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Friday, June 26, 2026

“O Cortador De Bambu”:” E Outros contos Japoneses (impressões pessoais)

 

a brasileira  Sónia Salerno  Forjaz traz-nos aqui alguns contos de fadas que nos chegam do Japão.

 

Alguns destes contos nem sempre têm um final feliz mas ensinam-nos muito sobre a cultura japonesa e as suas crenças, a sua maneira diferente e que nada tem a ver com a nossa de viver.

 

Um livro para todas as idades.

 

Sunday, June 14, 2026

“Estás aí, Deus? Sou eu a Margaret” (impressões pessoais)

 

Sugestão de leitura para iniciar esta semana. A escritora norte-americana Judy blume escreve esta obra a pensar num público mais jovem, especialmente feminino.

 

Margaret não tem religião, ao contrário de todas as pessoas que conhece. Mesmo assim ela fala com Deus sobre o seu quotidiano de pré-adolescente. Este livro, contextualizando, foi escrito ainda numa altura em que as feridas do Holocausto ainda estavam por cicatrizar. A união entre cristãos e judeus seria problemática para as famílias de ambos os lados. Os filhos crescem e vivem numa zona cinzenta em termos de religião. As crianças ficam confusas.

 

Passando isto para a minha perspetiva e para a minha experiência da idade da protagonista, quem me dera a mim não ser obrigada a professar qualquer religião! Eu  detestava ser obrigada a ir à missa ou à catequese. Vou mais longe, a protagonista fala apenas com Deus e ela é que está certa. Li algures, há muitos anos atrás, que não é a palavra dita nas igrejas ou lá o que seja que Deus mais ouve. É a palavra de cada um de nós para ele. Já a semana passada aqui o disse: Em lado  nenhum está escrito que Deus pediu para se fundarem religiões. Se cada um de nós falar   individualmente com Deus à sua maneira, sem o espartilho desta ou daquela doutrina para colocar entravesnas pessoas, acho que seremos espiritualmente  mais completos.

 

Não deixo de realçar algo que me chamou a atenção neste livro. A menina vai aos locais onde aparentemente devia encontrar  Deus- sinagogas, igrejas católicas, igrejas protestantes…Ela fica desiludida porque não o sente nesses locais. Onde é que ela sente Deus? No seu quarto, quando fala com ele no final de mais um dia. Está tudo dito.

 

Apesar de ser um livro voltado mais para os mais novos, deve ser lido por gente de todas as idades.

 

Thursday, April 30, 2026

“Os Ciganos” (impressões pessoais)

 

Sophia De Mello Breyner Andresen deixou este conto inacabado e o seu neto Pedro Sousa Tavares concluiu-o.

 

Um conto infantil que realça a importância da partilha, da amizade, do respeito pelo outro, pelas suas diferenças, pela sua cultura…

 

Numa altura em que parece que retrocedemos em matéria de respeito e tolerância, crescendo cada vez mais os discursos de ódio para quem é diferente ou pensa de outra forma, este tipo de contos é útil para os mais novos não se deixarem levar por esta toxicidade.

 

Rui é uma criança cheia de rotinas. Sonhava em ser mais livre, fugir por um pouco das amarras dos familiares. Um dia, passeava ele no quintal, ouviu ao longe o rufar de tambores. Vinha lá ao longe uma família de ciganos. Curioso, ele foi ver o que se passava e arranjou ali amigos para a vida. Os ciganos ensinaram-lhe os costumes deles e ele, em contrapartida, ensinou a sua amiga cigana a ler.

 

Uma bonita história. Por acaso, e não foi de propósito, leio este conto depois de ter lido o livro “Por Dentro Do Chega”.