Ainda a cheirar a água salgada e com grãos de areia entranhados entre os dedos dos pés, os jogadores portugueses entraram em campo a julgar que, pelo simples facto de ali estar de corpo presente Cristiano Ronaldo, já dava direito a vitória.
Os destemidos leopardos da República Democrática Do Congo rosnavam baixinho, bufando ameaçadoramente, esperando o melhor momento para atacar.
João Neves apontou bem cedo o primeiro golo da Seleção De todos Nós. Os portugueses vibraram mas os congoleses não se conformaram. Ágeis e fortes, quando partiam para cima, logo colocavam em sentido a defesa lusa.
Cristiano Ronaldo continua a falhar golos que antigamente, ainda no século passado, não falhava. Há um doentio e irritante excesso de dependência de um jogador que agora não faz a diferença. Francisco conceição tinha tudo para finalizar mas ordens superiores ou o seu subconsciente fizeram com que passasse para CR7 que falhou.
O capitão português ignorou os pedidos insistentes de Bruno Fernandes para lhe passar a bola e resolveu finalizar de forma horrível. Ele, que jogou os noventa minutos, imagine-se. Pensa que é imbatível, que é Deus ou mesmo acima disso.
Ainda por cima ele tinha o ego ferido porque na véspera o Messi tinha marcado três golos, daí ele nem deixar os outros finalizar. É tudo para mim e vocês gentis e obedientes servos ao meu dispor, terão de me dar quase feitos os golos que vou marcar. Tenho de marcar dez golos neste Mundial para passar o Messi e o Klose. É assim que pensa o bem inflado ego de Cristiano Ronaldo com um furinho de onde está a sair lentamente o ar, não isento de extrema dor de alma. Ver o Messi a fugir…
No final do jogo, era visível até do espaço a azia do capitão português.
Nos outros jogos, a Inglaterra venceu a Croácia por 4-2, o Gana de Carlos Queirós venceu o Panamá por 1-0 e no grupo de Portugal a Colômbia venceu previsivelmente o Usbequistão por 3-1. Se calhar ao terceiro lugar ainda chegamos.
Hoje, uma semana depois do início do Mundial, vamos começar a segunda jornada dos grupos.