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Friday, October 15, 2021

“Cães maus Não Dançam” (impressões pessoais)

 

Depois dos gatos, os cães. Arcturo Perez reverte traz-nos uma curiosa história aos olhos de um cão.

 

“negro” é um velho cão de luta aposentado que tem a missão de resgatar dois amigos que foram levados por um bando que se dedicava ao tráfico de droga e ás lutas ilegais de cães para ganhar algum dinheiro.

 

Ele volta aos ringues de luta para resgatar os seus amigos. Um deles está irreconhecível e adquiriu um comportamento bastante agressivo. Juntos libertam muitos outros  cães das garras do bando.

 

Ao longo destas páginas, o cão dá-nos a conhecer a visão que tem das coisas, dos humanos, dos outros cães.

 

Os relacionamentos na sociedade canina são aqui genialmente narrados.

 

Um livro bem curioso.

 

Saturday, May 22, 2021

“uma História De Espanha” (impressões pessoais)

 

Posso fazer uma sugestão? A partir de agora, os manuais escolares deveriam ser todos assim como este livro de Arturo Pérez reverte. Era da maneira que os alunos assimilavam muito melhor a matéria.  Não tenho dúvidas disso. Imagine-se a cautela com que se tem de prestar atenção á forma bem peculiar como o autor aborda um tema que seria tão enfadonho como…a história de Espanha.

 

Lembro-me de quando andava no ensino preparatória e tinha de levar com a História de Portugal. Em vez de nos apresentar factos, o livro deveria apresentar um texto bem colorido de vernáculo, sarcasmo e humor. Quando eu estivesse a estudar madrugada dentro, como sempre acontecia, de certeza que não leria aí umas dez vezes o mesmo parágrafo devido ao sono.

 

Quem diz os livros de História, diz os livros de todas as matérias enfadonhas que nos impingem nas escolas. Sugeria então que passasse a ser Arturo Pérez Reverte a redigir os manuais escolares. Passava tudo com a nota máxima. Depois havia o outro lado da moeda, os pais mais púdicos vinham sempre protestar que o tipo de linguagem não seria o adequado para crianças e jovens. E eles não dizem palavrões em casa?

 

Já há muito que não lia um livro sem que a minha atenção se dispersasse, sobretudo pela forma como o autor abordava os assuntos. Sendo mordaz, sarcástico e um pouco malvado, Arturo Pérez Reverte não teve prurido em dizer mal do seu próprio povo. Por diversas vezes classificou o seu país como “casa de putas” ou “dia da marmota”. Muitas vezes se dirigiu a figuras ilustres do seu país como “filho da puta”.

 

Ao longo da obra foi enaltecendo todos os defeitos que aparentemente fazem com que o povo espanhol não evolua. Talvez o principal seja uma elevada influência da igreja. Pois claro. Concordo.

 

Um livro que me arrancou muitos risos e até sonoras gargalhadas. Muito bom mesmo.