha outras provas para me redimir mas foi mesmo muito mau.

A culpa foi dos blocos de partida.