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Tuesday, January 21, 2025

“Baldios” (impressões pessoais)

 

Já tinha lido este livro inserido numa coletânea  de poemas e  reflexões de José Tolentino Mendonça.

 

São poemas e reflexões sobre coisas que têm tanto de banal como de profundo.

 

Como disse da outra vez, ele tanto escreve sobre paisagens, sentimentos ou cenas mitológicas, como escreve sobre música ou cinema.

 

Apesar de ser um livro de poesia, lê-se bem.

 

Thursday, June 06, 2024

“Jogos Infinitos” (impressões pessoais)

 

José Tolentino Mendonça disserta sobre o caráter humano e de dádiva do jogo.

 

Mais do que competir ou mais do que a componente de ganhar e perder, o jogo é sobretudo dar e receber. Quem hoje é vitorioso, amanhã pode ser derrotado, tendo de haver respeito e civismo entre os intervenientes do jogo. Vão dizer isso a algumas coletividades do Futebol cá do burgo! Em Inglaterra isso pode funcionar mas aqui por vezes não há respeito. Não é tanto por culpa dos jogadores, é mais culpa dos adeptos, dos dirigentes e, ultimamente, por incrível que pareça, dos gabinetes de Comunicação dos clubes.


pode ser que,  com a mudança de presidente no Porto, já que Benfica e Sporting já possuem uma nova geração de dirigentes desportivos, o Futebol Português viva uma nova era sem Pinto Da Costa, cada vez que abria a boca, estar sempre a apelidar os outros de inimigos, como se estivéssemos realmente em guerra.

 

Não há ambiente mais civilizado que um jogo, uma vez que há regras a cumprir e que cada jogador terá o seu papel. Nada mais humano, portanto.

 

O verdadeiro objetivo do jogo, para alem de ganhar, é socializar, exercer a cidadania e o respeito para com o outro.

 

Monday, May 13, 2024

“Nós E os Outros” (impressões pessoais)

 

Artigo de opinião de José Tolentino Mendonça a 9 de outubro de 2021, ou seja, em plena pandemia.

 

O escritor e poeta  madeirense reflete sobre o uso nos tempos de hoje da  palavra “nós”.

 

Nos tempos dos nossos antepassados, o termo “nós” era mais restrito em oposição a “eles” os membros de grupos rivais.

 

Hoje não evoluímos assim tanto, pois a exclusão de quem é diferente ainda prevalece. Hoje os seres humanos são cada vez mais individualistas e José Tolentino Mendonça usa aqui para descrever o nosso Mundo uma  brilhante metáfora. Um homem olha pela janela fosca de sua casa  o que se passa lá fora. Vê pessoas a movimentarem-se mas não sabe que está a ocorrer uma violenta  tempestade que as está a arrastar. Assim é a nossa indiferença para quem está ao nosso lado.

 

Olhamos  muito para nós e esquecemo-nos dos outros.