De regresso a casa, uma noite bem movimentada e repleta de
peripécias.
Acordei com o coração a galopar. Mais uma versão daquele
sonho que tive há uns anos atrás em que um número invariavelmente e preocupantemente
elevado de veículos de emergência médica desfilavam num local pouco percorrido
por veículos. Os mesmos gritos aflitivos, a mesma urgência. Com a televisão ligada em
canais de notícias, havendo grande aparato lá fora pela calada da noite, não
sabíamos o que se passava.
Agora a situação é diferente. Um clube norueguês visita a
casa do porto. Lá vou eu de novo ao Estádio do Dragão- local em que, por acaso,
estive bastantes vezes já, apesar de não ser adepta dos azuis e brancos.
Travei conhecimento com duas adeptas do clube adversário. Uma
delas era alta, forte e espadaúda- uma autêntica mulher viking. De certeza
absoluta que ela não era a Merethe.
Ela entregou-me um pacote de batatas fritas igual aos que se
vendem com os menus dos frangos no Pingo doce. Ela disse-me que não o abrisse
antes de ela chegar mas eu…logo o abri assim que ela virou costas. Depois
tentava esconder que a desautorizei colocando a mão por cima da abertura.
Acordei desse sonho antes de levar uma monumental descompostura.
Depois vem ainda um sonho do qual eu me lembro com bastante
nitidez. Estava em casa dos meus pais e ouvia de madrugada as corujas bastante
alvoroçadas. Explicando aqui para quem só neste ano que agora começa tem a
resolução de ler religiosamente todos os meus escritos, antigamente os quartos
davam para a rua, coisa que hoje não acontece. No meu sonho, o quarto ainda dá
para a rua e é o que, em tempos partilhei com a minha irmã e com a minha avó. O
quarto em frentedos meus pais.
Ao abrir a janela, constatei algo muito estranho e muito
errado. Não estava escuro mas também ainda não tinha amanhecido. Notei ao longe
uma mancha negra no Céu. De início não identifiquei o que era mas depois essa
mancha negra alastrou e dividiu-se em manchas mais pequenas. Depreendi que era
fumo mas, numa primeira fase, não vi chama alguma.
O fumo começou a alastrar e finalmente o clarão laranja vivo
da chama alastrou rapidamente. Atingiu uma altura incrível em poucos minutos. Corri
a chamar os meus pais, gritando que havia fogo. Eles demoraram a acordar.
Chegando junto á janela, constatei que as chamas cada vez se aproximavam mais
da casa.
Acabei também por acordar.