Wednesday, October 28, 2015

Aquela distinta magia africana



O Porto voltou a vencer em casa para a Liga Dos Campeões. O adversário foi o Maccabi de Telavive- uma equipa que curiosamente também não tem publicidade nas camisolas.

Desde logo, há a destacar o facto de, aos dezoito anos, Ruben Neves já ser capitão do Porto. Um grande feito para este talentoso jovem que é uma das nossas maiores promessas.

Hoje é dia de Champions, dia de o Brahimi se esfolar em campo, que é o que já está a fazer.

Ruben Neves remata com perigo. Ainda é canto.

Parece que o Maxi hoje comeu uma ração de combate bem reforçada. Está pujante.

Os jogadores israelitas reclamam grande penalidade. Apareceu o Jogador Número Onze caído na área num lance com Bruno Martins Indi.

Corona é o primeiro jogador a ver o cartão amarelo por fazer falta sobre o Jogador Numero Onze do Maccabi.

Lopetegui não está a gostar do jogo. Danilo Pereira prepara-se para entrar. Talvez seja Imbula a sair.

O Porto cria perigo agora por Aboubakar.

O Jogador Número Quinze do Maccabi viu o cartão amarelo.

Aboubakar faz de cabeça o golo do Porto.

Belo golo. Que jogada! Aboubakar serve Brahimi para mais um golo do Porto.

O Jogador Número Vinte E Dois do Maccabi remata com perigo.

O Jogador Número Vinte E Dois do Maccabi resolveu trazer ameixas. Atenção. Ele, que entrou na segunda parte.

Aboubakar envia a bola ao poste.

O Jogador Número Onze do Maccabi viu cartão amarelo por falta sobre André.

Maxi remata por cima.

De livre, o Maccabi obriga Casillas a fazer alguma coisa.

Tello cria perigo.

O cartão amarelo saiu agora para Carlos Garcia, me parece.

Tello volta a remata com perigo mas o resultado mantém-se em 2-0. Mais um triunfo para o Porto que assim soma já sete pontos.

Tuesday, October 20, 2015

Noite luminosa e festiva






Eu farto-me de puxar pela cabeça e, por mais voltas que dê à minha memória onírica, não consigo encontrar mais nenhum outro sonho tendo como cenário o quarto dos meus pais.

Este sonho conta-se em poucas linhas. Havia festa na aldeia e estava uma bela noite de luar, daquelas com que Agosto por vezes nos brinda.

Eu não tinha ido ao arraial mas queria ver o fogo-de-artifício. Mais uma vez, admirava-me da extrema luminosidade daquela noite. Nunca tinha visto coisa igual. Devia ver-se melhor na rua naquela noite onírica do que nalguns dias de Ceu cinzento.

O fogo-de-artifício começou e eu estava a tentar filmar. Queria filmar o fogo e também aquele Céu, aquela luz. Estava mesmo muito alegre naquela noite junto à janela do quarto dos meus pais. Simplesmente não sei explicar.


“O Canto Das Ervas”- Celina Da Piedade (Eu Não Conhecia Isto)




Nunca antes houve tantos e tão diversos cantores portugueses. Há quem cante em Inglês, há quem cante o fado, géneros alternativos e há quem preserve as nossas raízes mais profundas da música tradicional portuguesa.

Eu já estava a dormir quando esta música passou mas logo acordei. Eu julgava até que conhecia isto mas, ouvindo melhor, cheguei M conclusão de que nunca antes tinha ouvido tal música. Posso conhecer parecidas. Esta não.

Inicialmente pensei que esta música era de algum grupo dos muitos que havia nos anos oitenta, maio Moço, Raízes, Ronda Dos Quatro Caminhos…Agora alguns desses grupos andam a reeditar alguns dos seus trabalhos da altura. Podia ser que houvesse alguma música inédita nesses trabalhos.

Se calhar disseram quem cantava esta música mas eu não ouvi. Então vi-me e desejei-me para a encontrar. Consegui. Isso é que interessa.

Este tema chama-se “O Canto Das Ervas” e é interpretado por mais uma cantora portuguesa da qual nunca tinha ouvido falar- Celina Da Piedade.

Gostei imenso desta música e, mais uma vez, a grande interpretação da cantora faz dela ainda mais maravilhosa do que é.

Sobre esta cantora, sei que deve ser alentejana, pois vi que canta por vezes com grupos corais alentejanos, acompanhando-os em concertos.

Vila Franca De Xira



Por mais que estejamos alertados para a natureza estranha e surpreendente dos sonhos, nunca nos deixamos de espantar com a estranheza de alguns.

Tudo começa com um jogo que eu não estava a conseguir ouvir na rádio lá em minha casa. Eu estava mesmo muito chateada. Não sei quem estava a jogar mas penso que era o Nacional da Madeira…com o Vilafranquense.

Ora bem, como eu não estava a conseguir ouvir o relato em lado nenhum, a solução foi…ir até lá. Na vida real corria o riso de o jogo acabar muito antes de eu lá chegar. Nos sonhos (neste em particular) não sei como foi.

Sei que apanhei um comboio para Vila Franca De Xira mas este, como todos os transportes que costumo apanhar em sonhos, não me deixou onde eu queria ficar. Deixou-me numa moderna urbanização com edifícios enormes. Eu estava surpreendida por aqui em Portugal haverem edifícios de uma tal envergadura.

Não sabia para que lado seguir. Que ia fazer agora? Lembrei-me de colegas e amigos que me podiam ajudar. Como estava evoluída aquela cidade! Há anos que ali não colocava os pés.

E continuei a não colocar os pés, apenas o espírito, se calhar.

Afinal, quem joga com o Vilafranquense para a Taça De Portugal é o Sporting e o jogo nem vai ser lá.

Monday, October 19, 2015

Rádios antigos



Já aqui contei algumas peripécias da minha infância, especialmente quando tudo me servia para brincar. Esta é mais uma história dessas.

De há uns anos a esta parte, sem que nada o faça prever, vou-me lembrando de coisas que já estavam esquecidas e enterradas. Já me aconselharam a registar por escrito essas memórias. Às vezes, tais lembranças são de tal maneira fortes, que sou mesmo transportada para esse acontecimento. É frequente sentir mesmo os cheiros ou os sabores desses momentos, como se os estivesse a viver de novo. Por vezes o espaço onde me encontro é mesmo substituído. Isso acontece aí desde 2010. Já perguntei por que é que isso acontece a entendidos e todos me dizem que é algo estranho.

Escrever e partilhar aqui alguns dos acontecimentos de que me vou lembrando é uma boa ideia.

Desta vez lembro-me de uma tarde longínqua em que eu (sempre eu- eu era terrível para essas coisas) fui desencantar uns rádios antigos em casa do meu falecido vizinho. Acho que ele os tinha na rua para arranjar. Alguns deles tinham uma espécie de alça para trazer como se trazem as carteiras de senhora.

Logo me surgiu uma das ideias peregrinas que sempre me assolavam naquelas alturas. Com um desses rádios a tiracolo, pavoneava-me pela estrada fora. Se fosse agora, com o tráfego que na altura não havia e há hoje, já estaria no Youtube ou no Instagram. Naquela altura, estas memórias perderam-se no tempo, até que me lembrei delas assim do nada.

Lembro-me que fomos até nossa casa com os adereços a tiracolo e a minha mãe mandou-nos ir levar os rádios ao sítio. Acho que ainda continuei por ali quase até anoitecer. Lembro-me de ir rodando os botões enquanto me passeava pela estrada.

Naquela altura era assim.