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Thursday, April 30, 2026

“A Bailarina De Auschwitz” (impressões pessoais)

 

Soube que faleceu Edith Eger- autora deste livro. Se ela nasceu em 1927 e faleceu em 2026, tinha já uma idade muito avançada.

 

Ela tinha apenas 16 anos quando foi levada para os campos de concentração com a sua família judia da Hungria. Nunca mais viu os seus pais, permanecendo sempre com a sua irmã até ao fim dos dias de ambas. Depois  partem ambas para os Estados Unidos.

 

Edith formou-se em psicologia e ajudou outros a viverem os seus traumas. Ajudou muitos militares que vinham destroçados de cenários de guerra, ajudou famílias disfuncionais, ajudou pessoas com comportamentos aditivos ou destrutivos, pessoas com distúrbios alimentares…Digamos que ela curou-se a ela própria curando os outros.

 

Uma longa vida que chega ao fim. Fica aqui o seu testemunho.

 

Monday, February 02, 2026

“Lente De aumento” (impressões pessoais)

 

O Holocausto, a Segunda guerra Mundial e os campos de concentração são recorrentemente os temas mais citados na  Literatura de ficção ou não ficção.

 

São inúmeras as biografias e testemunhos de sobreviventes a esta época horrível da nossa História. Este é mais um testemunho. A diferença é que  Otto Rosenberg é cigano e não judeu. Fala-se muito dos Judeus no Holocausto mas outros povos como os ciganos também sofreram ás mãos dos nazis.

 

Esta é uma história contada na primeira pessoa por este berlinense que se  intitula  de  alemão de pleno direito.

 

Por mais testemunhos que leia, sempre me impressiono com a crueldade humana praticada nestes campos de concentração.

 

Sunday, January 26, 2025

“O Dever Da Memória” (impressões pessoais)

 

Por falar em gente com incríveis histórias de vida, Primo Levi e, em geral, quem sobreviveu aos horrores dos campos de concentração, tem incríveis histórias para contar.

 

O  químico de Turim já publicou essas histórias puras de sobrevivência nos seus livros que já tive oportunidade de ler.

 

Desta vez ele concede entrevistas onde fala das suas experiências e do modo como elas influenciaram dali em diante a sua relação com a vida, com a família e com o modo de pensar e agir.

 

Ele reflete sobre a existência humana em  condições tão extremas em que a linha que separava viver e morrer era muito ténue.

 

Vida cruel, a destas pessoas dos campos de concentração. Por mais que as histórias sejam muito semelhantes, não nos cansamos de ficar boquiabertos com as atrocidades e o instinto de sobrevivência de quem não sucumbiu e voltou para testemunhar o que realmente se passou.

 

O contributo de  Primo Levi para esta memória coletiva foi importante.