Monday, March 02, 2026

Os Amigos voltam sempre (impressões pessoais)

 

Já cá faltava o conto infantil. Já há muito que  não lia um.

 

Este É nos trazido por maria Rosa Colaço, alentejana, nascida em 1949, autora de algumas canções de “trovante”.

 

É a história do Pedro que vai passar férias de verão em setembro a uma casa na praia. Encontra uma estrela do mar em apuros e tornam-se amigos.

 

Este livro deu para recordar algo que eu já me tinha esquecido. No tempo em que eu andava na escola primária, as aulas começavam apenas em outubro. Em setembro ainda dava para passar férias na praia, tal como me lembro de ter acontecido em alguns fins de verão em que íamos essencialmente para a Costa Nova. Em alguns dias nem dava para ir á praia porque estava a chover.

 

Outros tempos.

 

“O recluso” (impressões pessoais)

 

Mais uma emocionante história aqui trazida por Freida Mcfadden.

 

É a história de uma enfermeira que por acaso vai trabalhar para o estabelecimento  prisional de alta segurança onde se encontra o ex namorado e pai do seu filho. Ele foi condenado por assassinato e foi ela que o ajudou a colocar na  prisão. Logo aqui está uma bela de uma embrulhada.

 

Mas preparem-se porque Freida não seria Freida se tudo fosse assim tão simples. O leitor será constantemente colocado á prova numa espiral de desconfianças e certezas.

 

Preparados?

 

Sunday, March 01, 2026

“A Baía dos Mortos” (impressões pessoais)

 

EdithWaarton foi uma mulher á frente no seu tempo. De condição social privilegiada, ela teve uma abordagem  à escrita muito diversificada. Escreveu poesia, livros sobre jardinagem, contos sobrenaturais, como é este o caso…

 

A inspiração para este tipo de conto terá surgido por que Edith padecia de febre tifoide e os seus delírios febris muitas vezes causavam terríficas alucinações. Ela temia ler Terror mas acabou por escrever algo no género como este conto.

 

Basicamente, este conto trata de um homem que pode ser um  alter-ego de Edith. Ele apanhou uma febre que lhe alterou a mente. Ele não se lembrava que Mary tinha morrido e foi a sua casa. Incrivelmente acaba por a encontrar, percebendo depois com horror que ela estava morta.

 

O estado confuso típico da febre parece estar patente aqui neste conto. Muito bom mesmo.  É este o livro, neste caso, o conto, que fecha em beleza o mês de fevereiro.